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sexta-feira, 19 de maio de 2017

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259º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)


Vamos começar mais um passatempo :) desta vez contamos com a colaboração da Planeta Editora.
Para ganhares um exemplar deste livro basta preencheres o formulário em baixo.
Boa sorte :)


Desejo Concedido
As Guerreiras Maxwell 1
de Megan Maxwell

SINOPSE

O romance é passado na Inglaterra do século XIV. Lady Megan Phillips - jovem muito bela e lutadora cuja vida não tem sido fácil, e , o highlander Ducan McRae, acostumado a chefiar exércitos, a comandar batalhas e a sair vitorioso de todas.

Esta nova série tem como protagonistas mulheres com um intrépido espírito guerreiro, que perseguem os seus ideais e conjuga o romance histórico com o erotismo.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

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Série: Taboo


Ano: 2017
Género: Drama
Produtores: Chips Hardy, Tom Hardy e Steven Knight


* Por Mariana Oliveira *


Quero agradecer à pessoa responsável pela série Taboo por ter decidido criar uma primeira temporada com apenas 10 episódios. Com isto libertaram mais rapidamente o meu tempo para ver séries que realmente valham a pena.
É com tristeza que digo isto pois quando parti para esta história estava bastante entusiasmada. A época que retrata - o século dezanove - bem como o conhecido actor com o papel de protagonista - Tom Hardy – faziam adivinhar uma série incrível. Até o genérico parecia guardar em si um misticismo contagiante!

Quando o primeiro episódio falhou em surpreender-me não entrei em pânico pois não era a primeira vez que tal acontecia (pois não meu caro amigo Dexter?). Contudo, quando começou a ser episódio atrás de episódio a despertar em mim um tremendo tédio de mãos dadas com constantes ataques de bocejos comecei a ficar preocupada. Estaria, pensei eu, perante uma das maiores desilusões dos últimos tempos? Não tardou muito até que a resposta a esta minha inquietante pergunta surgisse: “Não Mariana, esta não é UMA das maiores desilusões dos últimos tempos, é sim A maior desilusão. A primeiríssima, a vencedora dessa infame corrida rumo à meta das piores séries dos últimos meses.”

A ter em conta a boa classificação que Taboo tem no IMDb fiquei a pensar que o meu grupo de apoiantes não deverá ser muito grande. Contudo, acredito que certamente seremos alguns a detestar o ritmo demasiado lento da trama, a confusão constante das discussões e conspirações políticas retratadas bem como o facto de nos levarem a crer que alguma componente sobrenatural poderia vir a ser devidamente desenvolvida quando na verdade não o foi.

Apreciei o esforço do último episódio com uma cena de luta bem conseguida, mas adulterando completamente o ditado popular quanto a esse episódio o que tenho a dizer é o seguinte: “ Não é uma andorinha que salva a Primavera”.
Quanto à segunda temporada, quando estrear vou ver se consigo trocá-la por um pacote de gomas. Bem ficarei mais satisfeita.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

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Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (Philip K. Dick)


Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? 
(Blade Runner #1)


Título: Será que os Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?
Autor: Philip K. Dick
Editor: Relógio D'Água
Edição ou reimpressão: 2016
ISBN: 9789896416027

Sinopse
O romance que deu origem ao filme "Blade Runner", do autor de "Minority Report" e "A Scanner Darkly". A Guerra deixou a Terra devastada. Por entre as ruínas, o caçador de recompensas Rick Deckard persegue a sua presa: os andróides desertores. Quando não desempenha esta tarefa, Deckard sonha possuir o maior símbolo de status da época: um animal vivo. É então que Rick recebe a sua principal tarefa: localizar seis Nexus, seis alvos que lhe podem valer uma enorme recompensa. Mas a vida nunca é assim tão linear, e a de Rick transforma-se rapidamente num pesadelo caleidoscópio de subterfúgios e enganos.


Opinião 
(Roberta Frontini)

Ultimamente tenho lido algumas coisas que fogem totalmente da minha zona de conforto. Sci-Fi é um desses géneros de que fujo a 7 pés. Não que tenha lido o suficiente para ter uma opinião minimamente formada sobre o género. Na realidade apenas vi filmes (e a verdade é que mesmo dentro dos filmes, há filmes de ficção científica que eu adoro). Portanto, para ser sincera, ainda estou a tentar compreender porque razão não gosto (ou digo que não gosto) deste género literário. 

