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quinta-feira, 31 de julho de 2014

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Filme: O Jogo Final





Título Original: Ender’s Game
Ano: 2013
Género: Ficção Científica, Acção
Realizador: Gavin Hood

Na já por si parcial batalha de livros contra a sua versão cinematográfica, eis que decidi comparar o filme de ficção científica “O Jogo Final” com a sua versão em papel, que já tem quase 40 anos. O resultado? Uma vitória clara para o livro!
Se é verdade que quem nunca tinha lido a obra ficou relativamente satisfeito com o filme, não é menos verdade que os fãs de Orson Scott Card e da sua obra, um clássico da ficção científica, ficaram tremendamente desiludidos com o filme (podem ler a minha opinião sobre o livro bem como a sinopse da história aqui).

Para mim, dois aspectos em essencial contribuíram para que não conseguisse ficar agradada com a película.
Em primeiro lugar, o principal foco do livro está no desenvolvimento, maturação e crescente complexidade do pensamento do protagonista, Ender. Ao longo dos capítulos, acompanhamo-lo à medida que vai crescendo e começa a atribuir novos significados àquilo que acontece à sua volta e ao que é verdadeiramente esperado que ele faça. Já o filme centra-se nas cenas de treinos e de batalhas, sendo as partes da acção o cerne de toda a história.
O segundo aspecto que ficou completamente negligenciado no filme foi o interessante esquema montado pelos irmãos de Ender no planeta Terra enquanto o caçula da família estava algures numa escola espacial a preparar-se para salvar a Humanidade. Os interessantes diálogos perpetuados pelos dois irmãos e o estratagema que arranjaram para, mesmo não passando de adolescentes, dominar a Terra recorrendo, simplesmente, à sua superioridade intelectual foi um dos pontos altos do livro e deixou-me completamente rendida à genial ideia desenvolvida pelo autor. Contudo, no filme, não há sequer um qualquer vestígio de uma pequena referência a esse acontecimento, ou seja, na versão cinematográfica os dois irmãos ficam para segundo plano (ou será mais 10º plano?) e o espectador fica privado de conhecer um aspecto tão interessante desta história.
Entendo que seja difícil para qualquer realizador adaptar uma história para o cinema, ainda para mais quando se trata de um livro de culto para os fãs de ficção científica, quer seja pelo factor tempo quer seja pelas massas que tem que agradar na sala de cinema, mas como fã da obra de Orson Scott Card não pude deixar de sentir que muito mais podia ter sido feito e um filme mediano poderia ter sido uma obra-prima do cinema. Foi pena.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

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64ª Entrevista: Sequin (artista portuguesa)





Sequin, nome artístico de Ana Miró, estreou-se em Portugal com o álbum “Penelope”, um trabalho arrojado que apresenta um conjunto de canções com uma roupagem electrónica e pop. Em pouco tempo, tornou-se um nome incontornável nas pistas de dança em Portugal e, sem grandes surpresas, será um dos nomes grandes na edição deste ano do festival Fusing Culture Experience na Figueira da Foz.
Vamos ficar a conhecer um pouco melhor esta interessante artista…


 A todas as bandas/músicos, o FLAMES pergunta:


Porquê a escolha deste nome artístico?
Sequin significa lantejoula em inglês, e como é um projecto a solo, utilizei a palavra no singular, apenas uma lantejoula. A sonoridade da minha música acaba por ser um bocado cintilante, e achei que fazia sentido não dar o meu nome próprio ao projecto.


Quais são os artistas que mais a inspiram?
Bjork, Grimes, Bat For Lashes, FKA Twigs, Jessy Lanza, Kelela, The Knife, entre outros.

Quem é que compõe as suas músicas?
Eu própria.


Qual o local onde mais gostaria de actuar?
Qualquer sala de espectáculos no Japão.

 Que cartaz ou mensagem gostaria de ver ser erguida no meio do público durante um concerto?
Qualquer mensagem de apoio é bem recebida.

Lembra-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num dos seus espectáculos?
Num concerto no Porto tive a minha fã mais nova, apenas com três aninhos a dançar durante todo o concerto, foi bastante engraçado!


 À Sequin o FLAMES pergunta...

