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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

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Livro: Rosinda (Marco Taylor)



Título: Rosinda
Autor: Marco Taylor
Páginas: 40
Capa dura, autografado, cores
13,5x16 cm
Edição de autor
Ano: 2017
Preço: €10,50 (PVP €11,10) -
Portes de envio gratuitos para Portugal Continental
Faixa etária aconselhada: 4 - 7 anos
Encomendar

O livro na página do autor: http://www.marcotaylorautor.com/livros/rosinda/

Opinião 
(Roberta Frontini)


Se seguem o blog já se devem ter apercebido que falo várias vezes no autor Marco Taylor (vejam a minha opinião das outras obras do autor aqui). E se seguem essas opiniões já se devem ter apercebido que tenho imensa dificuldade em falar-vos delas. Isto porque ler os livros deste autor é uma experiência de difícil descrição. 

No caso de Rosinda, temos uma história contada inteiramente sem palavras. Para me dificultar ainda mais a tarefa de vos falar sobre esta obra, o livro é curtinho, mas a história não deixa de ser engraçada. 

Rosinda é uma rapariga que, desde o nascimento, se atrasa constantemente.. Quais serão as consequências do seu atraso constante? Uma história com um desfecho divertido e uma arte invulgar, típica do autor. A paleta de cores utilizada na obra também é bastante interessante. Gostei imenso do livro e recomendo-o, sem dúvida. Já o reli mais do que uma vez e surpreendo-me sempre com novos pormenores que, em leituras anteriores, me passam ao lado.  

Mais uma vez me desculpo por não conseguir colocar, em palavras, o que esta obra transmite, mas há livros das quais é difícil falar, e eu espero que lhe possam dar uma oportunidade e me venham contar o que acharam. 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

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126ª Entrevista do FLAMES: Marco Rodrigues (fadista português)


Marco Rodrigues


Foi com apenas 15 anos de idade que Marco Rodrigues começou a cantar fado, mas pode dizer-se que o mesmo já lhe corria nas veias desde que nasceu.

Estreou-se na gravação de álbuns com o disco "Fados da Tristeza Alegre" (2006), ao qual se seguiram "Tantas Lisboas" (2010), "Entretanto" (2013) e "Fados do Fado" (2015). Este ano, o Marco brindou-nos com o seu quinto álbum de estúdio intitulado "Fado do Cobarde". O FLAMES esteve à conversa com artista para saber em pormenor no que é que consiste o seu mais recente disco.

Entrevista anterior feita pelo FLAMES ao artista: http://flamesmr.blogspot.pt/2015/07/102-entrevista-do-flames-marco.html


Alguns dos temas presentes neste álbum não são fado, mas o fado estará sempre presente pelo menos através da tua interpretação. Porquê esta decisão para este disco? 
Antes mais deixa-me dizer-te que o disco é composto por 3 fados tradicionais que são tocados pelos instrumentos tradicionais: o trio de viola, guitarra portuguesa e baixo, sem qualquer tipo de outro instrumento. A diferença é que escolhi 3 letristas que nada têm a ver com a linguagem fadista para stes 3 temas específicos e mais tradicionais. Decidi então convidar o Carlão, a Capicua (entrevista feita pelo FLAMES à artista aqui) e a Luísa Sobral (entrevistas feitas pelo FLAMES à artista aqui e aqui) sendo que eu já tinha feito uma música com a Luísa. Não era um fado, mas uma música minha. Desta vez decidi desafiar estes artistas para escreverem letras para 3 fados tradicionais, que exigem algumas regras, a nível de métrica, rima, etc. Foi um desafio fantástico. Para além disso, todo o resto do disco será composto por canções de compositores e letristas que não têm a ver com este ambiente do fado mas que ao pensarem em mim, enquanto intérprete, fizeram temas exactamente a pensar num fadista, num ambiente mais intimista que é como a música que eu canto. 

Também convidaste pessoas dos ÁTOA... 
Sim, os ÁTOA (entrevista feita pelo FLAMES à banda aqui), o Diogo Piçarra (entrevistas feitas pelo FLAMES ao artista aqui e aqui)... convidei uma série de pessoas que eu considero muito enquanto artistas e intérpretes. Eu gosto muito do Diogo por exemplo, e o desafio deste disco foi sem dúvida esse, convidar essas pessoas para os aproximar a este ambiente fadista que é um ambiente que não está presente na música que eles fazem. 

