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terça-feira, 30 de setembro de 2014

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Deixava de dormir por... : novidades editoriais de Setembro de 2014

Vai chegar o dia em que compraremos 50 livros por semana de forma a satisfazer todos as nossas "necessidades literárias". Até lá, limitamo-nos a sonhar com obras que nos tirariam o sono caso viessem viver cá para casa:

"Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime."



"Barcelona, 1912. Há crianças a desaparecer. Quando um cadáver é encontrado numa viela estreita,
dilacerado e sem um pingo de sangue, surgem rumores bizarros sobre um «vampiro» que se move pelas sombras da cidade e que anda a roubar as almas dos inocentes. Para a polícia trata-se apenas de mais um cadáver, num lugar onde a morte e o crime são tão frequentes que se tornaram banais. E quanto às crianças desaparecidas, ninguém quer saber dos filhos das prostitutas que povoam Barcelona. Mas para o inspetor Moisès Corvo — um polícia rude e dissoluto, com um sexto sentido peculiar — este é um mistério que tem de ser resolvido, com um criminoso que afinal é uma mulher."



 "Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber. Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária. Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia."



"Hannah perde a filha de 12 anos num acidente. Através da doação do fígado da filha, Hannah
consegue salvar a vida de uma adolescente um pouco mais velha, Maddie. Saída da redoma de proteção em que vivia por causa da doença, Maddie ganha uma nova esperança de vida para enfrentar, por fim, o desafio do mundo real. Olivia, a sua mãe, é vítima da violência do marido, mas planeia um dia fugir de casa com Maddie sem que isso implique perder a custódia da filha. Numa história arrebatadora e profundamente comovente, os caminhos destas três mulheres vão cruzar-se e as suas vidas irão alterar-se para sempre."



"Quando o melhor cliente de Sam – e amigo – é assassinado à porta do seu bar de Miami, Sam decide procurar justiça. Determinado a descobrir a ligação entre a morte do amigo e uma bela e misteriosa desconhecida, Sam infiltra-se no seio dos Varela, uma das famílias mais importantes e perigosas de Miami. Agora no seio da família, a desempenhar um papel onde um movimento errado significa a morte, Sam enfrenta um poderoso e instável magnata que tenciona dividir o seu império empresarial entre os três filhos, todos eles muito diferentes e com os seus próprios segredos assassinos. Sam é implacavelmente arrastado para o drama intenso da família, recordando-se de forma dolorosa das suas próprias relações destroçadas como filho, irmão, pai e marido. E justamente quando acha que compreende por que motivo a família está a autodestruir-se e se prepara para desmascarar o assassino, descobre um segredo mortal tão chocante que os Varela não podem deixá-lo partir com vida..." 


"A história costuma exaltar os grandes nomes da nação, as figuras que marcaram uma época, os heróis que venceram batalhas e conquistaram novos mundos, os reis que serviram o nosso país com dedicação… Pois, ao longo destas páginas, o que vai encontrar são os maus da nossa história. Os reis cruéis de temperamento violento, os assassinos sem escrúpulos, os homens que a troco de uma vil recompensa não hesitaram em trair o país, as mulheres fatais que enfeitiçaram os homens de poder, levando-os à perdição, os ambiciosos e gananciosos que não olharam a meios para atingir os seus fins, e todo o tipo de gente de má rês (...) O rei D. Pedro I tinha um génio violento, D. João II, o Príncipe Perfeito, tinha um lado negro, tendo assassinado, pelo seu próprio punho, o seu cunhado, irmão da rainha. Vasco da Gama levou o nome de Portugal ao outro lado do Mundo, mas os seus feitos violentos e personalidade colérica são pouco conhecidos. O infante D. Francisco, irmão do rei D. João V, era, segundo as crónicas, «um sujeito muito mau». Quem era a Megera de Queluz, perversa, ambiciosa e ninfomaníaca? Fernão de Magalhães pôs-se ao serviço de Espanha por apenas cem réis de diferença. Diogo Alves, o assassino do aqueduto, os regicidas Buíça e Costa e o temido João Brandão são alguns dos malfeitores que vai ficar a conhecer nas páginas deste livro surpreendente."


"A 21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de casa, falou com a vizinha, meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e desapareceu... Tom está destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo desmoronou e o seu único objetivo é localizá-la. Durante dezassete anos, Jane cuidou do filho Kurt, da excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única pessoa de que não cuida é dela própria. Elle é artista e considerada um génio. Como tal, o seu comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça perfeita, a tristeza de Elle é por vezes profunda. Leslie perdeu toda a família para o cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação radical está determinada a viver de novo. Quatro meses depois do desaparecimento de Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie para um concerto de Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos saem de lá com as suas vidas entrelaçadas para sempre. Um Amor Perdido aborda o alcoolismo, a depressão, a negação e a dor e ainda assim irá dar por si a sorrir e até a rir."


"Joana Cabral Cid, jornalista e investigadora forense, viaja até Estocolmo quando a Academia Sueca
se prepara para anunciar o vencedor do Nobel da Literatura. O motivo: tentar descobrir quem matou Thomas Moonland, o grande candidato ao cobiçado prémio. Depois de se encontrar com a psicóloga criminal Klara Drottning, que investiga o estranho homicídio, Joana vê-se envolvida numa investigação paralela e privada. Rapidamente mergulha num clima de insegurança que contraria a imagem idílica que sempre tivera de Estocolmo.Ainda fragilizada pelo fim da única relação séria da sua vida, Joana procura um colega que conhecera na capital sueca, Kendryck O´Brien. Precisa desse apoio para diluir o medo que sente pela sua vida e, quem sabe, descobrir a teia de conspiração por trás do homicídio. Mas quando ninguém é quem parece ser, e tão longe da segurança a que se habituou em Portugal, Joana mergulha numa espiral de traição e perda, mas também de esperança por um recomeço onde menos se esperava."


