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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

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Grupo de leitura do FLAMES: Conversas Livrásticas


É com grande orgulho que vos apresento o Conversas Livrásticas, o grupo de leitura do FLAMES criado com a colaboração da Biblioteca Afonso Lopes Vieira (BALV), local onde os encontros ocorrem.

Todos os meses nos juntamos, na BALV para conversarmos sobre livros!

Objetivos do Grupo de leitura “Conversas Livrásticas” 

- Promover a leitura. 
- Estimular a troca de opiniões sobre livros. 
- Despertar o espírito crítico e promover a reflexão e discussão, troca de conhecimentos e experiências.

Vista da nossa sala de encontros na BALV

Como funciona?
Estes encontros são abertos a todas as pessoas que gostem de ler e que queiram partilhar as suas opiniões com outros leitores. 

De momento, foi estabelecido que os encontros decorrerão no último sábado de cada mês, às 15h30. 

Todos os meses é tirado à sorte da nossa TBR Jar um tema.


O “Conversas Livrásticas” fará uma lista/tabela de livros sobre o tema proposto e escolhido pelo grupo, que será entregue aos membros. 

Cada pessoa pode escolher o livro que quiser, dentro ou fora dessa lista. A lista é apenas um guia orientador que pode ajudar cada pessoa a escolher livros focados no tema de cada mês. 

Se o membro não leu um livro para “apresentar” no dia estabelecido, pode na mesma participar nos encontros e participar no debate dos restantes livros. 

Os encontros poderão contar com a participação esporádica de alguns autores convidados, atendendo ao contributo específico que poderão prestar ao encontro.

A inscrição e participação são totalmente gratuitas

As inscrições poderão ser feitas através do seguinte e-mail: flamesmr@gmail.com 

Em baixo segue um vídeo onde eu explico um pouco mais sobre o grupo.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

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247º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Castor Editora)


Mais uma vez, temos o prazer de dar início a mais um passatempo em parceria com a Castor de Papel. Desta vez, temos para vos oferecer um exemplar do livro "O Poder da Ação" de Paulo Vieira:


FAÇA A SUA VIDA IDEAL SAIR DO PAPEL. 
CONQUISTE OS SEUS SONHOS.





Vencedor:
Maria Carlos (Coimbra)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

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Livro: Scary stories to tell in the dark (Projecto Halloween)



Ano de Edição: 1981
Género: Terror 
Autor: Alvin Schwartz 



* Por Mariana Oliveira *

Opinião:
"As lendas urbanas e as histórias mitológicas sempre me interessaram. Algo no seu carácter místico e na possibilidade de existir um fundo de verdade nessas narrativas cria em mim um fascínio que me leva a querer conhecer mais e mais do folclore de cada país. Por isso mesmo, mal consegui a edição que tanto procurei do livro “Scary stories to tell in the dark” não hesitei e li-a em pouco tempo!

Este é um livro para crianças que reúne alguns dos mitos ou lendas mais conhecidos nos Estados Unidos da América e em Inglaterra. Por ser para crianças, não posso dizer que sejam histórias que me tenham tirado o sono, mas a qualidade das ilustrações que as acompanham (essas verdadeiramente arrepiantes!) e os apêndices no final do livro fizeram desta uma leitura de Halloween muito agradável. 
Por curioso que seja, foram precisamente os apêndices no final da obra que mais me fascinaram e não as histórias em si. Neles, o autor fala sobre as origens de cada um dos mitos, bem como as variações que estes sofreram ao longo do tempo ou dependendo dos locais onde são contados. 
Outro aspecto muito interessante da obra são as dicas que o autor dá em algumas histórias: sugestões feitas ao leitor da melhor forma (postura, entoação, etc.) para contar as histórias para que estas se tornem mais assustadoras para quem as ouve. 
Mas o melhor mesmo são as ilustrações. Uma versão mais recente desta obra inclui outras ilustrações muito menos assustadoras, daí que eu tenha feito de tudo para conseguir o livro ilustrado por Stephen Gammel. Estas são absolutamente fenomenais!!! Só por causa delas, já vale a pena ler este livro uma e outra vez!"

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

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Entretenimento: Novidades Rita Redshoes e António Zambujo


Chegou altura de fazer um balanço com algumas novidades de dois artistas já entrevistados no FLAMES:

Rita Redshoes e António Zambujo

Entrevista a Rita Redshoes - http://flamesmr.blogspot.pt/2014/05/46-entevista-rita-redshoes-artista.html

Entrevista a António Zambujo - http://flamesmr.blogspot.pt/2014/11/90-entrevista-do-flames-antonio-zambujo.html

Rita Redshoes

O videoclip de “Life is Huge”, o primeiro single de “Her”, o novo disco de Rita Redshoes, já estreou na SIC e já pode ser visto online:


Também já ficou disponível o 1.º de sete webisódios que serão divulgados ao longo destas três semanas que antecedem o lançamento do disco. Em pequenos vídeos de cerca de 1 minuto, os fãs vão poder ver pormenores da gravação do disco, assim como depoimentos de todos os intervenientes na gravação do disco.

“Her” é o 4.º álbum de Rita Redshoes e chega às lojas a 11 de novembro. O disco pode ser encomendado no iTunes e na loja online da Fnac.




António Zambujo

António Zambujo: revela novo vídeo para “Injuriado”

Agora que “Até Pensei Que Fosse Minha”, o novo álbum de António Zambujo composto somente por canções de Chico Buarque, já se encontra disponível nas lojas e em todas as plataformas online e digitais, o músico revela o primeiro vídeo retirado deste disco, para a canção “Injuriado”.

 

Se não se lembram da nossa opinião sobre o último álbum do músico, Rua da Emenda, basta clicarem aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2014/11/entretenimento-novo-cd-de-antonio.html

terça-feira, 25 de outubro de 2016

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246º Passatempo do FLAMES (em parceria com a autora Ana Luiz)


Amigos, hoje trago-vos um passatempo muito especial. E é especial por 2 motivos.

1º porque é em parceria com uma das minhas autoras portuguesas preferias: a Ana Luiz!
2º porque com este passatempo poderemos presentear 8 leitores!

Leram bem! Temos 8 exemplares desta obra. 8 de vocês vão receber em casa esta obra que, como podem ver pela foto, tem contos e poesia (de um lado os contos, de outro a poesia).

Então vamos lá.. quem quer ganhar livros?



ATENÇÃO - Tens até às 23h59 do dia 08 de NOVEMBRO para participar (e não 08 de Outubro como diz o formulário)

Vencedores: 
- Agostinho Barros
- João Carvalho 
- Cláudia Costa
- Cristina Araújo 
- Mariana Carvalho
- Daniela Batista
- Cláudia Rocha 
- Filomena Alpoim

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

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Livro: Carta à mulher do meu futuro [Versão VÍDEO]



Por constrangimentos de tempo, não pude fazer um post "normal", mas deixo-vos um vídeo no seu lugar.
Falo-vos do livro "Carta à mulher do meu futuro" e se quiserem ler o post escrito podem sempre clicar no link aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2016/04/livro-carta-mulher-do-meu-futuro.html

Cliquem neste link para verem o vídeo - https://www.youtube.com/watch?v=XUMJWrghTe4

Ou cliquem em baixo :)


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

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245º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Castor de Papel)


Começamos hoje mais um passatempo, com o apoio da Castor de Papel. Desta vez, temos para oferecer um exemplar do livro "O Poder do Amor" do conhecido escritor Osho:


Sinopse:
"O amor devia ser desinteressado. O amor não precisa de ser orientado para o outro. O amor orientado para o outro não é amor verdadeiro; o amor como relação não é amor verdadeiro. O amor como estado de ser é amor verdadeiro. Uma pessoa pode amar uma mulher, pode amar um homem, pode amar os seus filhos, pode amar os seus pais, pode amar as rosas e pode amar outras flores, pode amar mil e uma coisas – porém, tudo isso são relações. Aprenda a ser amor. Então, o que importa não é a quem o seu amor é dirigido, importa apenas que você seja amoroso. Mesmo que esteja sentado sozinho, o amor continua a fluir. Absolutamente só, calado, o que pode fazer? Da mesma maneira que respira... você não respira pela sua mulher; não se trata de um relacionamento. Você não respira pelos seus filhos; não se trata de um relacionamento. Você limita -se a respirar – é a vida. Tal como a respiração é a vida do corpo, o amor é a vida da alma – somos pura e simplesmente amor. E só então sabemos que o amor é “Deus”. «Entre a vida e a morte, a coisa mais importante que pode acontecer a um homem ou a uma mulher é o amor. E o amor tem inúmeras manifestações: a meditação é uma das manifestações do amor.»"

