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quinta-feira, 30 de julho de 2015

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Série: Coração das Trevas

 
Título Original: Heartless
Género: Drama, Mistério
Ano: 2014
País de Origem: Dinamarca


A RTP2 já há muito que habituou os seus telespectadores a séries europeias, com especial incidência nas dinamarquesas. Confesso que não tenho seguido muitas delas mas depois de ver a publicidade de "Coração das Trevas" decidi que não podia, de maneira nenhuma, perder esta história!


Sinopse:
“Coração das Trevas” é uma série onde o sobrenatural, o mistério e um fatal segredo nos envolvem. Sebastian e Sofie são dois irmãos adolescentes que têm um misterioso e fatal segredo: para permanecerem vivos são obrigados a alimentarem-se da energia vital das pessoas que os rodeiam, tal como os vampiros se alimentam de sangue humano. Em busca de respostas para a sua misteriosa maldição, são conduzidos para o obscuro e conservador colégio interno de Ottmannsgard, onde dão por si a fazer os mais incríveis malabarismos na sua vida de adolescentes originados pelos estranhos impulsos. As investigações revelam que a maldição remonta há cerca de 400 anos, data da construção da escola. Contudo, nem tudo é o que parece e os dois irmãos poderão estar em perigo pois o sobrenatural está, literalmente, em todo o lado..."


Opinião:
"Confesso que o facto de a série estar em dinamarquês me causou alguma confusão, apesar de não ser a primeira que vi nesta língua. Contudo, passado algum tempo como que nos habituamos e deixamos de reparar nesse pormenor.
Apesar de o início ser algo morno, rapidamente "entrei" no espírito da série e me deixei levar pelo tom sombrio que a rodeia. De facto, "Coração das Trevas" mais do que uma série de terror é uma produção com bastante drama e mistério. 
Um detalhe que não sei se outras pessoas repararam é que todas, mas mesmo todas as cenas que decorrem durante o dia no interior do colégio foram gravadas sem que houvesse um único vestígio de electricidade presente. A única luz era a que conseguia entrar pelas janelas, um factor que contribuiu bastante para sublinhar o tom sombrio da história.
Ao longo da série acompanhamos os esforços dos dois irmãos em busca de saberem qual a sua identidade mas também temos pequenos presentes sob a forma de viagens ao passado, mais precisamente 400 anos, nas quais acompanhamos os acontecimentos que deram origem à actual condição sobrenatural dos dois irmãos. Sem dúvida que essas cenas foram as minhas favoritas pois tenho um especial fascínio por essa época.

Os últimos episódios são, sem sombra de dúvida, os mais interessantes pois a história já foi bastante desenvolvida e novos contornos e reviravoltas já foram apresentados. Contudo, foi com bastante pena e frustração que percebi que a RTP2 decidiu apenas transmitir 5 episódios da série (que foram produzidos em 2014) deixando de parte 3 episódios que foram transmitidos em 2015 na Dinamarca. Conclusão? A história ficou por terminar! Logo quando estava no seu pico, eis que ficámos sem saber o seu desfecho. Não me parece correcta esta atitude por parte do canal, mas ainda tenho esperança de que acabem por transmitir os episódios que faltam. Ou isso ou ficarei para sempre sem saber como termina esta interessante e intensa série."

Por Mariana Oliveira

quarta-feira, 29 de julho de 2015

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Passatempo: 170º Passatempo do FLAMES (em parceria com Lanterna de Pedra Filmes)



5 Posters 
5 Vencedores


Temos para vos oferecer, em parceria com a Lanterna de Pedra Filmes, 5 Posters do Filme Babysitting. 
Fiquem a saber mais sobre o filme em baixo, e boa sorte.


Babysitting – Loucura Fora de Horas, comédia francesa sobre as peripécias de um babysitting nocturno de desfecho imprevisível, estreia dia 30 de Julho.

(Ver TRAILER)

Franck, um homem aparentemente exemplar, é contratado pelo seu chefe, Marc Schaudel, para tomar conta do seu filho por uma noite, no dia em que celebra os seus 30 anos. É então que o inesperado acontece: Remy e Franck desaparecem, deixando para trás uma casa totalmente destruída. No meio do caos, a polícia encontra uma câmara. Marc, a mulher e a polícia assistem ao vídeo e descobrem uma noite de peripécias e grandes loucuras… 

Em exibição nas seguintes salas de cinema: 
UCI Arrábida Shopping, 
NOS Almada Forum, 
NOS Dolce Vita Coimbra, 
Cinema City Alegro Alfragide, 
Cinema City Leiria

TERMINADO
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103ª Entrevista do FLAMES: Lucyfer


Lucyfer


Cá está mais um nome a fixar no panorama nacional – Lucyfer. O seu single de estreia chama-se “Filhos de Deus” e o primeiro álbum vai ser editado pela Music In My Soul. O FLAMES conversou com o artista, e ca estão as respostas às nossas perguntas. 

A todos os artistas o FLAMES pergunta... 

Porquê este nome artístico? 
Lucyfer é o anjo de luz, o anjo antes de cair e se tornar o diabo. A escolha deste nome está associada a isso, tento ajudar e transmitir a sabedoria que tenho com os demais. Sou uma pessoa religiosa, acredito em fazer o bem para receber o bem e, dessa forma, levo a minha vida. 

Quais são os artistas que mais o inspiram? 
Bem, existe pelo menos dois em cada estilo, mas, se for a fazer uma triagem e escolher apenas 4, diria: Biggie Smalls, Bob Marley, Kurt Kobain, Allen Halloween. 

