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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

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BookHaul Agosto 2017 Roberta [Blogue FLAMES]



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

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Livro: Alice no País das Maravilhas



Título Original: Alice in Wonderland
Ano de Edição: 2015
Género: Aventura, Fantasia
Autor: Lewis Carroll


* Por Mariana Oliveira *


Deve ser quase impossível encontrar um livro infantil mais famoso que o clássico “Alice no País das Maravilhas”. Escrito por um matemático, o britânico Lewis Carroll, é provavelmente um dos livros para crianças mais lido nas últimas décadas.


Sinopse:
“Um dos maiores clássicos da literatura é um dos mais extraordinários contos de fadas de sempre, onde a imaginação reina como senhora absoluta, o absurdo e o nonsense delirante dominam e onde tudo é possível. Quem não se lembra das personagens que Lewis Carroll imortalizou e que fazem parte do imaginário de várias gerações?” 


Opinião:
Antes de ler este livro já tinha ouvido todo o tipo de comentários sobre ele que iam desde ser “o melhor livro que alguma vez li na vida” até “mas que raio de drogas é que o autor tomou quando o escreveu”. Por isso mesmo, ao iniciar esta leitura já estava convencida de que não iria encontrar uma história com um fio condutor simples, contudo nada me tinha preparado para encontrar tal emaranhado de ideias!

Não querendo falar em passagens concretas para não estragar o livro a quem ainda não o leu, prefiro antes abordar aquilo que senti ao ler “Alice no País das Maravilhas”.
O início deixou-me bastante interessada pois a forma como esse famoso País das Maravilhas é apresentado despertou-me bastante curiosidade e por momentos senti que recuava no tempo e que regressava aos anos da minha infância. No entanto, a determinada altura, as coisas começaram a ficar simplesmente demasiado aleatórias e meio loucas. Não sou tão inocente ao ponto de não perceber que era esse o objectivo do autor, contudo não gostei de tantos diálogos estranhos e de me cruzar com tantas personagens infelizes, assustadas, zangadas e/ou desorientadas.
É certo que tudo é possível no País das Maravilhas e que quando entramos no reino da fantasia a imaginação nos pode levar por vários caminhos, cada um mais caricato do que o outro. No entanto, não gostei desta amálgama de diálogos e acontecimentos. Gostava de que esta leitura me tivesse transportado para um reino de fantasia ao invés de me proporcionar uma aventura quase psicadélica.

Para sempre ficarei a questionar-me se o impacto desta obra teria sido completamente diferente se a tivesse lido em criança. Infelizmente, essa pergunta nunca terá resposta…


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

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O teu FLAMES num ano


2016 foi um ano repleto de surpresas. Por ter sido um ano fora do comum, acreditamos que ainda vamos ouvir falar nele bastante em 2017. No FLAMES queremos fazer o mesmo. De um ano que tanta gente apelidou de um dos piores na história da humanidade, nós queremos retirar o que de melhor houve. Assim nasce a rubrica "O teu FLAMES num ano"


Rita Martinho
2016

Página facebook: https://www.facebook.com/mundodesonhoss/

Canal Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC1vlOMvolyPmIPHHxL8weuQ

Filmes: Quem me conhece sabe que não vejo muitos filmes, porém 2016 esteve recheado de filmes maravilhosos e eu não consegui restir-lhes. 

Menciono o À procura de Dory, eu esperei anos e anos por este filme e não me desiludiu em nada! 

A casa da senhora Peregrine para crianças peculiares, a adaptação do primeiro livro da trilogia, Tim Burton fez um excelente trabalho e eu não estava à espera de menos! 

A rapariga no comboio que veio dar ainda mais relevo ao livro, a Emily Blunt surpreendeu-me muito com a sua interpretação da Rachel, via-se nos seus olhos que estava completamente perdida. Só não gostei muito das cenas de sexo, não me lembro de no livro ter assim tantas. 

Por fim, como fã de Star Wars que sou, não podia esquecer o Rogue One: Uma história de Star Wars, foi a minha primeira experiência com IMAX, não poderia ter corrido melhor! Um filme cheio de ação , pensado de propósito para os fãs ,pois se não tivermos visto todos os que estão para trás não conseguiremos compreender este no seu todo. O filme trouxe também mais uma heroína super forte: A Jyn , quem lhe deu vida foi a atriz Felicity Jones e o seu trabalho foi incrível! 

