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segunda-feira, 27 de abril de 2015

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Vídeos: BookHaul - Abril - 2015



Aqui está o meu BOOKHAUL de Abril :) 
Espero que gostem!

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Livro: O Cultivo de Flores de Plástico



Ficha Técnica

Título: O Cultivo de Flores de Plástico
Autor: Afonso Cruz
Edição limitada, numerada e assinada
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 104
Editor: Alfaguara Portugal
ISBN: 9789896721879 (chancela Objectiva)
Idioma: Português

Sinopse


No fundo é isso. Ninguém nos vê. Somos invisíveis. A miséria é uma poção de invisibilidade. Quando as roupas ficam rotas, quando estendemos uma mão, puf, desaparecemos. Somos as pombas dos ilusionistas. Isto dava para um negócio, dava para ganhar a vida com os turistas. Levava-os a ver fantasmas numa cidade assombrada. Levava-os a verem-nos. Olhem, damas e cavalheiros, meninos e meninas, esta é a Lili, tem saudades de ser criança, tem no nariz o cheiro do tabaco dos dedos do pai e crostas nos braços, por aqui, por favor, cuidado com os pés, não pisem as camas, parecem cartões, eu sei, ali ao canto está o couraçado Korzhev, que se deixou ficar, com os ícones na lapela, sigam-me, é um deserto meio russo e traz o barulho do mar nos bolsos, atenção, cavalheiro, saia de cima do cobertor, vejam, ali, ali ao fundo, uma genuína senhora de fato, que ainda há poucos meses andava a alcatifar o mundo, minhas senhoras e meus senhores, e ainda tem na voz restos da sua vida anterior, do tempo em que havia casas. Palmas, por favor. E eu? Eu sou o Jorge, também invisível como qualquer fantasma, vivo nas ruas. Obrigado, obrigado, e agora, se me permitem, vou comer a minha sopa que está a arrefecer há tantos anos.

Opinião

Não, desta vez o motivo principal que me fez comprar este livro não se prendeu, apenas, com o nome do autor. Mas também não tive de comprar esta edição limitada de 1000 exemplares por estar numerada e autografada, mas por aquilo que estamos a fazer quando o compramos.
Passo a explicar: Os direitos de autor desta obra revertem na totalidade para a associação CASA - Centro de Apoio ao Sem-Abrigo. Quer melhor motivo que este?

Mais uma vez Afonso Cruz não desilude ao nos apresentar um livro pequenino com uma prespectiva muito interessante, os próprios sem-abrigo. 

O que gostei menos nesta obra (e que me levou a dar-lhe 4 estrelas em vez de 5), foi o facto de estar escrito como se fosse uma peça de teatro. Não é um estilo que aprecie particularmente. No entanto, os diálogos, os monólogos, toda a "trama" envolvente é genial (não fosse ele escrito por um dos autores portugueses mais fantásticos de sempre). 

A intensidade com que certas emoções nos são transmitidas é algo que apenas Afonso Cruz conseguiria fazer. Pode-se ler este pequeno livro de 104 páginas de forma rápida? Sim, pode, mas duvido que o fará, por a introspecção a que nos leva a cada paragrafo deixa-nos pouco espaço para uma leitura corrida. Desafio-vos a lê-lo!





Roberta Frontini

domingo, 26 de abril de 2015

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97ª Entrevista do FLAMES: Cristiane Serruya (escritora brasileira)




Cristiane Serruya



O seu FILME preferido:Titanic
O seu LIVRO preferido: One?! Aw… That’s not fair… 1984, George Orwell.
O seu ANIME preferido: I don’t believe I didn’t had time for those. I grew up too quickly. When Dragon Balls started I was already finishing High School — Hey! I’m not that old, it’s just that I finished High School when I was fourteen years old. :p 
O seu MANGA preferido: I have only read a Manga when I was a very young teenager — that’s has been quite a long ago. I don’t remember the name, but I used to thought them cute. 
O seu EVENTO/Extretenimento/Espectáculo preferido: Rock in Rio. I went to the first one, in 1985, when I was fourteen years old and now I take my daughters.
A sua SÉRIE preferida: I don’t watch TV… I have too many books to read. :) But I’d probably choose The Tudors. 

Q: What projects do you have for the future? 
A: I’m writing my next book. It’s called Love Written in Blood-Red. It’s due to be published this year 2015, probably in Fall. Again, it will be an erotic romance. This time it's about how two broken souls — a doctor soldier who was wounded in Afghanistan war and an abused young woman — will help each other build self-esteem once more in a love and happy-ever-after relationship, even when faced with difficult and evil situations. 

Q: You have Portuguese and Italian descendants. You have lived in Italy. Did you ever visited Portugal? 
A: Of course!! How could I not? I love Portugal. I have been thrice and have travelled from Lisboa until Braga, where my grandfather was from. I love the old monasteries and castles, the beautiful historic mansions, and so many places it would take many pages to describe. I have yet to return to visit Algarve, which I hope will be soon. 

Q: Being from Brasil, why do you prefer to write in English? 
A: Hmm. I don’t like to read translations, because I can feel the translator’s voice grating in my ears. So, I manly read romances in English and French — unless of course, it was written in Portuguese — I love Saramago, Fernando Pessoa and many Brazilian writers. When I am writing about philosophy, I write in Portuguese. When I write about romance, I write in English. It’s just the way my mind works. 

Q: You worked as a lawyer - did it influence your work as a writer? 
A: Yes, a lot. I like to write about situations I have dealt with, especially violation of women’s and children’s human rights. I have read recently many successful books which describe abusive men as heroes and clumsy, naïve and unthinking women “heroines”, with desirable behaviors, I hate these kind of books but seems I am a minority. Before anyone call me a feminist — which I am not in the strict sense of the word — these messages are damaging, and as they are subliminal they are very difficult to detect. Teenage, YA/NA readers — or any other age — should not be exposed to those books. In all my books, my readers will find situations where women or men have had tortured pasts and learnt how to healthily deal with them. 

Thank you for hosting me on your amazing blog, girls. I loved answering your interview and I look forward to being here again. 
Love, 
Cris

Muito obrigada pela sua disponibilidade

quinta-feira, 23 de abril de 2015

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Livro: Eleanor & Park




Ano de Edição: 2015
Género: Romance
Autor:  Rainbow Rowell
Editora: Saída de Emergência

Adquirir AQUI


Tal como qualquer outra pessoa, sou permeável aos burburinhos que crescem à volta de certas obras que acabam por ganhar um destaque mundial. Por isso mesmo, não resisti a um dos livros mais badalados dos últimos tempos - "Eleanor & Park".


Sinopse:
"Dois inadaptados. Um amor extraordinário.
Eleanor é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo gorda e ruiva, e com a sua forma esquisita de se vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos.
Park é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado na música através dos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa por ser diferente quando Park acede a que Eleanor se sente ao lado dele no autocarro da escola. A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco começam por se envolver numa genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor nasce. Porque o amor é um superpoder."