Qual é o local onde mais gostaria de actuar? 
Se queres que te diga, não tenho um sítio específico, considero-me um cidadão do mundo, gosto de andar por todo o lado. Nesse sentido, para mim, desde que as condições se reúnam, posso até dar um show num quintal (lol). Mas claro que, como todos os músicos, tenho interesse em tocar num grande palco para montar um show com uma magnitude superior, embora não tenha um local específico – creio que esse seria o desafio a encarar. 

Que mensagem gostaria de ver ser erguida num concerto seu?
Uma mensagem de humanidade, ou seja, que se possa esquecer raças, crenças, nacionalidades. Que possamos todos naquele momento estar unidos. 

Recorda-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num concerto seu e que queira partilhar?
Em cada concerto acontece sempre algo diferente, porque todos os públicos têm a sua forma de curtir, mas se fosse a escolher diria em Angola, no Kilamba, em que sofremos uma invasão de palco – a uma dada altura, teve de se parar o show para as pessoas se acalmarem e só depois retomamos o show. 

Ao Carlos (A.K.A "Lucy"), o FLAMES pergunta... 

Reparei que, tal como eu, aos 3 anos, veio morar para Portugal. Como é a sua relação com Angola?
Angola e o meu país, tanto é que moro em Portugal há 27 anos mas mantendo a nacionalidade angolana. Costumo ir a Angola duas vezes por ano, seja em tour com YK ou de visita, e sempre que vou passo bons momentos com a família e amigos. Tenho raízes fortes nos dois países e, de momento, por motivos académicos e profissionais, estou em Portugal mas sem nunca esquecer a terra, claro. 

Já fez parte do grupo Mentes Criminosas. Quais as principais diferenças em ser rapper num grupo ou individualmente? 
A diferença passa pelo facto de estar agora a passar apenas o meu ponto de vista, estou a dar mais de mim para o público. Num trabalho colectivo, cada um dá um pouco de si e a música torna-se uma mistura de personalidades . Num trabalho a solo, é a transmissão do ponto de vista de uma pessoa e, nesse sentido, e muito mais pessoal. 

O RAP tende a ser bastante autobiográfico… alguma vez sente que gostaria de se distanciar mais do seu trabalho? 
Se um músico, e especialmente no rap, não for sincero no que diz, nunca obtém o respeito dos seus colegas de profissão e acaba passando por mentiroso, que é um rótulo muito feio na sociedade. As músicas são bastante pessoais e as experiências nelas transmitidas são reais, mas não só experiências minhas mas também de quem me rodeia. Por vezes, distancio-me quando viajo ou estou a ver os meus animes (lol)! Tudo em excesso estraga, tem de se dar uma pausa para respirar de vez em quando. 

Acha que os rappers nacionais são menos apreciados que os de lá fora? 
Os rappers sim, digo rappers porque alguns fazem hip hop tuga e outros fazem rap tuga, é normal haver esta distinção porque em todos os países também existe. Em relação à apreciação dos rappers, começaram por ser os "chungas" que só usavam a música para transmitir violência e situações precárias, logo não éramos muito apreciados – agora que já existem mais pessoas a viverem essa situação mais precária, já se identificam mais e a aceitação é diferente. Creio que gradualmente vai se apreciando mais. 

O que podemos esperar deste primeiro álbum? Que temas serão mais abordados? 
Este álbum vai ser uma apresentação pessoal, sobre ideais e experiências em todos os sentidos. Vou abordar muito o meu percurso e a minha visão sobre o mundo em que vivo. Depois dos trabalhos que lancei com Mentes Criminosas e depois com Odc gang, senti-me seguro de dar um passo à frente e assumir o desafio do CD a solo e, embora existam sempre uns ajustes a fazer, sinto-me contente com o trabalho final. Quem já me conhece, vai ouvir e dizer que este é o meu tropa e, quem não conhece e tem curiosidade, vai ter essa oportunidade. 

 Obrigada Carlos pelo tempo despendido. Desejamos o maio sucesso!
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Filme: Estreia de Babysitting - Loucura Fora de Horas



Babysitting – Loucura Fora de Horas, comédia francesa sobre as peripécias de um babysitting nocturno de desfecho imprevisível, estreia dia 30 de Julho.

(Ver TRAILER)

Franck, um homem aparentemente exemplar, é contratado pelo seu chefe, Marc Schaudel, para tomar conta do seu filho por uma noite, no dia em que celebra os seus 30 anos. É então que o inesperado acontece: Remy e Franck desaparecem, deixando para trás uma casa totalmente destruída. No meio do caos, a polícia encontra uma câmara. Marc, a mulher e a polícia assistem ao vídeo e descobrem uma noite de peripécias e grandes loucuras… 

Em exibição nas seguintes salas de cinema:
UCI Arrábida Shopping,
NOS Almada Forum,
NOS Dolce Vita Coimbra,
Cinema City Alegro Alfragide,
Cinema City Leiria

segunda-feira, 27 de julho de 2015

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Filmes: Dei-te o melhor de mim (2014)




Data de lançamento: 17 de outubro de 2014 (EUA)
Realização: Michael Hoffman
Música composta por: Aaron Zigman
Autor: Nicholas Sparks
Lançamento em DVD: 3 de fevereiro de 2015 (EUA)

Já não há muita paciência para os filmes inspirados em Nicholas Sparks, mas a verdade é que quer os livros quer os filmes dão sempre que falar. E outra verdade é que eu acabo sempre por ver os filmes. Não sei porquê, dado que nunca gosto da maioria deles. Penso que se prenda com o facto de tanta gente gostar deles que eu passo a vida na esperança que algum desperte a minha atenção. O único que o conseguiu fazer mesmo foi "O Diário da Nossa Paixão". 