"Como irá a alta sociedade reagir quando distintas personagens são apanhadas em sucessivas situações comprometedoras? Será que as jovens senhoras sobrevivem à temporada com a reputação intacta...ou os rumores escandalosos que as cercam as arruínam? No ton, Lady Angelina DeBrooke não só é conhecida pela sua rara beleza, mas pelos seus casamentos. Com a alcunha Anjo Negro, apaixonou-se pela primeira vez e deseja casar, mas teme ficar viúva pela terceira vez. Com dois maridos envenenados e uma nuvem de suspeita a pairar sobre a cabeça, procura o único homem em Inglaterra que poderá ajudá-la... Benjamin Wallace, Lorde Heathton, não está interessado em fazer de novo o papel de detective, mas quando Lady DeBrooke o aborda para uma missão que envolve limpar-lhe o nome, considera o desafio irresistível. O segundo marido era um velho amigo e, quando começa a investigar, sente o odor de um inimigo que já perseguiu e sabe que esta é a oportunidade de finalmente prender a esquiva personagem..."
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81ª Entrevista do FLAMES: Xinobi (artista português)

 Xinobi

Bruno Cardoso ficou conhecido pelo público português através da banda Vicious Five da qual fez parte. Actualmente, apresenta-se como Xinobi, um músico com uma sonoridade que passa pelo Punk, Rock, Skate, Dance e Disco. Divide as suas actuações entre Portugal e o mundo, tendo já actuado em países como os E.U.A., Austrália, Coreia do Sul e em grande parte da Europa. Apresenta agora o seu álbum de estreia – “1975” cujo single de apresentação, “Mom and Dad”, já está disponível.
O FLAMES esteve à conversa com ele. Vejam o que ele nos disse: 

A todos os artistas o FLAMES pergunta...

Porquê a escolha deste nome artístico? 
O nome vem de um jogo de infância que jogava muito- “Shinobi”. É uma espécie de um jogo de computador de arcada de que eu gostava muito em miúdo. É um jogo de ninjas. 

Quais são os artistas que mais te inspiram?
Isso é muito difícil…quantos posso dizer? (risos) Por exemplo Stimming, Ennio Morricone, Pink Floyd e muitos outros.

Quem é que escreve as letras das tuas músicas? 
Por acaso não há grandes letras nas minhas músicas, mas, por exemplo, no “Mom and Dad” fui eu que escrevi. São uniões de 3 ou 4 letras relativamente conhecidas no mundo pop e juntei-as com outras frases. Normalmente sou eu quem escreve as letras. 

Qual é o local onde mais gostarias de actuar? 
Índia. Nunca fui lá… e também pela comida (risos). É um dos muitos sítios, não quer dizer que seja o único. 

Que cartaz ou mensagem gostarias de ver ser erguida no meio do público durante um concerto teu? 
(risos) Não faço a mínima ideia, até porque fico embaraçado com essas coisas. Não sei mesmo.

Um cartaz mais recente talvez? 
Não porque toco sem óculos e não vejo nada. (risos) 

Lembras-te de alguma situação caricata que tenha ocorrido num concerto teu? 
(risos) Já me roubaram os óculos e tive que comprar outros. Alguém subiu ao palco e roubou-mos sem que ninguém desse por isso. Podia-se pensar que tinham sido perdidos, mas sei que foram roubados. Numa outra vez, na Ucrânia, vieram-me buscar ao palco ao fim de 20min de concerto. Eu tinha contracto para mais uma hora e dez mas disseram-me que já estava um carro lá fora à minha espera. Eu disso “ok” e fui-me embora com eles. Só que o artista que foi actuar a seguir a mim foi preso! 

Era um clube ilegal? 
Não é uma questão de ser ilegal. Só que, por exemplo, lá se os vizinhos se queixarem do barulho a polícia vai lá e não presta contas com os responsáveis do clube. Simplesmente pega em quem está a actuar em cima do palco e leva-o preso. 


 Ao Xinobi o FLAMES pergunta...

O público português ficou a conhecer-te através da banda Vicious Five. O que é que aprendeste com esse projecto que te serve ainda hoje para a tua carreira a solo? 
Aprendi a lidar com pessoas em momentos complicados, em momentos de tensão. Aprendi a gerir egos de forma a não magoar ninguém, pelo menos intencionalmente. Aprendi a lidar com a intensidade da estrada e com a exposição de um trabalho criado por nós.

Estás agora a apresentar o teu álbum de estreia. Porque decidiste chamá-lo “1975” e em que é que te inspiraste para criar este trabalho? 
1975 Foi a data em que os meus pais vieram de Moçambique para Portugal. Em relação à minha
inspiração: muitas das minhas músicas estão relacionadas com os filmes da década de 70. Uma vez estava a ver fotos de Moçambique dos meus pais dessa altura e achei que elas tinham um aspecto bastante cinematográfico. Foi daí que partiu a minha inspiração. Por vezes as pessoas atribuem outros significados ao nome, pensam por exemplo que é o ano em que nasci mas o motivo não tem nada a ver com isso.

 O vídeo do single de apresentação do álbum, “Mom and Dad”, é, no mínimo, curioso e original. A ideia por detrás do vídeo foi tua?
A ideia foi minha em conjunto com outra pessoa. É uma continuação de um vídeo que fiz anteriormente. O vídeo é mais um exercício estético, não tem a ver com a música. Uma actriz fez uma performance diferente, em que deu tudo em modo de improviso. Nós podíamos dar dicas mas era ela quem interagia com o que estava à volta dela. Filmámos umas 4 ou 5 horas e depois juntámos as imagens de uma maneira que nos pareceu a mais adequada. O vídeo podia servir outra música, mas foi feito propositadamente para esta! (risos)

Como tem disso a reacção do público português ao teu trabalho?
Está a crescer, está a ser melhor ultimamente. Até hoje sempre foi um bocado nicho, com um público muito fiel mas pequeno, mas agora está a crescer. 