Contactei com este livro a primeira vez no clube de leitura "Conversas Livrásticas" quando um dos membros o apresentou. Gostei bastante da temática e das questões que a pessoa dizia que o livro levantava. Apesar de tudo, tinha receio de o ler. Felizmente a pessoa insistiu em mo emprestar, e hoje posso dizer que fiquei contente por lhe ter dado uma oportunidade. Não considero que pertença à lista dos meus livros favoritos da vida, mas sem dúvida que foi daquelas obras que me fez reflectir (e me deixou a pensar se não deveria parar com este preconceito literário).  De qualquer das formas, deixo aqui esta nota: não sou de todo conhecedora deste género. Tinha apenas uma grande vontade em vos falar neste livro porque acho que não é muito conhecido, e acho que mais pessoas o devem ler, mas peço que compreendam que não será uma opinião muito completa ou exaustiva, porque sinto que não tenho conhecimentos suficientes para o fazer. Esta é apenas uma opinião extremamente pessoal (como aliás têm sido sempre os meus posts aqui). 

Em cima na sinopse podem compreender um pouco a história. A primeira coisa que nos chama à atenção é esta questão de humanos a conviver com andróides que, na verdade, me parece que acontecerá num futuro breve. Toda esta questão levanta outras interrogações: como será a convivência entre ambos? Até que ponto ser-se andróide é menos "humano" (ou mais condenável) que ser-se um Ser Humano? Um andróide sabe que o é? Poderão os andróides compreender ou adquirir características intrinsecamente humanas tais como a empatia ou o medo? Onde se traça a linha entre real e não real? As dúvidas sobre identidade são também muito prementes durante toda a obra... Mas Philip K. Dick vai mais além e faz-nos pensar sobre o poder da religião (ou dos mass media), a forma como os meio de comunicação social nos podem influenciar... Por exemplo, como pode uma sociedade onde se compreende que a religião é uma invenção, poder criar uma? Mesmo sabendo, à partida, que foi totalmente inventada? Os animais também ganham aqui um papel importante e, para mim que deixei de comer carne há uns tempos, consegui criar uma ligação especial com essa parte do romance. 

No entanto, ler esta obra fez-me lembrar um pouco do que me leva a fugir deste tipo de livros: o clima de pessimismo. Tento viver o dia a dia de forma optimista (o que não é de todo fácil sendo eu bastante negativa), mas ler obras que me façam sentir ainda mais este clima negro e de tristeza, faz-me sentir mais um baixo. E esse foi um dos pontos negativos da obra (para mim). Sei que nem todos vão compreender esta minha visão mais negativa do livro: esta é daquelas sensações mais pessoais que a leitura por vezes consegue activar. Um outro aspecto que me fez gostar menos do livro, foi o facto de algumas partes serem confusas. O livro está escrito de forma bastante cinematográfica, quase como se se tratasse de um guião de cinema. Mas esse aspecto não faz com que o livro seja mais linear. Na verdade como existem saltos muito velozes em algumas passagens, senti alguma falta de explicação em alguns aspectos, e por vezes dava por mim extremamente confusa. 

Quanto às personagens, gostei bastante da sua construção. Rick (e especialmente a relação dele com a mulher) exemplificam bem a decadência em que a Humanidade [pode] vir a cair. No mundo real, a alteração entre as relações humanas tem ocorrido de forma confusa (e a minha visão mais pessimista faz-me acreditar que as coisas não estão a ter uma evolução positiva). Por isso, esta questão da relação entre eles foi uma das coisas mais interessantes do livro (e que eu gostava de ter visto ainda mais explorado).

Por fim posso dizer que este me parece um livro que irá agradar aos fãs de ficção cientifica, mas não só: de certo agradará a todos os que têm interesse em tentar compreender melhor a "evolução" das relações humanas (por exemplo)... É um livro que, no final, nos deixa num misto de confusão, perplexidade e reflexão, colocando-nos a pensar sobre a realidade em que vivemos hoje em dia. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

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Filme: Big Eyes (2014)



Título: Big Eyes
Ano: 2014
Realizador: Tim Burton
Cast
Amy Adams - Margaret Keane
Christoph Waltz - Walter Keane 


Opinião
(Roberta Frontini)

Assim que vi este filme fiquei logo com uma enorme vontade de vos vir falar nele no FLAMES, porque acho que é daqueles filmes que todos devemos ver. Para além de entreter, coloca questões muitos interessantes, algumas das quais apenas uma pessoas mais curiosas se lembrariam de pensar. 