Mais uma vez cá está um filme onde o romance lamechas e a previsibilidade imperam, assim como as notas dramáticas.

Não sei o que gostei menos no filme.. se esses factos, ou se o facto de os actores escolhidos não fazerem qualquer sentido.

Mas para melhor vos explicar isto, vou-vos contar um pouco da história. 

Duas pessoas (adultas) que tem as suas vidas bem estabelecidas, acabam por se reencontrar depois de terem estado separadas um do outro. Esse reencontro desperta sentimentos neles que há muito estavam escondidos. E assim, é-nos apresentada a história em retrospectiva. 

O que me chocou foi a escolha dos actores porque os actores não têm nada a ver um com o outro. Ou seja, seria muito dificil conseguir imaginar que aquele rapaz de cerca 18 anos viesse a se transformar (fisicamente) no adulto que aparece no filme. 
Portanto, esta foi uma escolha bastante infeliz. 

Como se não bastasse, toda a história é bastante batida. E sinceramente, já estou um bocado farta de histórias de amor proibidas devido às diferenças de classes sociais. 

Roberta Frontini

sábado, 25 de julho de 2015

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Passatempo: 169º Passatempo do FLAMES


É com muito prazer que, em parceria com a Dinalivro, vos apresentamos mais um passatempo para se habilitarem a ganhar uma nova companhia para as férias!

Temos para vos oferecer um exemplar da original e fascinante obra "Contos de Poe:






Sinopse:
"Edgar Allan Poe é uma das figuras mais enigmáticas da história da literatura. A posteridade não o livrou da fama de escritor excêntrico, viciado no álcool e no jogo. Considerado precursor de vários géneros literários, nomeadamente, ficção científica, fantástico e policial, é, sem dúvida, um dos maiores nomes das letras norte-americanas. Com a adaptação para banda desenhada de alguns dos seus contos mais representativos – «O Escaravelho de Ouro», «O Método do Dr. Alcatrão e do Professor Pena» e «A Queda da Casa de Usher» –, os leitores mais jovens poderão ter uma amostra do talento literário deste magnífico contador de histórias. Cerca de duzentos anos depois do seu nascimento, Poe continua a ter o mérito raro de atrair gerações sucessivas de leitores. O objetivo deste livro é contribuir apenas para que esse fascínio possa começar um pouco mais cedo."

Para participar, apenas têm que preencher o formulário abaixo fornecido. Podem fazê-lo uma vez por dia.

Boa sorte!

Notas: 
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega. Esta será feita, gentilmente, pela Editora;
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor.

TERMINADO

quinta-feira, 23 de julho de 2015

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Livro: Sozinhos na Ilha



Título Original: On The Island
Género: Aventura, Romance
Ano Edição: 2013
Autor: Tracey Garvis Graves


Foram meses e meses a ouvir imensas pessoas a dizer o quão "Sozinhos na Ilha" era fantástico. Por isso mesmo, decidi tirar a prova dos nove e comprovar por mim mesma se esta famosa obra realmente seria assim tão boa.


Sinopse:
"Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha?"


Opinião:
"Para mim esta obra divide-se, obrigatoriamente, em duas partes.

A primeira metade do livro foi absolutamente absorvente. Virei página atrás de página, na expectativa de saber o que aconteceria aos dois náufragos num ambiente simultaneamente paradisíaco e hostil. Confesso que quando percebi que um dos personagens começa a história com 30 anos e o outro com 16 torci o nariz duvidando desta escolha por parte da autora. Contudo, foi na segunda parte do livro que percebi esta opção. Mas ainda referente à primeira metade da obra: gostei do ritmo que a autora imprimiu na história e dos obstáculos que colocou no caminho dos protagonistas. No entanto, mais do que tudo isso, apreciei a evolução que cada um deles sofre; é incrível como o tempo passado na ilha moldou as suas personalidades e os transformou em pessoas diferentes, em pessoas mais fortes e simultaneamente mais sensíveis.

A segunda parte da história perdeu grande parte da qualidade das primeiras páginas. Tudo porque, afastadas as dificuldades presentes na ilha, a fraca escrita da autora acabou por sobressair e não pude deixar de notar o quão pior a história se tinha tornado. Contudo, ainda bem que a autora não perde tempo com rodeios e acabou por apresentar uma segunda parte com um ritmo rápido e, assim, não houve lugar para momentos mortos e passagens sem importância para o desenvolver da trama. Basicamente, o foco esteve precisamente na diferença de idades entre os protagonistas e o quão problemático isso pode ser, se assim eles o permitirem. Gostei muito deste dilema levantado pela autora e não pude deixar de trazê-lo para a vida real ao recordar-me que os meus próprios pais têm uma diferença de 13 anos entre si.

Em suma, "Sozinhos na Ilha" é uma história interessante que, sem que tal me surpreenda, tem tudo para se tornar um dos livros preferidos de quem aprecia este género literário. Já para mim, pouco apreciadora deste tipo de histórias, confesso que gostei mais do livro do que estava à espera à partida sem, contudo, colocá-lo da minha lista de obras preferidas.
Um último conselho: já que estamos no Verão, experimentem ler este livro pois irá adequar-se na perfeição a esta estação do ano!"

Por Mariana Oliveira

segunda-feira, 20 de julho de 2015

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Canal FLAMES: #Lusitubers Contagem decrescente



Faltam 13 dias 

Faltam 12 dias


Faltam 11 dias 


Faltam 10 dias


Faltam 9 dias


Faltam 8 dias


Faltam 7 dias


Faltam 6 dias


Faltam 5 dias


Faltam 4 dias


Faltam 3 dias


Faltam 2 dias


Falta 1 dia
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Evento: A não perder...