E sentes isso a acontecer apenas em Portugal? 
Não, é um pouco por todo o mundo. Mas a nível de comunicação compreendo melhor uma pessoa quando esta fala em português do que quando fala em inglês com um sotaque russo, por exemplo. Por isso, para mim, é mais fácil interpretar o que o público português está a sentir. 

Já actuaste em vários países um pouco por todo o mundo e continuas a fazê-lo. A música é uma linguagem universal ou sentes um feedback diferente em cada país que visitas?
É definitivamente universal. É assim, não posso generalizar muito porque quando actuo num país específico, num clube específico, tenho a reacção daquelas pessoas, o que não significa que o povo daquele país seja todo assim. Mas agora na América do Sul e talvez também na Ásia, só há pouco tempo é que começaram a ter contacto com outros tipos de música e enquanto noutros sítios algumas pessoas podem ser um bocado snobs e irem antes tomar uma bebida ao balcão, nesses continentes elas vibram mesmo com o concerto. Às vezes em Portugal sinto o mesmo. Por exemplo em Paredes de Coura, as pessoas estavam mesmo no espírito e podem mesmo tornar-se no melhor público do mundo.

Obrigada Xinobi e votos de muito sucesso!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

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Livro: Viagem à Terra da Fantasia (Maria da Graça Francisco)




Título: Viagem à Terra da Fantasia
Autora: Maria da Graça Francisco
Editora: Chiado Editora

Contos:
A Bruxinha Traquina
A Casa encantada
A Terra da Fantasia
O Ferreiro
A boneca de trapos
O pucarinho
O pescador
A lavadeira
A bolinha de condão
A morte
O reino do amor

Li este livro em pouquíssimo tempo pois tem uma linguagem bastante simples e o livro é pequenino. 
Como podem ver em cima, integra 11 contos que me parecem ser bastante adequados para os mais novos. 

Os contos tanto podem ser lidos pelos pais, proporcionando um momento bastante agradável entre família, mas quando a criança aprende a ler e até mais ou menos os 10 anos, diria que o livro se mantém adequado. A verdade é que com a minha idade até gostei de ler as histórias e de voltar a ser criança por uns momentos. 

Os contos têm ensinamentos de moral, não se limita a contar histórias, mas acaba por lançar reptos às crianças para serem mais correctas. 

Enfim, acho que é uma excelente prenda para crianças e aconselho vivamente, até porque para além das histórias tem desenhos feitos pela própria autora!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

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Livro: Viagem ao Fim do Coração





Ano: 2014
Género: Romance
Autor: Ana Casaca 
Editora: Guerra & Paz
 
Mal tive este livro nas mãos a minha ideia inicial foi lê-lo num ápice para poder publicar este post no dia em que chegasse às livrarias. Não imaginava eu o quão equivocada estava…

Sinopse
“Num romance toda a nossa vida: como a queremos, como às vezes não a queremos. Luísa ainda era uma adolescente. Tiago já era um jovem adulto. Conheceram-se na solidão de uma pequena praia, na margem de um rio. Tinham em comum uma relação familiar traumática. Num caso, o trauma do amor dos pais. No outro, o trauma do ódio dos pais. Conheceram-se num dia que pareceu conter uma vida inteira. Mas teriam ficado separados para sempre, se a invisível linha de uma doença que rói o corpo e anuncia a morte não os tivesse voltado a ligar, dezasseis anos depois. Luísa e Tiago podem até redescobrir o amor, mas apenas se a silenciosa presença das metástases não se alastrar aos seus corações. "Viagem ao Fim do Coração" é mais do que uma comovente história de amor. É a recriação de um admirável mundo de pais e mães, filhos e irmãos, ódios e amores. Revela os pesadelos de um cancro injusto, mas não abdica do que é humano e essencial, o sonho.”

“Viagem ao fim do coração” é uma história desprovida de um enredo complexo, de teias de conspiração, de batalhas épicas e de super-heróis surpreendentes. É, tal como a sinopse deixa antever, uma história com contornos tão reais que poderia ser a história de qualquer pessoa.
Se é verdade que fica bastante evidente, finda a leitura da contracapa da obra, os contornos principais desta história, não é menos verdade que esta obra não deixa de surpreender, tudo graças à mestria de Ana Casaca no que à escrita diz respeito.
É precisamente esse o motivo que fez com que a minha leitura se prolongasse para além daquilo que eu tinha decidido inicialmente. Bastou a leitura dos primeiros capítulos para eu perceber que tinha em mãos um livro que, muito mais do que ser lido, deve ser apreciado e saboreado pois a autora presenteia o leitor com parágrafos excepcionais, com frases de uma beleza ímpar e com descrições de uma qualidade impossível.
Para mim, “Viagem ao fim do coração” vale muito mais do que pela sua história simples. Vale pela sua autora que decidiu não poupar o leitor apresentando-lhe o íntimo de cada uma das personagens, para o bem e para o mal. Uma autora que prova porque é que as palavras são o seu sustento há vários anos. Uma autora que não hesita em mexer connosco ao apresentar-nos a mais plena felicidade de mãos dadas com a desgraça, pois é isso que a vida é: uma sucessão de momentos felizes a par de acontecimentos tristes que, tal como Ana Casaca destaca, têm o poder de fazer connosco aquilo que lhes permitirmos.