Opinião:
Não conhecia a autora Rainbow Rowell, apenas sabia que tinha obras para um público adulto e para um público mais jovem. Este livro encontra-se na segunda categoria. Por isso mesmo, senti que se tivesse lido esta história há 10 anos atrás ela teria entrado, sem lugar para dúvidas, na minha lista de obras favoritas de sempre. É uma obra perfeita para leitores mais jovens. Contudo, a questão da idade não impediu que apreciasse esta história pois a autora criou um universo cativante, comovente e engraçado. 

Aquilo de que mais gostei em "Eleanor & Park" foi o sentido de humor de toda a história: dei comigo várias vezes com um sorriso na boca fruto das saídas hilariantes de Rainbow Rowell.
Contada sob 2 pontos de vista ( o de Eleanor e o de Park), a história decorre a um ritmo interessante e retrata o primeiro amor na vida de dois jovens de apenas 16 anos. Embora o destino dos acontecimentos seja algo previsível, a autora conseguiu criar uma envolvência emocional muito forte e senti-me próxima deste casal, vivendo de perto as suas angústias, medos e conquistas.
O final é o ponto alto de toda a obra (e suspeito que seja o motivo de tantos leitores adorarem este livro) e não consegui evitar derramar algumas lágrimas.

Terminei o livro bastante agradada com Rainbow Rowell e com vontade de ler mais livros seus. Provavelmente o próximo será uma das suas obras destinada ao público adulto.
Em suma, "Eleanor & Park" é uma história simultaneamente leve e intensa, que toca os seus leitores ao descrever os sentimentos do ser humano de uma forma tão nua e sincera. Uma obra que recomendo!


Por Mariana Oliveira

quarta-feira, 22 de abril de 2015

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Livro: O Prisioneiro do Céu (Carlos Ruiz Zafón)



Título Original: The Prisoner of Heaven
Ano da 1ª edição: 2011
Género: Mistério, Drama, Romance
Editora: Editorial Planeta

A ansiada leitura da última parte da trilogia do "Cemitério dos Livros Esquecidos" prometia muitas surpresas e revelações. Por isso mesmo, o nosso entusiasmo inicial não podia ser maior!

Sinopse:
"Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.
Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos."

 Opiniões:

Mariana

A minha experiência de leitura deste terceiro livro teve um maior foco na componente emocional.
Depois de me afeiçoar de uma forma completamente inesperada à dupla Daniel e Fermín, foi com um misto de tristeza e alegria que os acompanhei ao longo de mais esta aventura.

Em "O Prisioneiro do Céu" Zafón explicou muitos dos mistérios que ficaram por desvendar no segundo volume, "O Jogo do Anjo". Finalmente, o leitor fica a perceber o porquê de aparentes incongruências nesse segundo livro e entende qual o objectivo do autor desde o início. A trama foi, assim, muito bem conduzida e manteve-me presa do início ao fim na expectativa de desvendar todos os mistérios.
Apaixonada como sou pelos capítulos que remontam ao passado nas obras de Zafón, foi com satisfação que percebi que grande parte deste livro é constituída por viagens no tempo de forma a ficarmos a saber quais os passos que algumas personagens tomaram para chegarem ao momento actual.
A escrita, tal como eu estava à espera, não desiludiu, muito pelo contrário: deslumbrou! Se eu pudesse escolher ter o dom da escrita de qualquer pessoa em todo o mundo não pensaria duas vezes em escolher o Carlos Ruiz Zafón. É um verdadeiro mestre!

Contudo, tal como disse, a componente emocional foi o factor predominante nesta minha leitura: senti que estava a despedir-me de personagens de que gostava muito e cheguei mesmo a procrastinar a leitura das últimas páginas porque não queria dizer-lhes adeus.
Espero mesmo que Zafón decida continuar a criar histórias com a dupla Daniel e Fermín pois já sinto falta da sua amizade, curiosidade, perspicácia e, acima de tudo, sentido de humor!

Restam-me as outras obras deste dotado autor espanhol. Não faço ideia se conseguirão equiparar-se a esta trilogia, mas estou disposta a deixar-me seduzir novamente pelas suas palavras e a entrar noutra aventura. No entanto, sei que independentemente do que venha a ler no futuro, esta trilogia terá sempre um lugar especial na minha lista de "livros da minha vida".

Roberta

Carlos Ruiz Zafón deixou-me com a cabeça a fervilhar de perguntas quando terminei o livro "O jogo do Anjo". 

O que aconteceu nesse livro??? 
Como??!?!? 
Porquê!?!? 
Preciso de respostas!!!

Claro que todas estas perguntas eram acompanhadas de especulações da minha parte, mas há uma coisa de que não gosto nos livros/filmes: finais abertos! Eu quero que o autor me conte tudo e me deixe sem interrogações. Quero que ele me explique e me responda a todas as perguntas que me pairam na cabeça durante a leitura. 
Claro que eu não vi problemas em isso ter acontecido em "O jogo do anjo" pois sabias que depois poderia tirar todas as minhas dúvidas com o 3º livro da "trilogia" dos livros esquecidos (pelo menos era isso mesmo que eu esperava que fosse acontecer), e foi precisamente por isso que assim que acabei o "O jogo do anjo" me lancei na leitura deste livro.
Carlos Ruiz Zafón, mais uma vez, conseguiu provar-me que é um dos melhores escritores de todos os tempos! 
Conseguiu responder às minhas perguntas anteriores (afinal eu bem que suspeitava de algumas coisas), e conseguiu continuar a surpreender-me com a sua escrita e, sobretudo, com a trama que construiu. 
Nesta história, Daniel deixa de ser o protagonista e é o grande e fantástico Fermín (a minha personagem favorita) que ganha todo o protagonismo. 
Muitas perguntas são respondidas, mesmo perguntas que, ao longo da leitura dos outros livros, nem me passaram pela cabeça. Vidas e destinos vão-se entre-cruzando, e a ligação e afecto que sinto pelas personagens foi-se fortalecendo. 
Sem dúvida que os livros de Carlos Ruiz Zafón me vão acompanhar para a vida, e quero mesmo que todas as pessoas que conheço e de que gosto possam lê-los. 

É difícil falar-vos de um terceiro livro de uma "trilogia" sem entrar em spoilers, e por isso mesmo tive imensas dificuldades em escrever este post. A verdade é que gostaria mesmo de vos transmitir a felicidade que tive ao ler este livro e dizer-vos que de certeza que não se irão arrepender de dar uma oportunidade a este autor. Leiam, no entanto, os livros por ordem. Acho que é o que faz mais sentido.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

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Livro: Não sou esse tipo de miuda (Lena Dunham)



 
Ficha Técnica

Colecção: Diversos
Nº na Colecção: 82
Data 1ª Edição: 18/03/2015
Nº de Edição: 1ª
ISBN: 978-972-23-5529-2
Nº de Páginas: 288
Dimensões: 150x230mm



Entrevista vídeo com a autora aquihttps://www.youtube.com/watch?t=292&v=ABc0cg5YuHE

Sinopse

Os anos noventa tiveram Bridget Jones. A primeira década do novo milénio teve Carrie Bradshaw de O Sexo e a Cidade. Agora é o momento de Lena Dunham, a aclamada criadora, produtora e protagonista da série GIRLS.
A autora surpreende-nos com um divertidíssimo, sábio e sincero conjunto de reflexões pessoais que a convertem numa das mais talentosas jovens escritoras da atualidade. Em Não Sou Esse Tipo de Miúda, a autora aborda as experiências típicas de quem está a entrar na vida adulta: apaixonar-se, sentir-se só, pesar cinco quilos a mais não obstante só ingerir alimentos saudáveis, ter que falar numa sala repleta de homens com o dobro da sua idade ou encontrar o amor verdadeiro. 
Não Sou Esse Tipo de Miúda é uma obra criativa e inteligente, que capta de forma notável a comédia que tantas vezes se esconde nos acontecimentos mais comuns do dia-a-dia. O livro mais divertido do ano!