Livros: Sou terrível nesta parte, principalmente este ano, pois não dei 2 estrelas a um único livro! Vou mencionar duas séries de livros que me espantaram completamente, foram as que mencionei mais no canal ao longo de 2016: Percy Jackson e os Olimpianos e Os heróis do Olimpo. Costumo dizer que a segunda é uma série de spin offs, pois convém lerem-na só depois da primeira, senão não compreenderão grande coisa. 

Muitas pessoas diziam que era parecido com HP mas eu não vi nada disso, exceto a idade das personagens, as descobertas que são feitas no início e o facto de ambos serem livros de fantasia. Aconselho esta série a todos aqueles que gostam de mitologia, tanto grega como romana, é uma excelente maneira de aprender mais enquanto estamos a disfrutar de uma leitura mesmo muito descontraída, como os livros são para um público mais jovem os livros são bastante acessíveis e super engraçados, mas mesmo assim deixam-nos de boca aberta com alguns acontecimentos. O melhor de tudo isto é criarmos relações com as personagens ao longo dos livros, desta maneira o seu crescimento é nitidamente observado. 

Animes

Mangas

Eventos, espetáculos e/ou entretenimento: O concerto dos Myname em Lisboa, um grupo de Kpop. Foi o primeiro concerto ao qual eu fui, super bem acompanhada por algumas meninas do YouTube. Como alguns sabem o Kpop ainda não é muito aceite em Portugal, não houveram muitos concertos ainda, por isso os grupos que cá vêm devem ser apoiados. Gostei imenso de ver as danças do grupo, vê-se mesmo que os Coreanos dão mais atenção a esse pormenor que os outros cantores. Disseram coisas lindas sobre nós e Lisboa o que nos deixou a todas super felizes (e com lágrimas nos olhos). 

Séries: Quanto a séries, não vejo séries Americanas há imenso tempo, dediquei-me aos Doramas, que são séries Coreanas, Chinesas, Japonesas ou Tailandesas. 

Por isso nesta secção mencionarei dois doramas coreanos que amei do fundo do meu coração. 

Cheese in the trap, traz até nós toda a pressão pelo qual um Universitário passa, desde as noitadas que passa a estudar, o facto de terem todos zero num trabalho graças a um colega, até ás guerras interiores, o crescimento como pessoa, a indecisão sobre o futuro. E claro, amor, mas como sabemos o amor e o ódio andam de mãos dadas e aqui não será excessão. Se tivesse de usar uma frase para descrever esta série seria: Uma doce montanha russa de emoções. Menciono também que a atriz principal (Hong Seol) tem um estilo super idêntico ao meu, talvez por isso tenha adorado ainda mais a série. 

A segunda série é Page Turner e é super curta, segue a vida de três adolescentes super promissores que acabaram de perder aquilo que era mais importante para eles. Esta é uma história de superação, em que os sonhos estão ao nosso alcance, só precisamos de colocar todo o nosso coração, crença e força e conseguiremos alcança-los!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

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Livro: O Castelo de Vidro




Título Original: The Castle of Glass
Ano de Edição: 2017
Género: Drama, Aventura
Autora: Jeannette Walls
Editora: Suma de Letras


* Por Mariana Oliveira *


É com livros como “O Castelo de Vidro” que percebo que tive uma infância abençoada e que os meus sonhos de na altura ingressar num circo para correr mundo ou então partir à aventura com os meus amigos com uma simples mochila às costas não se equiparam com a educação segura e saudável que tive. Pena que a protagonista desta obra não tenha gozado da mesma sorte…


Sinopse:
“Esta é a história verídica extraordinária de uma família profundamente disfuncional e tremendamente vibrante. São uma família nómada. Vivem aqui e ali e sobrevivem como podem. É uma história cheia de amor de uma família que se ama mas que também se abandona, que é leal e decepcionante ao mesmo tempo. É uma daquelas leituras que nos mudam para sempre.”