A Sequin apresenta um estilo musical diferente daquilo que se produz em Portugal. Optou por este estilo pois apercebeu-se desta “lacuna” no panorama musical português ou simplesmente porque é este o tipo de música que sempre sonhou vir a produzir?
Decidi-me pela música electrónica, ou pelo synth pop porque foi sempre um estilo que me interessou bastante e sempre me agradou, e gostava muito de experimentar compor dentro do mesmo, deu-me bastante prazer fazê-lo e acabei por me sentir bastante a vontade.

Porque baptizou o seu álbum de estreia com o nome “Penelope” e como tem sido a reacção do público a este seu trabalho?
Penelope porque é um nome bonito, e sempre me intrigou bastante a história da personagem mitológica, um bocado menosprezada em relação às aventuras do seu marido Ulisses. Penelope é uma figura representativa da fidelidade e da confiança, e isso mostra um pouco a minha relação com a música.


Os seus videoclipes são bastante “crus”, sem recurso a grandes efeitos especiais e a música é o principal destaque em cada um deles. Qual acha que é a importância de um videoclipe na divulgação do trabalho de um artista?
O videoclipe é uma parte muito importante da divulgação da música hoje em dia, no entanto, em relação aos meus vídeos acho que acabam por ser bastante "crus" e ligados à música, em primeiro lugar por falta de recursos, em segundo lugar porque acho que é mesmo necessário dar destaque à parte musical.

Está já a pensar num novo álbum ou por enquanto está totalmente focada no “Penelope”?
É impossível estar parado. Já estou a compor músicas novas, não penso realmente no futuro, em editá-las ou não, logo se verá, por enquanto vou estar pelos festivais de verão a apresentar o Penelope.

Imagina-se a continuar neste registo musical ou ambiciona aventurar-se por um registo musical diferente?
Por enquanto vou explorar a electrónica, sinto-me bem neste registo e acho que ainda há muito mais a fazer por aqui.

Em Agosto vai actuar no festival Fusing Culture Experience. O que podem esperar um fã da Sequin dessa actuação?
Vamos apresentar o álbum ao vivo, e talvez algumas músicas novas. Mas vai ser um concerto enérgico e ao mesmo tempo intimista!

Obrigada Sequin e bons concertos!
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Passatempo: 115º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Editora Objectiva)


Os livros eróticos são um dos géneros literários que mais furor tem causado nos últimos meses. Em Portugal, há uma trilogia em particular que tem feito furor entre os leitores - "Vejo-te, Sinto-te, Quero-te" de Irene Cao. Sim... já adivinharam: temos a trilogia para oferecer ao sortudo vencedor deste passatempo!





Têm até ao dia 13 de Agosto para participar. Preenche o formulário abaixo disponibilizado (podes fazê-lo uma vez por dia) e... Boa Sorte!

TERMINADO

Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entreg;
 - Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados. Findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
- Caso não vos apareça a setinha para descerem (no formulário), cliquem nele e desçam usando a seta do teclado.

terça-feira, 29 de julho de 2014

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Canal FLAMES:1º Vídeo


O FLAMES criou um canal no Youtube há um ano atrás mas até há bem pouco tempo este tinha ficado algo relegado para segundo plano. Contudo, após recebermos mensagens de encorajamento para nos lançarmos na “aventura” dos vídeos de opinião, não conseguimos esperar mais tempo e abraçámos mais este desafio! Ou não fôssemos nós próprias fãs/devoradoras desse tipo de vídeos.
Fiquem com o primeiro vídeo de (esperamos nós) muitos mais:
O tema? Livros infantis de autores portugueses pelas palavras da administradora Roberta Frontini (gravado no dia 26 de Julho)

Obrigada por assistirem!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

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Livro: Ponto Zero (livro de Rita Inzaghi)




Título: Ponto Zero (eBook)
Autora: Rita Inzaghi
Páginas: 204
Editor: Coolbooks
ISBN: 978-989-766-002-3
Idioma: Português