Em conclusão, esta é uma história simples contada de uma forma sublime e que aborda aquilo que a vida tem de melhor e de pior para nos oferecer. Uma obra que recomendo!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

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Evento: WoodRock Festival



No dia 06 de Setembro de 2014 o FLAMES deslocou-se à praia de Quiaios (Figueira da Foz) para um festival de Rock português arrebatador. 
Nessa noite assistimos a um verdadeiro espectáculo da pesada, com a participação de várias bandas portuguesas, entre elas os grandes Bizarra Locomotiva. 
Não era um festival para qualquer um.. era claramente dirigido para um grupo de pessoas que gosta de boa música rock, e de estilos alternativos. Nós ficámos fãs e esperamos ansiosamente pela próxima edição. 

O preço do festival é super acessível para qualquer amante de boa música, e a organização é do melhor: prestável e simpática, deu todas as indicações sobre o local, esforçando-se ao máximo para indicar quer nas redes sociais, quer in loco, o local do festival. 

A noite de 6 de Setembro contou com a presença dos Beachalce, banda que espalhou simpatia durante todo o concerto. 

Voltámos a rever os Velha Mecânica depois de os termos ouvido no Fusing. Mais uma vez se notou que este grupo veio para ficar. 

 Seguiram-se os The Year, banda que não conhecíamos e que passámos a adorar. A interacção com o público foi uma constante! 

Os Quartet of Whoa fizeram o público esquecer a chuva que começava a cair, e surpreenderam-nos com o seu estilo orgânico e sincero. A interacção com o público também foi honesta e repetida. 

Por fim, os Bizarra Locomotiva deram um verdadeiro espectáculo, não só pelas músicas e pela interacção com o público, mas pelas indumentárias e a teatralidade de todo o concerto. Conseguiram, sem dúvida, criar o final perfeito para o festival.


Cobertura do evento - VÍDEO - vejam em baixo. 

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Evento: Feira do livro do Porto (05-21 Setembro 2014)


Feira do Livro do PORTO

Entre os dias 05 e 21 de Setembro de 2014 decorreu a Feira do Livro do Porto. Depois da desilusão do ano passado em que a Feira não ocorreu e onde os escritores tiveram de realizar o evento por conta própria (vejam aqui o evento "Não há feira mas há escritores") foi a vez da Câmara da cidade organizar o evento.  

Faltou, claramente, a presença de várias editoras que boicotaram a sua ida à feira. Isso fez com que os preços não fossem tão bons em comparação com a Feira do Livro de Lisboa. No Porto, os livros com bons preços, não tinham metade da qualidade dos livros da Feira do Livro de Lisboa. Para além do mais, pareceu que houve um claro abuso por parte dos alfarrabistas. Estes tinham poucas coisas nas montras, e quando lhes perguntavamos se tinham este ou aquele autor a resposta era: eu aqui tenho apenas uma amostra do que tenho na loja. Passe lá se quiser, mas olhe que os preços lá são mais altos. 
Ouvimos esta resposta em mais do que uma banca, e não nos fez qualquer sentido. Em comparação com as outras bancas, comprámos livros mais caros nos alfarrabistas. Um fenómeno estranho este! A par deste discurso, ainda tivemos a (in)felicidade de os ouvir discutir entre eles que a feira este ano está fraca, ninguém compra!

Aspectos positivos: 
1) O local escolhido! O jardim do palácio de Cristal. Lindo! Fresco.. com a presença da natureza. árvores que nos abrigavam do calor e animais que embelezavam o local. 
2) O cartaz não era apenas literário, mas cultural. Dança. música, poesia, palestras, conferências. Muito mais diversificado que a feira de Lisboa.
3) Muitas actividades interessantes para crianças! Quem mora no Porto ou arredores, tenha filhos e não os levou à feira, fez MUITO mal!


Vejam mais fotos aqui

Estamos curiosas! O que compraram na Feira do Livro? Foram lá? Querem saber o que nós comprámos? Então vejam os nossos vídeos! 

As compras da MARIANA na Feira do Livro...

(Nota: nenhum livro se magoou durante a captação destas imagens)



As compras da ROBERTA na Feira do Livro...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

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Filme: Blue Jasmine (2013)


Blue Jasmine (2013)


Realizador: Woody Allen
Argumento: Woody Allen

Cast:
Cate Blanchett ... Jasmine
Joy Carlin ... Woman on Plane
Richard Conti ... Woman's Husband
Glen Caspillo ... Cab Driver
Alec Baldwin ... Hal
Charlie Tahan ... Young Danny
Annie McNamara ... Jasmine's Friend Nora
Sally Hawkins ... Ginger

Duração: 98 minutos

Jasmine tem uma vida de sonho... o casamento com o marido proporcionou-lhe o dinheiro que lhe permite viver acima da possibilidade da grande maioria de todos os americanos. Mas a sua vida dá uma grande volta, e Jasmine agora volta a morar com a irmã Sally num apartamento pequeníssimo. Desesperada, entra numa depressão profunda que, a pouco e pouco, a poderá levar à loucura. 

Este foi um filme que, no final, me desiludiu, pois não achei a sua história nada original. Claro que a interpretação de Cate Blanchett é irrepreensível, e o filme vale a pena só pelas cenas em que aparece descompensada. No entanto, no seu todo, desiludiu-me. Acho que não há grande volta a dar, os filmes de Woody Allen vão sempre saber-me a pouco... 

Claro que os filmes dele mostram sempre mais qualquer coisa do que Hollywood nos começa a habituar. O filme tem uma forte crítica social não só ao mundos dos ricos, como ao outro extremo. Chega a tocar (muito ligeiramente) em assuntos como violência, loucura (por amor), depressão... mas achei que lhe faltou alguma profundidade. Faltou-me também ver um pouco de "cinzento". Passo a explicar: porquê esta dicotomia "podre de rico" e "muito pobre"? Faltou ali qualquer coisa! Esta separação parece-me sempre forçada e começa, sinceramente, a chatear-me nos filmes. Blanchett esteve divinal! Sim, mas também a Sally! Mas a mim continuou a faltar-me algo... 