Como foi o processo de selecção destes artistas? Como é que decidiste quem iria participar neste álbum?
Os meus 4 discos anteriores eram voltados para o fado. A base era essa. Este é o contrário. Neste disco eu quis 3 fados tradicionais que fizessem com que as pessoas me reconhecessem enquanto artista, mas depois quis abrir um pouquinho os meus horizontes musicais até porque eu ouço muitos tipos de música. Por isso, decidi arriscar com um disco menos tradicional mas que me fizesse sentido. Foi essa a base da selecção. 

E estiveste envolvido directamente no processo criativo de cada tema, ou deixaste os artistas livres para se expressarem à vontade? 
Grande parte dos temas foi criada de forma livre. Disse que gostava de ter um tema de cada um dos compositores, embora haja um ou outro tema em que eu pedi para que escrevessem especificamente dentro daquele ambiente. Estou a lembrar-me do Pedro Silva Martins que fez um tema incrível e que eu achei muito interessante. Eu fui pai há uns meses, então pedi-lhe para ele escrever um tema não como todos os temas que se escrevem neste contexto que é um amor incondicional entre um pai e um filho, e aquela paixão enorme que acontece quando somos pais, mas eu queria que ele  escrevesse um tema sobre as coisas mais corriqueiras e caricatas que ocorrem quando te deparas com a paternidade. Por exemplo, as noites que não dormes.. o tema chama-se "Mal dormido", o levantar durante a noite e pisares um brinquedo fora do sítio, as fraldas, o ranho, enfim, as coisas que são caricatas quando passamos a ser pais. À excepção desse tema onde eu dei o mote, todos os outros artistas estavam completamente livres para poderem escrever.. sempre, claro, a pensar num ambiente mais intimista e num intérprete fadista.  

Relativamente ao videoclip do single "Fado do Cobarde", participaste em todo o processo criativo ou confiaste a tarefa aos profissionais que nele trabalharam?
Nós apresentámos a ideia à Joana Areal (que é uma realizadora fantástica). O vídeo do "Dia de Folga" da Ana Moura (entrevista feita pelo FLAMES à artista aqui) foi ela que produziu. Quando pensámos na Joana, pensámos num vídeo para uma música que, não sendo um fado tradicional, eu gostava que fosse um vídeo fresco e novo, diferente.. com um ar de Verão. Foi a única coisa que eu disse. Eu disse apenas que queria um vídeo que ilustrasse esta história de estarmos numa relação que não vai para a frente e não funciona e que não conseguimos sair dali. Quase uma ironia. A Joana fez um trabalho fantástico ao convidar esta bailarina (Filipa Peraltinha) e coreógrafa que fez um trabalho incrível. Nota-se que ela está-se a ir embora.. mas todo o contexto, toda a imagem... isto foi gravado num armazém de pescadores, em Setúbal. Nota-se perfeitamente que ela está a querer sair e ir embora da relação, mas está com dificuldade. E esta forma de dança contemporânea consegue transmitir bem esta ideia. A juntar a isto, o facto de estarmos em Setúbal, com uma vista daquelas, no Verão, temos praia, temos sol, temos uma relação que é cantada e interpretada de uma forma quase caricata. Nós sabemos que isto não vai dar em nada, mas não conseguimos mesmo sair daqui. Não dei muitas dicas, deixei à criatividade da Joana e não me arrependo nada. 


Em relação ao álbum, o que é que podemos esperar deste novo trabalho? 
É um álbum com canções que, da minha parte, terão uma ligação ao fado.. é a música que eu faço e é quase impossível eu interpretar os temas de outra forma. Mas as pessoas podem esperar 3 fados tradicionais e outras músicas de pessoas que nada têm a ver com este meio musical. Mas este meio desperta-os, todo este misticismo e características específicas que este género tem, que gostam muito do meu trabalho felizmente e que quiseram alinhar neste desafio. Acho que está muito interessante exactamente por esta ideia de pessoas que não estão neste meio nem estão habituadas a fazer musicas. 

