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quinta-feira, 30 de maio de 2013

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Livro: As mulheres casadas não falam de amor




Título Original: Wife 22
Ano de Edição: 2013
Género: Romance
Autora: Melanie Gideon


Uma obra de estreia é um momento decisivo para qualquer escritor em início de carreira. A crítica tanto pode ser terrivelmente negativa, e quase arrasar por completo as hipóteses de uma carreira de sucesso, como pode fazer aquilo que fez com Melanie Gideon: elogiar entusiasticamente o seu primeiro trabalho e contribuír para que este esteja já presente em mais de 20 países e à espera da sua adaptação ao cinema, algo já anunciado.
 
 
A história é protagonizada por Alice, uma mulher de 44 anos casada com William há duas décadas. Quer seja pela crise de meia idade, quer seja pelos seus problemas no emprego, quer seja por outro motivo qualquer, a verdade é que, nos últimos tempos, Alice tem vindo a sentir-se cada vez mais triste e deprimida com a sua vida em geral, mas principalmente com o seu casamento.
Contudo, é quando decide participar num estudo anónimo sobre "o casamento e o amor" que a vida de Alice poderá sofrer uma grande mudança. É tudo muito simples: Alice adoptará o nome Wife22, o seu código atribuído pelo instituto que conduz o estudo, e responderá a um longo questionário fornecido pelo responsável pelo seu processo, o Investigador 101.
No entanto, a determinada altura, Alice começa a ver o Investigador 101 como seu confidente, como alguém a quem, graças ao anonimato de todo o processo, pode contar tudo sem correr o risco de ser julgada. E é então que Alice chega a uma assustadora conclusão: muito provavelmente está apaixonada por este misterioso homem. Mas será que esta paixão, por uma pessoa cuja identidade ela nem sequer conhece, justifica que Alice coloque um ponto final no seu casamento?
 
 
Aquilo que mais gostámos em "As mulheres casadas não falam de amor" foi a incrível capacidade que Gideon demonstrou possuir para criar um romance que, à partida, poderia ser confundido com a maioria dos romances protagonizados por mulheres na crise da meia idade, mas que acabou por diferenciar-se deste tipo de histórias que já muito pouco de novo têm para oferecer aos leitores.
Gideon, com este seu primeiro livro, exibe não só um sentido de humor brilhante e inteligentemente utilizado ao longo da história, como também uma capacidade singular para nos dar a conhecer as personagens, o seu passado bem como a sua situação presente, simultaneamente sem que isso se torne de alguma forma confuso; tudo graças à forma magistral como utiliza as respostas de Alice ao famoso questionário e, assim, permite ao leitor ir conhecendo a protagonista deste livro bem como aqueles que lhe são mais próximos de uma forma completamente original.
Outro aspecto que destaca "As mulheres casadas não falam de amor" da maioria dos romances é a forma como a autora cria uma história na qual as personagens estão em constante comunicação, 24h por dia, através do Facebook, e-mail ou twitter. Estas formas de comunicação assumem mesmo uma posição central ao longo de toda a obra. Mais interessante ainda, é o facto de o livro conter uma mensagem tão actual e que poderá aplicar-se à vida da maioria dos seus leitores: até que ponto as redes sociais e tecnologias de informação assumiram um papel central e fulcral nas nossas vidas? E de que forma é que o anonimato, sob o qual elas nos permitem viver, nos impele a revelar coisas que não temos coragem de revelar a ninguém face-a-face?  
Para terminar, destacamos uma das grandes reflexões que Gideon nos deixa na sua obra e que acaba por ser a principal mensagem do seu livro: todos nós passaremos pelas mesmas fases da vida, rejubilaremos com momentos de extrema felicidade e enfrentaremos dificuldades à primeira vista intransponíveis, mas só mesmo permanecendo fiéis àquilo que sempre nos pareceu ser o mais correcto e buscando apoio naqueles que mais significado dão à nossa vida é que conseguiremos voltar a ver a luz ao fundo do túnel.
Um livro que recomendamos a todos aqueles que gostam de ler um bom romance mas que tenha uma mensagem com substância!

terça-feira, 28 de maio de 2013

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Passatempo: 39º Passatempo do FLAMES

O FLAMES tem mais um passatempo para vocês!
Em parceria com a Editora Objectiva, temos 3 exemplares do novo livro (editado em Abril de 2013) "As mulheres casadas não falam de amor" para oferecer:






Sinopse

"Uma deliciosa história de amor na era das ligações sem fios. Alice está casada com William há vinte anos. Recorda-se, como se fosse ontem, do dia em que o conheceu. No entanto, ultimamente, é ao Facebook, e não ao marido, que confia os seus pensamentos mais íntimos.
Um dia, recebe um questionário anónimo sobre amor e casamento da parte de um Investigador 101. Decide responder, sob o pseudónimo Mulher 22, sem imaginar que isso mudará a sua vida. Confissão após confissão, Alice sente-se cada vez mais livre e também mais apaixonada pelo Investigador 101, genuinamente interessado nos seus sentimentos como há muito ninguém estava. Alice não tarda a ver-se confrontada com uma decisão potencialmente devastadora: cessar toda a comunicação com o Investigador 101 para salvar o casamento ou admitir que o coração lhe levou a melhor e está novamente apaixonada.
Com uma voz fresca, comovente e divertida, "As Mulheres Casadas Não Falam de Amor" é a história de uma mulher que, tentando reencontrar-se, corre o risco de descobrir que, afinal, quer estar onde sempre esteve."
Para se habilitarem a ganhar um exemplar é muito simples, basta preencherem o formulário abaixo disponibilizado. Têm até ao dia 6 de Junho de 2013 para o fazer.
                                                                                                                 Boa sorte!
Nota: O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega. O seu envio será, gentilmente, feito pela editora.