Têm até ao dia 4 de Novembro para participar. Podem fazê-lo uma vez por dia.

Boa sorte!

Vencedor: 
Aurora Augusto

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

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Livro: Bird Box (Projecto Halloween)




Ano de Edição: 2014
Género: Terror
Autor: Josh Malerman


* Por Mariana Oliveira *

Desde tenra idade que o mundo do terror e mistério sempre despertou em mim um especial fascínio. Enquanto na minha adolescência essa paixão foi alimentada com a famosa série “Arrepios”, confesso que na idade adulta tenho tido dificuldades em encontrar obras que me façam sentir aquilo que R.L. Stine provocava em mim quando lia as suas frases arrepiantes. Por isso mesmo, foi para mim uma excelente surpresa descobrir a obra “Bird Box”.


Sinopse:
“Um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta olhar para algo desconhecido para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reacção nas pessoas. Cinco anos depois de o surto ter começado, restam poucos sobreviventes, entre eles Malorie e os seus dois filhos pequenos de apenas quatro anos de idade. A jovem mulher sonha em fugir para um local onde os três possam estar em segurança, mas a viagem de olhos vendados que têm pela frente é assustadora: uma decisão errada e todos morrerão.” 


Opinião:
Mas que história! Quando a terminei dei por mim a pensar nela várias vezes durante os dias que se seguiram. Este é daqueles livros em que uma escrita brilhante se funde com uma história intensa para dar origem a uma obra ímpar.
Começando pela história, quero dizer que fiquei impressionada com a imaginação do autor neste seu livro de estreia. A ideia base é incrivelmente simples: alguém ou alguma coisa está a fazer com que todas as pessoas que olharem para ela enlouqueçam atacando quem com elas se cruzar e acabando por cometer suicídio. O grande mistério é o seguinte: mas afinal o que está a causar esta loucura súbita?! A resposta permanece uma incógnita e é incrível ver o impacto que esse acontecimento tem no mundo. A partir daí, acompanhamos a protagonista Malorie e mais alguns sobreviventes à medida que tentam resistir num mundo onde estão presos nas suas próprias casas e só podem sair à rua de olhos vendados.
E se a ideia é extremamente interessante, foi a escrita de Josh Malerman que a tornou absolutamente cativante. Isto porque a forma como o autor descreve aquilo que sente alguém que se encontra vendado num mundo no mais completo caos é absolutamente brilhante. Os pequenos barulhos, a mais leve brisa, um objecto desconhecido no qual se tropeça… é aterrador para o leitor colocar-se na pele das personagens. Como seria sair à rua em busca de alimento sem poder abrir os olhos não sabendo se nos vamos cruzar com outros sobreviventes potencialmente enlouquecidos, com um animal selvagem ou até com as supostas criaturas causadoras de todo este problema? Aqui, o escritor leva a questão mesmo ao extremo e apresenta-nos a seguinte situação: como seria descer um rio num pequeno barco com os olhos vendados durante horas neste mundo selvagem? Aterrador não é?!

Foi muito entusiasmante acompanhar o dia-a-dia dos protagonistas: o seu desespero, a sua tentativa em manter a sanidade, o seu receio do futuro e simultânea esperança de que possa, algures, existir uma solução.
Assim, no meio deste terror, confusão e medo constantes dei por mim a ler este livro com a respiração quase suspensa, percebendo que sempre que ia dormir reparava em todos os sons que de repente se tornavam estranhos. E foi então que pensei: é isto que um verdadeiro livro de terror deve despertar em nós; fazer-nos ter medo, pensar na história mesmo quando não a temos nas mãos e recear poder algum dia passar por uma experiência semelhante!
A ter de apontar algum defeito, apenas me ocorre referir o final que, a meu ver, foi um pouco abrupto. Gostava que o autor tivesse escrito mais umas vinte páginas e explorado melhor a conclusão apresentada. Contudo, não posso dizer que tal facto tenha servido para estragar esta história.
Assim, como se toda esta qualidade não bastasse, eis que quando termino “Bird Box” me apercebo de que as últimas 100 páginas do livro consistiam num conto extra escrito pelo autor. Conto este sobre dois realizadores de filmes de terror que competem entre si numa tentativa de criar o filme de terror perfeito. Esta competição vai aumentando de intensidade até ao ponto em que coisas muito estranhas e perturbadoras começam a acontecer… e damos por nós a mergulhar na mente de duas pessoas obcecadas que não olham a meios para atingir os seus fins. Esta segunda história foi a cereja no topo do bolo de um livro que por si só já era quase perfeito!
Recomendo “Bird Box” a todos aqueles que gostam de histórias e terror que mexem com o leitor!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

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Livro: O Funeral da Nossa Mãe



 Ano de Edição: 2012
Género: Drama, Romance
Autora: Célia Correia Loureiro
Editora: Alfarroba


* Por Mariana Oliveira *

No início deste ano propus-me ler alguns livros que estavam há demasiado tempo na minha estante, num vídeo do Canal FLAMES que decidi designar de "Vergonhas Literárias". Nessa lista de obras que esperavam impacientemente que eu pegasse nelas estava um livro com um título que, logo desde o início, me chamou à atenção: "O Funeral da Nossa Mãe" de Célia Correia Loureiro.


Sinopse:
"Quando, aos 58 anos, Carolina Alves decide pôr termo à vida, deixa um pedido concreto às suas três filhas: que se reúnam na festa em honra da padroeira da vila e que recuperem os laços de sangue que as consagram irmãs. Luísa emigrou para Paris, decepcionada com a frieza da mãe; Cecília é pianista e vive num alheamento artístico constante e Inês refugiou-se na política para fugir à negligência da família. Com a ajuda da tia Elisa, vão regressar aos campos de alfazema da infância e desvendar ao longo de quatro dias o passado inesperado de Carolina. Os seus erros, as suas fraquezas e, numa reviravolta inesperada, o acto vil que lhe permitiu prender a si há trinta e oito anos aquele que viria a ser o pai das suas filhas…" 


Opinião:
Por causa da tenra idade que tinha Célia Correia Loureiro quando escreveu este livro, confesso que parti para esta leitura com as devidas precauções: não queria elevar muito as minhas expectativas e já me tinha mentalizado que iria encontrar uma história simples com uma escrita igualmente desprovida de qualquer profundidade. Contudo, volvidas as primeiras páginas, rapidamente me apercebi do meu erro!