Sinopse:
O retrato de uma geração em busca de si própria, hedonista, desligada da realidade e indiferente ao futuro, que encontra a salvação na amizade e no amor à arte. A vida de Luísa e Miguel sofre uma reviravolta quando os dois irmãos vencem o terceiro prémio do Euromilhões e decidem gozar um ano de férias em Santiago de Compostela, cidade que os atrai pelo seu misticismo. Ela acaba de concluir a licenciatura em Cinema e ambiciona aproveitar o hiato para escrever um romance; ele é baixista de uma banda grunge agora na senda do sucesso na Galiza multicultural. Enquanto o projeto musical de Miguel vai florescendo e competindo com os tempos livres, Luísa procura emoções fortes. Vive uma relação cúmplice com Megan, empregada de uma pizzaria, explora os prazeres do sexo e viaja através do LSD com Lorena, uma universitária de beleza estonteante, e Alfonso, um advogado mulherengo, até que finalmente encontra a sua musa em Lana, uma bela jovem paraplégica. O círculo fecha-se no encantador Gael, um rapaz deprimido viciado em batatas fritas e na série norte-americana Crime, Disse Ela. Uma aventura recheada de surpresas que vão fazer de cada dia uma verdadeira descoberta.

Opinião:
Esta é uma história fora do comum. Fala de uma banda de grunge.. fala de música, drogas, álcool. Fala de Erasmus, Santiago de Compostela e de dois irmãos que ganham um prémio do Euromilhões (sonho de qualquer pessoa nos tempos que correm). Este livro fala de muita coisa, incluindo ódio a pizza (ou não!).
Numa escrita fora do comum, Rita Inzaghi traz-nos uma história original e um retrato dos jovens de hoje em dia. Quem lê pode pensar que retrata os jovens de forma algo negativa. A mim parece-me que dá a conhecer uma outra realidade, com um cheirinho de esperança no poder do amor e da amizade.
De forma por vezes crua, a autora relembra-nos que vivemos numa era complexa, ligada muitas vezes a prazeres efémeros.
Penso que foi isto que me abalou neste livro. Dei por mim a ter várias reacções emocionais enquanto o lia, e esta é das coisas que considero serem mais importantes quando leio.

Um outro aspecto interessante é a rudeza das personagens. Desengane-se o leitor que achar que encontrará aqui a típica personagem principal perfeita e sem falhar, ou a personagem secundária típica. Nesta obra as personagens são bastante reais e humanas, característica que me agrada nas obras que leio. É possível encontrarmos uma Lana, uma Megan ou um Miguel algures por aí...

É também um livro que fala muito em Santiago de Compostela, fruto talvez da experiência de Erasmus da autora lá. A verdade é que, no entanto, Rita Inzaghi não se esquece de enaltecer algumas das beldades do nosso país! O que é sempre louvável.

Enfim, achei que o livro é bastante mais complexo do que se poderia esperar à primeira vista. De facto, se inicialmente o achei descontraído e divertido, com o avançar da leitura fui-me apercebendo da profundidade das passagens, das temáticas e das personagens!

Amantes de e-books.. não percam este!

domingo, 27 de julho de 2014

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REVISTA FLAMES - A Número 1



O blogue FLAMES foi criado em Janeiro de 2010 com um objectivo ambicioso: apresentar, num mesmo espaço, opiniões relativas a diferentes temas relacionados com a Cultura - Filmes, Livros, Animes, Mangas, Entretenimento, Eventos, Espectáculos e Séries de televisão. 

Aquilo que começou por ser um espaço de opinião entre duas amigas acabou por seguir um rumo inesperado à medida que a interacção com os seus leitores trouxe um novo fôlego e uma determinação renovada às administradoras do FLAMES. Assim, rapidamente se avançou para um novo patamar: o estabelecimento de parcerias com diversas entidades. 

Esse passo levou, inevitavelmente, à realização de dezenas de passatempos em conjunto com editoras e com os próprios autores, a maioria portugueses, que viram no FLAMES mais uma janela para darem a conhecer o seu trabalho. Ora, o contacto com os diversos autores conduziu o Blogue para um novo e desafiante caminho: realizar entrevistas aos mais diversos artistas e fazer a cobertura de eventos relevantes para o panorama cultural português. 

Têm sido anos de muito trabalho, de uma dedicação sem limites e de desafios constantes, mas os resultados animadores servem de combustível para o FLAMES que assumiu como sua a tarefa de ajudar a levar a todos aqueles que o visitam um pedacinho da interessante actividade cultural que se produz por esse mundo fora. Já se passaram mais de 4 anos desde a criação do FLAMES, mas o sonho de aliar ao blogue uma revista digital esteve sempre cá. 