Mick Harvey apresenta "Intoxicated Man", um espetáculo único no qual interpreta a obra do mestre da chanson française, Serge Gainsbourg 



Nestes concertos, o ex-diretor musical e guitarrista dos Bad Seeds e colaborador de PJ Harvey, é acompanhado por quatro violinistas portugueses da Associação de Música de Lagos: 

21 JULHO - TEATRO DAS FIGURAS, Faro 
22 JULHO - CENTRO CULTURAL, Ílhavo 

"Intoxicated Man" é um espetáculo muito especial, que se segue à re-edição, em 2014, pelaMUTE Records, dos discos "Intoxicated Man" e "Pink Elephants", num disco duplo que reúne as melhores interpretações em Inglês do mestre da chanson française, Serge Gainsbourg, interpretado pelo ex-Bad Seed Mick Harvey. 

Os dois discos, editados pela primeira vez em 1995 e 1997, respetivamente, foram objeto das melhores críticas pela Europa e América, permitindo, especialmente na América do Norte, uma maior e mais profunda apreciação do trabalho de Serge Gainsbourg junto de um novo público. 

Nessa altura, Harvey recusou vários convites para tocar o material ao vivo, pensando que seria só um “tributo” desnecessário, deixando os discos falar por si. 

Em 2014, contudo, para celebrar a reedição, Mick Harvey finalmente decidiu tocar estas interpretações de Gainsbourg ao vivo, com uma banda de 5 elementos, violinistas locais em cada espetáculo, e vocalistas convidadas para os vários duetos. No caso dos espetáculos de Faro e Ílhavo, Mick Harvey será acompanhado por quatro violinistas da Associação de Música de Lagos. 

Com a passagem de 20 anos desde as suas gravações originais, Harvey está finalmente pronto a rodar ao vivo as canções de Serge Gainsbourg e tem passado por várias salas esgotadas, nomeadamente em Barcelona no Primavera Sound 2014. 

Este é o contexto dos dois espetáculos únicos que traz a Portugal e que acontecem em Faro no dia 21 de julho e em Ílhavo no dia seguinte, 22 de julho. 

Uma rara oportunidade de ver Mick Harvey ao vivo num registo quase nunca apresentado e que não voltará a repetir-se após este verão. 

21 JULHO - TEATRO DAS FIGURAS, Faro | 21:30 - 13,00€
22 JULHO - CENTRO CULTURAL, Ílhavo | 22:00 - 13,00€

Ficha técnica do espetáculo:
Mick Harvey – voz, guitarras
JP Shilo – guitarra, teclados
Yoyo Röhm – baixo
James Cruickshank – piano e orgão
Jean-Marc Butty – bateria e percussão
Xanthe Waite – voz
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Filme: Boyhood (2014)




Realizador: Richard Linklater
Género: Dramático
País: USA
Facebookhttps://www.facebook.com/boyhoodmovie
Websitehttp://boyhoodmovie.tumblr.com/
Duração: 165 minutos.

Assim que este filme saiu que o quis logo ver, mas confesso que algumas das curiosidades sobre este filme só as soube depois de o ver e de ter decidido que este foi dos melhores filmes que já vi na vida.. absolutamente genial.

Para começar, o filme foi filmado durante 12 anos, precisamente com as mesmas personagens, e acho que isso é muito interessante mesmo. A história não é original, mas é precisamente nessa falta de "originalidade" da história que se encerra a maior originalidade de todo o filme.. confusos? A questão é que este livro pretende dar a conhecer o funcionamento de uma família ao longo de 12 anos, e ao seu fiel a realidade acabou por nos apresentar uma história que, mais do que original, é o retrato de uma época. 

Todas as pessoas envolvidas na concretização deste filme conseguiram transmitir a história de forma fabulosa e transportar-nos para pedacinhos de vida que são também nossos. 

Basicamente nesta história acompanhamos uma família que acabou de se divorciar e que tem 2 filhos. Com eles vamos passar 12 anos e descobrir como as personagens se vão comportar e interagir. 

Uma história fantástica, que gostava que todos vissem.

Roberta Frontini

sexta-feira, 17 de julho de 2015

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Entretenimento: Moullinex - Elsewhere



Site Oficial

Facebook


País: Portugal
Lançamento: 2015
Género: Electrónica
Estilo: Dance-pop

Tracklist

A1 Trip Advisor
A2 Take A Chance
A3 Things We Do
A4 Elsewhere
A5 Don't You Feel
A6 Anxiety
B1 Lies Pt 1
B2 Lies Pt 2
B3 Can't Stop
B4 Widening Circle
B5 Sing My Heart Asleep



Para ser muito sincera, a primeira vez que me deparei com este artista foi quando soube que o iria entrevistar, o que até é estranho dado que volta e meia gosto de ouvir este estilo musical.
Mas na verdade, de que estilo musical vos falo? 
Pois, aí entramos na primeira parte da questão... é que se há artista que gosta de misturar temas/géneros e sons, esse é Moulinex, 


Não preciso que venham ler este post e percebam quão fantástico é o álbum. Basta uma pequena incursão pela internet para entender como este álbum está a ser aclamado pela crítica.

Mas há várias coisas a destacar neste álbum sendo que a primeira está à vista assim que pegamos nesta obra de arte: a parte gráfica!
E como é bom ter CD's assim: trabalhados até ao último pormenor, não só em termos musicais mas também gráficos.