Opinião

Com a leitura deste livro acabei por sair da minha zona de conforto. Ler livros de não-ficção custa-me sempre mais do que ler um romance histórico ou um bom policial. 
Apesar de este livro ter despertado em mim sentimentos contraditórios, no final acabo por ter de admitir que a leitura desta obra foi uma boa experiência e que, no fim, valeu a pena. 

E é precisamente por ter sido um livro que me dividiu um pouco que decidi fazer este post de forma um pouco diferente. Vou no fundo enumerar os aspectos positivos e negativos do livro...

Apectos negativos: 
  • Dificuldade em se entender uma linha temporal - a autora fala de muitas cosias ao mesmo tempo, e por vezes fiquei baralhada. Em vez de enquadrar as coisas que conta numa linha temporal, agrupou-a por temas, mas mesmo assim perde-se um pouco ao nos contar a "história da sua vida". 
  • Lena Dunham versa demasiado nas questões do sexo. É verdade que uma parte do livro é sobre sexo e amor, mas mesmo quando não está a falar sobre isso a autora encontra sempre uma forma para colocar o sexo ao barulho... Também acho que fala de forma demasiado "leve" sobre as constantes bebedeiras que apanhava e o consumo de cocaína...
  • Tal como qualquer livro de não ficção, tem de ser entendido num determinado contexto e linha temporal. Tive dificuldade em enquadrar algumas coisas por me sentir um pouco deslocada da cultura dos USA. 
Apectos positivos: 
    • A utilização das ilustrações está bem feita. São bonitas e estão bem enquadradas! Gostei particularmente disso. 
    • A utilização de vários tipos de narração é outro aspecto bastante positivo. Neste livro não temos apenas textos.. há tópicos e e-mails... listas... enfim... Tudo isto torna a escrita muito mais fluída e rápida. 
    • Dei por mim a devorar este livro porque a autor consegue prender-nos com as suas histórias mirabolantes e hilariantes. 
    • Apesar de ter apontado em cima como um aspecto negativo a leveza com que senti que a autora abordava certos assuntos, a verdade é que em todas as páginas consegui sentir a sua honestidade. Nota-se que Lena Dunham não escreveu o livro com o intuito de agradar a alguém... apenas quis contar-nos o que aprendeu ao longo dos tempos (e a verdade é que acabei por aprender algumas coisas e penso que muita gente irá acabar por não cometer alguns erros graças ao que podrá aprender no livro). 
    • A autora conseguiu meter-me a pensar, mesmo utilizando o humor conseguiu abordar alguns temas mais sérios (como a morte ou o transtorno obsessivo-compulsivo) e, se estivermos no humor certo, é natural que fiquemos pensativos com algumas coisas. 
    • A forma como Lena descreve algumas situações fez-me conseguir criar alguma empatia com ela. Não concordo com muitas das coisas que faz, mas consigo dar-lhe o mérito que penso que merece! E sendo assim, quando terminei o livro, dei por mim a pesquisar mais sobre ela, a procurar coisas sobre a vida dela e sobretudo, sobre o trabalho que desenvolveu na TV, partindo praticamente do nada. 
    É um livro que acabou por ter mesmo valido a pena! Gostei!



    Roberta Frontini

    sexta-feira, 17 de abril de 2015

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    164º Passatempo do FLAMES (em parceria com a autora Linete Landim)



    Sinopse:
    Gustavo Soares de Mello, era um homem infeliz. Herdara do pai, muito mais do que o título de duque de Mascarenhas. Herdara também o seu terrível feitio. Era arrogante, impiedoso, ríspido e controlador. Depois de ver o pavor e o sofrimento nos olhos da mãe devido às crueldades praticadas pelo progenitor, Gustavo jurou nunca se casar. Jamais submeteria uma mulher aos seus ataques. Mas a vida subjugou-o, obrigando-o a abdicar do juramento. Madalena Rodrigues, uma jovem de temperamento forte, confiante, aceite lorde Mascarenhas como seu esposo. Só não aceita a visão excêntrica, e a seu ver, demente que o noivo tem sobre a vida em comum. Mesmo sabendo que enfrentará um demônio, Madalena não desiste de Gustavo, empenhando-se em suavizar o duro e gélido coração masculino.

    Temos para oferecer a um leitor do FLAMES um exemplar deste livro,. Trata-se da nova obra de Linete Cardoso (ainda não publicada), mas os leitores do FLAMES podem já candidatar-se para o vir a ter na estante.. o que precisam? Simples... preencher o formulário e.. BOA SORTE!

    TERMINADO

    quinta-feira, 16 de abril de 2015

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    Livro: O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares




    Título Original:  Miss Peregrine's Home for Peculiar Children
    Ano: 2011
    Género: Fantasia
    Autor: Ransom Riggs


    Apaixonada por histórias de terror como sou fiquei literalmente obcecada assim que vi este livro pela primeira vez. Nesse momento decidi que o tinha de ter!


    Sinopse:
    "Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha colecção de fotografias peculiares. Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas... Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense." 


    Opinião:
    Para mim, este livro de terror tem apenas um defeito: não se trata de um livro de terror!
    Confesso que as primeiras páginas me deixaram algo arrepiada, à medida que vias as fotos estranhas que o autor colocou e acompanhava Jacob até à misteriosa casa. Contudo, a partir de determinada altura, o livro segue um rumo completamente diferente e torna-se numa história de fantasia, mais do que de terror. 
    Dentro desse espírito do fantástico considero que Ransom Riggs conseguiu criar uma trama interessante: repleta de crianças com estranhos poderes e de vilões temidos e perigosos. O ritmo foi bom, com muita acção e bastante humor, foi aliás o sentido de humor a característica que mais apreciei na escrita do autor.
    No entanto, por mais interessante que tenha sido esta história de fantasia, não pude deixar de sentir que tinha sido algo enganada pois tudo, desde a capa à sinopse do livro, levava a crer que esta seria uma história de terror.
    Não posso terminar este post sem destacar o lado estético do livro: os seus acabamentos e as fotos vintage que o compõem tornam-no num livro de ter por casa. Esta é daquelas obras que mais do que pela sua história, valem pela sua componente estética. Nesse aspecto, Ransom Riggs acertou em cheio!