PASSATEMPO TERMINADO

segunda-feira, 27 de maio de 2013

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Filme: A Dama de Ferro (2011)



Título original: The Iron Lady
Ano: 2011
Cast:
Meryl Streep - Margaret Thatcher
Jim Broadbent - Denis Thatcher
Susan Brown - June
Alice da Cunha - Cleaner

Realizador: Stephen Frears
Duração: 105 minutos

Por vezes, é preciso um filme ser premiado ou nomeado para nos despertar a atenção para ele e nos fazer ir a correr vê-lo. Outras vezes, os filmes despertam-nos curiosidade por si só. A verdade, é que tínhamos medo de o ver pois, apesar de nos despertar interesse, ficámos desiludidas com um filme do mesmo género o "The Queen".
Assim, foi com temor que o começámos a visualizar e... adorámos. Meryl Streep é, como sempre, fabulosa, interpretando o papel de forma brilhante.
Mas o filme não valeu a pena pela sua história original ou mesmo pelas emoções que despertou em nós. Antes, fez-nos olhar para esta senhora com interesse, e com ele aprendemos muito sobre esta época histórica tantas vezes retratada e sobre a vida de Margaret.

Certamente que não é um filme que irá agradar a muitos, e sabemos que irá desiludir, talvez, à maioria, mas aconselhamos a quem quiser vê-lo de o fazer apenas se tiverem curiosidade sobre estas épocas e sobre as personagens.

No filme encontramos Margaret Thatcher (a chamada por todos "Dama de Ferro") numa idade já avançada. Tentando fazer o luto pela morte do marido, acompanhamos a sua vida presente enquanto se vai relembrado e nos vai mostrando imagens do passado. Assim ficamos a conhecer a vida de uma das mulheres mais amadas e odiadas de todos os tempos e a forma como acaba por ascender ao poder.
Como dissemos, Meryl Streep desempenha o papel de forma brilhante! Com este filme, ela conquistou, pela 3ª vez, a "estatuinha" de ouro (Óscar).

Vejam o trailer no youtube clicando no link a seguir - http://www.youtube.com/watch?v=hZrAKdlX0SA

sexta-feira, 24 de maio de 2013

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Passatempo: 38º Passatempo do FLAMES


O Dia da Criança está mesmo MESMO a chegar e, por isso, o FLAMES decidiu ajudar-vos dando-vos a oportunidade de ganhar um exemplar do livro "O Bicho de sete cabeças - História de uma eleição democrática" gentilmente cedido pela sua autora, Carmen Zita Ferreira:


Sinopse
"O livro retrata um momento de eleições na cidade de Cata vento. Os cidadãos elegem democraticamente o Bicho de sete cabeças para presidir aos seus destinos da cidade.
Na hora da tomada de posse ocorre um problema: Qual das sete cabeças coroar? O que aparentemente é um problema (de sete cabeças) torna-se ocasião para uma reflexão sobre as qualidades do líder democrático."

 No dizer de Eduardo Marçal Grilo, que assina o posfácio, “esta história (…) é uma dessas que nos encanta e que ainda nos ensina como é importante ser bom, justo, humilde, determinado, honrado, sabedor e imparcial.”
É também um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para apoio a projectos relacionados com Cidadania nos 3º, 4º, 5º e 6º anos de escolaridade.
Têm até ao dia 30 de Maio de 2013 para participar. Para o fazer, basta preencherem o formulário abaixo disponibilizado.
O FLAMES deseja a todos muito Boa Sorte!
Nota: O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega. O seu envio será, gentilmente, feito pela Autora.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

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Livro: Mildred Pierce




Título Original: Mildred Pierce
Ano de Edição: 2013
Género: Romance, Drama
Autor: James M. Cain

Publicado pela primeira vez em 1941, "Mildred Pierce" tornou-se num clássico que, ao longo de décadas, tem servido de inspiração tanto para uma adaptação ao cinema (num filme homónimo de 1945 que viu premiado a sua protagonista, Joan Crawford com o Óscar de melhor actriz principal) como para a tv (numa premiadíssima série da HBO com Kate Winslet no papel principal).
A história decorre numa América arrasada pela crise de finais dos anos 20. O desemprego atinge valores recorde e a fome e miséria atingem a maioria das famílias americanas.
Mildred Pierce não foge à regra e, após divorciar-se do seu marido que nada quer ter a ver com o trabalho, depara-se com uma situação desmoralizadora: nunca tendo tido um emprego na vida, já que até então apenas tinha desempenhado o seu papel de dona de casa, tem que conseguir arranjar uma forma de se sustentar a si e às suas duas pequenas filhas, Ray e Veda.
Começa, assim, a luta de Mildred, uma luta já por si difícil mas que se agrava pelo facto de a jovem Mildred viver numa sociedade que tem bem definido qual deve ser o lugar de uma mãe divorciada, sem formação ou experiência de trabalho...conseguirá Mildred Pierce remar contra a maré e vingar na vida?!
Neste clássico, James M. Cain brinda-nos com uma história simultaneamente contundente e comovente.
É através de uma escrita fluída, sagaz e coerente que o autor nos apresenta uma protagonista ao mesmo tempo frágil e forte. Não é, assim, difícil para o leitor deixar-se apaixonar por Mildred Pierce, uma mulher que luta contra tudo e todos para conseguir fugir da vida de miséria em que se vê envolvida juntamente com a sua família. Contudo, James M. Cain conseguiu criar uma trama muito diferente daquilo que as primeiras páginas deixam antever e, desta forma, consegue prender-nos até à última página numa curiosidade crescente acerca do desfecho das desventuras em Mildred se vê envolvida.
A construção das personagens foi feita com verdadeira mestria e não pudemos deixar de nos envolver emocionalmente nesta história, como se de verdadeiras pessoas se tratassem, ou não fosse Mildred um exemplo de uma protagonista que tem tantas virtudes como defeitos; sendo que destes últimos o seu maior é a sua admiração desmesurada e doentia pela filha mais velha, Veda, apesar de esta ser a origem da maioria dos seus problemas e preocupações. 
A cereja no topo do bolo é-nos apresentada sob a forma de uma crítica social subjacente que James M. Cain não se absteve de fazer e que nos leva a identificar vários pontos em comum com a nossa sociedade dos dias de hoje tornando, assim, este livro numa leitura bastante pessoal e intensa.
Uma história que recomendamos! 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