Notaste diferenças entre a forma como os artistas mais novos e mais velhos se relacionavam com este estilo musical? 
Devo-te dizer que sim, mas o feedback foi muito positivo. Ficaram contentes com o convite e com a ideia de participar neste desafio, mas não senti diferenças a nível musical... para mim, a grande surpresa foi este "Fado cobarde" que foi um dos primeiros temas que apareceu e sem dúvida que, pela idade dos compositores, do João e do Gui (ÁTOA), surpreendeu-me bastante a maturidade com que foi escrito e a ideia musical que me quiseram transmitir. Claro que a produção do Tiago Machado e a minha deram uma nova viragem ao tema, mas fiquei agradavelmente surpreendido com a maturidade a nível musical e a prontidão com que trabalharam no tema e mo mandaram logo. Os Amor Electro também fizeram um tema incrível, com muito charme e de que também gosto. Por isso também eu escolhi logo este tema, porque acho que faz muito bem a ponte entre o meu último disco que é de fado tradicional, e que são clássicos do fado, para este novo disco.

Quando estás a promover um novo trabalho pensas apenas nesse álbum ou começas imediatamente a projectar o trabalho seguinte?
Por acaso a minha matriz de álbum para álbum tem sido esta: foco-me no trabalho presente e nem penso sequer se vou fazer outros álbuns. Neste momento estou focado na tournée e nem sequer penso em vir a gravar mais alguma coisa. Estou focado em trabalhar nestas músicas e com os músicos para podermos apresentar estes trabalhos ao vivo. No próximo ano está fora de questão pensar num próximo álbum. Se bem que o processo criativo de um artista é um processo contínuo, não é sazonal. Claro que se de hoje para amanhã surgir um tema qualquer que eu ache fantástico provavelmente pensarei em guardá-lo para um próximo álbum. 

O fado vai sobreviver sem dificuldades ao teste do tempo?
Eu não acho, eu tenho a certeza absoluta, até porque se o fado sobreviveu até agora.. quando cheguei a Lisboa no final dos anos 90, o fado estava completamente abandonado, pouca gente ia a concertos de fado e os artistas tinham pouca visibilidade. Foram os bairros típicos e as casas de fado que conseguiram manter isto. Se o fado sobreviveu a esta altura...
Lembro-me que no Bairro Alto a geração de fadistas era toda muito antiga. Havia muita pouca juventude a querer cantar fado e a apaixonar-se com esta música. Se o fado sobreviveu a isto, seguramente irá sobreviver, especialmente agora que temos uma geração novíssima de miúdos com 14, 15, anos que eu já convido para cantar comigo e que são super apaixonados por esta música. Vou mais longe, o fado está para durar e com muita força. 

Nos últimos anos houve um aumento exponencial do número de turistas que nos visitam. Consideras que o fado poderá utilizar esta nova realidade a seu favor? 
O fado não vai utilizar os turistas, os turistas é que têm alimentado o fado. As casas de fado hoje em dia felizmente já  recebem famílias que vão ouvir a música, e que saem de lá fascinados, mas continua a ser maioritariamente um dos grande motivos de interesse dos turistas. Isso é uma das grandes riquezas culturais que temos em Portugal. 

Se pudesses convidar um outro artista internacional quem convidarias? 
Bela pergunta.. tenho tantos artistas.. infelizmente o Frank Sinatra já não posso convidar senão convidava-o a ele. Talvez a Hiromi Uehara que é uma pianista japonesa de quem sou fã.. sou apaixonado pela música dela, para eu cantar um tema enquanto ela toca piano. 

Há géneros musicais e artistas que te inspiram para além do fado?
Eu acho que um músico ou um interprete é uma pessoa que nasce com uma capacidade para reproduzir muito daquilo que ouve. Por isso eu digo que o fado é contemporâneo, porque vive daquilo que vive. A música composta agora é diferente da que foi composta há 50 anos atrás. Infelizmente escrever não é das partes em que sou mais dotado, mas os letristas não escrevem como escreviam há 50 anos atrás. A musica que ouvimos, as pessoas que nos rodeiam e os ambientes em que vivemos influenciam a forma como fazemos música, sem dúvida alguma. 