Opinião:
Ler “O Castelo de Vidro” fez-me sentir uma sortuda assim que comovida terminei as últimas páginas e percebi que por esse mundo fora provavelmente existem muitas famílias como a da autora Jeannette Walls.
O que é curioso, é que não estamos perante um exemplo de dois pais que por falta de amor para com os seus quatro filhos se tornam altamente negligentes já que amor e sentido de união é algo que não falta a este casal disfuncional. O problema assenta na forma como decidem educar os seus filhos: completamente arredados das leis da sociedade e dos princípios que orientam a maioria das famílias.

Para o pai de Jeannette o álcool é a sua bóia de salvação e o seu vasto conhecimento acerca dos mais variados saberes irá permitir-lhe um dia descobrir ouro tornando-se rico. Até lá, imagina que tem de escapar do FBI, máfia e os mais variados sindicatos que conspiram para conseguir apanhá-lo.
Já a mãe acredita que a sua carreira de artista irá ser reconhecida a qualquer momento e que usar o seu diploma como professora para ganhar dinheiro para sustentar a sua família não faz qualquer sentido uma vez que a Natureza proverá tudo aquilo de que eles possam precisar.

E é assim, no meio de todo este caos que a pequena Jeannette e os seus três irmãos têm de sobreviver, enfrentando ao longo dos anos momentos de fome, frio, dor e medo. Contudo, é igualmente durante esses tempos conturbados que as quatro crianças mostram o quão resilientes são fruto da sua inteligência e incrível capacidade de adaptação.

Ao apresentar as coisas desta forma seria muito fácil detestar estes pais, no entanto quem ler este livro irá conseguir perceber que a questão é muito mais complexa do que isto. É que no meio de toda esta negligência existe um amor incrível destes progenitores para com as suas crianças, que parecem genuinamente convencidos de que lhes estão a dar a melhor educação possível. Assim, fiquei por diversas vezes chocada com a dinâmica desta família ao mesmo tempo que fiquei enternecida com o carinho que demonstram uns para com os outros.

A ter de apontar algum defeito a esta obra, diria que por vezes senti que, mesmo diferentes, algumas situações pareciam repetidas pois este casal desequilibrado caía várias vezes nos mesmos erros arrastando consigo os seus filhos para mais uma situação de precariedade.


Resta-me manifestar a minha admiração pela coragem que Jeannette Walls teve ao contar a sua história. Sendo uma célebre jornalista no seu país, os E.U.A., foi precisa uma imensa força para decidir contar ao mundo a louca, perigosa e intensa infância que teve.  

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

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O teu FLAMES num ano


2016 foi um ano repleto de surpresas. Por ter sido um ano fora do comum, acreditamos que ainda vamos ouvir falar nele bastante em 2017. No FLAMES queremos fazer o mesmo. De um ano que tanta gente apelidou de um dos piores na história da humanidade, nós queremos retirar o que de melhor houve. Assim nasce a rubrica "O teu FLAMES num ano".


Nome: Rita Inzaghi 


Filmes: “Love” – Gaspar Noé empatado com “Julieta” – Pedro Almodóvar 
Livros: “Desnorte”, de Inês Pedrosa, e “Mustang Branco”, de Filipa Martins 
Animes: - 
Mangas: - 
Eventos, espetáculos e/ou entretenimento: O Pato Selvagem, de Henrik Ibsen, com encenação de Tiago Guedes, Nouvelle Vague no EDP Cool Jazz, e os 20 minutos do concerto de Korn no RiR 
Séries: Shameless US

terça-feira, 5 de setembro de 2017

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264º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)


Em parceria com a Editorial Planeta temos 1 exemplar deste livro para oferecer. Participem e BOA SORTE :) 


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

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Livro: The Marvels



Ficha técnica

Título: The Marvels
Autor: Brian Selznick
Páginas: 665
Ano: 2015 
ISBN:  0545448689 (ISBN13: 9780545448680)

Sinopse

A breathtaking new voyage from Caldecott Medalist Brian Selznick. Two stand-alone stories the first in nearly 400 pages of continuous pictures, the second in prose create a beguiling narrative puzzle. The journey begins at sea in 1766, with a boy named Billy Marvel. After surviving a shipwreck, he finds work in a London theatre. There, his family flourishes for generations as brilliant actors until 1900, when young Leontes Marvel is banished from the stage. Nearly a century later, runaway Joseph Jervis seeks refuge with an uncle in London. Albert Nightingale's strange, beautiful house, with its mysterious portraits and ghostly presences, captivates Joseph and leads him on a search for clues about the house, his family, and the past. A gripping adventure and an intriguing invitation to decipher how the two stories connect, The Marvels is a loving tribute to the power of story from an artist at the vanguard of creative innovation.