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Filme: Ira & Abby (2006)

Ano: 2006
Realizador: Robert Cary
Duração: 104 minutos
Cast: Chris Messina,  
David Margulies,  
Jennifer Westfeldt

Ira & Abby, a nosso ver... um filme A perder!  
 
Como em tudo na vida, a nossa profissão influencia várias coisas e alguns dos filmes que vemos relacionam-se com isso mesmo. Decidimos ver este filme porque tem uma parte relacionada com terapia de casal. Mas talvez o melhor seja, em primeiro lugar, dar-vos a conhecer um pouco da história:

Ira e Abby são um jovem casal recém casado vítimas do "amor à primeira vista". Mas nem tudo lhes corre bem. A relação fá-los procurar ajuda num terapeuta de casal (que a nossa ver também precisava de ajuda de um terapeuta). 
Se quiserem perder 104 minutos da vossa vida a ver um filme que já foi feito e refeito em 100.001 películas diferentes, estejam à vontade, mas não digam que não vos avisámos.
Ira é filho de um casal de terapeutas ricos enquanto que Abby vem de uma família modesta, com poucas posses e totalmente oposta à do marido (confusos? Acham que já viram isto? Talvez no filme protagonizado por Robert DeNiro - "Um sogro do pior", ou na sério televisiva "Dharma e Greg"). E se pensam que este será um reenquadramento destas versões - esqueçam. São uma CÓPIA literal.

E depois disto, pensamos que mais nada há a dizer... Se alguém tiver uma opinião discordante, sinta-se à vontade para vir deixá-la aqui. É para isso mesmo que serve o blogue :)

sábado, 18 de maio de 2013

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Passatempo: 37º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Editora Portugal Mundo)


É a pensar no próximo dia 1 de Junho, Dia da Criança, que o FLAMES preparou mais um passatempo, em parceria com a Editora Portugal Mundo.
Temos, assim, 3 exemplares do livro "Novas Flores para Crianças" de Fernando Cardoso para oferecer aos 3 sortudos que se inscrevam e sejam, aleatoriamente, seleccionados:



Sinopse

 "Quinze temas ( adivinhas, anedotas, canções, charadas, contos, curiosidades, fábulas, jogos, lendas, magia, palavras cruzadas, poesias, provérbios, trabalhos manuais e teatro) completam este livro que vale pelo conteúdo, apresentação e linguagem que vai já na 29ª Edição."
Têm até ao dia 27 de Maio de 2013 para participar.
Preencham o formulário abaixo disponibilizado e... Boa Sorte!
Nota: O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega. O seu envio será, gentilmente, feito pela editora.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

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13ª Entrevista: Rui Carreto (escritor)


 Rui Carreto

Nascido em Castelo Branco a 20 de Junho de 1973, estudou no Instituto de Artes e Espectáculos (teatro) durante um ano tendo acabado por licenciar-se em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa. Participou na organização de vários eventos temáticos e culturais. Deu, ainda, algumas conferências na área do pensamento oriental. Actualmente, trabalha na área do Marketing. "Livrolândia- a terra dos livros" é o seu livro de estreia.
Vamos conhecer um pouco melhor o escritor Rui Carreto:

Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa

O seu Filme favorito: O expresso da meia-noite
O seu Livro favorito: Fatland - O país plano
O seu Anime favorito: não tenho
O seu Manga favorito: não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: eventos culturais (palestras)/ jantar com amigos e conversar/  música clássica (piano e/ou violino ao vivo)
A sua Série de televisão favorita: não tenho


Como lhe surgiu a ideia de escrever “Livrolândia - A terra dos livros”, uma obra repleta de metáforas acerca de vários temas que afligem a nossa sociedade nos dias de hoje?
Surgiu há mais de dez anos, a partir da idéia de que um homem é um livro aberto. Um ser que é possível "ler" a alma. A partir daí: uma série de relações analógicas entre o objecto -livro- e o ser -homem- surgiu na minha cabeça: um livro tem capa, o homem tem rosto; o livro tem contracapa, o homem costas; o livro tem lombadas, o homem espinha dorsal; o homem tem uma psicologia (personalidade) o livro uma psicografia (uma determinada forma como foi escrito). Imaginar um tempo e uma hora (depois da meia-noite) a partir da qual os livros têm uma realidade paralela nos locais onde vivem (livrarias, feiras, bibliotecas), e nesse tempo buscam a sua alma no meio de uma realidade devastada pela vontade de poder de uns sobre outros... espelho da própria vida humana.

Este seu livro de estreia, apesar de à primeira vista parecer ser uma história simples, contém várias mensagens “camufladas” que, muito provavelmente, só serão assimiladas pelos leitores mais atentos e perspicazes. Quando escreveu “Livrolândia - A terra dos livros”, qual era o leitor-alvo que tinha em mente?
Não diria camufladas, mas sim que tem hipertexto, como tal: tem uma leitura mais subtil, mas nada de esotérico, simplesmente suscita no leitor a imaginação para os símbolos mas deixa ao leitor a sua própria visão da história.
Tinha em mente todo o público, nunca pensei nisso, pois não escrevo a pensar em faixas etárias.