A escrita nesta obra é absolutamente arrebatadora e a maturidade dos pensamentos que são passados para o papel assustou-me. Para mim, a autora é uma jovem com uma alma mais madura, mais vivida.
A forma como transmite os pensamentos e emoções das personagens é tão profunda que senti que eu era todas elas, que de alguma forma tinha conseguido entrar dentro delas e ver até ao seu âmago. 
E se a escrita é soberba, o que dizer da história? Aparentemente simples de início, cedo percebemos que algo se esconde por detrás da vida da amargurada Carolina e damos por nós curiosos em descobrir qual o funesto segredo que ela escondeu das suas filhas. Um segredo com consequências impensáveis para as várias "peças" deste malogrado "jogo", já que os destroços seus acabam por atingir a vida de todos aqueles que estavam próximos de Carolina. 
Contudo, mesmo tendo-me rendido à escrita e trama de "O Funeral da Nossa Mãe", aquilo que mais apreciei neste obra foi o facto de a autora não ter caído na tentação de apresentar personagens irreais. Neste livro, todos têm as suas virtudes e os seus defeitos. Não há heróis nem vilões. Todos cometem erros e sofrem com as suas escolhas e todos têm momentos nas suas vidas em que a felicidade lhes sorri. Foi este carácter tão real e humano das personagens que me realmente me comoveu e colocou esta leitura na lista das melhores que fiz este ano!

 Fiquem com a entrevista que fizemos à Célia no ano passado :)

sábado, 15 de outubro de 2016

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244º Passatempo do FLAMES (em parceria com o autor Pedro Jardim)


Em parceria com o autor Pedro Jardim temos mais um passatempo para vos oferecer. Desta vez são 2 exemplares autografados do seu mais recente livro para crianças.
Já sabem o que fazer certo?
Pois claro, Preencham o formulário e... BOA SORTE!

Parabéns: 

Ana Filipa Dias

e

maria joao carrola

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

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Livro: A Luz Miserável (Projecto Halloween)


 
Ano de Edição: 2010
Género: Fantasia, Mistério, Terror
Autor: David Soares
Editora: Saída de Emergência



* Por Mariana Oliveira *


Há alguns anos tivemos o prazer de publicar aqui no blogue uma entrevista feita ao autor David Soares. Nesse mesmo ano, comprei um livro seu pois fiquei curiosa com a postura directa do escritor. Contudo, só este ano é que me estreei a ler uma das suas obras e, para isso, escolhi um livro que já há algum tempo andava a "namorar" - A Luz Miserável.


Sinopse:
"O horror está de volta.Nestas três histórias, David Soares (O Evangelho do Enforcado, Lisboa Triunfante, A Conspiração dos Antepassados) apresenta imagens de luz e trevas que não deixarão ninguém indiferente. Do ambiente exótico de A Sombra Sem Ninguém, passando pelos interiores claustrofóbicos de A Luz Miserável, até à extravagância macabra de Rei Assobio, prepare-se para conhecer personagens inesquecíveis, como um homem "quase" invisível, três soldados amaldiçoados e um velhote mutilado e vingativo. Do suspense ao splatterpunk, A Luz Miserável é um livro de contos provocadores, diabólicos e literários. Uma viagem vertiginosa ao lado negríssimo da imaginação."


Opinião:
Este pequeno livro é composto por três contos mas, a meu ver, divide-se em duas partes.
Na primeira parte encontramos o conto "Na Sombra de Ninguém", uma história que defino como sendo de fantasia. Nela acompanhamos uma jovem elementarista que se cruza por acaso com um homem quase invisível. Juntos, vão tentar recuperar a forma do segundo que, vítima da sua própria ambição, sofre há muito tempo por não ter um corpo visível. 
Para mim, este conto foi uma espécie de "aquecimento" para aquilo que o livro traria no que ao terror diz respeito. Assim, sem ser assustador, "Na Sombra de Ninguém" consegue criar o ambiente de irrealismo necessário para prosseguirmos para aquela que denomino como segunda parte da obra.

Os contos "A Luz Miserável" e "Rei Assobio" apanharam-me de surpresa. Depois de o livro ter começado de uma forma mais leve e até algo divertida eis que David Soares se serve de uma espécie de veia de Quentin Tarantino para me chocar nestas duas histórias. A forma gráfica como são descritos certos acontecimentos obrigaram-me literalmente a interromper a leitura para recuperar o fôlego.
Numa abordagem mais sombria, David Soares transporta-nos até ao mundo dos mitos, das criaturas aterrorizantes e das situações absolutamente desesperantes. Com estas duas histórias dei por mim a viajar até noites escuras, repletas de sons misteriosos e dor, muita dor...
Posso dizer que o David Soares não me desiludiu: com o meu Projecto de Halloween procuro obras assustadoras e esta sem dúvida que se enquadra na perfeição nessa categoria!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

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Livro: Romeu, o touro que não gostava de touradas



Sinopse

Este livro conta a história de Romeu, um touro pinga-amor, muito meigo e amigo de todos que certo dia é levado para uma tourada. O que irá acontecer?


Opinião 
(por Roberta Frontini)

Eu e a Mariana nem sempre concordamos em tudo, mas se há coisa com a qual ambas lutamos ferozmente é contra as trouradas! Por isso mesmo, este livro é a nossa cara e, consequentemente, o FLAMES não podia deixar de apoiar esta obra!

Neste livro infantil, Tânia Bailão Lopes explica às crianças que os touros não gostam de touradas. Sem culpabilizar ninguém e estimulando o sentido crítico dos mais novos, a autora apresenta um livro amigo dos animais, que pretende explicar às crianças que por vezes podemos fazer aos outros coisas que não gostamos, sem compreender as consequências.

Um livro ternurento, com ilustrações de grande qualidade que dá vontade de ler e reler.

sábado, 8 de outubro de 2016

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Canal FLAMES: Bookhaul de Agosto e Setembro





Os meses de Agosto e Setembro, para além de me trazerem uns desejados dias de férias, brindaram-me com 10 livros absolutamente fantásticos!
Vejam no nosso mais recente vídeo do canal quais são os livros que me vão acompanhar nas próximas semanas :) 
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243º Passatempo do FLAMES (em parceria com o autor André de Oliveira)




A esta altura vocês já devem ter ouvido falar neste livro. Fiz de Beta-Reader ao Peónia Vermlha, e posso dizer que é uma obra extraordinária, e como tal, foi com enorme prazer que o autor nos ofereceu um exemplar (autografado) para um de vocês. 
Para o conseguirem,basta preencherem o formulário em baixo e, BOA SORTE. 

Caso queiram ler a entrevista que lhe fizemos, basta irem aqui: http://flamesmr.blogspot.pt/2016/10/121-entrevista-ao-flames-andre-de.html

VENCEDOR: Catarina Gonçalves

Resposta à pergunta - Em Lisboa! Foi o que eu disse para mim. E disse, que capa linda! A capa é muito chamativa mesmo. A flor, a rapariga...e...Lisboa, que é linda.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

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Livro: A Noite e o Sobressalto (Projecto Halloween)



 
Ano de Edição: 2010
Género: Mistério, Terror
Autor: Pedro Medina Ribeiro



* Por Mariana Oliveira * 

Todos os anos digo para mim que no mês de Outubro me vou dedicar a leituras adequadas ao Halloween. E todos os anos falho esse objectivo. Contudo, 2016 vai ser diferente pois tomei a verdadeira resolução de ler livros talhados para o tema e, para minha satisfação, estou a conseguir cumprir! 
A primeira obra que li foi o livro de estreia de Pedro Medina Ribeiro - "A Noite e o Sobressalto".


Sinopse:
"Até onde nos levam as nossas crenças e que mistérios estão para lá do que acreditamos? O que têm em comum Londres, Berlim, Alentejo ou Praga? São cenários onde se desenrolam as histórias reunidas neste livro, na tradição da narrativa fantástica de Edgar Allan Poe, ou Sir Arthur Conan Doyle.Um convidado surpresa. Uma festa secreta com um desfecho imprevisto. Uma casa assombrada e uma família destroçada por um mistério. Um escritor e um amigo perseguido pela lenda de um homem de capuz. Uma herança inesperada e uma maldição. Pedro Medina Ribeiro, numa escrita elegante e rica em imagens, transporta-nos para um universo de mistério em que nem tudo é o que parece, cativando o leitor pela qualidade da narrativa e prendendo-o pela curiosidade, só o largando no final de cada história, de forma repentina e surpreendente. Em sobressalto." 