Ainda existe alguma disparidade entre homens e mulheres no fado… O que é que se pode fazer para tentar esbater esta questão? 
Em primeiro lugar, não se pode fazer nada em concreto. Se formos ver, o fado tem um ícone máximo que é a Amália Rodrigues. Para o público estrangeiro ainda hoje é um pouco dificíl perceber que o fado não é cantado apenas por mulheres. Porque logo a seguir quando começou a aparecer um "boom" do fado, voltam a aparecer nas grandes salas a Mariza, a Ana Moura e mais uma vez o fado é falado lá fora por causa de algumas mulheres. Sendo que naturalmente se vai contrariando um pouco esta tendência. Felizmente eu já fiz grandes salas em todo o mundo, as pessoas já começam a estar mais despertas. No entanto ainda há um caminho muito longo a percorrer até que a imagem do fado, particularmente no estrangeiro, seja repartida em fadistas homens e fadistas mulheres. Os homens têm de continuar o seu trabalho para fazer ver que afinal, o fado, não é apenas feito por mulheres. Não acho que se deva fazer algo de especial, acho sim que os homens apaixonados pelo fado devem continuar a trabalhar para mostrar que estão aqui. 

Qual consideras ser a palavra chave no meio artístico português: competição, colaboração ou nenhuma destas?
Se calhar estou um pouco condicionado pelo contexto actual, mas eu acho que, de uma forma geral a música em Portugal ou os artistas em Portugal são muito solidários e a solidariedade perante coisas muito más que às vezes possam acontecer tanto no meio artístico como nos outros meios. Esta capacidade que nós portugueses temos de sermos solidários e de nos juntarmos e de um momento para o outro fazermos acontecer as coisas e fazermos com que as pessoas tenham a ajuda necessária. Acho que a solidariedade é sem dúvida uma das características do meio artístico português.

Um agradecimento especial ao Marco pela simpatia a que já nos habituou!

Para a concretização desta entrevista foi imprescindível a colaboração do José Dias a quem a equipa do FLAMES quer agradecer a ajuda. 
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Livro: O Vilarejo (Projecto Halloween)



Ano de Edição: 2015
Género: Terror
Autor: Raphael Montes

* Por Mariana Oliveira *



Desde muito nova que sempre gostei de histórias de terror, já os contos entraram na minha vida há alguns anos para nunca mais se irem embora. Por isso mesmo, quando surgiu a oportunidade de juntar contos e terror numa mesma leitura não hesitei!


Sinopse:
"Inspirado no padre e demonologista Peter Binsfeld que em 1589 fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demónio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas, o jovem autor Raphael Montes cria uma obra deveras original.
Ao longo de 7 histórias que decorrem numa mesma vila isolada é-nos apresentada a lenta degradação dos seus moradores à medida que o local é dizimado pelo frio e pela fome. Todas as histórias se relacionam de uma maneira complexa acabando todas as narrativas por convergir para uma surpreendente conclusão."


Opinião:
Quero começar por falar nas ilustrações bastante peculiares que acompanham cada um dos contos. Digo isto pois enquanto o traço parece tirado de um filme da Disney, o seu conteúdo é por diversas vezes macabro. Por isso mesmo, este contraste de um desenho fofo que pretende representar algo aterrorizador acabou por dar às ilustrações deste livro um interessante toque de originalidade.

Relativamente aos contos, posso dizer que encontrei o tipo de contos que mais me agrada: não são demasiado longos e levam-nos por um determinado caminho para no final nos apresentar uma reviravolta que nos deixa quase atarantados. Assim, esta leitura tornou-se numa surpresa seguida de outras surpresas à medida que vamos conhecendo o íntimo de cada um dos moradores desta remota vila. Neste livro percebemos a degradação a que o Ser Humano pode chegar quando confrontado com a adversidade e como aquilo que temos por valores morais pode desaparecer num ápice assim que as dificuldades surjam. A essência do Homem naquilo que ele pode ter de pior está perfeitamente retratada nesta obra.
Aquilo de que mais gostei nesta leitura foi a forma engenhosa como o autor relacionou cada uma das personagens e no início de cada conto estava sempre entusiasmada para saber como é que Raphael Montes iria mais uma vez ligar as diferentes personagens entre si.