    Por Mariana Oliveira

    segunda-feira, 13 de abril de 2015

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    Série: A Herança


     Título Original: Arvingerne
    Ano: 2010
    Género: Drama
    Realizadores: Jesper Christensen, Heidi Maria Faisst, Louise N. D. Friedberg
    País de Origem: Dinamarca



    Porquê? Porquê?! Porquêêêê??
    Todos cometemos erros e ter sido teimosa e decidir ver toda a série "A Herança" até ao fim foi o meu mais recente deslize.
     

    Sinopse:
    "A morte de uma matriarca põe a descoberto um conjunto de segredos familiares relacionados com a sua herança. A história desenrola-se no lendário solar Gronnegaard, no sul da Dinamarca, onde a artista internacionalmente conhecida, Veronika Gronnegaard viveu uma excêntrica e colorida vida desde os anos 60. A série acompanha o crescimento dos seus quatro filhos, cuja infância livre e caótica em Gronnegaard deixou as suas marcas em diferentes aspetos. Antes de falecer, Veronika deixa o solar para a sua filha Signe, que deu para adopção décadas antes. Signe vive numa sossegada zona residencial na cidade e nunca teve conhecimento da sua filiação. O que deveria ser uma tranquila partilha de bens revela-se uma teia de segredos e mentiras que revoluciona as suas vidas, forçando-os a verem-se uns aos outros e a eles próprios com outros olhos."


    Opinião:
    Depois de ouvir várias pessoas a louvar a iniciativa da RTP2 de transmitir séries europeias que seriam difíceis de ver em qualquer outro canal decidi começar a acompanhar o canal com "A Herança". O que poderia correr mal? Bem.... simplesmente tudo! Acredito que a maioria não concorde comigo pois esta é uma série muito apreciada, os seus vários prémios são a prova disso, mas eu não podia deixar de defender o meu ponto de vista. Vamos então aos motivos que me fizeram considerar uma completa perda de tempo ter visto esta série:
    - Inicialmente a história parece ser promissora, contudo com o passar dos episódios parece que a trama não avança e andamos sempre à volta das mesmas questões. Tudo bem que estamos a acompanhar a disputa de uma herança e esse é o ponto central da história, mas senti a falta de mais elementos na série para tornar a história mais interessante.
    - As personagens.... AS PERSONAGENS!! Acho que nunca me tinha acontecido chegar ao fim de uma história sem ter sentido o mínimo de empatia com alguém! Não acredito que se trate de uma diferença cultural, pois estou habituada a ver produções europeias e de outros continentes, simplesmente achei que eram todos extremamente frios. Para mim, falharam em transmitir qualquer emoção.
    - O final... Para começar, alguns pormenores sobre o final foram bastante previsíveis lodo desde o meio da série. E o que não foi previsível foi simplesmente estúpido. Sinceramente, senti que quiseram dar um toque especial ao final mas acabaram por deixar uma sensação de vazio; não pude deixar de sentir que ficou a faltar algo.

    Contudo, nem tudo foi completamente mau. Aqui está um factor de que gostei: esta série foi bastante real, ou seja, não houve lugar para grandes invenções que fugissem à vida real. As personagens poderiam muito bem ser os nossos vizinhos, pessoas com virtudes, defeitos, que têm dias bons e outros menos bons nas suas vidas. Para além disto não consigo pensar em mais nada de que tenha gostado.

    Vou, definitivamente, informar-me melhor da próxima vez que queira aventurar-me numa série da RTP2.


    Por Mariana Oliveira

    domingo, 12 de abril de 2015

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    Livro: Não sou esse tipo de miúda (Lena Dunham) - Canal FLAMES





    Fiquem com o vídeo onde poderão saber a minha opinião sobre um livro que tem dado que falar... 
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    Entretenimento: Novidades no mundo da música


    Novidades

    RIHANNA - "Bitch Better Have My Money" é o novo single - Segundo single daquele que será o oitavo disco da cantora "Bitch Better Have My Money" é o novo single de Rihanna. O tema é o segundo a ser revelado, daquele que será o oitavo álbum da cantora, sucessor de "Unapologetic", de 2012. O próximo disco de Rihanna ainda não tem nome ou data de lançamento, mas dele já conhecemos a música "FourFiveSeconds", que juntou a cantora dos Barbados a Paul McCartney e a Kanye West. Este último co-produziu o novo "Bitch Better Have My Money", embora a responsabilidade maior pelo tema pertença ao produtor Deputy. Na rede social Instagram, Rihanna tem utilizado a "hashtag" "R8", quando apresenta imagens e vídeos, antecipando as novas composições. "Quero fazer canções que continue a cantar daqui a 15 anos. Quero fazer um álbum que possa interpretar daqui a 15 anos. Quero fazer canções intemporais", disse a cantora à MTV News. O primeiro álbum de Rihanna, "Music of the Sun", foi editado em 2005, e o sétimo foi "Unapologetic", em 2012. Recentemente, e antes de chegar um novo disco de originais, a cantora emprestou a sua voz a uma das personagens do filme de animação “Home”, fazendo parte também da banda-sonora.

    JAMES BAY - Álbum de estreia "Chaos And The Calm" já disponível - Número 1 do Top britânico na semana de lançamento - O álbum de estreia de James Bay, "Chaos And The Calm", já está disponível no mercado português. O disco é um dos mais aguardados do ano e marca a chegada ao grande público de um dos recentes fenómenos musicais ingleses. James Bay, de apenas 24 anos, é um cantor e compositor de Hitchin Hertfordshire, a cerca de 40 quilómetros de Londres. Este ano, o músico foi distinguido com o Critics´Choice Award, nos BRIT Awards. Este prémio já foi atribuído, no passado, a nomes como Florence And The Machine, Sam Smith, Adele, Jessie J, Ellie Goulding, entre outros. O álbum de estreia "Chaos And The Calm", que acaba de ser posto à venda, já está em nº 1 na tabela de discos do Reino Unido, e chega-nos após o lançamento de quatro EP´s, o primeiro dos quais - "The Dark Of The Morning" - saiu em Julho de 2013. James Bay promete ser um dos grandes fenómenos do ano e já tem presença confirmada no NOS Alive’15, onde toca a 9 de Julho, o primeiro dia do festival, e que será a estreia do músico em palcos portugueses. Por agora, já está cá fora "Chaos And The Calm", um disco "com coração", como definiu a revista Clash, escrito e tocado por um músico com "imenso potencial", realçou o All Music Guide.