Depois de meses e meses de discussão, chegámos àquele momento em que decidimos dar o passo seguinte e, assim, fazer nascer a Revista FLAMES. Aqui está o exemplar número 1!
Queremos agradecer a todos os intervenientes que, na verdade, não sabiam que isto ia ser publicado como Revista. Julgavam tratar-se de um mero post para o Blogue!
Gostaríamos de ter incluído muitas mais pessoas mas a limitação do espaço assim não o permitiu. Contudo, mais números virão e esperamos poder contar com todas elas!
Obrigada a todos... por TUDO!

sábado, 26 de julho de 2014

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Evento + 64ª Entrevista do FLAMES: Zimun e Primitive Reason no MUSICBOX


Zimun 
+
Primitive Reason



(Vídeo da Cobertura do FLAMES no MusicBox)

No passado dia 25 de Julho foi a primeira actuação de Zimun (banda brasileira) em Portugal.
O concerto foi partilhado com Abel Beja e Guillermo de Llera dos Primitive Reason (vejam a entrevista que lhes fizemos aqui).


Foi no Backstage e antes do concerto que foi possível falar com eles! Vejam o que nos disseram:

Ao Abel e ao Guillermo, gostaríamos de perguntar porque se lembraram de trazer esta banda cá a Portugal:
Conhecemos Zimun através dos nossos Mannagers que se encontraram numa Feira Internacional e acharam que tinham bandas com um som em comum. Deram-nos a conhecer a música e penso que ambas as bandas acharam o som interessante, e achámos que seria interessante juntarmo-nos, colaborar com músicos que nunca tínhamos conhecido, mas com o mesmo estilo. Com improviso, com mistura de estilos e culturas - sempre fomos abertos a isso mas nunca antes tinha surgido a oportunidade. Na altura os Zimun tinham já marcado uma digressão europeia e estavam a tentar marcar algumas datas em Portugal e então... Foi uma coisa muito natural. Falámos com a MusicBox e eles acharam uma grande ideia. Entretanto já marcaram mais datas...

Que expectativas têm para o concerto de logo:
Vai ser fenomenal! Julgando pelo ensaio.. onde houve logo um click...! Parece que já nos conhecemos há muitos anos!


A todos os artistas/músicos o FLAMES pergunta...

Como é que se conheceram e como é que decidiram constituir esta banda?
A gente se conhece desde muito novo! De infância! E tudo começou no Skate... O Skateboarding, foi o elo de ligação. A gente se encontrava à noite. Era um lugar onde todo o mundo escutava o mesmo som, era também o pessoal que se encontrava na associação de skate e aí, como é um meio muito diverso, foi-se catalisando o nosso encontro... 

Porquê o nome Zimun para a vossa banda?
(Muitos risos e todos a falarem ao mesmo tempo...) Isso é um nome carinhoso (risos)... não pronto.. é uma série de piadas entende? São algumas brincadeiras com palavras brasileiras... (risos) Hoje por acaso eles nos perguntaram (aponta para os Primitive Reason) e eu contei toda a história, muito demoradamente.. mas fizemos um pacto para nunca mais respondermos a essa pergunta (risos)...

Ok, vamos deixar então um misticismo, o nome como um enigma...
Ora, exactamente! Mas vamo-vos deixar uma dica. No nosso estado a gente normalmente come as palavras.. A gente sempre reduz! Então.. (risos) é isso...!

Quais são as bandas que mais vos inspiram?
Ah tem muita coisa. O Zimun é uma banda de sete pessoas, então cada um escuta muita coisa! Isso é mesmo verdade. Cada qual ouve uma coisa diferente. Temos influências muito vastas. Música africana, rap, música brasileira, étnica, música clássica. Do erudito ao popular tem muita mistura. E é engraçado porque muitas das influências que formaram o som deles foram algumas das nossas influências. É interessante porque a gente evoluiu. Ao princípio a gente era mais uma banda de rap não é? Mas cultura do rap obriga à coisa do sample. Então, você pega numa música, tem o sample do Tchaikovsky, outra do, sei lá, Roberto Leal (risos), Fado, e outra da Madonna, tudo recortado, fazes uma batida, e aí é como se fosse uma música viva de rap.