Curiosidades: As duas actrizes que interpretação as protagonistas americanas, são Cate Blanchett (Australiana) e Sally Hawkins (inglesa).

Alguém viu o filme? Gostaria da vossa opinião!

domingo, 21 de setembro de 2014

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Canal FLAMES: Livros Opostos #2


Às vezes ao olhar para as nossas prateleiras vemos livros que estão em posições completamente opostas.

Vejam neste vídeo as nossas escolhas para:

Livros com pior capa VS Livros com melhor capa 
Livros com pior título VS Livros com melhor título 

Livro Bonjour Tristesse - Opinião no Blogue AQUI 
Livro As velas ardem até ao fim - Opinião no blogue - AQUI


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

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Passatempo: 119º Passatempo do FLAMES


Afonso Cruz é sinónimo de qualidade. Se há escritor que nos habituou a obras inesquecíveis é ele: uma dos maiores nomes da literatura portuguesa contemporânea. Por tudo isto, é com imenso prazer que temos para vos oferecer, em parceria com a Caminho, um exemplar do livro "O pintor debaixo do lava-loiças": 


Sinopse:
"A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo. Esta é a história, baseada num episódio real (passado com os avós do autor), de um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro- Húngaro, que emigrou para os EUA e voltou a Bratislava e que, por causa do nazismo, teve de fugir para debaixo de um lava-loiças."
Têm até ao dia 8 de Outubro para participar. Podem inscrever-se uma vez por dia.
Boa sorte!

TERMINADO - Vencedor - Alípio Firmino

Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega.
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
- Caso não vos apareça a setinha para descerem (no formulário), cliquem nele e desçam usando a seta do teclado.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

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Livro: Crónicas do Sul


 
Título Original: Los Calzoncillos de Carolina Huechuraba y otras Crónicas
Ano de Edição: 2008
Género: Crónicas
Autor: Luis Sepúlveda
 
Não posso dizer que a minha primeira experiência com Luis Sepúlveda tenha sido a mais agradável, mas decidi dar uma nova oportunidade a este autor, tão conceituado um pouco por todo o mundo, mas desta vez com um livro de crónicas.
 
 
Sinopse
Os mortos estorvam, as vítimas estorvam, são incomodativas, e os que clamam por justiça são mais incómodos ainda.
Mas no silêncio que rodeia os perseguidos, há alguém como Luis Sepúlveda que não hesita em colocar a sua pena ao serviço de uma legítima demanda pela igualdade.
Nestes breves e intensos textos, escritos entre a Primavera de 2005 e Dezembro de 2006, quando Pinochet morre, Sepúlveda debruça-se sobre uma longa galeria de horrores (…)
Um livro em que vibra de novo a paixão implacável de um grande escritor, capaz de fazer com que a denúncia e a indignação se transformem em matéria da mais alta qualidade literária.”
 
Este livro foi uma agradável surpresa. Se com “O Velho que Lia Romances de Amor” tinha ficado com a ideia de que um dos maiores escritores chilenos da actualidade se contentava em escrever histórias simples, sem grande profundidade, eis que “Crónicas do Sul” me apresentou um autor reivindicativo, sem papas na língua, com uma opinião fortemente formada e com uma personalidade vincada.
Luis Sepúlveda não tem medo de meter o dedo na ferida daqueles que, a seu ver, são os principais culpados por uma ditadura que assolou o Chile durante vários anos e que contribuiu para uma regressão social e económica do país.
Sepúlveda não se faz de rogado e, ao longo das várias crónicas que compõem este livro, aponta a sua arma àqueles que considera serem os maiores parasitas de uma sociedade que não só contribuiu para a degradação do Chile mas também de outras sociedades. Ninguém está a salvo, nem mesmo, para minha surpresa, o escritor vencedor de um Prémio Nobel Mário Vargas Llosa fica livre das acusações deste revoltado autor.
Para mim, esta leitura foi, fundamentalmente, uma aprendizagem. Já tinha ouvido falar em Pinochet e nos estragos que este causou no país chileno, mas foi com “Crónicas do Sul” que fiquei a conhecer pormenores absolutamente grotescos e, no mínimo, revoltantes relacionados com uma ditadura incrivelmente recente. Se concordo com todas as acusações apresentadas por Luis Sepúlveda e se partilho por completo do seu ponto de vista? Se dissesse que sim estaria a mentir, bem como se a minha resposta fosse não. Confusos? A minha posição é muito simples: se, por um lado, concordo com muitas das coisas escritas pelo autor, não é menos verdade que alguns dos assuntos abordados na obra eram, até então, desconhecidos por mim pelo que não possuo (ainda!) informação suficiente para me pronunciar a seu respeito.
Contudo, quer se concorde ou não com o ponto de vista apresentado, esta é uma obra intensa, polémica e surpreendentemente actual que aconselho qualquer um que goste de estar a par do que se passa no nosso mundo a ler.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

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Entretenimento: LUDOVICO EINAUDI, XINOBI, BANKS, ANNIE LENNOX, TOKIO HOTEL, BOÉMIA, U2


