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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

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Livro: Beatriz e Virgílio



Título Original: Beatrice and Virgil
Ano de Edição: 2010
Género: Drama
Autor: Yann Martel

* Por Mariana Oliveira *


O filme “A Vida de Pi” foi, há uns anos atrás, um verdadeiro sucesso mundial. Escusado será dizer que o livro que inspirou a história na altura vendeu que nem pãezinhos quentes. Mesmo nunca tendo lido essa obra, fiquei com o autor debaixo de olho, não tivesse ele vencido o Man Booker Prize em 2002, e mal tive a oportunidade de ler uma das suas criações não hesitei!


Sinopse:
“Henry, um escritor reconhecido mundialmente, decide escrever um livro meio ficção e meio ensaio como forma de abordar todos os aspectos de um mesmo tema – o Holocausto. Contudo, cedo é criticado pela sua editora e desiste do projecto, decidindo ir viver para outra cidade. Aí, continua a receber cartas dos seus fãs até que um dia recebe uma estranha correspondência de um taxidermista que lhe pede ajuda. É nesse momento que Henry percebe que estão ambos a tentar escrever sobre o mesmo tema. Um livro polémico e provocador que confirma o autor Yann Martel como um dos mais surpreendentes escritores canadianos da actualidade.”


Opinião:
Simplesmente fiquei desiludida com este livro e passo a explicar porquê.
Sempre que possível, gosto de iniciar a leitura de um novo livro sem saber nada sobre a sua história. Foi o que fiz com “Beatriz e Virgílio” mas rapidamente tive a necessidade de ler a sinopse porque lia página atrás de página e continuava a pensar “mas onde é que o autor quer chegar com esta linha de pensamento?”.
Para começar, Yann Martel consegue ser exaustivamente descritivo. Pega numa personagem e leva-a para uma loja de um taxidermista e começa uma longa descrição sobre todos os objectos presentes. O facto de fazer isto algumas vezes ao longo do livro tornou esta leitura algo extenuante.
Relativamente à história, achei o ritmo da trama demasiado arrastado. Henry e o taxidermista tinham uma dinâmica muito estranha entre si, muito culpa deste último que é das personagens mais estranhas que conheci nos últimos tempos.
O tema do Holocausto é abordado através de uma peça de teatro criada pelo taxidermista cujos protagonistas são a burra Beatriz e o macaco Virgílio. Os diálogos das personagens abordam de uma forma algo indirecta este dramático tema e foram a minha parte preferida desta leitura. Acabei por afeiçoar-me a estes dois amigos e gostei particularmente de algumas falas deles.
Contudo, quando já estava a habituar-me a esta história eis que termina de uma forma abrupta e, a meu ver, completamente descabida. Não sei qual foi a ideia do autor em escolher um final tão, perdoem-me a escolha de palavras, parvo. Foi nas últimas páginas que, para mim, o autor deu um tiro no próprio pé.



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