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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

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Manga: Genzo the Puppet Master




Título Original: Genzo Hitogata Kiwa
Ano de Lançamento: 1996
Nº Volumes: 5
Género: Aventura
Autor: Takada Yuuzou

* Por Mariana Oliveira *


Comecei a ler este manga completamente por acaso e apesar de não ter expectativas muito elevadas numa fase inicial, mesmo assim fiquei algo desiludida com esta leitura…


Sinopse:
“Na Idade Média, no Japão, Tsujimura Genzo é conhecido por criar marionetas em madeira tão perfeitas que se torna impossível distingui-las dos seres humanos. Contudo, Genzo leva uma vida extremamente infeliz desde que a sua amada esposa foi assassinada.
Ao longo das várias peripécias com que Genzo se cruza, acaba por recorrer à sua arte e criar marionetas que o ajudam a combater o mal e a desvendar todo o tipo de mistérios. Ao seu lado tem Kikuhime, uma irreverente princesa que nunca recusa uma bela batalha.”


Opinião:
Há mangas que surpreendem pela qualidade da sua arte mas, infelizmente, não posso dizer que este se insira nesse grupo. Os desenhos são demasiado simples e as cenas de batalha por vezes eram algo difíceis de acompanhar.

Relativamente à história, numa fase inicial fiquei bastante entusiasmada com o rumo que esta estava a levar: a perda da sua esposa tinha levado Genzo a ser uma pessoa taciturna e deprimida mas através da sua arte conseguiu dar a volta por cima e prosseguir com a sua vida resolvendo mistérios e ajudando quem mais precisava.

Contudo, a determinada altura a história começa a ser algo repetitiva, ou seja, a cada novo capítulo tínhamos mais uma nova aventura que, mesmo sendo todas diferentes, o desfecho acabava por não variar muito. Prefiro mangas com uma história única desenvolvida ao longo dos vários capítulos do que este género de pequenos episódios que em poucas páginas ficam resolvidos.

O meu volume preferido foi sem dúvida o terceiro pois tem como vilã uma portuguesa e serviu para termos uma pequena ideia da forma como os japoneses nos vêem, neste caso algo estereotipada (ex: não faltava o colar com a cruz no pescoço da dita vilã). Normalmente gosto de ver-nos sob o ponto de vista de outra cultura, neste caso uma cultura completamente diferente da nossa, pois ficamos sempre com uma pequena ideia daquilo que eles pensam de nós.

O final, a meu ver, deixou muito a desejar pois ficou em aberto. Não me entendam mal pois em algumas situações gosto de finais em aberto, contudo neste caso sinto que foi desnecessário. O autor andou durante 5 volumes a cozinhar um potencial romance entre a destemida princesa e o herói para no fim não nos dar uma conclusão satisfatória. Para quê um final tão em aberto se depois nunca mais continuou a história? Não sei se na altura a ideia do autor seria mais tarde continuar as aventuras de Genzo, mas a verdade é que ficar assim como ficou "nem foi carne nem foi peixe".
No geral, esta foi uma leitura bastante básica que esteve longe de me encher as medidas. 

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