Depois de ler sete contos surpreendentes e macabros, eis que chega os posfácio que guardava também ele uma tremenda surpresa! A última página deixou-me completamente arrepiada e rendida ao talento e imaginação do jovem autor brasileiro. 
Sem qualquer dúvida que irei acompanhar o seu trabalho de perto daqui para a frente!  

terça-feira, 24 de outubro de 2017

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

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Livro: Delphine (Delphine #1-4)



Título: Delphine (Delphine #1-4)
Autor: Richard Sala
Hardcover
Páginas: 128 pages
Ano: 2013 
Editora: Fantagraphics
ISBN: 1606995901 (ISBN13: 9781606995907)
Língua: Inglês

Sinopse

A mysterious traveler gets off the train in a small village surrounded by a thick, sinister forest. He is searching for Delphine, who vanished with only a scrawled-out address on a scrap of paper as a trace. In his newest chiller, Richard Sala takes the tale of Snow White and stands it on its head, retelling it from Prince Charming's perspective (the unnamed traveler) in a contemporary setting. This twisted tale includes all the elements of terror from the original fairy tale, with none of the insipid saccharine coating of the Disney animated adaptation. Yes, there will be blood. 

Originally serialized as part of the acclaimed international series, Delphine is executed in a rich and ominous duotone that shows off Sala's virtuosity just as much as last year's full-color post-apocalyptic horror fantasy The Hidden did; punctuated with stunning full-color chapter breaks.

Opinião
(por Roberta Frontini)

Vi esta Graphic Novel à venda na Bertrand por 5€. Dei-lhe uma vista de olhos e achei que valia a pena mais pela arte do que pela sinopse (inexistente no livro físico). Isso no entanto era irrelevante. Não gosto de procurar sinopses e a arte rapidamente me convenceu. Não lhe peguei logo porque estou a tornar-me numa acumuladora de livros sem tempo para os ler à velocidade com que os compro. No entanto, quando no clube de leitura Conversas Livrásticas saiu o tema "Livros de Horror/Terror", soube que era este que eu ía ler. E assim foi.  

O livro começa de uma forma muito interessante para mim: A nossa personagem principal chega a uma aldeia habitada por pessoas de aspecto sinistro. Mas depois as coisas tomam um rumo inesperado. Não sei se já vos revelei, mas eu tenho imensos pesadelos, e foi fascinante ver como o autor retratou alguns dos meus sonhos mais recorrentes. Um deles é aquela típica situação onde sabemos que temos de ir a determinado lugar mas, por uma série de circunstâncias, acabamos por nos desviar do caminho. Queremos imenso chegar àquele local, mas começamos a desviar-nos, o tempo vai passando, e as coisas complicam-se. É o que acontece à nossa personagem principal que apenas veio à aldeia à procura da pessoa que mais ama. Mas tudo parece dar para o torto e as personagens que vai encontrando no caminho de certo que não o ajudam. 

Em algumas altura a sensação de sufoco e a atmosfera criada pelo autor são bastante interessantes. Gostei da GN não só por isso mas também pela arte, a palete de cores que parece condizer com a história, e a sensação de familiaridade com alguns dos pesadelos que costumo ter.  

No final achei que foi uma leitura agradável e que valeu a pena, mas talvez mais por eu me ter identificado tanto com algumas partes. De outra forma, não sei até que forma o poderia considerar assustador. 

No final para eu lhe dar mais estrelas no goodreads (fiquei-me pelas 4) faltou que algumas peças encaixassem de melhor forma e que o final fosse mais explícito. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

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Manga: Hideout (Projecto Halloween)




Ano: 2010
Género: Terror
Autor: Masasumi Kakizaki


* Por Mariana Oliveira *




Uma das minhas resoluções no início de 2017 para o FLAMES consistia em ler mais mangas. Se na primeira metade do ano não cumpri, venho agora redimir-me e apresentar o primeiro manga de vários dos quais conto falar-vos nos próximos meses.
Neste caso, nada como uma história de terror para integrar no meu Projecto Halloween…


Sinopse:
“Um escritor vai de férias com a sua esposa na tentativa de salvar o seu casamento que sofreu uma trágica reviravolta há um ano atrás, ou assim ele o deu a entender porque a verdadeira intenção deste revoltado escritor é matar a sua mulher e recomeçar uma nova vida…”


Opinião:
Num manga, para mim, quase tão importante como a própria história é a arte que a acompanha. Em “Hideout” bastaram-me as primeiras páginas para perceber que me encontrava perante um manga cujo desenho é absolutamente perfeito para a história que se pretende contar. Traços vincados e sombras abundantes resultaram em ilustrações sombrias e simultaneamente dramáticas. Isto era fundamental para a história que se desenrola.