Opinião
(Roberta Frontini)

Quer eu quer a Mariana somos fãs confessas de Brian Selznick e acreditem se vos digo que isto é um grande feito. Para um leitor mais atento do blogue será fácil detectar a disparidade de gostos entre as duas o que, de certa forma e do meu ponto de vista, tráz apenas maior diversidade aos livros abordados no blogue. Assim, quando um autor nos arrebata às duas, poderá significar que estamos perante algo de grande. E é isso que Brian Selznick é para mim: um mestre na arte de contar (e ilustrar) histórias. 

A primeira vez que me deparei com o autor foi quando vi o filme "A invenção de Hugo Cabret", filme inspirado no livro deste autor. Quando vi o livro pela primeira vez numa livraria notei logo que estava perante algo de grandioso, e quando o li percebi a genialidade do autor. A Mariana já leu e falou numa outra obra dele, Wonderstruck. Já eu ainda não tive oportunidade de o ler, mas a seguir rendi-me totalmente ao The Marvels, e é desta maravilha que vos venho falar hoje. 

Tal como no "A invenção de Hugo Cabret", o autor usa ilustrações não como um mero complemento da história, mas como uma forma de contar o enredo. Assim, cerca de metade do livro tem a história contada com imagens. Depois temos o texto, que conta uma outra parte importante da história. Por fim, o final é-nos revelado, novamente, através de imagens. 

Neste livro vamos acompanhar uma geração muito especial: a geração da família Marvels. O seu início é bastante peculiar e durante anos vamos acompanhar alguns dos seus membros. Mas um determinado acontecimento deixa-nos sem fologo a meio do livro e compreender o que aconteceu torna-se essencial. Uma história maravilhosa onde o amor tem um importante papel principal. 

A escrita deste livro é bastante cinematografica, e quase que nos deparamos com uma leitura tão fluída quanto a visualização das imagens. O mistério paira no ar ao longo da obra, e é quase insuportável pousar o livro para fazer uma pausa. A construção e o crescimento das personagens também é um aspecto muito bem delimitado em toda a obra. É fácil criar empatia com as personagens, com as suas tomadas de decisões e com o seu crescimento pessoal. 

Este é daqueles livros que, se eu pudesse, obrigada toda a gente a ler. 

domingo, 3 de setembro de 2017

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Vídeo: Bloopers



sábado, 2 de setembro de 2017

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O teu FLAMES num ano,


2016 foi um ano repleto de surpresas. Por ter sido um ano fora do comum, acreditamos que ainda vamos ouvir falar nele bastante em 2017. No FLAMES queremos fazer o mesmo. De um ano que tanta gente apelidou de um dos piores na história da humanidade, nós queremos retirar o que de melhor houve. Assim nasce a rubrica "O teu FLAMES num ano"


Vanessa Pereira 
(Miss Livrinhos)


Filmes: As cinzas de Ângela + 1000 Rupee Note (cinema indiano) + Suite Francesa 

Livros: O Rouxinol – Kristin Hannah + A Vida no Campo – Joel Neto 
Animes
Mangas
Eventos, espetáculos e/ou entretenimento: Fólio (conheci Joel Neto) + Antestreia - A rapariga no comboio + RIR (recordar musicas de Queen ainda que com o Adam Lambert) 
Séries: House of Cards + Peaky Blinders + An Idiot Abroad

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

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Filme: A Torre Negra


Título Original: The Dark Tower
Ano: 2017
Género: Fantasia, Aventura
Realizador: Nikolaj Arcel


* Por Mariana Oliveira *


Às vezes decido ir ao cinema em cima da hora, fruto da influência de quem me acompanha no momento, e dou por mim a entrar na sala sem ter visto sequer o trailer do filme em questão. Não considero que isto seja obrigatoriamente mau, visto que o factor surpresa muitas vezes motiva-me mais a ver algo do que quando já sei à partida o que me espera.
Foi precisamente isto que me aconteceu com “A Torre Negra”, uma adaptação ao grande ecrã baseada numa ideia original do mítico escritor Stephen King.