Opinião:
 Foi interessante ler as 7 histórias quase de uma assentada, pois assim tornou-se mais fácil compará-las. 
A primeira impressão com que fiquei é de que não posso dizer que este livro seja assustador, longe disso. O que se passa é que o autor criou histórias de mistério, com algum folclore à mistura. 
Apesar de bastantes diferentes entre si, há um factor comum a todas elas: o sentido de ironia. Não poucas vezes o autor terminava um dos contos com um parágrafo que apresentava uma reviravolta com o seu quê de irónico. Assim, esta acabou por também se tornar numa leitura divertida e que me deixava curiosa até à última frase a tentar perceber qual seria o twist que iria ocorrer naquele conto em particular.
Mesmo não tendo achado as histórias assustadoras, está presente o factor mistério ao longo de todas elas e Pedro Medina Ribeiro conseguiu criar um ambiente obscuro em quase todas. Assim, senti-me a mergulhar num mundo em que o sobrenatural surge para juntamente com os nossos medos atormentar a vida das pobres personagens que habitam estas páginas.
Relativamente à escrita do autor, é evidente o seu talento, ainda para mais tratando-se da sua obra de estreia! Contudo, confesso que em alguns momentos senti que ele estava a "forçar a nota" e recorria a palavras desnecessariamente complexas, a meu ver, que não encaixavam com a restante narrativa. 
Tirando esse detalhe, esta foi uma leitura interessante para começar o meu mês de Halloween. Quero agora ver se os próximos livros serão suficientes para me deixar de cabelos em pé...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

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Entretenimento: Primeiras Impresssões sobre o álbum Sing Street




* Por Mariana Oliveira *


Pelos vistos este ano estreou o filme "Sing Street", um filme que, ao que vejo pelos vários comentários na internet, conquistou grande parte daqueles que o viram. Pois bem, infelizmente ainda não faço parte desse grupo pois não o vi mas já posso afirmar que conheço de uma ponta à outra a banda sonora oficial do filme. E, digo-vos desde já, que grande banda sonora!!




Este disco tem a particularidade de conter músicas cantadas pelas personagens dos filmes bem como temas de artistas de renome interpretados pelos próprias. Será que estou a exagerar quando digo de renome, perguntam vocês? Pois bem, decidam por vocês próprios: Duran Duran, The Cure, Adam Levine, Motorhead, entre outros ;)

Os temas são muito diversos, sendo que os que são cantados pelos Sing Street têm uma onda muito britânica mesmo. Pareceu-me que estava a viajar no tempo algumas décadas de cada vez que soavam os acordes dos seus instrumentos. 
Contudo, como não poderei estar aqui a falar dos 17 temas que compõem o álbum, vou centrar-me nos meus dois preferidos que já ouvi vezes sem conta desde que os escutei pela primeira vez.

"To find you" - Sing Street: Isto é o que gosto de chamar de tema romântico perfeito. Consigo mesmo imaginar algumas lágrimas mais teimosas a surgirem durante o filme quando esta música é tocada (e reparem que digo isto sem sequer saber em que momento é que aparece este tema!). A melodia é maravilhosa, a letra é simples mas é nessa simplicidade que reside a beleza da canção. A voz do vocalista encaixa na perfeição no tema.

"Go Now" - Adam Levine: Não posso dizer que sou a maior fã da voz do vocalista dos Maroon 5, mas esta música mexeu comigo de uma forma inesperada. A letra fala-nos de avançar na vida sem medos, de aproveitar o momento e fazer aquilo que realmente nos faz felizes. Numa altura em que parece que todos temos medo de mudanças e nos acomodamos àquilo que temos, uma música que nos diz para lutarmos pelos nossos sonhos era tudo o que eu precisava de ouvir!




A melhor forma que tenho de descrever este álbum em 3 palavras é: 

Inspirador
Reconfortante
Original

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

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Livro: Casa de férias com piscina (Herman Koch)




Título: Casa de Férias com Piscina
Autor: Herman Koch
Editor: Alfaguara Portugal
Edição ou reimpressão: 2016
ISBN: 9789896651114

SINOPSE

Uma narrativa em que o mistério e a intriga concorrem para denunciar a hipocrisia e fragilidade da vida contemporânea.
Marcado por uma ironia desarmante, o enredo negro e fortemente psicológico de Casa de férias com piscina proporciona uma leitura ávida, controversa e intrigante que confirma o incrível talento literário de Herman Koch no dissecar da farsa amoral de uma sociedade à deriva.

OPINIÃO
(por Roberta Frontini)

Não.. não se preocupem que não vou dizer, mais uma vez, para olharem para esta capa absolutamente fantástica. Nem me vou repetir dizendo que adoro as obras da Alfaguara e que a qualidade das capas, em geral, se equipara à qualidade dos autores e das histórias que nos são apresentadas. Estaria a ser repetitiva e não pode ser! 
Vou-me focar apenas na história e nos sentimentos que esta me suscitou. 

Esta é a história de um médico e de um paciente. O paciente é um actor famoso e quando morre, os olhos voltam-se para o médico. Que terá acontecido? Porque está o médico, presumivelmente, em maus lençóis? E, em retrospectiva, é precisamente a história deste médico que vamos conhecer, e a história da relação entre estas duas personagens (ok, talvez mais algumas se lhes juntarão...). 

A primeira coisa que me saltou logo à vista, foi o humor do autor. Através de um tipo de humor mais subtil (arriscaria mesmo dizer que é inteligente) estas personagens são-nos apresentadas, bem como as suas redes de conhecimentos, as suas ligações, as suas vidas. A inveja, a hipocrisia, a mentira... o correcto e o errado, o ético e o justo.. tudo questões que são reveladas e discutidas através de um romance, uma história  bastante original e escrita de forma magistral. Ao longo das várias páginas o leitor sente-se como no meio de um local com novoeiro, e ao longo das páginas vamos sentindo o nevoeiro a dissipar-se, e a aurea de mistério começa a ser revelada. 

Eu adorei este livro, porque o achei original, inteligente (não só pelo uso do humor mas também pela crítica que tece), divertido... Achei-o completamente fora do comum, e senti que o autor me cativava ao longo do tempo. Mesmo tendo eu passado de meio do livro, continuava a sentir que precisava de respostas, que eu própria não conseguia classificá-lo... lá está, a originalidade dele torna-o difícil de definir, mas irresistível de ler. 

Estou muito feliz por ter tido a oportunidade de ter conhecido este autor (de certo que quero ler mais coisas dele) e de ter lido este livro no verão (acreditem, é perfeito!). 

Não deixem de lhe dar uma vista de olhos e, quem sabe, de mergulhar nas suas páginas e na sua história. 

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121º Entrevista ao FLAMES: André de Oliveira


André de Oliveira

André de Oliveira é ator e escritor. Considera-se um buscador do sentido mais lato da vida. Entre as suas muitas paixões estão a literatura, o cinema, a música, o teatro, a política e a espionagem, o desporto, o bom vinho tinto e a comida. É um amante da cultura oriental e adora viajar. Fez formação no Curso Profissional de Interpretação para Atores na Academia Contemporânea do Espetáculo, na cidade do Porto. Colabora assiduamente no desenvolvimento de projetos nas áreas de produção de cinema e teatro. É membro fundador da Filmocracy, plataforma internacional de guionistas e produtores de cinema.

O seu Filme preferido: Isso é uma pergunta difícil! Adoro cinema e tenho muitos filmes preferidos. Desde Crash, escrito e realizado por Paul Haggis, V for Vendetta, American Beauty, American History X, quase todos os filmes de Cristopher Nolan, Paul Thomas Anderson, Martin Scorcese, Terrence Malick e tantos outros! 