    MIKA - Novo álbum "No Place in Heaven" é editado a 15 de junho "Last Party" já disponível para quem fizer pré-compra no iTunes - O novo disco de Mika chama-se "No Place in Heaven" e chega ao mercado a 15 de junho. Quem fizer desde já encomenda no iTunes recebe de imediato o tema "Last Party", uma homenagem ao cantor Freddie Mercury e ainda o single de avanço "Talk About You". O tema mantém os traços de pop elegante comuns na música de Mika e promete ser um dos hinos do verão deste ano. "No Place in Heaven", 4.º álbum de originais de Mika, alia a escrita pop muito particular do músico às suas únicas capacidades vocais, recuperando memórias de grandes álbuns dos anos 70 de nomes como Elton John ou Billy Joel. O disco é produzido por Gregg Wells, colaborador de longa data de Mika, nome que já trabalhou com fenómenos como Katy Perry, Pharrell Williams, Adele ou Rufus Wainwright, entre outro. Mika venceu mais de dez milhões de discos até ao momento e tem galardões de ouro ou platina em 32 países em todo o mundo. O seu primeiro álbum, "Life in Cartoon Motion", foi editado em 2007, e antes de "The Origino f Love" foi ainda editado - em 2009 - "The Boy Who Knew Too Much". A espera por um novo disco de originais do britânico está quase a acabar.


    RUI MASSENA - "Solo" apresentado ao vivo em Lisboa e Porto a 16 e 19 de abril - Concertos acontecem no CCB e Casa da Música - O maestro e compositor Rui Massena apresenta o disco "Solo" em Lisboa e no Porto durante este mês. O Centro Cultural de Belém, na capital, recebe Massena a 16 de abril, ao passo que a Casa da Música, na invicta, acolhe o espetáculo do músico três dias depois, a 19 de abril. Rui Massena far-se-á acompanhar nestes espetáculos de um ensemble composto por violino, violoncelo, viola-baixo, guitarra e percussão. Para além disso, nos concertos serão apresentados temas compostos já depois da edição de "Solo", o seu bem-sucedido álbum de estreia que chegou recentemente ao mercado português, entrando diretamente para o 8.º lugar na lista de discos mais vendidos. Conhecida figura do panorama cultural nacional, que ajudou a transformar Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura num estrondoso caso de sucesso, por exemplo, chegou agora a hora de ser conhecido o primeiro apanhado de canções de Rui Massena escritas para piano. Rui Massena apresenta assim o seu "Solo": "São peças ao piano, onde espelho o meu mundo interior, seja um momento ou um amor. Quis que no seu conjunto construíssem um disco que me transmita tranquilidade", revela. Fora de portas, entre muitos concertos em numerosos países, Rui Massena foi maestro convidado principal da Orquestra Sinfónica de Roma entre 2007 e 2009 e logrou ser o primeiro maestro português a dirigir na mítica sala Carnegie Hall, em Nova Iorque. Ainda este mês, no dia 13, Rui Massena estreia um novo vídeo, do tema "Luzes"


    SÉRGIO GODINHO 
     Junta-se a Jorge Palma 
    em concerto a 29 de Maio no Olga Cadaval em Sintra 

    "Juntos!" Finalmente (ou enfim) “juntos”! 
    Dois nomes maiores da música reúnem-se em palco para um espetáculo especial concebido em conjunto. 
    Inédito! Ainda que ao longo das suas carreiras se tenham cruzado inúmeras vezes, nunca o propósito havia sido este: "juntos". 
    Juntos, porque se apresentam num espetáculo uno, ainda que idealizado a dois, para ser o melhor de dois… num. 
    Juntam-se as ideias, as viagens e as histórias feitas canções. 
    Junta-os a música, a estrada, os palcos, o público e a vontade de escrever, cada um a seu jeito, cada um com tanto jeito, a liberdade. 
    Juntam-se também aos músicos - aos que nasceram com a sua música e também aos que com ela cresceram. 
    Juntam-se a Pedro Vidal, Nuno Rafael, João Correia, Sérgio Nascimento, João Cardoso e Nuno Lucas. 

    E "juntos" juntar-se-ão ao público na partilha de quatro décadas da banda sonora das nossas vidas.

    ALEJANDRO SANZ REVELA A CAPA DE "SIROPE", 
    O NOVO ÁLBUM 

    O tiro de partida tinha já sido dado com a estreia de "Un Zombie a la Intemperie", mas Alejandro Sanz volta a chamar a atenção do mundo, ao revelar a capa do seu novo disco, "Sirope". 

    Foi através do Twitter que o cantor espanhol abriu um pouco mais da cortina para os seus fãs. Este que é o seu décimo primeiro disco está já marcado para o início de Maio e, para já, o alinhamento está guardado a sete chaves. O primeiro single, "Un Zombie a la Intemperie", atingiu o primeiro lugar em Espanha e em 14 países da América Latina, e conta já com quase 3 milhões de views no YouTube. O vídeo foi realizado por Ruben Martin (responsável também pela concepção gráfica do single e do álbum) e gravado no mosteiro de Oseira, em Ourense, bem como em outros locais da região galega. Nele participam duas das actrizes espanholas mais conceituadas do momento: Inma Cuesta e Narta Etura. Alejandro Sanz é um dos mais influentes artistas latinos, premiado com 3 Grammys e 15 Grammys latinos, e com milhões de discos vendidos globalmente. Actualmente, é também juri do programa La Voz de España.

    FLORENCE + THE MACHINE 
    "Ship to Wreck" é o segundo avanço do novo disco "How Big How Blue How Beautiful" chega a 1 de junho "Ship to Wreck" é o novo single dos Florence + the Machine e é o segundo avanço para "How Big How Blue How Beautiful", previsto editar a 1 de junho. Sobre o novo tema, a cantora e compositora diz: "Estava a pensar no meu lado autodestrutivo. Por vezes fazes algo apenas para destruir, mandar abaixo, derrubar. Quando estás num turbilhão, muitas vezes acabas por destruir o que mais adoras". O teledisco de "Ship to Wreck" estreia na próxima semana e foi filmado na casa de Florence Welsh. A cantora encontra-se atualmente em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde se prepara para atuar no festival Coachella. "How Big How Blue How Beautiful" é o novo álbum da cantora e do seu grupo, o terceiro da sua carreira, e chega quatro anos após o anterior "Ceremonials". O disco sai a 1 de junho mas o primeiro single, "What Kind of Man", está já disponível no iTunes. A pré-compra do disco garante também acesso desde já ao segundo single "Ship to Wreck". O novo álbum é produzido por Markus Dravs, que já trabalhou com nomes como Björk, Arcade Fire e Coldplay. Paul Epworth, Kid Harpoon e John Hill são alguns dos convidados. O disco é melodicamente rico, vivo, desconcertante nos momentos certos e poderoso em diversas frentes. Florence nunca soou melhor. Sobre este disco, Florence diz: "É um disco muito importante para mim". Markus Dravs tem o "equilíbrio entre o orgânico e as capacidades electrónicas, gerindo bem esses dois mundos". Florence + the Machine regressam a Portugal no próximo dia 18 de Julho como cabeças de cartaz do festival Super Bock Super Rock.