Sinopse:
“Há outros mundos para além deste…
O Pistoleiro Roland Deschain encontra-se preso numa batalha eterna contra o seu maior inimigo, o feiticeiro Walter O’Dim, também conhecido como o Homem de Negro. O objectivo do Pistoleiro é impedir que o Homem de Negro destrua a Torre Negra, um edifício que mantém o equilíbrio no Universo. Contudo, o temível feiticeiro detém um poder incrível e vai ser necessário ao mítico pistoleiro usar todo o seu talento para conseguir proteger-nos a todos da uma eminente destruição.”


Opinião:
 Aos poucos tenho vindo a render-me ao talento de Matthew McConaughey por isso vê-lo aqui no papel de vilão, sendo para mim a primeira vez, foi uma agradável surpresa. Acho que o papel lhe encaixou que nem uma luva pois o seu sorriso irónico e a sua postura extremamente confiante de quem é capaz de conquistar o universo sem o mínimo esforço tornaram-no num feiticeiro simultaneamente temível e admirável.

Relativamente à história em si, esta questão dos pistoleiros capazes de manobrar pistolas de uma forma sobre-humana fez-me lembrar por momentos do filme “Wanted”, no qual Angelina Jolie e companhia conseguem controlar a trajectória de qualquer bala chegando, inclusive, a criar incríveis trajectórias curvas (para quem nunca viu este filme, aproveito para aconselhá-lo pois vale mesmo a pena!).

Gosto particularmente de um filme que pegue num tema e o explore convenientemente e em “A Torre Negra” fiquei agradada com as principais cenas de acção em que o pistoleiro Roland demonstra porque é que é conhecido por todos os habitantes do seu planeta como um dos maiores manobradores de pistolas.

Contudo, senti que algo ficou aquém das expectativas.  É que, a meu ver, quando entramos no género fantástico num filme tudo é possível e temos a oportunidade de explorar esse universo ao limite. Em “A Torre Negra” senti a falta de ainda mais cenas de acção, os monstros que foram surgindo não tiveram o devido destaque pois o seu contributo no filme foi demasiado pontual e breve, e o próprio conceito da Torre Negra e dos diversos planetas foi explicado de uma forma algo superficial. Mais 30 minutos no filme para desenvolver estes aspectos teriam contribuído imenso para a qualidade deste trabalho.

Assim, esta ida ao cinema acabou por ser prazerosa mas deixou-me com a sensação de que a oportunidade de criar algo épico tinha sido desperdiçada. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

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O teu FLAMES num ano


2016 foi um ano repleto de surpresas. Por ter sido um ano fora do comum, acreditamos que ainda vamos ouvir falar nele bastante em 2017. No FLAMES queremos fazer o mesmo. De um ano que tanta gente apelidou de um dos piores na história da humanidade, nós queremos retirar o que de melhor houve. Assim nasce a rubrica "O teu FLAMES num ano"


Raquel Pereira
2016

Página facebook: A toca do Nunca (https://www.facebook.com/atocadonunca/

Blogue: A toca do Nunca (https://atocadonunca.wordpress.com/



Filmes: Ponyo in the Cliff by the Sea; Star Wars – A New Hope; The Little Prince
Livros: A linguagem secreta das flores; O Prisioneiro do Céu; A fúria das vinhas
Animes:
Mangas:
Eventos, espetáculos e/ou entretenimento: Concerto Sígur Ròs – NOS Primavera Sound
Séries: Game of Thrones (Season 6); Masters of Sex (Season 3)

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

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Filme: Como água para chocolate (1992)



Trailer

Opinião 
(Roberta Frontini)

Por vezes quando não temos quaisquer expectativas em relação a um filme, podemos deparar-nos com uma boa surpresa.
Foi o que me aconteceu com este filme. Calhou eu estar acordada e começar a dar. Como grande fã de livros decidi dar-lhe uma oportunidade, até porque sempre me pareceu que este não era um livro que me pudesse encher as medidas (recorde-se que este filme é uma adaptação da obra com o mesmo nome de Laura Esquivel).
Não sei se alguma vez lerei a ou se, caso o faça, chegarei à conclusão que não devia ter visto o filme antes. Ficará para depois. Neste momento no entanto estou grata por ter dado uma oportunidade a esta história de amor. 