Novidades no mundo da música

LUDOVICO EINAUDI - Clássico "Stanze" tem nova edição com harpista Cecilia Chailly ao leme. O compositor e pianista italiano Ludovico Einaudi traz de volta às lojas o seu marcante segundo álbum, "Stanze", originalmente lançado em 1992. O disco terá a 22 de setembro uma nova edição, a sair pela Decca Records e com interpretação a cargo da harpista Cecilia Chailly. Einaudi, o compositor de música erudita mais escutado em plataformas de "streaming", foi já considerado pelo influente The Independent como "um dos mais bem-sucedidos compositores clássicos vivos". "Stanze", palavra que em português se traduz por "quartos", é um ciclo de 16 peças para harpa compostas entre 1990 e 1992. Cada peça é um espaço musical desenhado para estar separado dos restantes como os quartos de uma casa. Cada quarto tem as suas próprias características e especificidades, mas ao mesmo tempo estão ligados à estrutura de uma obra maior. É desta forma que Ludovico Einaudi descreve "Stanze", o seu primeiro registo de faixas para um só instrumento e que na raíz foi concebido para ser tocado ao piano. A nova edição do trabalho foi entregue a Cecilia Chailly e à sua harpa, pelo que a assinatura de Einaudi se faz sentir apenas na composição e na produção artista das gravações. Chailly, que já trabalhou, por exemplo, com John Cage, David Parsons, Mina ou Andrea Bocelli, conduz o disco ao longo dos seus 55 minutos. Ludovico Einaudi foi notícia em 2013 porque o seu disco de então, "In a Time Lapse", vendeu mais cópias digitais do que físicas, uma novidade na cena clássica que fortaleceu a posição única do italiano na cena musical internacional.

XINOBI - "Mom and Dad" é o primeiro avanço de "1975", álbum de estreia. O vídeo acaba de estrear! Xinobi é Bruno Cardoso, o DJ, produtor e músico português que, ao longo dos últimos anos, tem tido uma notável exposição internacional: seja pelas faixas próprias (lançadas através de labels como a Ministry of Sound, Work It Baby ou Nurvous) ou pelas remisturas e re-edits de artistas como John Grant, Riva Starr, Toro Y Moi ou Nicolas Jaar. Filho da cultura do-it-yourself, é um dos fundadores da editora independente Discotexas (ao lado de Moullinex e Mr. Mitsuhirato), nome essencial da música de dança actual. Durante 54 minutos, a sensibilidade pop junta-se às influências da deep house, disco, funk, dub e surf guitar, para criar um trabalho único e multifacetado, com momentos contemplativos, refrões memoráveis e arranjos feitos para as pistas de dança.

BANKS - "GODDESS", é um dos mais entusiasmantes projectos musicais da actualidade. Conta com mais de 25 milhões de streams no Soundcloud, 24 milhões no Spotify e 15 milhões no YouTube; globalmente é a artista mais presente nos blogs musicais este ano. E tudo isto a caminho do álbum de estreia: em "Goddess", faz-se rodear por alguns dos criativos mais interessantes: a produção está a cargo de nomes como SOHN, Totally Enormous Extinct Dinosaurs, Shlohmo ou Lil Silva; e o design saiu das mãos de Kate Moross (que também já assinou o visual do último álbum dos Buraka Som Sistema). De "This Is What It Feels Like" a "Beggin for Thread", de "Waiting Game" a "Warm Water", o disco é uma colecção de faixas que misturam a dureza das batidas com a subtileza própria da voz de Jillian BANKS e um imaginário visual que depende apenas de si. A crítica apaixonou-se pelo trabalho que foi crescendo ao longo dos últimos doze meses e meios como a Time, Pitchfork, Fader, Elle ou a BBC têm vindo a defini-la como a sonoridade de 2014.
Nós andamos viciadas no CD :)


ANNIE LENNOX - Novo álbum "Nostalgia" chega a 27 de outubro. Uma das mais bem-sucedidas e talentosas artistas da música pop está de volta. "Nostalgia", a editar a 27 de outubro, marca o regresso aos discos de Annie Lennox, que faz no seu novo disco uma releitura de vários clássicos de sempre, maioritariamente originais das décadas de 1930 e 1940. Temas popularizados por nomes como Bille Holiday, Nina Simone, Jo Stafford e Louis Armstrong são recuperados por Annie Lennox para "Nostalgia", o sétimo álbum a solo da vocalista dos marcantes Eurythmics. "Nostalgia" é o resultado de longas horas passadas por Lennox a ver e ouvir gravações "vintage" de nomes clássicos norte-americanos, particularmente aqueles com raízes no blues. "Estava curiosa", diz Lennox, que recria agora clássicos como "Summertime", "I Put a Spell on You" ou "Strange Fruit", para além de temas menos conhecidos como "Mood Indigo" e "September in the Rain". "Pensei: «Será que estas canções assentam na minha voz?». Foi um desafio. Tive de conhecer as canções, tornar-me amiga delas e realmente senti uma grande alegria em todo o processo", diz Annie Lennox sobre a novidade. O álbum conta com a participação de Mike Stevens, colaborador de longos anos de Lennox, e foi gravado em Londres. "Nostalgia" é um disco profundo que traz novas roupagens a canções que surgiram inicialmente numa época de lutas por direitos civis. Annie Lennox, conhecida ativista para além de artista pop, foi eleita pela Rolling Stone como uma das 100 maiores cantoras de todos os tempos. Lennox venceu mais Brit Awards que qualquer outra artista feminina ao longo dos tempos e já foi também distinguida com diversos prémios Grammy e, inclusive, com um Óscar para melhor canção.