    SHAWN MENDES 
    Álbum de estreia "Handwritten" chega na segunda-feira e tem o apoio MEO Music
    Disco de estreia do músico promete ser um dos sucessos deste verão Shawn Mendes vai lançar o seu primeiro álbum, "Handwritten", na próxima segunda-feira, 13 de abril. Em Portugal, o disco é lançado com o apoio do MEO Music. A data de lançamento, que inicialmente seria só no fim de abril, foi antecipada depois da estreia do novo vídeo, "Life Of The Party",ter provocado um verdadeiro frenesim nas redes sociais - no Twitter, o tema recebeu 1,2 milhões de referências e Shawn Mendes havia prometido que se houvesse mais de um milhão de comentários sobre o vídeo, o álbum seria antecipado. E assim foi. "Handwritten" é um dos discos pop mais antecipados do ano e será um dos grandes sucessos deste verão. Do álbum de estreia do cantor são já conhecidos temas como "Life Of The Party", "Something Big" e "A Little Too Much". Este verão, e já com "Handwritten" nas lojas, o músico dará vários concertos com Taylor Swift, acompanhando a cantora na digressão de promoção do seu último álbum, "1989", nos estádios norte-americanos. Nos próximos meses, e antes da digressão com Taylor Swift, o cantor vai tocar em 11 cidades norte-americanas, em concertos já esgotados. Shawn Mendes é um jovem canadiano de 16 anos, de ascendência portuguesa, que cresceu em Toronto, no Canadá. Foram gravadas por Shawn Mendes versões de músicas de Leonard Cohen, Ed Sheeran, Tom Petty e Demi Lovato, todas elas disponíveis no YouTube. O tema "Life Of The Party" rapidamente conquistou os Tops da Billboard, e, em apenas hora e meia, a canção atingiu o 1º lugar na tabela norte-americana do iTunes. “Handwritten”, a ser editado na segunda-feira, é a primeira grande etapa da carreira de Shawn Mendes e promete agitar as tabelas de vendas em todo o mundo. O MEO Music é um serviço de streaming multiplataforma que permite o acesso a um catálogo de milhões de músicas, e vídeos, no computador, smartphone, tablet e televisão sem limitações nem publicidade associadas.

    sábado, 11 de abril de 2015

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    Entretenimento: Cd da banda Sonora do filme "Cinderela" - Primeiras Impressões



    Cresci com a Disney... literalmente!
    Quando recordo a minha infância percebo o quanto esta produtora me marcou com as suas animações soberbas, as suas histórias profundas e mágicas e as suas bandas sonoras perfeitas. Quem não passou meses a cantarolar as músicas de "O Rei Leão" ou da "Pocahontas" depois de ter visto os seus desenhos animados?
    Pois bem, há várias décadas atrás um dos desenhos animados que mais furor fez na Disney foi a "Cinderela". Esta história fez sonhar meninas ao longo de gerações e foi contada em muitos serões, quando ainda se mantinha acesa a tradição de contar uma boa história às crianças antes de adormecerem.
    Mas onde quero chegar com tudo isto? Ao mais recente filme dos estúdios da Disney, claro está! Mais precisamente, à banda sonora que acompanha o mesmo.



    Ainda não vi o filme, mas a banda sonora levou-me às nuvens logo após a primeira música: temos músicas calmas e ternas, valsas alegres e sons de intensa acção!
    Uma orquestra brilhante cria os mais belos sons que me recordaram vários filmes da minha infância, desenhos animados e não só. Voltei à época de Luís XIV com o famoso filme "O Homem da Máscara de Ferro", voltei a dançar ao lado da princesa perdida do desenho animado "Anastacia" e, sem perceber bem porquê, veio-me à mente a relação incrível de mãe e filho no comovente desenho animado "Jumbo".
    É verdade, muito mais do que a bela história da "Cinderela", este álbum levou-me numa viagem ao passado repleta de nostalgia.
    Contudo, a verdadeira surpresa estava reservada para a última parte do álbum: depois de uma hora embalada por uma bela orquestra, eis que ouço alguém a cantar. Sim! O álbum também contém músicas com letra... um toque de perfeição no disco!



    A acompanhar este disco estão imagens que, para quem ainda não viu o filme, apenas serviram para despertar a minha vontade em correr para o cinema mais próximo e colmatar essa falha.
    Tal como seria de espera, o esplendor e a exuberância não podiam faltar nesta história que é certamente uma das mais mágicas do universo Disney.




    As 3 palavras que encontro para melhor definir este álbum são:

    Mágico
    Esplendoroso
    Nostálgico


    Por Mariana Oliveira
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    163º Passatempo do FLAMES


    Estamos com um passatempo EXCLUSIVO do Facebook... 
    Cliquem no LINK e participem :) 



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    Entretenimento: Carlos do Carmo - Um homem no mundo


    Banda Sonora - Um Homem no Mundo Carlos do Carmo

    O célebre fadista Carlos do Carmo lança “Um Homem No Mundo”, a banda sonora do filme que comemora os seus 50 anos de carreira, realizado por Ivan Dias.

    Carlos do Carmo é uma das figuras incontornáveis no panorama português. Esta é então a banda sonora do filme de Ivan Dias que pretende homenagear a carreira de um verdadeiro "homem no mundo". 

    Neste CD podem encontrar as seguintes faixas:

    1- Introdução - Especial RTP Carlos do Carmo - 7 anos de carreira - 1970
    (É tão interessante ouvir o que Carlos do Carmo tinha para de dizer na altura... Terá ele alguma vez imaginado o que lhe viria a acontecer volvidos 40 anos?) 
    2 - Loucura
    3 - Vim para o Fado
    4 - Gaivota (pessoalmente esta é a minha música favorita de todo o CD...)
    5 - Canoas do Tejo 
    6 - Por morrer uma andorinha 
    7 - Duas lágrimas de Orvalho 
    8 - Lisboa, menina e moça (talvez a música mais conhecida de todo o CD.. uma verdadeira ODE a Lisboa) 
    9 - I've got you under my skin
    10 - Have a smile on your face
    11 - Estrela da tarde
    12 - Fado Penélope
    13 - Fado Ultramar
    14 - Os putos
    15 - La valse a mille temps
    16 - Aprendamos o rito
    17 - Fado do 112
    18 - Fado tropical
    19 - Um homen na cidade
    20 - Fado do campo grande
    21 - Gracias a la vida
    22 - Fecho - Especial RTP Carlos do Carmo - 7 anos de carreira - 1970
    23 - Apresentação Carlos do Carmo 1951, Chofer de Praça


    Esta é então a banda sonora que acompanha o filme..

    Carlos do Carmo: Um Homem no Mundo
    Género: Documentário
    Data de estreia: 2015-04-09
    Título Original: Carlos do Carmo: Um Homem no Mundo
    Realizador: Ivan Dias
    Distribuidora: NOS Audiovisuais
    País: Portugal
    Ano: 2014
    Duração (minutos): 145

    Sinopse:
    A história de Carlos do Carmo é contada pelo próprio, num percurso que parte da primeira gravação que fez aos 11 anos, na Adega da Lucília, com a própria mãe e com o pai, até à entrega do Grammy Latino em Las Vegas. A história é debulhada folha a folha, entre conversas com familiares e amigos (Júlio Pomar, António Costa, Rui Vieira Néry, Pilar Saramago, Ivan Lins, entre outros) até chegarmos à pessoa que a conta. Acompanha um ano de consagração na vida de um homem que nos mostra que todas as consagrações se fazem em cada momento. Um homem que se reinventa a cada instante. Não é só a arte do Caminho que fica. É a arte de bem Caminhar. Neste homem do mundo o que parece ser o fim é sempre o princípio.