A história pode ser vista no trailer que deixo em cima, mas basicamente conta a história de amor entre Tita e Pedro. Ambos estão apaixonados, mas o seu amor é proibido. De facto, Tita terá de tomar conta da mãe quando esta envelhecer, pelo que nunca se poderá casar. Para que ambos consigam, no entanto, ficar mais perto um do outro, Pedro acede casar com a irmã de Tita. 

Para além da história ser interessante, o filme pareceu-me mesmo muito bem conseguido. Os prémios e nomeações que teve comprovam de certa forma a qualidade da mesma: BAFTA 1994 (Indicado na categoria de melhor filme em língua estrangeira); Globo de Ouro 1993 (Indicado na categoria de melhor filme em língua estrangeira); Prêmio Goya 1993 (Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro de língua espanhola); Festival de Gramado 1993 (Venceu nas categorias de melhor atriz [Lumi Cavazos] e melhor actriz coadjuvante [Claudette Maillé]; Escolhido como melhor filme pelo júri popular;
Indicado ao Kikito na categoria de melhor filme latino.

O contexto histórico que se vivia na altura também é muito bem apresentado aqui, e aprendi bastante sobre uma cultura que desconheço. Deveras interessante também a forma como a comida desempenha, ao longo de toda a história, um papel preponderante. A magia, o místico, a realidade, o ridículo, o exagero, o amor, tudo se mistura. Aconselho a que dêem uma oportunidade. 


sábado, 19 de agosto de 2017

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

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263º Passatempo do FLAMES (em parceria com o autor Ricardo Henares)



Em parceria com o autor Ricardo Henares, temos 1 exemplrar de "O Conquistador Nórdico". 
Preencham o formulário e... BOA SORTE

Passatempo terminado
Vencedor: Rafael Pereira (Lisboa)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

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Livro: A avó que usava carrapito



Título: A Avó que Usava Carrapito 
Autora: Maria Teresa Lobato 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 34 
Editor: Alfarroba 
ISBN: 9789898745620
Idioma: Português

SINOPSE 

No seio de uma família de burros, raça muito digna e trabalhadora, vive-se o dia-a-dia dos comuns humanos, com os seus hábitos e emoções. Afinal, esta família de burros podia ser vizinha da casa ao lado, ou a nossa história de vida, quem sabe?

OPINIÃO

Como sabem gosto de ler livros infantis, e tenho também um carinho especial para este tipo de obras aqui no FLAMES. Já não é a primeira vez que o digo. 
Por vários motivos, gosto de recomendar leituras para os mais novos. E quando o faço gosto de ter em atenção questões como a qualidade das histórias, as imagens, etc. 
Neste livro encontramos uma história bastante ternurenta que apela à sensibilidade dos mais novos, acompanhada por ilustrações muito bem conseguidas numa edição de qualidade que a editora Alfarroba nos tem já habituado. 

Nesta história temos então uma família de burros com o qual nós humanos nos conseguimos facilmente identificar. Por vezes é mais simples utilizar os animais para nos ajudar a contar uma história a uma criança. 

Falando um pouco na história.. achei-a mesmo gira. É comum algumas pessoas passarem as férias com os avós. Felizmente tive essa oportunidade, e esta história fez-me viajar no tempo e recordar alguns dos bons momentos que passei com eles. Nesse sentido penso que este livro é perfeito para ser lido a uma criança nesta altura. 

A cereja no topo do bolo é o facto de a autora ter conseguido transmitir alguns dos problemas societais com os quais nos deparamos hoje em dia, num livro dirigido aos mais novos. É o caso da emigração. 

Um livro que recomendo aos mais novos, sem dúvida. E termino, mais uma vez, apelando a que se leiam mais livros aos mais novos!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

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Série: Jamestown



Ano de Estreia: 2017
Género: Drama, Romance

* Por Mariana Oliveira * 


Desde que em criança vi a adaptação da história de “Pocahontas” que a colonização da América do Norte pelos ingleses passou a fazer parte da minha lista de assuntos de interesse. Por isso mesmo, mal ouvi falar na série “Jamestown” nem pensei duas vezes: eu tinha de vê-la!