O interessante na versatilidade deste artista é mesmo a forma diversa como as várias musicas nos fazem sentir. Por exemplo em Elsewhere, se fechar os olhos enquanto a ouço, sinto-me a viajar no tempo para épocas onde nunca vivi. No entanto, se fizer o mesmo para a "Don't you feel", sinto-me precisamente onde estou hoje, no ano de 2015! Portanto sinto que este CD tem uma componente que vai para além do que normalmente um álbum nos dá, que é esta possibilidade de "viajar" no tempo mas em vários sentidos/direcções.

Nao foi de facto simples, para mim, falar-vos deste disco. Mas não há nada como tentarem saber mais sobre este artista. Podem encontrar muitos dos seus trabalhos no seu canal Youtube.

https://www.youtube.com/channel/UC8_otfs7UyK-hiJQKLmsiwA  

Aproveitem e vejam/ouçam esta



Em 3 palavras este álbum é:

Diferente 
Eclético
Variado
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Entretenimento: Melody Gardot - Currency of Man


Melody Gardot - Currency of Man
 

Preparem-se! Olhem bem para este post! Vejam bem este disco! Preparem-se porque esta artista vai dar muito que falar!

Foram precisamente estes pensamentos que me passaram pela cabeça assim que coloquei este CD a tocar e me apercebi da qualidade desta artista. 



Mais uma vez, houve um grande cuidado na questão gráfica deste álbum!
Adoro quando se nota um esforço por parte do artista / casa discográfica para criar, mais do que um novo álbum, uma obra de arte!
Penso que aqui, esta questão seja inquestionável. 


Quanto às músicas e estilo da artista, aqui muito poderia escrever, correndo no entanto o risco de poder estar a ser injusta. 
A questão é que, assim que ouvi as músicas, me apercebi que apesar de esta cantora ter um estilo próprio, ela "toca" em alguns estilos. Por exemplo, Melody Gardot acaba por fazer lembrar um pouco o estilo de Adele ou mesmo, por vezes, Amy Winehouse. 


1. Don't Misunderstand
2. Don't Talk
3. It Gonna Come
4. Bad News
5. She Don't Know
6. Palmas Da Rua
7. Same To You
8. No Man's Prize
9. March For Mingus
10. Preacherman
11. Morning Sun
12. If I Ever Recall Your Face
13. Once I Was Loved
14. After The Rain
15. Burying My Troubles


Mas este álbum não é apenas uma compilação de meras músicas. Em algumas faixas há uma grande componente social na letra, e isso transforma qualquer música, para mim pelo menos, em algo que vale muito mais a pena de se ouvir. É por isso que, no final, considero este álbum, mais do que um mero CD, uma verdadeira obra de arte. 

Portanto aqui, a autora apresenta-nos toques de "filme noir" ao estilo dos anos 50, fazendo-nos literalmente viajar no tempo. 

Uma outra questão que vos gostaria de falar prende-se com um grande acidente que a cantora sofreu quando estava a andar de bicicleta, tento sido atropelada por um caroo. Depois desse acidente, Melody referiu que usou a música como terapia, e penso que só alguém que viva tão intensamente a música possa, depois, criar algo de tão formidável. Sim, porque esta não é uma artista que se limita a cantar o que é composto para ela. Gardot envolve-se de forma extrema na criação das faixas. 

Não deixem de a ouvir!

Em 3 palavras este álbum é:

Poderoso
Intenso
Misterioso

quinta-feira, 16 de julho de 2015

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Livro: Em Busca do Carneiro Selvagem



Título Original: A Wild Sheep Chase
Ano de Edição: 2007
Género: Fantasia
Autor: Haruki Murakami


Durante anos disse a quem me queria ouvir que um dia iria com toda a certeza ler algo do famosíssimo Murakami. Depois de adiar durante tanto tempo, finalmente decidi matar a curiosidade e para isso escolhi a obra "Em Busca do Carneiro Selvagem".


Sinopse:
"Ambientado numa atmosfera japonesa, mas com um pé no noir americano, Murakami tece uma história detectivesca onde a realidade é palpável, dura e fria, e seria a verdade de qualquer um, não fosse um leve pormenor: é uma realidade absolutamente fantástica. Um publicitário divorciado, que tem um caso com uma rapariga de orelhas fascinantes, vê-se envolvido, graças a uma fotografia publicitária, numa trama inesperada: alguém quer que ele encontre um carneiro! Mas não é um carneiro qualquer. É um animal que pode mudar o rumo da história. Um carneiro sobrenatural…
Murakami dá a esta estranha história um tom que só um oriental pode imprimir a uma crença, fazendo-a figurar como um facto da realidade. Coloca, de uma forma genial, a fantasia na aridez do mundo real."


Opinião:
"Peguei neste livro sem sequer ter lido a sinopse pois queria estar com a mente completamente em aberto para esta nova leitura, contudo confesso que passadas umas dezenas de páginas me vi obrigada a parar para ler a sinopse. O motivo? Estava a começar a desesperar com o ritmo da história e preocupava-me ter lido tantas páginas sem que algo de realmente determinante acontecesse.
De facto, foi isto mesmo o que menos gostei em Murakami: os diálogos e situações são abordados de uma forma tão descontraída e superficial que tive dificuldade em realmente mergulhar na história e sentir aquilo que as personagens estavam a viver.
Todo o conceito que dá origem à história é bastante original só que uma ideia não é o suficiente para criar uma grande obra, é preciso dar-lhe vida e foi isso mesmo que achei que faltou neste livro.
Sei que o Murakami é um autor conceituado e tem milhões de seguidores em todo o mundo, mas não consegui estabelecer o mínimo de empatia com as suas personagens e não gostei da forma como escreveu uma história que, a meu ver, acabou por não demonstrar nada em particular. Foi simplesmente uma leitura algo sensaborona. Assim, não se tratando de um sacrifício ler "Em Busca do Carneiro Selvagem" também não posso dizer que tenha sido um prazer.
Já me aconselharam outras obras deste autor supostamente melhores. Não digo que um dia não experimente ler mais um livro dele mas confesso que vou esperar algum tempo até esta "desconfiança" se esbater.