Em “Livrolândia - A terra dos livros” recorre a vários livros célebres para criar as personagens desta aventura. Qual foi o livro que mais o marcou ao longo da sua vida e porquê?
Embora não sendo o meu preferido, talvez o que mais me marcou tenha sido "O mundo de Sofia", uma das razões porque segui Filosofia...

Pensa aventurar-se na escrita de uma outra obra?
Sim. Em Setembro será lançado o meu segundo livro (espero que possam ir ao lançamento).

O nosso anterior entrevistado, o escritor Carlos Rodrigues, teve como desafio deixar uma pergunta ao próximo entrevistado sem saber de quem se tratava. A pergunta foi a seguinte: “Em que medida a realidade que o envolve e reproduz no seu quotidiano interfere (enriquece ou empobrece) a sua escrita?
Só enriquece. Pois mesmo os momentos mais "pobres" têm sempre algo de inspirador para quem esteja atento.

Se pudesse, o que é que pergunta ao próximo escritor ou escritora que iremos entrevistar?
Se acredita na literatura como forma de transformação do homem, e porquê?
Muito obrigada ao escritor Rui Carreto pela sua disponibilidade!

A obra de estreia do autor:

quinta-feira, 16 de maio de 2013

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Livro: Beijo



Título Original: Kiss
Ano de Edição: 2013
Género: Romance
Autor: Jill Mansell

Adquirir aqui

Quem conhece Jill Mansell sabe que cada um dos seus livros promete horas de gargalhadas inesperadas, sorrisos constantes e suspiros cúmplices. Quem ainda não conhece...ainda vai a tempo de colmatar tal falha e ficar a conhecer aquela que gostamos de apelidar de "Raínha dos romances bem-humorados". 
Sendo este já o 5º romance que lemos da autora, foi com agradável surpresa que "Beijo" ainda nos conseguiu prender da primeira à última página e manter curiosas até ao fim tal é o rol de reviravoltas inesperadas e situações caricatas nas quais Jill Mansell decidiu envolver as suas personagens.
  
A história apresenta-nos Izzy Van Asch, uma mãe solteira de 37 anos que sabe que a sua grande oportunidade poderá surgir a qualquer momento, ou não fosse ela uma talentosa cantora capaz de consquistar plateias em todo o mundo. No entanto, enquanto tal não acontece, Izzy e a sua filha de 17 anos, Kat, vão vivendo de casa em casa, sobrevivendo à custa dos parcos rendimentos que Izzy consegue amealhar nos bares onde canta à noite. Isto, até à noite em que Gina, uma mulher cuja vida colapsou por completo quando o seu marido decidiu abandoná-la para ir viver com a sua amante (que entretanto engravidara), acidentalmente atropela Izzy quando esta se dirigia para mais uma noite de concerto num degradante bar.
Azar?! À primeira vista era o que poderia parecer, mas será este acidentado acaso que irá mudar as vidas de ambas para sempre e de todos aqueles com que se cruzarão, a dizer: o bonitão Sam, recentemente regressado de Nova Iorque e que não imagina o que lhe irá acontecer assim que conhecer a estouvada Izzy; Simon, um jovem adolescente que desde que se lembra sempre teve Kat como sua musa; Doug, um desorganizado agente de artistas que nunca pensou que poderia vir a apaixonar-se, muito menos por uma pessoa frágil e louca por limpezas; Tash Janssen, uma famosa estrela de rock habituada a conquistar todas as mulheres à sua volta; e muito, muito mais... 
  
Mais uma vez, Jill Mansell conseguiu , com mestria, fazer aquilo que melhor sabe: criar uma trama complexa, na qual cruza os caminhos das várias personagens sem que, contudo, a história se torne minimamente confusa ou demasiado complicada.
Esse é mesmo o segredo de Mansell que, em "Beijo", conseguiu criar uma história com ainda mais reviravoltas e imprevistos do que o habitual. Este é, de facto, o aspecto que mais nos agradou nesta história já que, a determinada altura, percebemos que tudo era possível (e lógico) e, assim, a leitura deste livro tornou-se numa verdadeira viagem de acontecimentos inesperados.
Mas, tratando-se de Jill Mansell, não podíamos deixar de destacar outro dos cunhos da escritora: o seu fantástico sentido de humor que consegue aplicar até nas situações mais caricatas e imprevisíveis. É isto mesmo que nos agrada tanto em Jill Mansell: a sua capacidade para criar personagens marcantes e romances intensos sempre aliados a um sentido de humor capaz de arrancar gargalhadas a qualquer leitor e garantindo que a leitura de qualquer uma das suas obras será sempre feita com um sorriso na face.
E "Beijo" não foi excepção, já que, na nossa opinião, Jill Mansell apresenta aqui a nossa protagonista preferida até à data: Izzy, uma irremediável optimista que vive o dia-a-dia com intensidade e não deixa que os problemas, seus e dos outros, lhe levem o seu sorriso. Assim, é quase impossível não nos sentirmos algo fascinados por esta mulher que consegue ver sempre o lado bom das coisas como se o mundo fosse um lugar muito menos deprimente e triste, como muitas vezes nós próprios somos levados a acreditar.
"Beijo" é, assim, um livro que recomendamos a todos os fãs desta célebre escritora e também àqueles que queiram iniciar-se no mundo de Jill Mansell!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

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Livro: Coisas Boas que não engordam





Autor: João Viegas
Editora: Bizâncio
Páginas: 184
Ano: 2011

Está a chegar aí o Verão! Mas não é só nesta altura que nos precisamos de preocupar com o nosso corpo! Este livro é imprescindível para quem queira saborear boas comidas e perder peso ao mesmo tempo.
Está a pensar que se trata de mais um livro chato e aborrecido com receitas para perder peso, sem sabor e super complicadas de se fazer? Não podia estar mais errado!