Sinopse:
“A história tem como protagonistas três mulheres que no século XVII viajaram de Inglaterra para a Virgínia com o propósito de se casarem com os colonizadores que chegaram lá há anos atrás. Contudo a vida delas será tudo menos simples pois elas mal imaginam as peripécias que as esperam do outro lado do Atlântico…”


Opinião:
Depois de ver meia dúzia de episódios a melhor expressão que me ocorre para descrever aquilo que penso é a seguinte: “mais do mesmo”. É verdade, foi com desilusão que ao cabo de alguns episódios percebi que estava perante uma série com muito potencial mas que falhava na sua concretização.

Para começar, estamos perante um tipo de série que por norma é dos que menos me agrada. Refiro-me ao carácter “episódico” de "Jamestown", ou seja, quase que podemos ver episódios soltos visto que cada um tem um pequeno dilema com início, meio e fim no próprio episódio. Tudo bem que existe um fio condutor entre os diferentes episódios e alguns assuntos vão sendo desenvolvidos num espaço temporal mais longo, mas irrita-me esse tipo de mini-histórias que aparecem e são invariavelmente sempre resolvidas. Isso acaba por matar logo à partida o entusiasmo que poderia sentir visto que já sei que será mais um episódio em que “tudo está bem quando acaba bem”.

Ainda, habituada a ver séries de orçamentos elevados, confesso que estranhei a falta de cenários novos e até de actores na série. Quase tudo se passa em 4 ou 5 locais e o núcleo de actores com destaque é bastante reduzido. Apesar de a Virgínia daquele tempo ter umas paisagens de tirar o fôlego, a série acaba por parecer uma produção de baixo orçamento em que as personagens estão limitadas a meia dúzia de locais.


Não quero com tudo isto dizer que “Jamestown” é uma série terrível pois há, de facto, alguns pontos positivos. Refiro-me novamente às incríveis paisagens que temos a oportunidade de contemplar e às curiosas tradições dessa época que estou a gostar de conhecer. Apenas fico triste por ver uma ideia tão interessante e com um imenso potencial ficar-se por uma história mediana.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

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Filme: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas



Título Original: Valerian and the City of a Thousand Planets
Ano de Estreia: 2017
Género: Ficção-Científica, Acção
Realizador: Luc Besson

 * Por Mariana Oliveira *


Quando me falam num filme de ficção científica fico sempre com esperança de me cruzar com uma pérola do género do filme “O Primeiro Encontro”, que é o mesmo que dizer que espero estar perante uma produção que me desafie e ponha a massa cinzenta a trabalhar.
Infelizmente, nem sempre isso acontece e para minha tristeza “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” acabou por ser apenas mais um filme de ficção-científica.

O filme europeu mais caro de sempre não se poupou no que aos efeitos especiais diz respeito: cenas de acção soberbas, cenários de tirar o fôlego e uma caracterização exímia. Imaginação é o que não falta nesta história onde criaturas de todas as formas aparecem e a tecnologia está num nível de desenvolvimento que desafia o nosso entendimento.


Contudo, achei a história demasiado previsível. Por isso mesmo foi com alguma desilusão que percebi que este filme não conseguiu demarcar-se dos demais filmes deste género que apostam tudo nos efeitos especiais mas que pecam pela simplicidade da sua história. Não posso dizer que tenha sido uma ida ao cinema completamente desperdiçada, no entanto consigo pensar em muitos outros filmes que gostaria de ter passado essa tarde a ver ao invés desse.
Desculpem-me as parcas palavras, mas é só isto que tenho a dizer sobre este filme pois nada mais de relevante me despertou a atenção.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

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Eventos/entretenimento: Cambridge Open Studios



Recentemente tive a oportunidade de presenciar um evento em Cambridge e decidi falar-vos sobre ele hoje porque achei a ideia fantástica e tinha esperança que, dando-vos a conhecer o mesmo, alguém se mobilize e faça algo de parecido cá. 

Neste evento, que está extremamente bem organizado, artistas de Cambridge abrem as portas dos seus estúdios/casas de forma a divulgarem o seu trabalho. No fundo trata-se de uma comunidade de mais de 400 artistas que se juntam e se entre-ajudam na divulgação do seu trabalho. Foi uma experiência incrível entrar dentro das casas dos artistas, conhecer os locais onde trabalham e se inspiram. 