O seu Livro preferido: Outra pergunta difícil! Mas se tenho mesmo de escolher, então serão “O Anjo Caído” de Daniel Silva e a Filha do Papa do Luís Miguel Rocha. 

O seu Anime preferido: Não tenho.

O seu Manga preferido: Não tenho.

O seu Espectáculo/Evento/Programa de Entretenimento preferido: Um concerto de MUSE!!!

A sua Série preferida: House of Cards, Homeland, True Detective e Californication. Já me falaram de muitas outras interessantes, mas não tenho tido tempo para as ver. Gosto de pegar numa série e vê-la do início ao fim.

Quando é que a escrita se tornou numa paixão para ti?
Se bem me lembro, comecei a escrever alguns textos soltos por volta dos meus 15 ou 16 anos. Foi uma necessidade que me surgiu muito natural e espontaneamente. Já gostava muito de ler nessa altura e acabei por seguir esse caminho muito naturalmente. No entanto, sinto que a escrita como a expresso hoje em dia, seja na forma de prosa nos meus romances, na sua forma de poesia ou na escrita dos guiões de cinema que tenho vindo a desenvolver, mais do que uma paixão, começou por ser uma necessidade há uns cinco ou seis anos. Sinto que se foi tornando esta necessidade muito saudável de expressão individual e criativa e à qual associo uma sensação/realização de grande prazer e gosto na criação dos textos e das estórias que conto. Foi-se transformando numa paixão de forma bastante gradual e consistente. 

Sei que um dos teus autores favoritos é o Luís Miguel Rocha. De que forma ele influenciou a tua escrita?
O Luís teve um impacto profundo na minha forma de escrever. Quando descobri O Último Papa, o primeiro livro dele que li, fiquei completamente siderado naquela estória e na forma como ele a contou. Depois li e reli todos os seus livros. A leitura dos livros do Luís reforçou em mim a sensação de que eu poderia escrever um romance, um dia. Essa sensação já andava comigo há muito tempo, mas quando li O Último Papa fiz um acordo comigo mesmo de que iria fazer tudo ao meu alcance para escrever e publicar, pelo menos, um romance.
Depois, tive o privilégio de falar muito com o Luís. Ele leu o meu romance, Peónia Vermelha, mais ou menos na altura em que tu também o leste e apoiou-me de forma incondicional, quase sem me conhecer, e inspirou-me de tal forma para continuar a escrever que acabei por lhe dedicar este meu primeiro romance. 
Embora o Luís nos tenha deixado precocemente, a sua obra e o seu espírito cheio de riso, profundidade e humor, continuam por aqui e estão para ficar. Não tenho a mínima dúvida que se a Porto Editora (editora do Luís) investir em manter a sua obra viva, o Luís manter-se-á como um dos grandes da literatura portuguesa e internacional durante todo o século XXI. Todos os dias, quando me sento para escrever, lembro-me do Luís e agradeço-lhe a força que ele continua a dar-me neste processo tão longo que é a escrita de um romance. 

Por vezes os autores criam uma personagem mais parecida com eles próprios. Isso aconteceu-te?

Se isso tiver acontecido, não foi um processo consciente (risos!). A realidade é que eu não me consigo separar completamente dos personagens que crio. Acho mesmo impossível. Mesmo quando estou a criar um vilão, ou um antagonista horrível, acabo sempre por lhe dar algo de mim. E acho que todos os escritores, e artistas nas suas mais variadas áreas, acabam por o fazer consciente ou inconscientemente. É impossível o artista separar-se completamente da sua obra ou criação. E quem disser que o faz estará a tentar enganar as pessoas. Qualquer um de nós, seres humanos, cidadãos, quando julgamos algo ou alguém, estamos a julgar uma pequena parte que também existe dentro de nós mesmos, nem que seja no mais recôndito e obscuro canto da nossa mente, porque se assim não fosse, nem sequer conseguiríamos reconhecer esse “defeito” ou atitude nos outros. Tenho a sensação muito forte e vívida em mim que todos nós partilhamos o essencial humano dentro de nós mesmos, no nosso coração ou mente, e, se isso for mesmo verdade, todos temos amor, compaixão, ódio, violência, rancor, paz, inquietação, anseios, sonhos e desilusões dentro de nós mesmos. Dessa forma, ao escrever uma estória, ao criar um personagem, estamos a inspirar-nos sempre em algo que é intrinsecamente humano e comum a todos. Dessa forma, sim, todos os meus personagens sou eu mesmo, sem dúvida. Mas também te posso dizer que faço um esforço para que cada personagem seja o mais autêntico possível. Por isso mesmo te posso então dizer que não, nenhum dos meus personagens sou eu. 

E se pudesses trazer à vida um dos teus personagens do livro, qual deles trarias e porquê?
Seria Chi Shao, sem dúvida! Esta personagem, a principal do livro, é uma mulher incrivelmente interessante, pelo menos para mim (risos!!!). É uma mulher misteriosa que vem do Oriente para a Europa para tentar ajustar contas com um passado mal resolvido. É uma mulher emancipada, muito inteligente, que se trata bem, e cheia de sensualidade e glamour. Dentro de si existe um verdadeiro tigre que precisa pôr em ordem algumas coisas do passado, que ficaram por resolver, e fazer justiça em relação a uma grande calamidade que se está a desenrolar na China no momento da ação do livro. Chi Shao é a mulher que não vira as costas aos problemas e pode estar a tremer por dentro, pode estar quase a vomitar de tão nervosa ou ansiosa que está, mas nunca vira a cara aos problemas. No entanto, também é uma mulher muito misteriosa que traz dentro de si um lado bastante negro. É, no fundo, um ser humano extraordinário como todos nós. Mas, neste caso, ela representa também o sentido de justiça e força para fazer o que é correto, daí ser ela a minha escolha para trazer a este mundo. 

Este teu livro mistura diferentes culturas... Neste livro por exemplo há uma parte passada na China e a própria personagem é chinesa. Porquê esta escolha?
Eu sou um amante da cultura oriental. Sou curioso e estudante de tudo o que venha do oriente. Já fui instrutor de Yoga e meditação, disciplinas que terão nascido na Índia. Já vivi na Índia durante uma temporada e foi, sem dúvida, uma das melhores experiências da minha vida. Sou curioso e estudante da cultura chinesa também, nomeadamente da Medicina Tradicional Chinesa. Ao ter lido e estudado sobre estas culturas, nomeadamente a chinesa, acabei por ter um conjunto de ideias para contar esta estória. A realidade é que a personagem principal de Peónia Vermelha, Chi Shao, foi uma das primeiras ideias que me veio à mente quando decidi que ia escrever este romance. Depois, quanto às passagens na Cidade Proibida em Beijing, e nos outros locais da China, foi tudo muito natural e espontâneo. Veio por necessidade de contar a estória. Fiz alguma pesquisa que me ajudou a compreender melhor aquilo de que iria falar e o resto foi trabalho. No entanto, sei também que tudo o que nos é desconhecido ou distante gera, normalmente, curiosidade ou receio. Neste caso, o meu objetivo passou por tentar gerar curiosidade sobre quem será esta personagem, esta mulher, esta heroína que põe em causa uma vida de conforto em prol dos valores da justiça e da liberdade.