Quem compõe as vossas músicas e letras?
As letras é mais pelos 2 MC's. A gente prima mais pelo poético do que pelo manifesto. As composições musicais são de todos. Então eu acredito que isso faça com que o publico alvo se expanda e seja maior. E não é uma coisa também tão fechada.. são as peças das cabeças das várias pessoas. É uma coisa colectiva.

Qual o local onde mais gostariam de actuar?
A gente estando aqui já é um começo disso tudo. A gente vai viver esta experiência e vamos definir a partir disso. E daqui a gente vai para a Itália, vamos fazer essa mini-tournée na Europa... a partir daqui a gente vai-se projectar de novo e vamos poder corrigir as perspectivas que a gente tinha. Acho que não há um lugar para tocar, mas é assim, a nossa perspectiva é criar mais som, criar mais cosias...

Que cartaz ou mensagem gostariam de ver ser erguida no meio do público durante um concerto?
(risos) Deixa eu ver... arh... é complicado cara! "Surpeendam-nos".



Aos Zimun, o FLAMES pergunta...


Então e como está a ser a vossa passagem aqui por Portugal? Está tudo a correr bem?
Graças a Deus está a correr tudo bem! Estamos aqui há poucos dias então ainda estamos todos a recuperar da viagem longa. O Jet-Leg está pegando todo o mundo (risos)! Mas a gente está adorando cara! Conhecer essas figuras (aponta para Primitive Reason)! A gente está encantado. Fizemos um ensaio ali agora, fomos conversando também que é o mais importante. Vai ser uma honra cara! E aqui em Portugal.. há comida boa e vinho bom! Esperamos voltar muitas mais vezes!

Qual é a expectativa que os Zimun têm aqui para o MusicBox? Esperam casa cheia? Estão a ser bem acolhidos?
Cara, sempre, acho que sempre! Mas o mais importante é que quem estiver aí, vai sentir o que é que é e o que é que a gente criou com estes dois cara aqui! Com sinceridade! Existe este contraste... Quando a casa está cheia a gente fica feliz porque quando a casa está cheia temos mais gente a escutar a nossa música e quando acontece o contrário tentamos na mesma que o show seja o melhor para a gente. Para a gente desfrutar também! É o que acontece. De qualquer forma é sempre bom! É sempre assim.

Antes de irmos para a Itália ainda vamos tocar em Almada, Cascais, Coimbra! Há mais possibilidades de nos verem ao vivo! 

Fotos e captação de vídeo por António Raposo e Bruno Mendes.
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63ª Entrevista: Octa Push (banda portuguesa)


Octa Push





Quem estiver a pensar ir a Fusing Culture Experience – Figueira da Foz pode ter uma certeza: o festival vai tremer assim que chegar ao palco esta dupla de irmãos. 
Considerado um dos grupos mais fortes na música electrónica portuguesa, este duo funde Afro e Bass music. 
Vamos saber um pouco mais sobre eles:

A todas as bandas/músicos, o FLAMES pergunta:

Há um conjunto de perguntas que fazemos a todos os artistas, sabemos que são irmão mas, podem dizer-nos como se "conheceram" e como decidiram começar esta banda? 
Olá! Sendo irmãos, podemos dizer que a primeira vez que nos vimos foi um pouco traumática. Conhecemo-nos na maternidade. O Bruno era a criança mais feia e mais peluda que lá estava. A decisão de nos juntarmos foi uns anos depois, cerca de 22. Já fazíamos som há uns anos e através de uma ideia e de uma festa organizada pelos Conspira/Unidade Sonora no Porto Rio, acabámos por nos juntar à pressa. O resto foi acontecendo. 

Porquê este nome para a vossa banda? 
Octa, para além da relação com o oito, acaba por estar associada à oitava. Octa Push tinha a ver com premir oitavas, mas ao mesmo tempo existe essa ligação com a palavra em inglês de Polvo, que acaba por se relacionar também, visto gostarmos bastante de ir inserindo todo o tipo de influências. Um ser com vários tentáculos que representam estilos diferentes que gostamos. 