    Para um verdadeiro fã de Carlos do Carmo ou do Fado português, este é um verdadeiro tesouro.

    Em suma, é um CD:

    - Nostálgico
    - Interessante
    - Fresco

    quinta-feira, 9 de abril de 2015

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    Filme: If I stay (2014)



    Ficha Técnica

    Ano: 2014
    Duração: 107 minutos
    Géneros: Drama, Romance
    País: Estados Unidos
    Cast:
    Chloë Grace Moretz ... Mia Hall
    Mireille Enos ... Kat
    Jamie Blackley ... Adam
    Joshua Leonard ... Denny
    Liana Liberato ... Kim
    Stacy Keach ... Gramps

    Página facebook oficialhttps://www.facebook.com/SeEuFicarPortugal?brand_redir=1

    Site Oficialhttp://ifistaymovie.com/


    Opinião

    O filme "If I stay" (Se eu ficar) estreou em 2014 e causou bastante burburinho. Era, de facto, um filme muito esperado por todos. Trata-se da adaptação cinematografia do livro de Gayle Forman (podem ver a minha opinião aqui). 

    A minha primeira reacção quando vi que iriam fazer a adaptação deste livro foi: "Só agora????"
    De facto, quando estava a ler o livro, estava constantemente a pensar que seria muito bom fazerem uma versão cinematográfica, pois a forma como ele está escrito é bastante propicio para tal.

    Penso que a adaptação esteja muito bem feita. Também já li o livro há algum tempo, por isso não me lembrava de algumas coisas, e foi bom recordar. No entanto, senti praticamente as mesmas emoções que senti ao ler o livro. É muito fácil colocarmo-nos no papel de Mia, uma rapariga nova que tem toda a juventude pela frente e que luta entre o manter-se viva e seguir em frente, ou "deixar-se ir".

    Intercalando presente com passado (em que vemos trechos da vida de Mia e da sua família, entramos com Mia nesta luta interior entre o "ficar" e o "ir", sendo que vamos pesando os prós e contras de cada uma das suas escolhas. Penso que a forma como o filme está feito nos faça colocar facilmente no papel da protagonista principal.

    O filme tem momentos bastante emocionantes, especialmente nas partes em que alguns dos familiares de Mia vao falando com ela durante o seu coma. Nalgumas partes dei por mim a chorar compulsivamente (coisa que não me aconteceu durante o livro). Também a banda sonora foi muito bem escolhida, com algumas variações de musicas muito conhecidas e, claro, trechos lindos de musica clássica (que eu pessoalmente adoro).

    Se já viram o filme, deixem a vossa opinião. Eu penso que, pessoalmente, vale bem a pena!

    Roberta Frontini

    terça-feira, 7 de abril de 2015

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    Deixava de dormir por... : Novidades do mês de Março.


    Enquanto muitos suspiraram por amêndoas, a nossa atenção esteve focada nas novidades literárias que chegaram às prateleiras portuguesas durante o mês de Março. Falamos mais concretamente destas pequenas maravilhas:


    "Mohamedou Ould Slahi está detido na prisão norte-americana de Guantánamo desde 2002, suspeito de ser um dos mentores do 11 de Setembro. Após 13 anos de cativeiro, ainda não foi acusado formalmente de qualquer crime. Um juiz federal ordenou a sua libertação em março de 2010, mas o governo dos EUA lutou contra essa decisão, impedindo que fosse cumprida. Não existe qualquer razão para que Slahi esteja detido. O governo norte-americano não possui quaisquer provas que justifiquem a sua permanência em Guantánamo, muito menos os atos de tortura repetidos, violentos e sinistros de que foi alvo. Diário de Guantánamo, escrito por Mohamedou durante os primeiros anos na prisão e agora editado pela Vogais, chancela do Grupo 202l20 Editora  é um registo extraordinário e um documento sem precedentes da história do século XXI: uma obra que descreve, com um detalhe e uma proximidade inéditos até hoje, os processos de captura, interrogatório, brutalização e tortura perpetrados pelas autoridades dos EUA ao abrigo da chamada «War on Terror»."





    "Sabia como se nascia e vivia em Portugal na Idade Média? Que preocupações havia na educação dos filhos? O que se festejava e como? Como se vivia e se morria? Como se sentia a religião nesta época? Como era a saúde e a doença e como se tratavam os vários males?, A historiadora Ana Rodrigues Oliveira, responde a estas questões nesta obra para ficarmos a conhecer e a perceber o quotidiano em Portugal entre os séculos XI e XV. Partindo de exemplos concretos a autora mostra uma visão abrangente do Dia-a-Dia em Portugal na Idade Média, desde a saúde, à política, passando pela religião, o casamento, a vida doméstica ou a prostituição."









    "A alemoa apareceu morta na Lagoa Salgada... Se fosse algum forasteiro, apesar da gravidade do caso ninguém se afligiria por de mais. Policial alentejano, que retrata com amor e muito humor a realidade de uma típica aldeia do Sul do país, com os seus habitantes característicos, as suas idiossincrasias, manias e modos de estar."











    "Holder é um adolescente em busca da sua melhor amiga, Hope, a quem voltou costas um dia, há treze anos. O mesmo dia em que ela foi raptada e levada para sempre. Quando uma tragédia envolve a irmã gémea de Holder, Less, a necessidade de encontrar Hope torna-se mais forte do que nunca. Holder sente-se diariamente perseguido por fortes sentimentos de culpa, e os remorsos que sente por não ter conseguido ajudar nem a sua irmã, nem Hope, são devastadores. Quando um dia, inesperadamente, se cruza com uma rapariga que se parece com Hope, Holder vai fazer tudo para se aproximar dela a fim de reencontrar a paz de que tanto necessita. Mas porque insiste Hope em dizer que se chama Sky e que não o conhece? E, por outro lado, porque sente Holder que esta rapariga, que o rejeita e se tenta afastar, precisa tanto dele quanto ele precisa dela? Uma Nova Esperança (Hope) narra pela voz de Holder um reencontro que trará memórias há muito esquecidas e que revelará verdades que poderão doer demasiado. Para alcançarem a paz e a felicidade, Holder e Hope terão de encarar a mais dolorosa e íntima das memórias. Conseguirão ambos traçar um caminho juntos após desenterrarem um passado tão difícil? E será o amor de Hope a chave para uma nova esperança na vida de Holder?"