Big Eyes conta a história real (talvez um pouco romanceada por Tim Burton) da pintora Margaret Keane. Margaret foi (e ainda é) uma pintora extraordinária, com um toque muito pessoal nos seus quadros. Infelizmente, a vida encarregou-se de a fazer cruzar caminho com um homem que não só não a tratou com o devido respeito, como ainda fez passar as obras de arte de Margaret Keane, por suas. Depois de ter visto o filme, também pesquisei sobre a vida da pintora, que encerra tanto de fascinante como de assustador. 

Há vezes em que vejo um filme e acho que as coisas são tão surreais e fora da realidade. Este é daqueles casos em que sinto que a realidade supera, de longe, a ficção. 

Relativamente à interpretação dos actores, de destacar o brilhantismo de Amy Adams, que consegue encarar na perfeição o papel de pessoa totalmente alheada. Se por vezes nos indignamos com a falta de indignação dela, por outro é fácil criarmos alguma empatia com a personagem. Já Christoph Waltz volta a fazer um papel que já nos habituou em outros filmes. Começo a achar que Waltz se enquadra mais em papeis deste género. É fácil irritar-mo-nos com ele, mas já o vi noutros papeis semelhantes (ele tem cara de vilão, não há nada a fazer), por isso não lhe consegui dar, aqui, o devido mérito. Adorei o papel, a interpretação, mas considero que já é algo fácil nele. 

O filme passa-se entre os anos 50/60, e todo o ambiente e caracterização das personagens e locais, estão absolutamente fabulosos. As roupas foram a parte que mais me chamou à atenção. Para além do mais, trata-se de um filme sobre pintores, e a cor aqui tem um papel preponderante.

Enfim... não quero falar mais. Quero que vocês o vejam e, se possível, que venham aqui discutir sobre ele!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

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Livro: Stoner



Ano de Edição: 2014
Género: Drama
Autor: John Williams


* Por Mariana Oliveira *


Ouvi falar na obra “Stoner” pela primeira vez no início de 2015 e o facto de ser uma história com 50 anos mas que apenas recentemente tinha sido redescoberta alimentou a minha curiosidade.


Sinopse:
“Romance publicado em 1965, caído no esquecimento. Tal como o seu autor, John Williams - também ele um obscuro professor americano, de uma obscura universidade. 
Passados quase 50 anos, o mesmo amor à literatura que movia a personagem principal levou a que uma escritora, Anna Gavalda, traduzisse o livro perdido. Outras edições se seguiram, em vários países da Europa. E em 2013, quando os leitores da livraria britânica Waterstones foram chamados a eleger o melhor livro do ano, escolheram uma relíquia. 
Julian Barnes, Ian McEwan, Bret Easton Ellis, entre muitos outros escritores, juntaram-se ao coro e resgataram a obra, repetindo por outras palavras a síntese do jornalista Bryan Appleyard: "É o melhor romance que ninguém leu". Porque é que um romance tão emocionalmente exigente renasce das cinzas e se torna num espontâneo sucesso comercial nas mais diferentes latitudes? A resposta está no livro. Na era da hiper comunicação, Stoner devolve-nos o sentido de intimidade, deixa-nos a sós com aquele homem tristonho, de vida apagada. Fechamos a porta, partilhamos com ele a devoção à literatura, revemo-nos nos seus fracassos; sabendo que todo o desapontamento e solidão são relativos - se tivermos um livro a que nos agarrar.”



Opinião:
Antes de iniciar esta leitura estava plenamente ciente de que a grande maioria dos seus leitores a tinham adorado. Aparentemente, tratava-se de uma obra de culto e tive sérias dificuldades em encontrar vozes discordantes.
Por isso mesmo, dizer que parti para esta leitura com expectativas elevadas seria um eufemismo. Basicamente, acreditava estar perante aquela que seria a melhor leitura deste ano para mim. Assim, foi com tristeza que constatei que esta obra foi apenas mais uma leitura mediana.
Longe de ser um mau livro, “Stoner” peca pela banalidade da história. A escrita é simples e fluída o que convida a uma leitura rápida, contudo o seu conteúdo não me arrebatou.