Neste manga, para além do terror o drama também tem o seu devido destaque à medida que vamos conhecendo aquilo pelo que o escritor passou no último ano da sua vida. Se numa fase inicial, quando percebemos que ele pretende matar a sua esposa, é fácil ficarmos contra ele apontando-lhe o dedo, à medida que vamos visitando o seu passado tudo se torna mais claro e acabamos por perceber as suas verdadeiras intenções, não que isso possa de forma alguma justificar tal crime, claro está!

Relativamente ao factor terror, se eu vos disser que grande parte da acção decorre algures numa ilha deserta numa gruta sombria habitada por um louco sedento de sangue creio que rapidamente perceberão porque é que este manga não desiludiu quando afirmou tratar-se de uma história de terror. A crescente tensão, as ilustrações sombrias e o pânico vivido pelo protagonista transportaram-me com facilidade para este mundo onde o medo e a aflição imperam.

No que diz respeito ao final desta história, quando tudo parecia decidido, eis que o autor decidiu surpreender-nos com um desfecho inesperado que aumentou ainda mais o teor macabro desta trama.

Este é um manga que recomendo seu qualquer dúvida aos fãs de histórias de terror.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

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Vídeo: #MLOutonoInverno2017 - Explicação e desafios




Uma das coisas que mais gostei da Maratona anterior foi a vontade que todos expressaram em ter uma próxima. E aqui estou eu para vos trazer a Maratona Literária de Outono Inverno. 

Esta maratona parece ter muitos desafios, mas dura vários meses e são desafios mais "fáceis". 

Vamos ter prémios. À semelhança da anterior teremos 1 prémio para o 1º, 2º e 3º lugares, e um prémio extra que daqui a uns dias vos direi como o poderão conseguir. Os prémios serão revelados mais à frente. 

A maratona não é uma imposição, mas tem como objectivo tentar que o leitor leia livros diferentes. A própria pessoa é que escolhe que livros vai ler dentro de cada categoria. 

Esta maratona vai começar dia 15 de Outubro de 2017 às 00:01 e irá até ao dia 15 de Janeiro 2018 pelas 23:59.

O objectivo é ler o maior número possível de páginas. As únicas regras para participar oficialmente nesta maratona é serem seguidores do blog [http://agoraquesoucritica.blogspot.pt/] e do blog Flames [http://flamesmr.blogspot.pt/] e do youtube do blog Flames [https://www.youtube.com/user/FLAMESmr/]

Da lista de desafios, podem escolher todos ou apenas alguns para cumprirem. Cada participante deverá meter os seus progressos numa rede social à sua escolha. Usem a hashtag #MLOutonoInverno2017 para nos irmos acompanhando.

Podem inscrever-se quando quiserem, desde que seja durante o tempo da maratona. 

A inscrição faz-se, apenas, pedindo para aderir ao grupo do facebook: https://www.facebook.com/groups/mloutonoinverno2017/ Assim que entram no grupo, estão a participar

NOTA: CADA LIVRO SÓ PODE ENTRAR NUMA CATEGORIA, LOGO NÃO SE PODE REPETIR O MESMO LIVRO EM DUAS CATEGORIAS DISTINTAS. 

PARA OS CORAJOSOS que consigam terminar todas as categorias (o ano passado aconteceu) podem continuar a ler livros para categorias repetidas. As páginas contam para o final.


Desafios
10 desafios gerais 

1) Ler um livro que te faça, por algum motivo, lembrar a escola 
2) Ler um livro cuja capa tenha tons escuros 
Páginas: 103

3) Ler um livro de contos 
Páginas: 276

4) Pedir a alguém para escolher um livro para leres 
5) Ler um livro que tenha uma adaptação cinematográfica (ou que vai ser adaptado para o cinema) – Se possível vê o filme a seguir 
Páginas: 215

6) Ler um livro que queiras acabar antes de 2017 terminar
Páginas: 348

7) Ler um livro que tenhas há mais de 1 ano na estante (ou ler o último livro que compraste) 
8) Ler uma Graphic Novel, Banda Desenhada, Mangá 
9) Ler um livro escrito por alguém que admires (ou sobre alguém que admires) 
Páginas: 282

10) Ler um livro de não-ficção 
Páginas: 115

5 desafios relacionados com o Haloween 

1) Ler um livro de horror/terror 
2) Ler um policial 
3) Ler um livro cujo tamanho te assuste (por exemplo, um livro enorme) 
4) Ler um livro cujo título esteja escrito a vermelho 
Páginas: 73