É mais fácil escrever sobre Portugal do que sobre outros países?
Tem algumas vantagens. Quando escrevemos sobre algo que conhecemos em profundidade, mais facilmente podemos ir aos detalhes que todos conhecem e encontrar a beleza e a curiosidade no quotidiano/banal que quase já ninguém repara. Isso acontece todos os dias nos locais onde vivemos, as pessoas não se apercebem da beleza de certos pormenores porque os vêm todos os dias e o seu cérebro desliga-se automaticamente. É preciso, no entanto, estarmos muito atentos, conscientes e presentes, a cada momento para conseguir captar essa beleza e essa unicidade para que depois ela possa ser transposta para palavras numa estória.
Pelo contrário, quando escrevemos sobre algo noutro país isso também nos dá alguma liberdade dentro da limitação de não conhecermos tão bem esse país ou cultura. Eu gosto de fazer pesquisa sobre os locais que escrevo, principalmente quando nunca lá estive. Neste livro falo de locais onde nunca estive. Gosto de fazer muita pesquisa e, se possível, visitar o local e conhecer tudo sobre o que vou escrever. Isso dá-nos material, nomeadamente, para os momentos em que parece haver alguma espécie de bloqueio criativo ou quando não sabemos bem para onde queremos levar a estória. No entanto, também gosto de ter liberdade absoluta para escrever o que quero. No fundo, escrevo ficção baseada na realidade, mas no final é sempre ficção. 

Penso que nesta obra haja alguma crítica política, apesar de não ser uma coisa demasiado marcada!… Não te “assusta” a reação que isso possa provocar?
De todo. O livro é muito político em si mesmo e esse era o objetivo desde o início. Eu sou um ser político, como todos os outros seres humanos. A ideia de que a política está separada de nós, ou da sociedade, é uma das principais causas para termos políticos medíocres de forma quase constante. Acredito sinceramente que uma participação consciente na política será uma das principais formas de melhorar o sistema em si e o mundo no geral. Haverá muitas outras formas, mas a participação ativa e consciente é, sem dúvida, uma das principais. Adoro a contribuição dos monges budistas e dos yoguis que ficam nos mosteiros e nas montanhas a meditar, a rezar, e a visualizar paz e harmonia para o mundo. Adoro! Mas também adoro e respeito imenso a capacidade de entrar em ação e influenciar o rumo das coisas. Eu sou um homem de ação e inspira-me imenso ler biografias e conhecer histórias de grandes seres humanos que mudaram o rumo das suas vidas e das de outras pessoas para melhor. Temos muitos exemplos de grandes líderes políticos, religiosos, empresários e de outras áreas, que transformaram as vidas de milhões de pessoas através da ação e da concretização de grandes visões para um mundo melhor. É por isso que acho a política importantíssima. Mas teremos de ser nós mesmos a participar ativamente para que os nossos políticos não se sintam impunes ou acima da lei. Temos que estar presentes e bater o pé quando é necessário. Um exemplo: Acho incrível como é que permitimos a compra criminosa de submarinos para o Estado português, no valor de milhões de euros (com dinheiro dos nossos impostos!!!) e, de repente, quando se vai averiguar o caso por suspeita de corrupção… nada… não há certos documentos… Como é possível? E o principal criminoso está nas ruas, livre, e pelos vistos com uma série de altos cargos de decisão numa série de multinacionais. O crime ainda compensa na nossa sociedade. 
Quanto à fase final da tua pergunta, se uma obra criativa não causa “reações” às pessoas, então o que é que poderá causar? O Pokemon Go? A Casa dos Segredos? O jornalismo sensacionalista e de baixa credibilidade do Correio da Manhã? 
Não tenho o mínimo receio das reações. Poderia sentir algum tipo de receio se a minha obra passasse indelével, sem causar qualquer tipo de “reação” da parte dos leitores (risos!!). Isso, sim, seria razão para “recear”. Mas não é o caso. Não quero com isto dizer que eu esteja mais certo ou errado que qualquer outra pessoa, o que quero afirmar é que sou absolutamente livre e responsável por aquilo que escrevo.
Vivemos numa época de tanta liberdade e partilha de informação, mas no entanto parece continuar a haver um medo, mais ou menos consciente, de falar sobre certos temas, nomeadamente política, sexo, religião, espiritualidade, racismo, xenofobismo, machismo e feminismo…
Urge que falemos cada vez mais sobre aquilo que somos e para onde queremos ir. Os últimos dez mil anos da humanidade estão repletos de conflitos políticos e guerras religiosas, e parece que não aprendemos nada com isso. Vemos um psicopata lunático como Donald Trump a ganhar uma força tremenda na sua campanha à Casa Branca, nos Estados Unidos, e tantos milhões de americanos que o apoiam abertamente. Vemos esse lunático a dizer que vai construir um muro entre o México e os Estados Unidos e os serão os mexicanos a pagá-lo… e depois vemos pessoas a bater palmas… Fico incrédulo com este tipo de medievalismo que ainda se vive por esse mundo fora. Observamos impávidos, e serenos, o fenómeno brutal e asqueroso que se chama Daesh, Isis, ou Estado Islâmico, em ascensão onde se cortam cabeças, vendem e violam mulheres e crianças como se não houvesse nada de sagrado naquele outro ser humano. E tudo para quê? Por Alá? Para Deus? Porque os franceses, os ingleses e os americanos andaram lá a chafurdar no petróleo e nas mulheres de burqa negra? 
Minha querida, claro que temos que falar (e muito!!!) sobre política, amor, sexo, cultura, religião, Deus, Alá, Shiva, Buda, música, cinema, literatura, machismo e feminismo, guerra e paz. Acima de tudo falar sobre a paz, cultivar a paz e a celebração que deveria ser a nossa vida, e o caminho que queremos traçar para nós mesmos e para a humanidade no futuro. 


Já me perguntaram imensas vezes de que género é o teu livro e eu sempre tive alguma dificuldade em o classificar porque é bastante completo. Temos romance, política, espionagem, encontros e desencontros, revelações e murros no estômago. Tu como o classificarias?

Por uma questão meramente prática para os livreiros, eu classificaria Peónia Vermelha como um thriller político/espionagem e romance. Mas é como tu o dizes, Peónia Vermelha acaba por abraçar várias cores e géneros dramáticos. A estória foi crescendo ao longo dos anos e foi ganhando estas novas dimensões sem que eu me preocupasse muito em o definir. Mas, para que fique mais claro, é sem dúvida um thriller rápido e intenso de política/espionagem com uma grande estória de amor e algumas reviravoltas mirabolantes (risos!!!). 

O teu livro tem bastantes elementos “cinematográficos”. Quando o estava a ler estava a ver a trama toda a acontecer na minha cabeça e acho que facilmente poderia transformar-se num filme. Tu que gostas tanto de cinema, se pudesses levar este teu livro para o grande ecrã, quem escolheria que o realizasse e podendo tu escolher os actores, quem escolherias?
Quando li esta pergunta até me arrepiei (Risos!!!). Sim, o cinema é uma paixão para mim e adoro a ideia de um dia adaptar Peónia Vermelha ao grande ecrã. Se todos sonharmos com isto, não tenho dúvidas que possa vir a acontecer (risos!!!). 
Quando escrevo um romance, gosto de lhe dar elementos visuais/cinematográficos bem evidentes porque é assim que eu gosto de ler um grande livro. Sempre que um romance me “agarrou” de início ao fim, sem esforço, tinha exatamente esse elemento visual/cinematográfico. Então, de alguma forma, através da leitura e estudo dos livros que eu considero grandes estórias, tento escrever aquilo que eu mais gosto e que para mim mais sentido fará. Gosto da ideia de escrever o tipo de livros que eu gostaria de ler. Acho que é assim com quase todos os escritores. Para mim, um grande livro é aquele que me cria imagens mentais muito claras e experiências emocionais intensas.

Como amante do cinema, também estou a desenvolver uma série de guiões para filmes e a participar num projeto que se chama Filmocracy. A Filmocracy é uma plataforma internacional para guionistas e produtores de cinema, um espaço onde os cineastas poderão apresentar os seus projetos e criar condições para concretizar os seus filmes e as suas produções. Nesse sentido, claro que gostaria de ser eu a realizar a adaptação de Peónia Vermelha ao grande ecrã (risos!!!). No entanto, como as coisas são bem mais complexas que isso, tenho três realizadores que adorava ver a realizar esta adaptação para cinema que são Christopher Nolan, Paul Haggis ou Paul Thomas Anderson. Quanto ao casting, admito que tenho mais dificuldade em escolher os atores. Mas para a personagem principal, Chi Shao, chamaria para o casting a Lucy Liu, mas sem promessas (risos!!!). Ela teria de provar que era capaz de fazer um brilharete naquele papel, até porque sinto Chi Shao como uma personagem complexa e terá de ser uma grande atriz para conseguir o papel (risos!!!). 