Por Mariana Oliveira

quarta-feira, 15 de julho de 2015

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Canal FLAMES: Livro Bocage ele mesmo (Fernando Cardoso)



Bocage, Ele Mesmo!
Autor: Fernando Cardoso
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 127
Editor: Editora Portugalmundo
ISBN: 9789729288432

segunda-feira, 13 de julho de 2015

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Livro: The tinder Box (Hans Christian Anderson)




Ficha Tecnica

Título: The Tinder Box
Autor: Hans Christian Andersen
Editor: Paperback, Little Black Classics
Páginas: 64
Edição: 26 Fevereiro 2015 pela Penguin Classics (publicado inicialmente em 1835)
Título original: Fyrtøjet
ISBN13: 9780141398044
Língua: English
Série: Little Black Classics #23
Sinopse 

'There sat the dog with eyes as big as mill wheels'

Though criticised for their anarchic immorality when first published, Hans Christian Andersen's tales made him an international star, taken to the hearts of children and adults for their beauty, sorrow and strangeness. Included here are 'The Steadfast Tin Soldier' and 'Big Klaus and Little Klaus'.

Introducing Little Black Classics: 80 books for Penguin's 80th birthday. Little Black Classics celebrate the huge range and diversity of Penguin Classics, with books from around the world and across many centuries. They take us from a balloon ride over Victorian London to a garden of blossom in Japan, from Tierra del Fuego to 16th century California and the Russian steppe. Here are stories lyrical and savage; poems epic and intimate; essays satirical and inspirational; and ideas that have shaped the lives of millions.
Opinião

Não se deixem enganar pelo título do livro. Este não é um livro com uma história única, mas sim uma colecção de contos que, como sempre, fazem jus ao brilhantismo do autor. 

A Penguin fez 80 anos e para festejar lançou 80 livros (a que chamou Little Black Classics) ao preço de 80 pence (cerca de 1,10€ no momento em que escrevo este post) e claro que eu tive de aproveitar o facto de estar em Inglaterra para comprar alguns deles. Este é o número 23 da colecção. Na verdade não comprei este para mim, mas aproveitei para o ler na mesma pois nunca tinha lido nada deste autor.

Como vos dizia, o livro é constituído por vários contos e para a pontuação deste livro, fiz a média das estrelas que dei a cada conto:

The tinder Box - 3 estrelas

Litlle Claus Big Claus - 4 estrelas

The princess on the PEA - 3 estrelas

The Steadfast tin soldier - 3 estrelas 

The Nightingale - 5 estrelas 

The red shoes - 4 estrelas

É um pouco complicado eu dar-vos a minha opinião. Na verdade os contos são demasiado pequenos e seria difícil para mim contar-vos a história sem contar spoilers. No entanto, não queria deixar de vos dar a conhecer esta pequena obra. Se tiverem oportunidade, leiam os livros do autor. Eu vou sem dúvida comprar a sua obra completa. 


Roberta Frontini

domingo, 12 de julho de 2015

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102ª Entrevista do FLAMES: Marco Rodrigues (artista português)


Marco Rodrigues 


Foi com apenas 15 anos de idade que Marco Rodrigues começou a cantar fado, mas pode dizer-se que o mesmo já lhe corria nas veias desde que nasceu.
Estreou-se na gravação de álbuns com o disco "Fados da Tristeza Alegre" (2006), ao qual se seguiram "Tantas Lisboas" (2010) e "Entretanto" (2013). Agora, dois anos depois, Marco brinda os seus fãs com mais um trabalho de estúdio, o aguardado álbum "Fados do Fado". 
O FLAMES esteve à conversa com o artista e ficámos a saber mais sobre este apaixonado fadista.


 A todos os artistas o FLAMES pergunta...

Quais são os artistas que mais o inspiram? 
Humm... Eu gosto muito de música. Ouço muita música e há muitos anos, os mais diversos artistas. Em Portugal, Toni de Matos, Max, Carlos do Carmo, Tristão da Silva, Francisco José, entre outros, são nomes muitos importantes para a música que crio. Por outro lado, também gosto de boa música brasileira, como Chico Buarque. Ou então, Frank Sinatra e outros nomes sonantes da música, que ouço frequentemente e realmente me inspiram enquanto artista. 

Qual é o local onde mais gostaria de actuar?
Tive a felicidade de actuar em algumas das salas mais importantes, em particular em Portugal. Mas já actuei com a Marisa no Royal Festival e gostaria de repetir a experiência, desta feita a título individual. A sala Royal Albert Hall é realmente deslumbrante. 

Que mensagem gostaria de ver ser erguida num concerto seu? 
Pois… a nível social existem várias mensagens que gostaria de ver erguidas. Só porque vivemos numa sociedade e esta sensibilização é muito importante, sendo que eu próprio me identifico com algumas causas. Contudo, num aspeto mais individual, seria alguma mensagem que desincentivasse o uso de telemóveis durante o espectáculo. É uma situação mesmo aborrecida, porque as pessoas estão a perder a oportunidade de usufruir da arte que está a acontecer, estão a distrair as pessoas em volta. E convenhamos, ninguém volta a ver essas fotografias e esses vídeos. Acho que é de uma falta de gosto e de sentido de oportunidade. Quando estamos num concerto deveríamos estar a prestar atenção ao momento, ao que está a acontecer e não estarmos de volta dos telemóveis e das câmeras.