O livro, está dividido da seguinte forma:

Informações úteis
Entradas e Snacks
Sopas e saladas
Comida vegetariana
Peixes e Mariscos
Aves e Carnes
Doces e Frutas

O livro inicia, então, com uma secção de 10 regras de ouro importantes para quem pretende perder ou manter o seu peso. De seguida, apresenta uma tabela que todos, de vez em quando, deveríamos consultar. Trata-se de uma tabela com alguns alimentos e que tem algumas informações importantes, nomeadamente, o valor calórico (consoante a quantidade apresentada). Para que se perca peso, a pessoa tem de seguir uma regra de OURO: ingerir menos calorias do que aquelas que consome. Encontre, nesta tabela, os alimentos que mais pode comer, com menos calorias, e que o satisfaçam... e afaste-se de certos alimentos.

No início de cada capítulo, o autor faz uma pequena introdução sobre a importância daquela refeição específica e o que é que o leitor pode encontrar naquele capítulo. Depois, segue-se um arsenal de óptima receitas. De certo que irá querer experimentá-las. Por baixo de cada título, o autor faz, ainda, uma observação sobre aquele prato específico. Não contente, no final de cada receita, refere uma curiosidade importante sobre algum (ou alguns) dos ingredientes daquele prato. Assim, deixa-nos, em cada página, curiosidades e dicas importantes.

Um livro a não perder!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

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Livro: O diário da nossa paixão




Título Original: The Notebook
Ano: 1996
Género: Romance
Autor: Nicholas Sparks


Nicholas Sparks é, indubitavelmente, um dos romancistas mais conhecidos de todo o mundo. Os seus livros alcançam todos o estatuto de bestsellers e muitos deles já inspiraram filmes que levaram milhões em todo o mundo às salas de cinema mais próximas para desfrutar de mais uma bela história de amor.
Mas, se calhar, o que muitos não sabem é que o primeiro romance de Sparks, "O diário da nossa paixão", aquele que o celebrizou, foi escrito pelo autor e permaneceu muitos anos guardado numa gaveta até que alguém tivesse a feliz ideia de publicá-lo. Quando este livro viu pela primeira vez a luz do dia, tornou-se num sucesso imediato e numa história que continua a consquistar pessoas, mesmo tantos anos volvidos.
Em "O diário da nossa paixão", acompanhamos a leitura de uma história por parte de um senhor idoso para a sua frágil e doente esposa, cuja memória começa a degradar-se. Assim, todos os dias, ele lê para ela esta bela história de um jovem casal, Noah e Allie, que apesar das adversidades, tudo fez para manter viva a chama do seu romance. Resistirá o amor deles a qualquer circunstância, por mais difícil que esta seja?
Este livro é aquilo a que gostamos de chamar de um verdadeiro romance em todos os sentidos. Apesar de não ser muito longo (tem apenas 158 páginas), consegue envolver o leitor nesta história de dois jovens que provam que as belas histórias de amor ainda são possíveis. Com uma escrita simples mas cuidada, uma das principais características de Sparks, somos conduzidos ao longo de uma história que cresce de intensidade a cada página e que culmina num último capítulo verdadeiramente arrebatador e comovente.
Não sendo o nosso romance preferido de Nicholas Sparks é, contudo, um bom exemplo daquilo de que este escritor melhor sabe fazer: escrever histórias de amor capazes de comover quem quer que as leia, seja um leitor ávido por romances ou não.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

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12ª Entrevista: Carlos Sérgio Madureira Rodrigues (escritor)


Carlos Sérgio Madureira Rodrigues

“Apesar de ter abraçado profissionalmente o mundo do Direito, desde que me lembro de existir, recordo-me do meu gosto pela escrita, uma constante na minha vida – independentemente do quanto cresço, dos espaços que conheço e das pessoas com quem interajo, o meu gosto e a minha dedicação mantêm-se, como se a escrita fosse um amigo cuja companhia eu não dispenso, para comemorar as minhas vitórias, superar as derrotas e aprender com os erros. Esse gosto, aliado a outra paixão que é ensinar, levaram a concentrar-me nesta obra que vos deixo. Quem sabe o que me espera? Apenas uma coisa sei que fará parte da minha vida: a minha paixão pela escrita.” 

Nascido a 13 de Outubro de 1989, o autor, natural de Vale de Cambra, dedica-se à escrita de colunas para um jornal da sua região. Até à data, publicou o primeiro volume da saga “Eu, Ela e os Vampiros”, pela Chiado Editora (página oficial: https://www.facebook.com/pages/Eu-Ela-e-os-Vampiros-P%C3%A1gina-Oficial/436505406394839).

Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa

O seu Filme favorito: The Bucket List
O seu Livro favorito: O Diário de Anne Frank ou The Picture of Dorian Gray (Oscar Wilde)
O seu Anime favorito: Fairy Tail
O seu Manga favorito: Naruto
O seu Espectáculo favorito: Não tenho
A sua Série de televisão favorita: Game of Thrones 

Foi Bram Stoker, através da sua obra de 1897, "Dracula", quem chamou a atenção de todos para estes seres tão especiais, os vampiros. Mais de 100 anos depois, qual pensa ser o segredo para o constante fascínio de milhões de pessoas em todo mundo pelos vampiros? 
O fascínio pelo fantástico. A existência dos vampiros representa uma porta aberta ao mundo do fantástico e do sobrenatural, através da qual todos nos podemos evadir e construir uma persona dotada de particularidades e poderes "especiais" (mágicos/sobrenaturais). Por outro lado, os vampiros são vistos e tratados como a personificação das Trevas, do mundo negro que existe tanto nas entranhas tanto da Terra como dos nossos corações, factor que alimenta a imaginação e cultiva a inspiração, neste caso, literária. 