O pano de fundo desta trama é o meio universitário, mais concretamente uma Faculdade de Letras. Este aspecto foi um bónus visto que esse mundo, as interacções entre os professores e alunos em inícios do século XX, tem particularidades interessantes.  
É evidente desde muito cedo a própria carreira do autor, John Williams: também ele foi professor universitário na área das letras. O seu conhecimento sobre o assunto é de mestre e em algumas passagens somos deleitados com pequenas apresentações sobre a evolução da literatura e da gramática ao longo dos séculos (para a grande maioria dos ávidos leitores, estes parágrafos são um verdadeiro bónus).

Contudo, a história do nosso protagonista, o professor William Stoner, acabou por ser demasiado comum para mim. Aparentemente sorumbático, Stoner demonstra ser uma personagem forte visto conseguir ultrapassar as várias adversidades com que se cruza ao longo da sua vida: um casamento instável, um amor proibido e uma rivalidade exagerada no local de trabalho. Acabei por sentir pena dele em alguns momentos e por me surpreender com a sua resiliência noutros, no entanto achei que faltou algo para que a vida de Stoner fosse fascinante. Entendo que o objectivo do autor seria precisamente o de apresentar uma história sobre um indivíduo real, ao invés de alguém perfeito e com uma veia de herói (como acontece com muitos livros). Contudo, acho que parti para esta leitura com demasiadas expectativas e acabei por desiludir-me.


Muito longe de ser um mau livro, “Stoner” é uma leitura que recomendo a todos os apaixonados pelos livros em si, no entanto aconselho a que não partam para esta leitura com ideias pré-concebidas. Tábua rasa é o estado ideal para se ler esta obra.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

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258º Passatempo do FLAMES


Começa hoje mais um passatempo, em parceria com a 4 Estações Editora. Temos um exemplar da obra "O Livro dos Chacras" de Osho para oferecer:



Podem participar uma vez por dia. Boa sorte!!



quinta-feira, 27 de abril de 2017

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Anime: OverLord



Ano de Estreia: 2015
Género: Acção, Fantasia
Nº Episódios: 13


* Por Mariana Oliveira *


Uma premissa interessante elevaram as minhas expectativas relativamente ao anime “OverLord”, contudo a forma como a história foi desenvolvida acabou por deixar algo a desejar. No entanto, estou a precipitar-me. Fiquemos em primeiro lugar com um breve resumo da história.


Sinopse:
“Yggdrasil é o mais popular jogo online do momento. Contudo, os seus criadores decidem encerrá-lo e todos os jogadores abandonam-no a fim de regressar à sua vida real. Todos à excepção de Momonga, um poderoso feiticeiro líder da guild Ainz Ooal Gown, que decide permanecer no jogo até ao último segundo. No entanto, quando o momento final chega algo de inesperado acontece: Momonga permanece no jogo, completamente consciente e com a possibilidade de continuar a controlar a sua personagem; para além disso, as restantes personagens do jogo subitamente ganharam consciência e agem de forma independente. Como não tem família e amigos no mundo real, Momonga decide permanecer no jogo tornando-se num poderoso líder que, em conjunto com os seus fiéis servos, vai tentar dominar este novo mundo, enfrentando quem quer que se oponha aos seus intentos.”


Opinião:
O primeiro episódio e a premissa que apresenta deixou-me curiosa com este anime. Há vários anos passava horas seguidas a jogar World of Warcraft e “OverLord” trouxe-me algumas reminiscências desses tempos.
Contudo, à medida que a história prossegue, começou a tomar um rumo menos interessante. Ou se calhar deveria dizer: ficou quase sem rumo!

Depois de apresentado o protagonista e os seus servos, basicamente passamos a acompanhá-los em aventuras por diferentes aldeias, enfrentando vilões e aceitando diferentes desafios.
Como qualquer anime que se preze, os momentos de humor pontuais não faltam e servem para aligeirar o ambiente. Longe de serem exagerados, são bem aplicados ao longo dos episódios.
No entanto, um anime como “OverLord” que tem apenas 13 episódios tem de fazer com que cada episódio seja incrível. Numa história tão curta, há que criar episódios espectaculares para tornar um anime inesquecível. Infelizmente, não foi o caso de “OverLord”, cuja maioria dos episódios mais se assemelhava a fillers. Já para não falar em alguns servos de Momonga que não tiveram qualquer oportunidade de brilhar. Terminámos o anime sem ficar a conhecê-los convenientemente e alguns deles pareciam ter muito para acrescentar à história. 