Recorda-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num concerto seu e que queira partilhar? 
Já acontecerem várias. Deixa-me pensar numa que tenha acontecido ultimamente. Há uns temos atrás estava num teatro em Sines, o seu fórum cultural e, como de costume, estava a fazer um tema em acústico no final do concerto. Criou-se um ambiente particular, em que as pessoas estavam mesmo absorvidas pela música até que, de repente, um holofote estourou. Com o susto, um dos músicos, que estava ao meu lado, até saltou e saiu mesmo de onde estava com o medo. Quebrou-se o momento mas recuperou-se facilmente. 

Ao Marco Rodrigues o FLAMES pergunta...

Começou a cantar fado desde muito jovem. De que forma é que o fado influenciou o seu desenvolvimento enquanto ser humano? 
Boa pergunta! Eu comecei a cantar muito cedo. Quando vim para Lisboa tinha 15 anos, estava a formar a minha personalidade. O fado é uma música de sentimentos, requer uma certa postura para se transmitir a sua mensagem, então o fadista tem de ser particularmente sensível. Enfim, acho que o fado influencia a forma de estar de um artista e creio que, a mim em particular, tornou-me mais sensível e emotivo. 

É o próprio Marco quem afirma que os homens fadistas têm caído para segundo plano, sendo as fadistas quem tem recebido uma maior atenção por parte da imprensa e dos fãs nos últimos anos. Que motivos acha que poderão ter conduzido a esta realidade? 
Bom, não fui eu quem chegou a essa conclusão sozinho. Esta é mesmo a realidade. É muito mais difícil dizer o nome de 5 homens fadistas do que de 10 fadistas mulheres. Creio que isto se deve a dois fatores. Num primeiro momento, foi o fenómeno da globalização do fado pela Amália Rodrigues. O fado chegou a todo os pontos do planeta, então é natural que se tenha começado a associar, particularmente no estrangeiro, o fado à voz feminina. Num segundo momento, após o fado ter caído em esquecimento, quem o reavivou foram, novamente, as vozes femininas. Daí a associação que se faz do fado com as mulheres. Mas é engraçado que, historicamente, isto não seja verdade; tanto os homens como as mulheres ditaram a história do fado. Eu percebo que haja um certo “je ne sai quoi” que ligue as mulheres ao fado, talvez sejam mais “apetecíveis”, se bem que não é esta a palavra que quero usar. Enfim, as mulheres são mais facilmente contratadas, só é pena que actualmente haja pessoas que não conseguem nomear homens fadistas. 

Este seu quarto trabalho, o álbum "Fados do Fado", é composto por temas de diversos fadistas aos quais o Marco deu o seu cunho pessoal. Por se tratarem de temas que já existiam considera que compor este álbum foi mais fácil ou mais difícil do que quando criou os seus três primeiros trabalhos? 
Bom, uma das caraterísticas do fado é a criatividade dos intérpretes. No fado tradicional, o artista, ao som da mesma música, pode interpretar diferentes poemas. E é neste sentido que surge o meu álbum. Tudo isto para dizer que, de certa forma, é um desafio maior porque, quando se apresenta um tema pela primeira vez não há nenhum ponto de referência. Assim, quando pego numa música icónica, que atravessou gerações, torna-se mais complicado porque já houve muitas pessoas que interpretaram esta música muitíssimo bem. Mas confesso que tem um gosto especial, interpretar estes temas.

Em que se baseou para seleccionar os temas que compõem este álbum? 
Baseei-me no reportório musical dos homens mais impactantes da música nacional. Tentei perceber quais foram os fados mais marcantes na história e, através da minha interpretação destes, homenagear os homens por detrás deles. Se bem que se trata de uma homenagem em geral ao homens da música, porque seria impossível homenagear um a um. 

Em "Fados do Fado" contou com a colaboração do Diogo Clemente, um conceituado produtor que já trabalhou com outras grandes vozes do fado. O que aprendeu o Marco com esta colaboração e que conselhos irá usar daqui em diante? 
Eu já conheço o Diogo há muitos anos, nós somos da mesma geração. O Diogo é um excelente produtor e um músico igualmente bom, então achei que ele era a pessoa indicada para produzir este meu álbum. E isto porque, como queria criar um disco de clássicos, é preciso dar-lhes um cunho bastante pessoal mas (e por isso mesmo) também temos de ter muito cuidado. E acho que o Diogo me ajudaria nestes dois aspetos. Um dos segredos que penso levar para os meus próximos álbuns, foi a pré-produção que fizemos. Eu cantava e ele tocava, o que nos permitiu perceber as formas mais confortáveis de interpretar o tema, a forma como pronunciava certas palavras e toda uma série de nuances que verificámos atempadamente e que depois possibilitou uma produção muito mais suave. 

Como é possível reinventar o fado a cada álbum que se cria? 
Quando se faz música de uma forma transparente e se atende às caraterísticas da música, não é muito difícil. Pode ser caótico rearranjar um tema que não se conhece, se bem que corremos sempre riscos quando queremos inovar. Mas o fundamental é adoptar uma atitude transparente para com a música e tudo o resto irá fluir de uma forma bastante natural. Claro que algumas pessoas vão gostar e outras não, de todo, mas não há muito que se possa fazer em relação a isso. 