Existe uma aplicação para o telemóvel que mostra os locais onde os artistas se encontram, e a distância a que ficam para que seja mais fácil encontrar os estúdios. Os mesmos estão ainda assinados com umas bandeiras amarelas chamativas. 


Para mais informações podem consultar o site oficial aqui 

Aqui ficam as fotos de 2 das artistas que mais gostei de conhecer no evento.




Maureen Charles

A Maureen trabalha com vidro e foi extremamente prestável em nos explicar como combina a técnica com o seu gosto pessoal para a formação de autenticas obras de arte.
Fiquem a conhecer melhor o seu trabalho através do link da sua página pessoal.



Maureen Mace

A Maureen Mace tinha uma casa absolutamente maravilhosa. Dava vontade de lhe pedir para ficar lá a morar para sempre, um um jardim cuidado, uma horta e uma mesinha numa varanda a chamar por uma taça de chá e um bom livro. Mas não era apenas a sua casa que era maravilhosa. As suas pinturas eram extremamente originais e as árvores eram os protagonistas. Consigo ver claramente as suas telas transformadas ou adaptadas em livros... enfim, um regalo para os olhos. Também nos explicou um pouco da sua técnica e da forma como se inspira. Pinta desde os 5 anos e isso claramente que transparece no seu trabalho. 

Podem conhecer mais do que ela faz aqui 

Despeço-me com a esperança de um dia ver algo parecido a ser feito aqui em Portugal. 

sábado, 29 de julho de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

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Livro: Vemo-nos no Cosmos



Título Original: See you in the cosmos
Ano de Edição: 2017
Género: Aventura, Drama
Autor: Jack Cheng
Editora: Nuvem de Letras


* Por Mariana Oliveira *

O que é que acontece quando um pré-adolescente decide gravar várias mensagens num ipod a descrever o mundo para que possa enviar o aparelho para o espaço a fim de ser encontrado por extraterrestres? O livro “Vemo-nos no Cosmos” é criado, claro está!


Sinopse:
“Alex é um rapaz de onze anos obcecado com o espaço. Construiu um foguetão e apanhou um comboio rumo a um festival de lançamento de foguetões artesanais. Numa viagem cujo destino insiste em mudar a cada paragem, Alex irá aprender que nem tudo é o que parece, que a família perde-se e ganha-se ao longo do caminho, e que a coragem, a verdade e o amor são as únicas bússolas de que realmente precisamos.”


Opinião:
Não foram necessárias muitas páginas para perceber que o pequeno Alex é provavelmente o protagonista mais fofo com que alguma vez me cruzei. Genuinamente inocente, este jovem apaixonado pelo universo descreve-nos o mundo sob o seu ponto de vista, que é o mesmo que dizer que vê tudo através de umas lentes cor-de-rosa. Contudo, cedo percebemos que a vida deste menino está longe de ser perfeita: um pai que faleceu, um irmão ausente e uma mãe negligente contam já no currículo de Alex e só mesmo o seu cão e a sua paixão por foguetões lhe mantêm um sorriso no rosto.

A forma original como a história está escrita é, para mim, o ponto alto deste livro. Cada capítulo consiste numa gravação feita por Alex no ipod, para futuramente os extraterrestres que o encontrarem possam ter uma ideia o mais fiel possível do que é a vida na Terra. Por causa disto, esta leitura acabou por ser uma experiência sensorial diferente pois senti que estava mesmo a ouvir gravações seguidas de gravações, ao invés de me limitar a ler um livro.

O único problema que tive com este livro prendeu-se precisamente no irritante hábito que o protagonista tem de repetir coisas. Por isso mesmo, em algumas gravações ele decidia fazer um pequeno resumo daquilo que tinha acontecido até então e esses momentos acabavam por me cansar um pouco.


Este é um livro repleto de peripécias, com uma trama aparentemente simples mas que à medida que progride acaba por se ramificar em pequenas situações que contribuem para o amadurecimento do pequeno Alex e para a resolução das pontas soltas que ele tem na sua vida. 
Uma leitura ternurenta que nos apresenta um menino inocente que acredita que o mundo é um lugar tão especial que vale a pena apresentá-lo ao resto do Universo. E esta capa? Não é absolutamente maravilhosa?!
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