Acredita que "Eu, ela e os vampiros" poderá, de certa forma, dar ao leitor uma perspectiva nova e "refrescante" acerca dos vampiros?
Espero que sim, pois o mercado dos vampiros, as prateleiras a estes entes reservadas, já se encontra deveras saturado. O objectivo passa por apresentar os vampiros como um perigo dinâmico, presente, combatidos pelos poderes mágicos de adolescentes. Naturalmente aberto a interpretações e opiniões divergentes, o enredo procurará dar uma nova perspectiva para além da já exaustivamente tratada, que é a "relação proibida vampiro-humano". Ressalve-se que esse tipo de relação possa existir nos livros, mas não será o tema principal.

Sabemos que tem visitado várias escolas a apresentar o seu projecto. Como tem sido a reacção dos alunos com quem tem falado? São um publico tão ou mais difícil de agradar do que o público adulto? 
O público adulto está saturado e centrado em desafios mais prementes (como a crise e a ausência de um futuro promissor, desafios com os quais nos podemos identificar, naturalmente) para dedicar a devida atenção. O público jovem, por seu turno, tem sido uma fonte de surpresas inesgotável. Aderem ao enredo, estão curiosos com a continuação, esperam ansiosamente que lhes possa transmitir dicas tanto acerca da saga como do processo de escrita em si. Uma experiência fenomenal.

O Carlos é um dos escritores mais jovens que entrevistámos até hoje... Na sua opinião: nasce-se escritor ou aprende-se a ser escritor?
Nasce-se escritor, aprende-se a cultivar o talento e a explorar as nossas potencialidades.

O nosso anterior entrevistado, o escritor Ignacio Del Valle, teve como desafio deixar uma pergunta ao próximo entrevistado sem saber de quem se tratava (Pode ver a entrevista aqui: (http://flamesmr.blogspot.pt/2013/04/entrevista-ao-autor-ignacio-del-valle.html). A pergunta foi a seguinte: ¿Qué siente cuando, tras mucho trabajo y mucho oficio, aparece la magia en el texto?: 
Quando a magia aparece eu saúdo-a como um amigo do qual, embora não veja há muito tempo, nunca lhe esqueci a amizade e a estima. Todavia, quando a magia se faz acompanhar de sons e cores envolventes, sinto o que podemos quase chamar de amor. As palavras fluem, sonorizam-se, tornam-se em melodias de vivas cores e profundos significados... quando todas as peças do puzzle encaixam e resulta o momento perfeito sinto, então, a completude do meu esforço unido ao meu talento, filhos da minha imaginação e pais do meu orgulho.

Se pudesse, o que é que perguntaria ao próximo escritor ou escritora que iremos entrevistar? 
Em que medida a realidade que o envolve e reproduz no seu quotidiano interfere (enriquece ou empobrece) a sua escrita?

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36º Passatempo do FLAMES (em parceria com o blogue Mundinho das Bijus)


Uma boa e menos boa notícia.
A BOA é que temos passatempo,
a MENOS BOA é que precisam ter facebook para poder participar...

Cliquem na imagem e BOA SORTE


segunda-feira, 6 de maio de 2013

92

Série: O Colégio da Lagoa Negra



Título Original: El Internado
Ano de Estreia: 2007
Género: Mistério, Drama
Nº de Episódios: 71
Criadores: Globomedia
País de Origem: Espanha
 

O mercado das séries televisivas é fortemente dominado pelas producções norte-americanas, pelo que quando ouvimos falar de uma série espanhola que tinha tido imenso sucesso não só no país de nuestros hermanos como também noutros países da América Latina não perdemos a oportunidade de "mudar de ares" e aventurar-nos numa trama que prometia ser completamente diferente de qualquer série que alguma vez tínhamos visto.
 
 
A história tem como cenário um colégio privado, o colégio da Lagoa Negra, para o qual vão estudantes desde a pré-escola até ao ensino secundário e lá vivem durante todo o ano sendo, simultaneamente, a sua escola e a sua casa.
Contudo, logo no primeiro episódio, um grupo de 6 estudantes é avisado por um professor, Alfonso, de que em tempos o colégio fora um orfanato no qual alguns órfãos desapareceram misteriosamente sem que nunca se tivesse descoberto o seu paradeiro. O aviso de Alfonso é muito claro: eles devem fugir, o mais rapidamente possível, daquele perigoso lugar! No entanto, é quando o próprio Alfonso desaparece sem deixar rasto que os 6 jovens decidem investigar que segredos esconde o colégio da Lagoa Negra, nem que para isso tenham que arriscar a sua própria vida...
 