    "Terceiro livro da série Crónicas Lunares, best-seller do New York Times. Em Cinder, o primeiro livro, recontava-se a história da Cinderela. No segundo, Scarlet, ficámos a conhecer a história futurista do clássico Capuchinho Vermelho. Este terceiro livro é baseado na história de Rapunzel. Em Cress temos três histórias paralelas: a continuação das aventuras de Cinder e Scarlet que se cruzam com Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância. Cinder e o capitão Thorne estão escondidos com Scarlet e Wolf. Juntos, conspiram para derrubar a rainha Levana e impedir o seu exército de invadir a Terra. A sua melhor esperança é Cress, uma jovem presa num satélite desde a infância e que apenas tem os netscreens como companhia. Todo este tempo passado a olhar para os ecrãs fez dela uma excelente hacker. Mas infelizmente, é obrigada a trabalhar para a rainha Levana, e recebeu ordens para localizar Cinder e o seu bonito cúmplice. Quando o ousado resgate de Cress corre mal, o grupo desmembra–se. Cress obtém por fim a liberdade, mas com um preço mais elevado do que jamais pensou. Entretanto, a rainha Levana não vai deixar nada impedir o seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet, e Cinder podem não ter sido designadas para salvar o mundo, mas são a única esperança do mundo."


     
    "Ano de 1089. Uma nação em formação ergue-se na bruma do tempo, movida pelo forte e leal braço do povo, pelo arrojo de senhores feudais e pela fé nos ditames da Igreja e dos seus ministros. Num velho mosteiro, são muitas e sinceras as preces, mas também as manobras pela conquista do poder nesse novo território. O DESTINO DE UM POVO UM ROMANCE INTENSO E INESQUECÍVEL Magistralmente concebido, 1089 relata, de forma precisa, viva e cativante, os dias da fundação de Portugal tendo como palco central as terras de um mosteiro beneditino. E não deixa de fora relatos concisos da ambição dos homens e, em particular, dos da Igreja, com os seus segredos e jogos de luz e sombra. Cativante e surpreendente!" 







    "O III Reich durou apenas doze anos, mas marcou profundamente a História alemã e mundial. Nas últimas décadas muito se tem descoberto sobre este regime que semeou o terror e a morte por toda a Europa. Mas muito estava ainda por desvendar. Guido Knopp, jornalista especializado em História alemã, revela-nos neste livro muitos dos segredos do III Reich desconhecidos até agora. As verdadeiras origens familiares de Hitler, sobre as quais tentou criar um verdadeiro mito; a proveniência do dinheiro que permitiu ao Führer financiar as suas campanhas e sustentar uma vida luxuosa; ou os mistérios sobre as suas mulheres, uma história que começa com a estranha morte da sua sobrinha e termina com o suicídio de Eva Braun. Mas também outras figuras do regime estavam envoltas em mistério: as lendas que envolvem a história de Erwin Rommel, as mentiras a partir das quais Albert Speer construiu a sua biografia de «bom nazi» ou a vida privada de Himmler, as suas fantasias, os crimes por si cometidos e a sua enigmática morte. Um livro indispensável para compreender melhor o fenómeno do nazismo e a tragédia da Segunda Guerra Mundial."
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    BookHaul Março 2015 [BLOGUE FLAMES]


    Aqui estão os livros que chegaram à minha estante no mês de Março (2015).







    Opinião da Mariana - The Invention of Hugo Cabret - http://flamesmr.blogspot.pt/2015/03/livro-invention-of-hugo-cabret.html

    segunda-feira, 6 de abril de 2015

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    Livro: O varandim seguido e Ocaso em Carvangel (Mário de Carvalho)



    Ficha Técnica

    Título: O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel
    Autor: Mário de Carvalho
    Edição/reimpressão: 2012
    Páginas: 224
    Editor: Porto Editora
    ISBN: 978-972-0-04412-9

    Prémios:
    Prémio PEN Clube Português de Novelística - 2004
    Grandes Prémios de Romance, Conto e Teatro APE - 1994, 1991, 1999
    Prémio Literário Fernando Namora - 1996, 2009
    Grande Prémio de Literatura ITF/DST - 2004
    Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco - 1991
    Prémio D. Diniz - 1986
    Prémio Cidade de Lisboa - 1982
    Prémio Vergílio Ferreira - 2009
    Prémio Pégaso de Literatura - 1997
    Premio Internazionale Città Di Cassino - 2008
    Prémio Giuseppe Acerbi - 2007

    Sinopse

    Um canhão assombrando uma cidade. Um patíbulo armado de noite. Um istmo que conduz a uma cratera. Uma diligência cercada por cães selvagens. Nuvens de grifos imundos sobre o mar. A batalha sangrenta dos pescadores. Uma galeria de anarquistas, mais nobres que plebeus. A casa de Madame Ricciarda. A casa de Madame Musette. Dois jesuítas. Um padre que toca violoncelo. Um navio que não chega mais. Uma opereta com ecos de tragédia. Sol, luz, névoa e lua. Oito mulheres, amores duplos, triplos e quádruplos. De como a vida engana a morte. Ou o inverso. Porque há em gente pacata uma apetência de morte tão grande? Porque é que nunca se regressa daquela viagem? Porque é que aquele navio não chega? Porque é que aquele canhão jamais dispara?

    Opinião

    O que me atraiu neste livro? A capa e o nome do seu autor. Mário de Carvalho é um escritor muito querido pela minha mãe e, apesar de termos gostos muito diferentes, volta e meia aparece um livro sobre o qual acabamos por concordar. Depois de ter ouvido falar tanto na sua genialidade, aventurei-me a ler esta obra. Comprei-a durante a Feira do Livro de Lisboa de 2014, tendo depois pedido o devido autógrafo ao autor. Aproveito para destacar a sua simpatia. Nos poucos minutos que estive com ele, fiquei rendida. 
    Pode não parecer, mas o livro está dividido em duas partes, ou seja, apresenta-nos duas histórias totalmente distintas: 

    1) O varandim 
    e
    2) Ocaso em Carvangel

    e a verdade é que eu tive opiniões muito distintas sobre estas duas histórias. 

    Vamos então começar do princípio! Tive alguma dificuldade em entrar na escrita do autor. Mais uma vez me deparei com uma obra de uma complexidade enorme. No entanto esta primeira parte do livro "O varandim" tornou-se numa das histórias mais engraçadas e inteligentes que li nos últimos tempos. Enquanto o lia não conseguia parar de pensar na imensidade de obras russas que tanto me deliciam e com as quais penso que esta obra se "assemelha". 
    Para além da história estar absolutamente deliciosa e tecer algumas das mais acutilantes críticas que li nos últimos anos, a escrita está absolutamente soberba. Mário de Carvalho enaltece aqui de forma deslumbrante a Língua Portuguesa ao mesmo tempo que critica algumas das formas de pensar mais primitivas de alguns seres humanos. A sua escrita é inigualável. Precisamos de mais autores assim. 

    Infelizmente a segunda parte do livro já não me atraiu tanto, e sem dúvida que isso influenciou a minha pontuação final do livro. Apesar de eu conseguir entender a sua genialidade, faltou qualquer coisa com a qual eu me conseguisse identificar, e não vou esconder que a escrita um pouco mais complexa me dificultou um pouco a leitura. Mas esse é claramente um problema meu. 

    Apesar de tudo, nesta obra todos estão de parabéns. O autor pelo soberbo trabalho, mas também a editora pela maravilhosa capa e trabalho de edição. 

    Uma obra que aconselho a todos, especialmente quem gostaria de começar a escrever. Terão aqui muito a aprender sobre a língua de Camões.

    Roberta Frontini


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