Obrigada André pela tua simpatia e por teres respondido a estas perguntas :)


domingo, 2 de outubro de 2016

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242º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Companhia das Ilhas)



Não se assustem! É apenas mais um passatempo do FLAMES. Desta vez contamos com a preciosa colaboração da Companhia das Ilhas. Querem ganhar um exemplar deste livro? Pois já sabem o que fazer certo? É preencher o formulário e... BOA SORTE :) 



VENCEDOR: 
Ana Micaela Marcedo
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Deixava de dormir por... : Novidades Literárias do mês de Setembro


Depois da habitual calma do mês de Agosto, eis que Setembro chega em força repleto de novidades literárias que facilitam a despedida das férias e regresso ao trabalho/escola.
Aqui estão os livros que habitaram os nossos sonhos nas últimas semanas:




"Numa conversa sobre o propósito da vida, Héctor e Francesc decidiram rumar à aldeia com maior índice de longevidade do mundo: Ogimi, em Okinawa, Japão. Ao conviverem com as pessoas mais velhas do planeta, conheceram os segredos mais bem guardados para se ter uma vida longa, saudável e feliz, que se pode resumir num conceito: Ikigai. Conheça a dieta especial e o treino físico e mental que esta “aldeia dos centenários” segue. Beber chá, satisfazer o estômago em apenas 80%, conviver e estar permanentemente ocupado, são algumas das sugestões que encontrará neste livro. Leia, reflicta, pratique e ganhe anos de vida!"






"Um terno e divertido novo título de David Walliams, magnificamente ilustrado por Tony Ross. Na nova obra do humorista britânico, o leitor é convidado a recuar até 1983 para conhecer o avô Bandeira, herói da Segunda Guerra Mundial, e Jack. Quando o presente e as memórias recentes começam a escapar ao avô – quando deixa de reconhecer o filho ou de saber se a mulher Peggy ainda é viva ou não – a família decide deixá-lo ao cuidado do lar de idosos da aldeia. Mas como pode a família prendê-lo no lar se, na sua cabeça, Bandeira é um jovem piloto de caças Spitfire, empenhado em proteger o Reino Unido da ameaça de Hitler? Jack não sabe o que é a doença de Alzheimer nem por que razão o avô revive as histórias de guerra que lhe contou desde sempre. Para o neto, o avô Bandeira está simplesmente a brincar. E, tal como todas as crianças, ele adora brincar. Assim, juntamente com o ás dos céus, vai planear uma ousada fuga e embarcar na maior das aventuras. Um divertido e afetuoso livro sobre a especial relação de amor e amizade entre avós e netos, A Incrível Fuga do Meu Avô promete emocionar leitores pequenos e graúdos."



"Como seguir em frente depois de se perder a pessoa amada?Como construir uma vida que valha a pena ser vivida? Louisa Clark já não é uma jovem banal a viver uma vida banal. O tempo que passou com Will Traynor transformou-a, sendo agora uma pessoa diferente que tem de enfrentar a vida sem ele. Quando um insólito acidente obriga Lou a regressar a casa dos pais, é impossível não sentir que está de volta ao ponto de partida. Lou sabe que precisa de um empurrão que a traga de novo à vida. E é assim que acaba por ir parar ao grupo de apoio Seguir em Frente, cujos membros partilham sentimentos, alegrias, frustrações e bolos intragáveis. Serão também eles que a levarão até Sam Fielding – um paramédico que trabalha entre a vida e a morte, e o único homem que talvez seja capaz de a compreender. Mas eis que uma personagem do passado de Will surge de repente e lhe altera todos os planos, lançando-a num futuro muito diferente…. Para Lou Clark, a vida depois de Will Traynor significa reaprender a apaixonar-se, com todos os riscos que isso implica. Em "Viver Sem Ti", Jojo Moyes traz-nos duas famílias, tão reais como a nossa, cujas alegrias e tristezas nos tocarão profundamente ao longo de uma história feita de surpresas."




"A vida de Mia Saunders continua no terceiro livro perversamente escaldante da série «A Rapariga do Calendário»! Nestes três meses, Mia desloca-se a Miami, ao Texas e à sua terra natal, Las Vegas. Em Julho, será sedutora num videoclip do artista de hip-hop, com discos de platina, Anton Santiago. A recuperar do trauma sofrido em Junho, a nossa rapariga abre o coração e descobre que correr riscos lhe concederá o que sempre desejou, necessitou e muito mais. Em Agosto, Mia viaja para o Texas vestindo a personagem e representando o papel de ser a irmã perdida do magnata do petróleo e importante homem de negócios Maxwell Cunningham. O trabalho devia ser canja, só que são revelados segredos do passado que mudarão o que sempre acreditou ser verdade. Em Setembro, Mia parte para a sua Sin City, onde o mundo à sua volta parece desmoronar-se. As pessoas que ama travam batalhas para as quais não está preparada, mas que se sente desesperada por resolver antes de perder tudo."




"Um livro que ajuda os pais a entender os filhos e fornece as ferramentas essenciais e incontornáveis para o grande desafio da educação parental. Durante os primeiros seis anos de vida, o cérebro infantil tem um potencial que nunca mais voltará a ter. Isto não significa que devamos tentar transformar os nossos filhos ou alunos em pequenos génios, porque, para além de ser impossível, um cérebro que se desenvolve sob pressão pode perder parte da sua essência pelo caminho. Este livro é um manual prático que sintetiza os mais avançados conhecimentos da neurociência para que pais e educadores facilitem a criação de ligações mentais que ficam para a vida e ajudam as crianças a atingir a plenitude intelectual e emocional.Uma obra indispensável que ensina os pais a ser a melhor influência para o desenvolvimento dos filhos e a prevenir dificuldades como o défice de atenção, a depressão infantil e problemas de comportamento."





"Um dos romances maiores de Naipaul. Duro, mas cheio de compaixão. Este livro começa por contar a história de um criado indiano em Washington, que adquire a cidadania americana, mas que sente já não fazer parte do grande fluxo da vida. Segue-se a história do caribenho de origem asiática em Londres: está perturbado, preso por homicídio, mas nunca saberá onde se encontra. A terceira e principal narrativa desloca-se para África, para um país ficcional parecido com o Uganda ou o Ruanda. As personagens centrais são dois ingleses, que no passado sentiam África como um continente libertador, que entretanto o deixara de ser. Em tempo de conflitos tribais, no meio de uma grande insegurança, os dois terão de empreender uma longa viagem."








"A Cidade e a Montanha vigiam-se mutuamente, num jogo de espelhos e de contrários, numa geometria de centros e periferias, num enredo de poderes e de ocultações, onde muitas são as maneiras de viver a clandestinidade e muitas são as clandestinidades: escondidas, distantes; umas, vividas; outras, à vista de todos. Dois homens, Marcel e Norberto, atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção, e é nela que são clandestinos. Com eles vêm encontrar-se João Francisco e Otília. Ele, violinista e professor de música, ela, a sua jovem neta, ambos na busca incessante do sublime, também eles recusados pela realidade. Um homem que escrevia azulejos – que reencontrou a utopia e gostava da sátira – reparou neles e pintou-os com palavras. "O Homem Que Escrevia Azulejos", de Álvaro Laborinho Lúcio, debate e ilumina-se das grandes ideias da modernidade, enquanto observa, não sem algum detalhe pícaro, a falência das sociedades em que vivemos. Um romance culto e empenhado sobre o poder, e o poder redentor da arte e do amor."