 
Confessamos que as nossas expectativas eram elevadas de início, pois as várias nomeações e prémios que esta série ganhou, quer pelo seu argumento, produção ou desempenho dos actores, fizeram-nos acreditar que se trataria de uma história de boa qualidade. Contudo, as nossas expectativas foram em muito superadas e "O Colégio da Lagoa Negra" tornou-se uma das nossas séries preferidas dos últimos anos.
É difícil enumerar todos os aspectos que contribuem para que esta história seja tão bem conseguida, mas não podemos deixar de destacar a incrível trama, na qual se sucedem mistérios atrás de mistérios, surpresas e reviravoltas com acontecimentos completamente inesperados; o fantástico desempenho dos actores que dão a vida a personagens que, elas mesmas, sofrem uma evolução ao longo dos episódios, surpreendendo-nos com as suas acções e levando-nos a acreditar que qualquer coisa lhes pode acontecer, qualquer decisão inesperada pode ser tomada; o cenário também brilhantemente escolhido, sendo que esta história de suspense se passa num edifício ele próprio com um aspecto misterioso e num bosque sombrio que em muito contribui para que o clima em "O Colégio da Lagoa Negra" seja sempre algo "pesado" e "sufocante", adjectivos altamente desejáveis para uma série que se intitula de história de suspense constante. Enfim, a lista de ingredientes que tornaram esta produção um verdadeiro sucesso é quase infindável!
Assim, esta série, sem grandes efeitos especiais, explosões, perseguições a alta velocidade, actores esculturais saídos de passarelas ou extraterrestres e monstros surgidos do nada, conseguiu criar uma história que nos prendeu por completo e fez acreditar que não é necessário ser-se dos E.U.A. para se ser uma série de imenso sucesso.
Recomendamos, assim, "O Colégio da Lagoa Negra" a todos os aficcionados por séries de suspense e reviravoltas surpreendentes.


Atenção: Alguns dos comentários abaixo contêm informações sobre a história que poderão revelar acontecimentos importantes na série. 

sábado, 4 de maio de 2013

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35º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Editora Babel)

Para contribuir para que tenham um fim-de-semana excelente, o FLAMES tem para vocês um novo passatempo em parceria com a Editora Babel.
Temos para vos oferecer 2 exemplares do livro "Memórias de Adriano", a obra que celebrizou Marguerite Yourcenar:




Sinopse

Memórias de Adriano tem a forma de uma longa carta dirigida pelo velho imperador, já minado pela doença, ao jovem Marco Aurélio, que deve suceder-lhe no trono de Roma (séc. II d.C.). Pouco a pouco, através desta serena confissão ficamos a conhecer os episódios decisivos da vida deste homem notável. Vencedor do prémio Femina Varesco, este romance é seguramente uma das mais importantes obras da literatura clássica contemporânea e, em particular, de Marguerite Yourcenar.
Podem participar até ao dia 13 de Maio. Para o fazer já sabem: preencham o formulário abaixo fornecido.
Boa Sorte!
Nota: O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega. O seu envio será, gentilmente, feito pela editora.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

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Livro: A cura de Schopenhauer



Chancela: Saida de Emergência 
Autor: Irvin D. Yalom
Data 1ª Edição: 19/03/2007
ISBN: 9789728839673
Nº de Páginas: 320

Adquirir aqui

     A Cura de Schopenhauer foi uma agradável surpresa. Tive filosofia no secundário e foi, sem dúvida alguma, uma disciplina que me marcou. Alguns de vós sabem, no entanto, que a minha área de actuação é a Psicologia.
     Irvin D. Yalom é um escritor americano e, tal como eu, combinou desde cedo a leitura/escrita com a sua área profissional, neste caso, a Psiquiatria. Os livros de Yalom são muito conhecidos, mas apenas recentemente travei conhecimento com eles (podem ver a minha opinião de "Quando Nietzsche Chorou" aqui). Assim que contactei com as obras fiquei deslumbrada. Para além de nos apresentarem questões que estudei e que guiam a minha conduta enquanto profissional, permitiram-me aprender ainda mais sobre técnicas importantes. Quem segue o nosso blogue sabe que gostamos de vários estilos de livros, mas sempre que posso, gosto que o que leio se ligue, de alguma forma, com a minha área. Mas, para ler este livro, preciso de ter noções de Filosofia, Psicologia ou Psiquiatra? NÃO. Mas fica aqui o aviso: Assim que terminarem de o ler... vão ficar a saber MUITO mais sobre estas áreas. Ambos os livros são muito bons, complementam-se (apesar de serem histórias totalmente independentes) e devem, a meu ver, fazer parte da lista de livros indispensáveis.

     Esta obra (tal como a que enunciei anteriormente) requereu muito trabalho por parte do autor e muito tempo de pesquisa (teve mesmo de fazer traduções do alemão original). Mas só isso permitiu que se tornasse numa obra literária e educativa ao mesmo tempo.
     Quando comecei os meus estudos, não era grandes adepta das terapias de grupo até ao dia em que, no meu estágio, para conseguir "chegar" a um doente, decidi (com a devida orientação) aventurar-me a dirigir uma secção de grupo. Foi fantástico! A partilha de experiências entre os doentes surtiu um efeito fenomenal. Foi uma pena não ter lido este livro antes (e já vão entender o porquê).

     Este livro passa-se num local totalmente diferente do anterior. Ambientado na América, começa com a história de Julius, um terapeuta que recebe o diagnóstico de um cancro maligno que o poderá conduzir à morte passados cerca de 12 meses. Totalmente desesperado, começa a vasculhar no seu passado, e relembra Philip, um caso que teve há muitos anos e que não conseguiu ajudar. Como estará ele? Apesar de a terapia não ter funcionado, será que houve alguma alteração futura? Para além destas duas personagens, conhecemos profundamente a história dos doentes de Julius que todas as semanas se encontram em sessões de grupo. Yalom faz um trabalho fenomenal em nos mostrar o percurso das personagens (não fosse ele psicoterapeuta). Mas este livro conta ainda com a "participação" de outras personagens muito interessantes (e reais) - a Família Schopenhauer. Se nunca leu nada do filosofo Arthur Schopenhauer, este livro é um bom começo, pois permite entender do que tratam as suas obras (e depois poderá decidir aventurar-se ou não). Se já conhece as obras, ficará a entender o porquê de as ter escrito. Esta questão foi, para mim, muito interessante.