5) Ler um livro cujo nome do autor seja difícil de pronunciar
 Páginas: 96

5 desafios relacionados com o Natal 

1) O Natal é uma época bonita, onde o conforto é procurado especialmente devido ao frio que se sente lá fora. Lê um livro que achas que te possa trazer conforto 
Páginas: 107

2) Ler um livro que te ofereceram num Natal ou que gostarias que te tivessem oferecido 
3) Ler um livro que te faça lembrar a família. 
4) Ler um livro com a cor branca na capa 
Páginas: 251

5) Ler um livro com menos de 100 páginas 

5 Desafios extra Instagram/Facebook (cada desafio extra vale + 10 páginas): 

1) Escrever a opinião de um dos livros que leste na maratona (podem publicar no vosso blogue caso tenham, ou colocar no grupo) - http://flamesmr.blogspot.pt/2017/11/livro-o-jogador-fiodor-dostoievski.html
Páginas: 10

2) Desafio extra para o Halloween - Sair vestido como uma personagem de um livro que já lerem – Tirar foto e postar
3) Desafio extra para o Natal (SUPRESA – a divulgar dia 18 Dezembro 2017)
4) Falar da maratona e de um livro a alguém e tirar uma foto com essa pessoa
5) Tirar uma foto de pijama/robe com o livro que estão a ler 

DIVIRTAM-SE!

TOTAL: 1876

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

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Livro: O Jardim das Borboletas (Projecto Halloween)



Título Original: The Butterfly Garden
Ano de Edição: 2017
Género: Mistério, Terror
Autor: Dot Hutchison
Editora: Suma de Letras

* Por Mariana Oliveira * 

Há livros cuja sinopse nos agarra logo na primeira frase. Foi precisamente isso que aconteceu com “O Jardim das Borboletas” que me trouxe à memória os bons velhos tempos em que vi pela primeira vez o filme “O Silêncio dos Inocentes”.

Sinopse:

“Perto de uma mansão isolada encontra-se um jardim com flores exuberantes, árvores frondosas e… uma colecção de preciosas borboletas: mulheres sequestradas e tatuadas para se parecerem com esses belos insectos. Quem toma conta deste estranho lugar é o aterrador Jardineiro, um homem com uma mente retorcida completamente obcecado com a captura e preservação destes espécimes únicos. Quando o jardim é descoberto pelo FBI torna-se fulcral juntar as peças deste quebra-cabeças. Para isso terão de interrogar Maya, uma das vítimas resgatadas do jardim que se encontra em estado de choque e cujo relato fragmentado está repleto de episódios chocantes. Será Maya uma simples vítima ou será que as suas meias palavras escondem uma outra realidade?”

Opinião:

Há muito tempo que um livro não despertava o Rambo que há em mim. É que ler este livro deu-me uma tremenda vontade de amarrar uma fita vermelha à volta da cabeça, pegar numa metralhadora e sair em perseguição do Jardineiro e dos seus dois filhos. Mas que família mais perturbada e horrível!
Desde cedo arrepiei-me com este jardim amaldiçoado cuja beleza oculta dezenas de horrendos crimes. Raptos, violações, violência e mortes prematuras… a lista é assustadora e dei por mim várias vezes a pensar onde terá Dot Hutchison ido buscar inspiração para se lembrar de uma história destas.
A forma como tudo é relatado é extremamente inteligente pois prende-nos do início ao fim: basicamente viajamos entre o presente e o passado através das palavras de uma misteriosa sobrevivente do amaldiçoado Jardim, a jovem Maya.
Esta rapariga que inicialmente não quer falar, provavelmente devido ao grande trauma que sofreu, lentamente inicia um relato de horror no qual pequenas pistas acerca dos desenvolvimentos subsequentes são lançadas quase como por acaso durante o seu discurso. São esses detalhes de que Maya fala que me deixaram hipnotizada com esta leitura e ávida por saber qual seria o seu desfecho.
Em vários momentos senti repulsa pelas macabras acções do Jardineiro e do seu filho mais velho, um jovem ainda mais perturbado que o seu pai e extremamente violento. Já o filho mais novo deixou-me completamente enfurecida pois, sem ser exactamente uma pessoa malvada, ao longo do livro demonstra uma passividade perante estes acontecimentos indescritíveis que fiquei com vontade de aplicar os meus golpes de Rambo em primeiro lugar nele.
O único aspecto que, a meu ver, poderia ter sido melhor neste livro foi o seu final. Sem entrar em detalhes para não vos estragar a surpresa, creio que foi demasiado fantasioso. Para mim, Dot Hutchison forçou um pouco a nota ao, inesperadamente, envolver uma determinada personagem nas últimas páginas tornando-a num mito vivo para todas as Borboletas e fazendo com que eu visse a estadia de Maya no Jardim de uma forma completamente diferente. Acredito que quando lerem o livro compreenderão o que estou a dizer.