TOKIO HOTEL - "KINGS OF SUBURBIA" É O NOVO DISCO Novo trabalho da banda alemã está marcado para 6 de Outubro. A história dos Tokio Hotel começou em 2005 e conta com números impressionantes: mais de 7 milhões de cópias vendidas globalmente, 160 galardões de Ouro e 63 de Platina, bem como mais de 100 prémios internacionais, como os Video Music Awards e os European Music Awards da MTV. Aos 25 anos, do dia para a noite e no pico da fama, os irmãos Bill e Tom Kaulitz mudaram-se para a California. Quase anónimos e em busca de inspiração, aí escreveram e produziram o quarto álbum de estúdio "Kings of Suburbia". Enquanto que, para os fãs, a jornada está só agora a arrancar, os Tokio Hotel têm vindo a juntar os momentos que os trouxeram até aqui no canal oficial do YouTube. A "Tokio Hotel TV", como lhe chamam, tem mostrado todos os bastidores. O trailer, que pode ser visto aqui, sintetiza tudo. Novas influências, canções intensas e poderosas, um processo criativo que se desvenda a 6 de Outubro, data de lançamento do disco. Os fãs mais ansiosos podem já pré-reservar o disco através do iTunes, neste link.

BOÉMIA - "Os Peregrinos do Mar" encerram as Jornadas Europeias do Património 2014. Correspondendo ao convite da Assembleia da República, associam-se às Jornadas Europeias do Património de 2014 e atuam no encerramento das Comemorações, no dia 28 de setembro, pelas 17h, na Sala do Senado. Pelo impacto e relevância do trabalho da banda, nomeadamente o seu último trabalho “Os Peregrinos do Mar”, os Boémia foram assim convidados para encerrar as Jornadas Europeias do Património 2014, este ano subordinadas ao tema ‘Património, sempre uma descoberta’. “Os Peregrinos do Mar” narra as aventuras e desventuras do povo Português na época quinhentista. Os textos têm como base as crónicas da época, partindo depois para um imaginário próprio. A composição é repartida por Rogério Oliveira e Marco Ferreira tendo ficado os arranjos e a direção musical também a cargo de Marco Ferreira. As músicas têm como base o tradicional e a rítmica Portuguesa, viajando depois para outras paragens harmónicas e melódicas. A necessidade sentida de largar país e família e partir à aventura para melhores condições de vida, encontra natural paralelismo nos dias de hoje, quando tantos Portugueses deixam o país para tentar melhor sorte. Esta é a verdadeira matriz subjacente às líricas deste trabalho que prestam uma homenagem intemporal à força de vontade de um povo e à sonoridade incorporada na Moderna Música Popular Portuguesa.

U2 - SONGS OF INNOCENCE EDITADO PELA ISLAND RECORDS A 13 DE OUTUBRO. O mais recente álbum de estúdio dos U2, Songs Of Innocence, tem 11 novas canções e será editado pela Island Records a 13 de Outubro, 2014. A edição do álbum surge após este ter sido oferecido a todos os subscritores do site oficial da banda, U2.com, e de ter sido igualmente oferecido pela Apple a mais de meio bilião de clientes da iTunes Music Store em todo o mundo. Songs of Innocence é o trabalho mais pessoal dos U2 até à data, com influências do rock e do punk rock dos anos 70 e da electrónica e música ambiente do início dos anos 80, mostrando assim as razões que levaram a banda a juntar-se. A família, as relações e a descoberta são alguns dos temas tratados neste álbum, o qual foi gravado em Dublin, Londres, Nova Iorque e Los Angeles, tendo sido produzido por Danger Mouse, along with Paul Epworth, Ryan Tedder, Declan Gaffney e Flood. O alinhamento de Songs Of Innocence é o seguinte: The Miracle (of Joey Ramone), Every Breaking Wave, California (There Is No End To Love), Song For Someone, Iris (Hold Me Close), Volcano, Raised By Wolves, Cedarwood Road, Sleep Like A Baby Tonight, This Is Where You Can Reach Me Now, The Troubles. Será ainda editada, a 13 de Outubro, uma versão deluxe de Songs Of Innocence, a qual inclui uma sessão acústica de uma seleção de canções do album e quarto temas extra: Lucifer’s Hands, The Crystal Ballroom, The Troubles (Alternative version), Sleep Like A Baby Tonight (Alternative Perspective Mix by Tchad Blake). U2.com

DEAD COMBO - (artistas já entrevistados no FLAMES - vejam aqui)  apresentam videoclip de "Povo Que Cais Descalço" Em Dezembro, actuam no Coliseu de Lisboa Concertos no final do ano no Coliseu de Lisboa, no Coliseu Micaelense - S. Miguel - Açores e no Teatro Rivoli - Porto Os DEAD COMBO apresentam "Povo Que Cais Descalço", o segundo registo vídeo do novo disco "A Bunch of Meninos", cuja Tour de Apresentação arrancou no passado mês de Março com a realização de mais de 40 concertos e com Salas repletas um pouco por todo o País e passagem por alguns dos principais Festivais de Verão. Com realização de Daniel Neves "Povo Que Cais Descalço" foi gravado na Afurada e na Praia de Miramar em Vila Nova de Gaia, e em Braga, na antiga Fábrica de Sabonetes "Confiança" e mostra, nas palavras da banda, "Um país abandonado, deixado à mercê de um destino que não se vislumbra no horizonte. Um povo descalço, que cai a cada passo que dá, empurrado por uma gigantesca mão feita de aço. Paisagens inóspitas arrancadas, à força, do coração de que é feito esta gente. Um coração que bate, forte, indestrutível. O povo que cai, mas que se ergue sempre após cada queda e continua a caminhar. O povo que é o país, o povo que somos nós. Todos." No final do ano, para encerrar um ano extraordinário para a afirmação da banda, os DEAD COMBO realizarão concertos especiais no Coliseu de Lisboa (4 de Dezembro), Coliseu Micaelense – S. Miguel – Açores (7 de Dezembro) e Teatro Rivoli – Porto (12 de Dezembro). Está igualmente prevista uma reedição do "A Bunch of Meninos" em meados de Novembro. Vejam o vídeo aqui

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

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Livro: O Fantasma de Canterville e outros contos (Oscar Wilde)



Autor: Oscar Wilde
Páginas: 95
Número de contos: 6

Desde que li, pela primeira vez, um livro com contos de Oscar Wilde, fiquei completamente fascinada pela sua escrita e imaginação (vejam a opinião aqui). Tendo feito praticamente toda esta colecção dos livros da Biblioteca de Verão do Jornal de Notícias, fui a correr ler.. e valeu bem a pena. 
Posso dizer-vos que retirei imensas frases lindas de cada um dos contos. 
Em baixo fiquem com a minha opinião de cada um dos contos (sem spoilers). 