Se pudesse descrever o fado numa frase qual seria? 
[pensativo por uns brevíssimos momentos] “Forma de estar na vida”. Eu sei que é um cliché, mas não deixa de ser menos verdade por isso. Quando se entra numa casa de fado percebe-se que há todo um ambiente peculiar, uma postura diferente, um clima diferente. O fado não é só a música por si só, traz consigo algumas coisas que o tornam tão especial e que me levam a crer que pode ser encarado como um estilo de vida.

Muito obrigada ao Marco Rodrigues e um obrigada especial à Cátia Almeida sem a qual esta entrevista não teria sido possível!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

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Filme: Exterminador - Genisys



Ano: 2015
Género: Ficção Científica, Acção
Realizador: Alan Taylor



Depois de um longo período dedicado à vida política, finalmente Arnold Schwarzenegger (sim, tive que pesquisar o apelido dele no Google para não me enganar!) decidiu voltar ao papel que o celebrizou, o de exterminador.

Quem me conhece por certo já me ouviu dizer que simplesmente adoro a saga "Exterminador Implacável", com especial destaque para o segundo filme que é, muito provavelmente, o filme que mais vezes vi em toda a minha vida. De facto, ainda nem sequer sabia ler e já me deleitava a ver esse filme contentando-me apenas com as imagens mesmo não percebendo metade da história. Agora, deixando a nostalgia de parte, concentremo-nos neste 5º filme.


Sinopse:
"A história centra-se em Sarah Connor, uma jovem que será a mãe de John Connor, o homem que irá liderar a resistência dos humanos contra as máquinas no futuro. Por isso mesmo, um exterminador é enviado ao passado para aniquilar a jovem Sarah antes mesmo de esta ter a oportunidade de ser mãe. Escusado será dizer que um outro robot, a personagem de Arnold Schwarzenegger, irá intervir para tentar evitar a exterminação da jovem Connor."


Opinião:
"Se se estão a perguntar se houve loucas perseguições de carro, muitas paredes derrubadas, lutas descomunais e tiros até dizer chega a resposta é sim. Aliás, essa é a marca da saga do "Exterminador Implacável". Este filme não desiludiu nessa componente e fomos brindados com cenas de acção intensas do início ao fim. Em si mesmo, o filme não foi um autêntico espanto, pois eu já estava à espera de encontrar uma produção deste género com esta linha de acção.
Contudo, para mim, aquilo que realmente me fascina nesta saga é a sua história tão bem elaborada, que faz uso das viagens no tempo com uma mestria incrível e que, por isso mesmo, deu origem a uma trama intrincada e interessante. Para se perceber realmente a essência desta história, há que ver todos os filmes. 

Agora de volta à nostalgia pois não consigo evitá-lo: qualquer fã do "Exterminador Implacável" não quererá perder este filme pois tudo, desde a banda sonora até às deixas da personagem de Arnold Schwarzenegger, são uma autêntica viagem no tempo e transportam-nos para uma saga que marcou por completo uma geração."

Apenas mais uma nota: fiquem a ver os créditos até ao fim. Não só desfrutarão da icónica música da saga como, lá para o meio, terão uns segundinhos extra. Sigam o meu conselho pois não se arrependerão ;)

E claro, não me podia despedir sem o famoso: "I'll be Back!!

Por Mariana Oliveira

segunda-feira, 6 de julho de 2015

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Canal FLAMES: A Espia do Oriente


E hoje o meu post habitual fica em forma de video.
Fiquem aqui com o meu diario de Leitura referente ao livro "A Espia do Oriente".

Conhecam tambem a opiniao da Mariana aqui - http://flamesmr.blogspot.com/2015/05/livro-espia-do-oriente.html

E perdoem-me pela qualidade do video-audio e, especialmente, da parte final :p

Roberta

quinta-feira, 2 de julho de 2015

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Série: Wayward Pines



Ano: 2015
Género: Mistério, Drama, Ficção Científica
Produtor: Chad Hodge


O que me levou a ver esta série foi todo o mistério que se criou à sua volta. Basicamente, tudo foi apresentado e ao mesmo tempo nada foi dito. Por isso mesmo, foi com grande curiosidade que, há bastantes semanas atrás, comecei a acompanhar esta história.


Sinopse:
"O agente dos serviços secretos americanos, Ethan Burke, acorda na cidade de Wayward Pines depois de ter sofrido um violento acidente de carro. Depressa Ethan percebe que esta não é uma cidade como todas as outras e que sair dela poderá ser bem mais difícil do que pensava."


Opinião:
"Basicamente, até ao momento divido esta série em duas partes. 
Os primeiros episódios têm um nível de mistério de tal forma intenso que dei muitas por mim a perguntar "mas afinal o que se passa nesta cidade?!". Os mistérios e situações estranhas sucedem-se a um ritmo vertiginoso e o espectador é sugado para este universo de suspeição. Contudo, apesar de não fazermos a mínima ideia do que se passa na série, a curiosidade é tal que nos sentimos obrigados a ver episódio atrás de episódio. 
A segunda parte começa quando, finalmente, nos é dado a conhecer aquilo que realmente se passa em Wayward Pines. A partir daqui, o tom da história muda completamente e entramos numa fase igualmente interessante, com uma componente de ficção científica muito mais evidente.
Apesar de ainda não ter terminado, prevejo que a qualidade se mantenha nesta interessante série, não só pela história que contém, mas também pelo leque de talentosos actores que apresenta.
Já fazia falta uma série como Wayward Pines para agitar o panorama actual do mundo das séries norte-americanas!"

Por Mariana Oliveira
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