Quais são os artistas que mais vos inspiram? 
De Fela Kuti, Mulatu Astatke, Oumou Sangaré a Caribou, LV, Beach Boys, entre outros. Gostamos de vários artistas de diferentes backgrounds, também nos inspiramos por pessoas que nos estão próximas e que colaboraram connosco, seja a nível musical como visual. 

Lembram-se do vosso primeiro ensaio? Onde foi? 
Do primeiro ensaio não, mas o local foi de certeza no escritório do Leo. Era lá que fazíamos som inicialmente, sempre com uma gata preta em cima de uma das colunas. 

Quem é que compõe as vossas músicas? 
Ambos. Não temos funções atribuídas, já que, como dissemos anteriormente, antes de fazermos música em conjunto, já a fazíamos individualmente. Um de nós começa uma ideia e o outro acaba por lá ir remexer e fazer algo disso. Nem sempre estamos juntos nessa fase inicial, e vamos fazendo "save as" das ideias de forma a não se perderem ideias antigas. Quando o processo está a meio, aí juntamo-nos, falamos sobre a direcção que queremos e concluímos. 

Qual o local onde mais gostariam de actuar? 
Já tivemos a sorte de actuar em sítios que admiramos imenso, como por exemplo no Sónar em Barcelona e o Fabric no Reino Unido. Mas tocar num Glastonbury, Field Day, Primavera Sound, Dour, Coachella e noutros seria muito bom. E gostaríamos de voltar a alguns sítios onde já tocámos também, como o Alive e o Sónar. Depois gostávamos de nos estrear em continentes como Ásia, América do Sul, por exemplo, e voltar a África. 

Que cartaz ou mensagem gostariam de ver ser erguida no meio do público durante um concerto? 
"URUGUAIO CARALHO!!" 

Lembram-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num dos vossos espectáculos? 
Desde um velho todo nu num Hotel a bater-nos à porta às tantas da manhã, à falta de papel higiénico a 1 minuto antes de entrar num concerto, há sempre belos momentos para recordar. 

Aos Octa Push o FLAMES pergunta...

Vocês foram referenciados no site oficial dos Radiohead. Como vivenciaram esse momento? 
Já foi em 2010, mas na altura foi muito especial e deu-nos mais confiança. Tínhamos a insegurança normal de quem estava nisto há pouco tempo, (Octa Push existia há um par de anos) e ter alguém que admiramos a falar de nós foi muito bom. Por outro lado, acabámos por ser vistos de outra forma, no fundo levados mais a sério. 

O vosso trabalho foi primeiro reconhecido lá fora, e só depois “chegou” a Portugal. Isto aconteceu não só convosco mas com muitos outros artistas. Qual acham que é a explicação para este fenómeno? 
Todos nós acabamos por ter um pouco essa reacção. Só depois de os outros ouvirem algo e gostarem, ou se alguém que admiramos muito nos fala de algo, nós acabamos por ter mais atenção a isso. O que achamos é que os Media, sendo Media, e terem um papel importante e digamos, deveria ser conhecedora do que se vai fazendo, não devia ir tanto atrás do que vai acontecendo lá fora. Quem escreve sobre música deve ter opinião. Se acha bom aposta, se não acha que não diga nada. Se for um cargo em que só é necessário aceder a Pitchforks, Facts, NMEs, etc.. isso qualquer um faz. Já tivemos algumas situações engraçadas em relação a isso. É engraçado ver as reacções antes e depois de se ter uma crítica na Wire ou editar algo na Soul Jazz. Mas não será algo só Tuga. Acaba por ser normal um pouco por todo o lado, e cada um de nós acaba por fazer isso em algum momento. 

A música já faz parte da vossa vida há muito tempo. Para além desta arte, que coisas gostam de fazer? 
A música ocupa-nos muito tempo, mas tudo o que tenha a ver com imagem e som, ler. No inverno, hibernar, e gostávamos de durante o ano dar mais atenção aos que nos estão mais próximos, o que nem sempre é fácil. 