Na recta final surge uma batalha realmente interessante que, não sendo suficiente para tornar este anime fantástico, pelo menos salvou-o de ser uma história facilmente olvidável. Se todos os episódios tivessem sido como os dois finais, esta review seria completamente diferente. Não tendo sido o caso, “OverLord” acabou por ser um anime mediano, que aconselho a quem gosta do mundo dos jogos de computador desde que não avance para esta história com demasiadas expectativas.    

quarta-feira, 26 de abril de 2017

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O teu FLAMES num ano

2016 foi um ano repleto de surpresas. Por ter sido um ano fora do comum, acreditamos que ainda vamos ouvir falar nele bastante em 2017. No FLAMES queremos fazer o mesmo. De um ano que tanta gente apelidou de um dos piores na história da humanidade, nós queremos retirar o que de melhor houve. Assim nasce a rubrica "O teu FLAMES num ano"


Paulo Lima
2016

Página facebook: www.facebook.com/clubedoslivros

Blogue: www.clubedoslivros.pt



Filmes: A Rapariga do Comboio / Suicide Squad 

Livros: As Raparigas Esquecidas / O Assassino do Crucifixo 
Animes: One Piece / One Punch Man 
Mangas: One Piece 
Eventos, espetáculos e/ou entretenimento: Feira do Livro de Lisboa 
Séries: Black Mirror / Gotham / Stranger Things

Vejam TODAS as participações aqui

segunda-feira, 24 de abril de 2017

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Livro: A Rapariga de Antes





Título original: The girl before
Ano de edição: 2017
Género: Thriller, Drama
Autor: J. P. Delaney
Editora: Suma de Letras

* Por Mariana Oliveira *


Hoje em dia é cada vez mais comum colocar um livro na categoria de thriller psicológico. Contudo, nem sempre o mesmo corresponde à realidade e muitas vezes a leitura dessas obras acaba por defraudar as minhas expectativas. Por isso mesmo, foi incrível perceber que “A Rapariga de Antes” encaixa completamente no verdadeiro género do thriller psicológico.


Sinopse:
«Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.» O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos. Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.
Emma: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, procura um novo lugar para viver. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz… 
Jane: Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz. Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que a rapariga de antes.  O que aconteceu à rapariga de antes?


Opinião:
O autor, J. P. Delaney, recorreu a um dos melhores truques para utilizar neste género literário: capítulos muito curtos, alternando entre os pontos de vista de Emma e Jane, que nos impelem a querer ler sempre apenas mais um capítulo, acabando por devorar o livro em pouco tempo. A ajudar a tudo isto, está a história de suspense brilhantemente criada!

Numa fase inicial cheguei a arrepiar-me ao ver a forma como ambas as mulheres são manipuladas. A autêntica lavagem cerebral a que são sujeitas levou-me a mergulhar de cabeça nesta história e tentar mudar o rumo dos acontecimentos. Contudo, tive de contentar-me em ser uma espectadora silenciosa, desesperada por não conseguir fazer nada para evitar aquilo que se me afigurava como um desfecho terrível.

No entanto, quando estava convencida que já tinha percebido todos os contornos desta trama e conseguia prever o seu final eis que o autor dá uma volta de 180 graus e faz-me sentir como se um balde de água fria me tivesse sido despejado em cima. A forma brilhante como consegue apresentar uma perspectiva completamente nova a esta história e fazer-me ver os seus protagonistas de uma forma inteiramente diferente deixou-me atordoada. De repente, comecei a desconfiar de tudo e todos e a duvidar daquilo que tinha lido anteriormente. Parecia que era eu quem estava a ser sujeita a um teste por parte do autor para averiguar a minha capacidade de manter o sangue frio e lidar com esta súbita reviravolta… que seria a primeira de muitas!
A forma como o livro “A Rapariga de Antes” está escrito é, a meu ver, bastante cinematográfica; há muito tempo que não sentia isto a ler um livro, parecia que estava literalmente a ver um filme. A leitura é tão fluída que parecia que estava simplesmente a olhar para um ecrã e a ver uma história a desenrolar-se à minha frente.

Pela originalidade da trama, pelas reviravoltas surpreendentes e pelo ritmo impresso à história, este livro foi uma verdadeira lufada de ar fresco dentro do seu género e fez-me querer voltar a ler mais obras que se enquadrem nesta categoria. Um livro que recomendo sem hesitações aos fãs deste género literário!

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