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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

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Livro: A avó que usava carrapito



Título: A Avó que Usava Carrapito 
Autora: Maria Teresa Lobato 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 34 
Editor: Alfarroba 
ISBN: 9789898745620
Idioma: Português

SINOPSE 

No seio de uma família de burros, raça muito digna e trabalhadora, vive-se o dia-a-dia dos comuns humanos, com os seus hábitos e emoções. Afinal, esta família de burros podia ser vizinha da casa ao lado, ou a nossa história de vida, quem sabe?

OPINIÃO

Como sabem gosto de ler livros infantis, e tenho também um carinho especial para este tipo de obras aqui no FLAMES. Já não é a primeira vez que o digo. 
Por vários motivos, gosto de recomendar leituras para os mais novos. E quando o faço gosto de ter em atenção questões como a qualidade das histórias, as imagens, etc. 
Neste livro encontramos uma história bastante ternurenta que apela à sensibilidade dos mais novos, acompanhada por ilustrações muito bem conseguidas numa edição de qualidade que a editora Alfarroba nos tem já habituado. 

Nesta história temos então uma família de burros com o qual nós humanos nos conseguimos facilmente identificar. Por vezes é mais simples utilizar os animais para nos ajudar a contar uma história a uma criança. 

Falando um pouco na história.. achei-a mesmo gira. É comum algumas pessoas passarem as férias com os avós. Felizmente tive essa oportunidade, e esta história fez-me viajar no tempo e recordar alguns dos bons momentos que passei com eles. Nesse sentido penso que este livro é perfeito para ser lido a uma criança nesta altura. 

A cereja no topo do bolo é o facto de a autora ter conseguido transmitir alguns dos problemas societais com os quais nos deparamos hoje em dia, num livro dirigido aos mais novos. É o caso da emigração. 

Um livro que recomendo aos mais novos, sem dúvida. E termino, mais uma vez, apelando a que se leiam mais livros aos mais novos!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

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Série: Jamestown



Ano de Estreia: 2017
Género: Drama, Romance

* Por Mariana Oliveira * 


Desde que em criança vi a adaptação da história de “Pocahontas” que a colonização da América do Norte pelos ingleses passou a fazer parte da minha lista de assuntos de interesse. Por isso mesmo, mal ouvi falar na série “Jamestown” nem pensei duas vezes: eu tinha de vê-la!


Sinopse:
“A história tem como protagonistas três mulheres que no século XVII viajaram de Inglaterra para a Virgínia com o propósito de se casarem com os colonizadores que chegaram lá há anos atrás. Contudo a vida delas será tudo menos simples pois elas mal imaginam as peripécias que as esperam do outro lado do Atlântico…”


Opinião:
Depois de ver meia dúzia de episódios a melhor expressão que me ocorre para descrever aquilo que penso é a seguinte: “mais do mesmo”. É verdade, foi com desilusão que ao cabo de alguns episódios percebi que estava perante uma série com muito potencial mas que falhava na sua concretização.

Para começar, estamos perante um tipo de série que por norma é dos que menos me agrada. Refiro-me ao carácter “episódico” de "Jamestown", ou seja, quase que podemos ver episódios soltos visto que cada um tem um pequeno dilema com início, meio e fim no próprio episódio. Tudo bem que existe um fio condutor entre os diferentes episódios e alguns assuntos vão sendo desenvolvidos num espaço temporal mais longo, mas irrita-me esse tipo de mini-histórias que aparecem e são invariavelmente sempre resolvidas. Isso acaba por matar logo à partida o entusiasmo que poderia sentir visto que já sei que será mais um episódio em que “tudo está bem quando acaba bem”.

Ainda, habituada a ver séries de orçamentos elevados, confesso que estranhei a falta de cenários novos e até de actores na série. Quase tudo se passa em 4 ou 5 locais e o núcleo de actores com destaque é bastante reduzido. Apesar de a Virgínia daquele tempo ter umas paisagens de tirar o fôlego, a série acaba por parecer uma produção de baixo orçamento em que as personagens estão limitadas a meia dúzia de locais.


Não quero com tudo isto dizer que “Jamestown” é uma série terrível pois há, de facto, alguns pontos positivos. Refiro-me novamente às incríveis paisagens que temos a oportunidade de contemplar e às curiosas tradições dessa época que estou a gostar de conhecer. Apenas fico triste por ver uma ideia tão interessante e com um imenso potencial ficar-se por uma história mediana.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

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Filme: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas



Título Original: Valerian and the City of a Thousand Planets
Ano de Estreia: 2017
Género: Ficção-Científica, Acção
Realizador: Luc Besson

 * Por Mariana Oliveira *


Quando me falam num filme de ficção científica fico sempre com esperança de me cruzar com uma pérola do género do filme “O Primeiro Encontro”, que é o mesmo que dizer que espero estar perante uma produção que me desafie e ponha a massa cinzenta a trabalhar.
Infelizmente, nem sempre isso acontece e para minha tristeza “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” acabou por ser apenas mais um filme de ficção-científica.

O filme europeu mais caro de sempre não se poupou no que aos efeitos especiais diz respeito: cenas de acção soberbas, cenários de tirar o fôlego e uma caracterização exímia. Imaginação é o que não falta nesta história onde criaturas de todas as formas aparecem e a tecnologia está num nível de desenvolvimento que desafia o nosso entendimento.


Contudo, achei a história demasiado previsível. Por isso mesmo foi com alguma desilusão que percebi que este filme não conseguiu demarcar-se dos demais filmes deste género que apostam tudo nos efeitos especiais mas que pecam pela simplicidade da sua história. Não posso dizer que tenha sido uma ida ao cinema completamente desperdiçada, no entanto consigo pensar em muitos outros filmes que gostaria de ter passado essa tarde a ver ao invés desse.
Desculpem-me as parcas palavras, mas é só isto que tenho a dizer sobre este filme pois nada mais de relevante me despertou a atenção.
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