Acham que o vosso estilo musical tem sido negligenciado no panorama português? 
Começa a haver um certo interesse no que se vai fazendo, apesar de na maioria ser em palcos secundários ou tendas alternativas. No nosso caso, temos tido a sorte de ter airplay e estarmos a tocar, mas estávamos preparados para não ter, pois quando fizemos o álbum não pensávamos muito se ia bater ou íamos tocar muito ou pouco. Temos músicas a passar na rádio sem refrão, com detunes e com apontamentos rítmicos fora do tempo por exemplo, no fim as vozes ajudam claro, mas não havia essa preocupação enquanto estávamos em estúdio. Não podemos pensar que a realidade nos vai castrar as ideias. Se assim for as bandas não arriscam, a música não se transforma e acabamos por soar todos ao mesmo e a repetir fórmulas para sermos aceites. 

O que estão a pensar fazer para os próximos tempos? 
No verão, a tocar, e assim que chegarmos a Setembro iremos pegar nas ideias que temos desenvolvido nestes últimos meses, e finalizá-las. Estamos muito contentes com algumas coisas, que irão também ter influência na forma como serão apresentadas ao vivo futuramente. Vamos voltar às remisturas também, que é algo que não fazemos há uns tempos. 

E relativamente ao festival Fusing Culture Experience? O que podem os vossos fãs esperar da vossa actuação? 
Podem esperar mais gente em palco do que o normal. Vai ser uma mistura de reunião familiar, suor, momentos mais calmos e muita dança! No fundo muitas novidades!
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Evento: Apresentação de livro de Gonçalo Cadilhe - "Passagem para o horizonte"



Hoje, pelas 18h30, houve mais uma apresentação de um livro, acontecimento que o FLAMES não quis deixar passar ao lado: a apresentação do novo livro do autor Gonçalo Cadilhe, "Passagem para o horizonte". 


Assim, como o autor, esteve presente a representante da editora "Clube do Autor". 

Uma viagem, doze capítulos, doze meses e doze destinos diferentes... é assim que o autor resume a sua obra. Obra esta que foi escrita não com o intuito de ser publicada, mas sim para concretizar um sonho. O autor confessa que aos doze anos, quando começou a fazer surf, surgiu um sonho: o de passar um ano, em vários destinos diferentes, à procura da onda perfeita. Assim, aos 40 anos decidiu concretizá-lo. Comprou então um RTW - diminutivo para "Round The World Ticket" - bilhete que pode ser comprado apenas em algumas companhias aéreas, que permite uma volta ao mundo mais económica, e partiu em caminho da sua visão. 


O objectivo era encontrar a onda perfeita que o autor define como uma onda que não vai contra a costa, mas sim a acompanha. 


Quatro anos depois da sua viagem ter terminado, o autor e a editora decidiram partilhar com os leitores a história do ano mais feliz de Gonçalo Cadilhe. Foi assim que surgiu este livro. 


"A melhor maneira de concluir a realização de um sonho é fazer com que ele continue dentro de nós. O lugar de um sonho realizado não é numa prateleira na nossa memória; é numa mesa de trabalho onde vamos planeando o futuro em cada dia que passa."
 

Título: Passagem para o Horizonte
Autor: Gonçalo Cadilhe
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 268
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789897240782

Sinopse 
Quando completou 40 anos, Gonçalo Cadilhe arrancou para uma volta ao mundo de um ano que pretendia realizar um sonho antigo e reafirmar o sonho de vida que tem levado: viajar e escrever. Seguindo um itinerário pelos cinco continentes baseado na localização das melhores ondas de surf do planeta, saltando da pobreza extrema da América Latina e da orla do Índico para o excesso de mordomias da Polinésia e da Califórnia, Gonçalo Cadilhe deixa-nos o relato de um périplo variado e original.

Fotos por: Joana Almeida

sexta-feira, 25 de julho de 2014

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62ª Entrevista do FLAMES: OCO (banda portuguesa)


OCO


São completamente diferentes do que já ouvimos.
Se quiser aproveitar uma experiência totalmente fora do normal, ouça OCO!
Eles são 5, são de Lisboa, e prometem fazer-vos viajar com a sua música Etno Fusion / Tribal / Chill Out! Preparados?
Venham daí…

Membros: Alban Hall, Pedro Soares, Rui Martins, Jorge Machado e Sérgio Walgood. 

A todos os músicos/bandas, o FLAMES pergunta...