     Mais interessante, ainda, é o facto de uma das personagens ser terapeuta e de termos acesso directo aos seus pensamentos, dilemas e tomadas de decisão aquando das sessões terapêuticas. Essa foi a parte que mais gostei e com a qual mais aprendi.
     Graças a esta obra, conhecemos imensos factos históricos dos inícios de 1800. O autor fá-lo de forma brilhante pois não é nada maçador e através dos olhos do pequeno Schopenhauer conseguimos olhar para a época e para a Europa da altura. O autor, coloca, em paralelo, factos biográficos do filósofo, e escritos do mesmo. 

     Através deste livro podemos, ainda, viajar. Falei-vos da Europa dos anos de 1800, mas também chegamos aos EUA contemporâneos e... à Índia dos nossos dias. Temos um retrato das questões culturais das diferentes zonas e épocas que o autor consegue interligar com a própria Psicologia (ligações afectivas, apego e vinculação). Liga questões relacionadas ao budismo e chega mesmo aos princípios das terapias de 3ª Geração como o Mindfullness. Torna-se assim uma obra intemporal e faz-nos entender o presente... porquê? Porque é o entendimento do passado que nos permite compreender o presente e a direcção do futuro. Uma questão premente em toda a obra prende-se com a questão de se viver no presente pois relembrar o passado e antecipar o futuro apenas causa a inquietação. O livro remete ainda para a Gestalt terapia, o que me fez relembrar mais uma vez os tempos da faculdade.

     Os últimos capítulos são, absolutamente, VICIANTES, e é impossível pousar o livro. Queremos saber mais, queremos entender mais, queremos conhecer os "porquês"... queremos terminar e parar para reflectir. Um excelente livro que recomendo a todos!

Por: Roberta Frontini 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

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Passatempo: 34º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Editora Objectiva)

Não há nada melhor do ter uma pequena surpresa neste feriado. Por isso mesmo, o FLAMES tem mais um passatempo para vocês! Em parceria com a Editora Objectiva, temos para vos oferecer 3 exemplares do internacionalmente conhecido romance "Mildred Pierce":
               
O clássico que deu origem à tão aclamada mini-série da HBO, "Mildred Pierce", com Kate Winslet
«Cain capta, com mestria, aqueles impulsos primários da ganância e do sexo em menos palavras do que qualquer outro escritor.» The New York Times








Sinopse
"Mildred Pierce foi abençoada com umas pernas de fazer perder a cabeça, jeito para a cozinha e uma personalidade que não é para brincadeiras.
Tudo isso lhe foi útil quando teve de sobreviver ao divórcio e à pobreza e abrir o caminho de saída da baixa classe média. Mas Mildred tem também duas fraquezas: uma tendência para se apaixonar por homens indolentes e uma devoção irracional pela filha mimada e egoísta.
Cain é um observador nato da natureza humana, das suas idiossincrasias, fraquezas e motivações. Mildred Pierce, o romance de 1941, é de uma força emocional devastadora e executa uma crítica social contundente. Mildred Pierce, a heroína, é uma personagem memorável, com cujas ambições e mágoas qualquer leitor poderá identificar-se.
Após a adaptação, vencedora de um Óscar, para o grande ecrã em 1945 – com a inesquecível Joan Crawford –, Mildred Pierce chega finalmente à televisão numa mini-série vencedora de cinco prémios Emmy e um Globo de Ouro, protagonizada por Kate Winslet. A adaptação é da HBO, produtora de Os Sopranos, Sete Palmos de Terra e A Guerra de Tronos."
Sobre o autor
James M. Cain (1892-1977) é hoje reconhecido como um dos grandes mestres do policial negro americano. Nascido em Baltimore, começou a sua carreira como repórter, serviu na Força Expedicionária Americana na Primeira Grande Guerra e tornou-se, mais tarde, professor de Jornalismo no St. John’s College, em Annapolis. Escreveu editoriais para Walter Lippmann, no New York World, e foi chefe de redacção do The New Yorker antes de rumar para Hollywood, para ser guionista. Aos 42 anos, viu publicado o seu primeiro romance, O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes, que de imediato causou furor. Um clássico, foi acusado de obscenidade em Boston e diz-se ter inspirado Albert Camus a escrever O Estrangeiro. Com 18 livros publicados, Cain estava a trabalhar na sua autobiografia quando morreu, em 1977.
Têm até ao dia 10 de Maio para participar. Para o fazer apenas têm que preencher o formulário abaixo fornecido.
                                                Boa Sorte a todos!!!
Nota: O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega. O seu envio será, gentilmente, feito pela Editora.

PASSATEMPO TERMINADO
2

Lembram-se deste Sol?



Não somos da geração dos Teletubbies, mas lembramo-nos  muito bem do aparecimento deste desenho animado e deste sol. O sol era representado por este bebé (que tinha, na altura, 7 meses) que hoje... cresceu.
Chama-se Jessica Smith, apareceu nos 333 episódios da série e foi uma das duas únicas personagens "físicas/reais" a aparecer.

Foi muito difícil, para nós, encontrarmos informação fidedigna na internet sobre ela. Alguns sites revelavam que se tinha tornado numa actriz mas que acabou por ser presa em 2007 por conduzir sob influência de substâncias (ou álcool não se entende bem), mas quando procuramos por trabalhos dela é difícil que apareçam.

Sabemos que se casou em 2009 (pode ver algumas fotos aqui - http://hills2city.wordpress.com/2009/10/18/jessica-smith-from-laguna-beach-gets-married/) e que apareceu na série Laguna Beach (no youtube estão algumas entrevistas dela, relacionados com a participação na série - http://www.youtube.com/watch?v=WvaRHOBKqsI).

De resto, se alguém tiver mais informações que queira partilhar, aguardamos e esperamos que deixem nos comentários :)
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