Recomendo este livro a todos aqueles que gostam de uma boa história de mistério com requintes de terror à mistura. Um livro ideal para esta época do Halloween!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

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Conversa: A trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno SEM SPOILERS [Blogue FLAMES]





Hoje trago-vos uma opinião em vídeo. Já conhecem a trilogia Freelancer do Nuno Nepomuceno?

sábado, 7 de outubro de 2017

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#MLVerão2017 - Wrap Up - Resumo da Maratona e Vencedores



Dizem que "a primeira vez" nunca se esquece.. mas eu acho que nunca esquecerei o carinho e o envolvimento que vocês tiveram nesta segunda maratona! Aqui fica o resumo geral, e preparem-se para a próxima maratona :p 

Resumo Geral da Maratona

Resumo Maratona
Nº de participantes no grupo do Facebook
72
Nº de participantes que fizeram resumo final
36
Nº total de de livros lidos
536
Nº total de páginas lidas
161.210
Fotos partilhadas no Facebook #MLVerão2017
44
Fotos partilhadas no Instagram #MLVerão2017
289

Vídeos no youtube - https://www.youtube.com/playlist?list=PL-Zhprlc1K_0J5nUJSOAKcFElXCVgc8k3

Wrap Up Roberta Frontini

Desafios cumpridos: 

1) Ler um livro noutra língua (inglês, francês, espanhol, italiano, etc.);
Páginas: 125

4) Ler um livro infantil;
Páginas: 69

6) Ler um livro de um autor que nunca leste;
Páginas: 128

9) Ler uma Graphic Novel, BD ou mangá;
Páginas: 176

10) Ler um livro com menos de 100 páginas;
Páginas: 95

12) Ler um livro escrito antes de 1999;
Páginas: 64

13) Ler um livro que ganhou algum tipo de prémio;
Páginas: 77

14) Ler um livro que pediste emprestado;
Páginas: 112

20) Ler um livro publicado antes de teres nascido;
Páginas: 96

22) Ler um livro para terminar num dia; 
Páginas: 36

Desafios do Instagram/Facebook 


1) Tirar uma foto de um livro no local onde estão a passar férias;
Páginas: 5

3) Tirar uma selfie com o livro que estão a ler, de óculos de sol na cara.
Páginas: 5

TOTAL: 988

Fotos partilhadas no Intagram



























Fotos partilhadas no Facebook

VENCEDORES 
(Nota, a Vera Neto como organizadora da Maratona, não receberá prémio) 

Participantes
Nº de Páginas
Vera Neto
11250
Maria João Diogo (1º lugar)
10260
Jsy Nabais (2º lugar)
8456
Maria João (3º lugar)
6832
Ana Sila
6800
Nélia Rosa
6784
Mónica Pereira (prémio aleatório)*
6154
Cristiana Sousa
6050
Mafalda Fernandes
5889
M João Covas
5599
Ana Gaspar
5042
Mariana Oliveira
5025
Filipa Vaz
4971
Roxana Benci
4715
Mariana Leal
4524
Bárbara Castro Lima
4456
Rita Martinho
4351
Vera Baetas
4196
Cristina Gaspar
4058
Daniela Rosas
3662
Bárbara Rodrigues
3451
Madalena Costa
3396
Ana De Sousa
3376
Bárbara Ferreira
3251
Elisabete Cavaco
3216
Cláudia Ferreira de Andrade
3206
Pat Silva
3175
Mafalda Alves
3002
Neuza Coelho
2928
Joana Soares
2351
Ana Pereira
2349
Liliana Carvalho
2222
Tatiana Martins
2155
Rita Faria
2144
Roberta Frontini
983
Maria Pereira
931

*sorteado pelo random.org
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