Conto
O Fantasma de Canterville
Uma família americana compra, em Inglaterra, um castelo assombrado, mas não parecem ter medo do fantasma!

Opinião: Este conto é ABSOLUTAMENTE delicioso. ADOREI-O! Para além de fazer uma grande crítica aos americanos e aos ingleses, Oscar Wilde presenteia-nos com um livro de humor inigualável! História perfeita muito bem escrita. 5 estrelas!

Conto
A esfinge sem segredo
O que esconderá uma senhora muito misteriosa? 

Opinião: Este conto está muito bem escrito e envolto em mistério, mas o final foi insuficiente para mim! Gostaria de ter visto outro desfecho!

Conto
O Reizinho
Um rei que viveu durante muitos anos no seio de uma família plebeia será coroado.

Opinião: Mais uma vez, gostei imenso da história e do enredo. Oscar Wilde é realmente muito original. E mais uma vez se vê a crítica (actual) que tece à sociedade. 

Conto
O Aniversário da Infanta
Uma infanta, filha do Rei de Espanha faz anos.. e um anão faz as delicias dos convidados. 

Opinião: Apesar da história ter sido original, novamente, e bem redigida, custou-me bastante a ler. Demorei imenso tempo neste conto por não ser tão fluído como os outros.

Conto
O Pescador e a Alma
Um pescador apaixona-se por uma serei que pesca durante uma noite...

Opinião: Mais uma vez o conto está muito bem redigido, e o fundo (a moral) da história é bastante interessante. Gostei! Algumas partes estavam ligeiramente repetitivas.

Conto
O Foguete de Lágrimas
No casamento de dois príncipes, o enredo toma uma perspectiva diferente e as pesonagens principais deixam de ser a iniciais. 

Opinião: Com diálogos belos e carregados de significados, este conto tem muito mais a dizer que que parece à primeira vista!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

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Anime: Campeões Oliver e Benji




Nome Original: Kyaputen Tsubasa
Ano de estreia: 1983
Género: Desportivo, Drama
Produtor: Isamu Imakake
Nº Episódios: 128

Existem animes sobre variadíssimos temas, mas quando alguém decidiu criar um baseado no desporto rei parecia óbvio, logo à partida, que a receita para o sucesso estava encontrada!

Sinopse
A história acompanha o jovem e promissor jogador de futebol Oliver Tsubasa que entra para a medíocre equipa escolar de futebol chamada Newpi. A grande rival é a equipa S. Francis, que tem o incrível Benji a proteger as suas redes. Benji é o guarda-redes mais conceituado do campeonato juvenil, mas quando Oliver consegue ser o primeiro jogador a alguma vez marcar-lhe um golo começa uma grande rivalidade a par de uma profunda amizade. Mal imaginavam estes dois o que o futuro lhes reservava, pois passado pouco tempo foram ambos integrados numa nova equipa, a New Team. É aí que a competição verdadeiramente começa quando a Oliver e Benji percebem que terão de enfrentar os adversários mais dotados e as equipas mais eficientes a fim de poderem vencer o campeonato. Quem levantará o troféu no final?

Ver “Campeões Oliver e Benji” à luz dos animes actuais poderá não ser a melhor das experiências: tendo estreado há mais de 30 anos, é evidente a fraca qualidade da imagem e som do anime. Contudo, olhando para esta produção japonesa contextualizando-a nos seus anos de ouro, torna-se evidente o porquê do seu grande sucesso um pouco por todo o mundo. O futebol é o desporto mais popular do planeta, por isso um anime à volta de equipas de futebol e de um campeonato extremamente competitivo só podia ter resultado no sucesso que realmente foi.
Para mim, este foi dos meus animes preferidos na minha infância: com personagens carismáticas, momentos cómicos e situações de alta tensão; nada faltava para cativar qualquer criança dos anos 90. No entanto, houve alguns problemas que, se na altura não faziam qualquer diferença aos olhos de alguém com menos de 2 dígitos de idade, agora analisados denunciam alguns pormenores que simplesmente não “encaixam” num anime cuja história pretende retratar um mundo real. Destaco três questões que, a meu ver, são um dos principais motivos de piada de que “Campeões Oliver e Benji” é actualmente alvo:

- Os jogadores demoravam quase 10 minutos a atravessar o campo de futebol. Durante esse trajecto, tinham tempo para pensar nos mais variados episódios da sua vida sem prestarem a mínima atenção ao que estava a acontecer em campo;

- Qualquer jogador tinha a incrível capacidade de saltar mais de 5 metros na vertical para alcançar qualquer bola que se estivesse a afastar a grande velocidade em direcção à estratosfera;

- Invariavelmente, mas mesmo invariavelmente, todos os jogadores da New Team acabavam por passar a bola ao protagonista, Oliver Tsubasa, para que este desse o seu toque especial à jogada. Não me recordo de uma única jogada em que Oliver não tivesse o papel principal.

Apesar destas situações aberrantes, “Campeões Oliver e Benji” foi um anime que marcou uma geração e que ainda hoje é recordado com especial carinho (a sua música inicial incluída!) por todos aqueles que acompanharam diariamente esta história.
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