"A verdade surpreendente sobre o sucesso (E porque é que algumas pessoas nunca aprendem com os erros). O que tem a equipa de Fórmula 1 da Mercedes a ver com a Google? O que tem a equipa de ciclismo Team Sky a ver com a indústria da aviação? Que ligação há entre o inventor James Dyson e o futebolista David Beckham? Todos tinham “caixa negra” – ou seja, usavam o método de pensamento caixa negra. Quer seja para desenvolver um novo produto, aperfeiçoar uma competência ou acertar numa decisão crítica, estes pensadores não têm medo de assumir erros. Na verdade, consideram o fracasso a melhor forma de aprender. Em vez de negar o risco, não assumir os erros, culpar os outros ou as circunstâncias e simplesmente “fugir com o rabo à seringa”, estas empresas e empreendedores assumem a “vacina” do erro e integram-no na sua estratégia para o sucesso.E é por isso mesmo que o atingem."







"Um casal com dois filhos decide mudar de vida e ir viver para uma aldeia, numa pequena quinta. Ele é poeta e crítico literário, ela é pintora. Durante um dia nas suas vidas, uma sucessão de eventos desperta memórias profundas. Confrontado com uma leucemia em remissão, a morte entra e sai em diálogo constante. Mas é o saber rural milenar transmitido pelas pessoas da aldeia que contamina o ambiente e influencia o casal com as suas visões do mundo num país em pleno processo pós-revolucionário e a dar os primeiros passos na democracia. O que lhes reserva o futuro? Quanto tempo ainda lhes resta de felicidade num mundo em constante mudança?"






"Addy Hanlon sempre foi a melhor amiga de Beth Cassidy e a sua parceira de confiança. Ambas cheerleaders temidas pelas raparigas da escola, atingiram o pico das suas carreiras no secundário e lideram uma claque intensamente competitiva e admirada por todas as colegas – até ao momento em que chega a nova treinadora. Dominante e carismática, e uma emissária do mundo adulto além do alcance das jovens, a treinadora Colette French seduz Addy e as outras cheerleaders com o seu charme. Apenas Beth, incapaz de aceitar a nova autoridade, permanece fora do círculo de confiança da treinadora, tentando por todos os meios recuperar a sua posição como cheerleader de topo. Mas quando um crime abala a comunidade, começa uma investigação policial que tem como alvo as alunas da escola. À medida que se aproxima o final da época, Addy e Beth irão aprender, da pior forma, que as fronteiras entre lealdade e amor podem ser um terreno perigoso num jogo que já ultrapassou todos os limites."




"Um livro que revela que nem todos os refugiados da Segunda Guerra Mundial se conseguiram salvar através de Portugal. A 7 de Novembro de 1940 partiu do Luxemburgo, país onde o nazismo tentou fabricar o primeiro país “livre de judeus”, um comboio com 293 passageiros que tinha Portugal como destino. Mas ao contrário de outros comboios com judeus em fuga, não foi dada autorização na fronteira de Vilar Formoso para que entrasse no país. Os refugiados ficaram mais de uma semana fechados nas carruagens, numa atmosfera desumana, sujeitos a um frio intenso e alimentando-se do pouco que a população pobre da zona tinha para lhes oferecer: pão, café e, por vezes, sopa. Ao fim de cerca de dez dias, o impasse foi quebrado. Já com as negociações em curso para instalar os judeus no Luso, o governo de Salazar negou-lhes a entrada em Portugal, empurrando-os assim para uma morte mais do que provável. De regresso a França, estiveram ainda vários dias confinados ao comboio até os alemães decidirem interná-los em Mousserroles, perto de Baiona, num antigo campo de internamento.  Mas porque foram os refugiados impedidos de entrar em Portugal? Após a análise de documentos inéditos e de entrevistas a sobreviventes e seus familiares, explicam-nos as razões deste acontecimento histórico muito pouco conhecido que deixa cair por terra a ideia de que Portugal acolhia todos os refugiados da Segunda Guerra Mundial. "




"Em finais do século XIII, Aragão é um reino poderoso e rival de Castela, o gigante que acaba de se unir a Leão. Isabel, a filha mais velha do rei aragonês, exibe desde cedo uma personalidade rara. É bela, inteligente, devota, caridosa – e, por isso, naturalmente cobiçada por várias cortes europeias para uma aliança de casamento. Isabel tem outros sonhos, que não passam por ocupar um trono nem exercer o poder, mas interesses políticos acabam por ditar a sua união com D. Dinis, o brilhante e ambicioso rei de Portugal, no ano de 1282. O jovem soberano português sabe que, para pôr em prática os seus grandes planos de desenvolvimento do reino, deve manter- se afastado das guerras que grassam pela Península Ibérica. Mas nem a paz perdura, nem Isabel se torna uma jovem submissa e alheada dos problemas políticos e sociais. Pelo contrário. Revela-se firme na defesa dos pobres, dos doentes e dos excluídos, em nome dos quais move montanhas, desafia convenções e se entrega aos maiores sacrifícios. E nos conflitos que vão abalar o reinado de D. Dinis, opondo pais e filhos ou lançando a discórdia entre irmãos, mostra-se corajosa e decidida, capaz de desafiar a autoridade do próprio marido e de influenciar o curso dos acontecimentos com a sua sensibilidade, poder de antevisão e amor à paz."






"A batalha de Moscovo foi o inferno na terra, terrível e sangrenta para invasores e defensores. Michael Jones reuniu, uma vez mais, testemunhos de civis e militares veteranos para nos trazer este quadro realista e impressionante. A Retirada é a história intensa e dramática do princípio do fim da Segunda Guerra Mundial, quando os exércitos de Hitler – em confrontos selvagens durante o inverno – sofreram a sua primeira derrota na Frente Oriental. Do autor de «O Cerco de Leninegrado» e «Guerra Total»."









 

"Em 1975, em plena guerra civil angolana, Helena regressa a Portugal, acompanhando o seu pai moribundo, disposta a esgotar todas as hipóteses de cura numa batalha inglória contra a morte. Tal como mais de oitocentos mil portugueses, espoliada de todos os bens, enceta nova luta para que quem lhe é próximo não desça ao inferno da pobreza. Estimulada pela revolta, fiel aos princípios e determinada nos objectivos, estuda e conquista o direito ao trabalho."












"Maria Rufina embarcou para os Açores em 1880, para aí viver com duas tias, depois de, ao ter ficado órfã, ter sido internada no hospício de alienados de Recife-Olinda. Em Ponta Delgada casou-se, nasceu-lhe um filho, para, cinco anos depois, na bancarrota de Portugal, o marido falir e suicidar-se. Duas alternativas restaram a Rufina. Ao decidir entre elas, escolheu a pessoa que seria, abriu um futuro ao filho, como ainda estabeleceu o sentido por que este a interrogou para se orientar na crise política do país no início do séc. XX. Uma história inspirada em pessoas e factos reais."







"Verdadeira imagem de Portugal, com a carne da História sublimada na auréola do mito, a Mensagem constitui, nos tempos modernos, uma das raras possibilidades de sobrevivência da epopeia em verso. Os pormenores sucedem-se, avultam, não já ligados por voluntariosas ou frouxas transições, mas numa aparente independência que maior força lhes dá e mais singularmente os ilumina. A obra foi, todavia, ideada em conjunto, e as três partes em que ela se divide correspondem a um desenho assaz preciso: na primeira – Brasão –, ficam interpretados os seculares motivos dos campos, dos castelos, das quinas, da coroa e do timbre; na segunda – Mar Português –, apresenta-nos ele um políptico do período áureo das navegações portuguesas; por fim, na terceira – O Encoberto –, sabiamente entrelaça os temas do auge e do declínio, da derrota e da esperança." David Mourão-Ferreira
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