Porquê este nome para a vossa banda? 
Após o nosso primeiro concerto em 2004 no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra, sentimos que tinhamos um projecto nas mão em que deviamos apostar e precisavamos de ter um nome. Na altura, o Alban sugeriu OCO devido ao som transportar para um espaço sem tempo e também devido a grande parte dos instrumentos serem ocos, como por exemplo o Didgeridoo. 

Quais são os músicos/bandas favoritas que vos inspiram? 
Como é natural e sendo 5 elementos existem muitos, como o Nusrat Fateh ali Khan, Ali Farka Touré, Michael Vetter, Ravi Shankar, Ozric Tentacles, Gaudi, Massive Attack, entre outros. Mas também os sons da natureza, sons tribais e xamanicos de várias culturas do mundo. 

Qual é o local onde mais gostariam de tocar? 
Em vários festivais e auditórios pelo mundo. Um deles seria em Woodstock de 1969 ;) 

Quem compõe as músicas? 
O trabalho de composição é feito basicamente por todos os elementos em estúdio, desenvolvendo uma frase, arranjo ou ideia que tenha surgido até chegarmos a um resultado final. Por exemplo, a Amulet música do nosso novo album, começou com um cântico tribal que serviu de base e de estrutura à música e que depois se foi trabalhando e acrescentando outros instrumentos. Cada elemento cria também arranjos para os seus instrumentos se integrarem nas músicas. 

Que cartaz/mensagem gostariam de ver a ser erguida no meio do público? 
É algo que nunca estaríamos à espera num concerto dos OCO, seria surreal :) 
[Mensagem do FLAMES - Força.. alguém que lhes faça uma surpresa e lher erga uma cartaz durante um concerto!] 

Lembram-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num dos vossos concertos? 
Talvez no concerto no Boom Festival em 2008 no palco Sacred Fire. Alguns elementos ficaram doentes devido a uma bactéria e foi complicado tocar nessas condições mas acabou por correr bem. 


Aos OCO o FLAMES pergunta…

Recentemente apresentaram o vosso novo álbum "Beyond Dust and Bones" no Museu do Oriente em Lisboa. Como foi a experiência? 

Foi muito bom, quer em termos de espectáculo e em termos de adesão do público. Foi também um momento especial devido a ser o primeiro concerto com o novo membro Sérgio Walgood, onde apresentámos a fusão dos nossos instrumentos com a parte electrónica. Memorável!

Nos vossos concertos referem que ocorre um “ambiente psicadélico”. Podem explicar-nos melhor em que consiste e o porquê desta escolha?
É uma escolha natural que tem a haver com as nossas influências e também pelas características dos instrumentos utilizados. Consiste em transportar a audiência para essas paisagens e ambientes psicadélicos, sair um pouco da realidade e entrar e navegar noutros mundos paralelos ao nosso. 


Para além da música, que outras coisas gostam de fazer? 
Estar em família, com amigos, viajar e estar em contacto frequente com a natureza. 

A vossa estreia, a nosso ver, foi muito especial. Deu-se num espetáculo de solidariedade a favor de crianças tibetanas. Já se passaram 10 anos desde esse dia. Como recordam o evento? 
Foi uma noite inesquecível que acabou por dar origem aos OCO. Ainda sem termos propriamente uma formação, fomos convidados pelo José Luís da Casa da Cultura do Tibete de Lisboa para participar nesse espectáculo de solidariedade para com as crianças tibetanas exiladas na Índia. Na altura e ainda sem nos conhecermos muito bem aceitámos logo o desafio e criámos uma composição de cerca de 20m que ficou marcada em nós para sempre. Tocámos semi-nus com argila no corpo e na cara e com um pano, tipo saia, para um grande auditório do Olga Cadaval cheio. Foi um momento muito tribal e autêntico que nos uniu e que foi criado pelo Alban Hall, Pedro Soares, Ruben Branco, Miguel Ângelo e pelo Manuel de 7 anos que participou conosco a representar as crianças de todo mundo. 

A vossa música é, sem dúvida, pioneira em Portugal. Como tem sido o feedback das pessoas? 
Tem sido um retorno bom, com gratidão e apoio. Por vezes com alguma surpresa pela positiva da parte do público, principalmente ao vivo onde se surpreendem não só pelo que escutam mas também pela performance e pelo que sentem. 

Onde vos podemos encontrar nos próximos tempos? 
De momento temos as seguintes datas: 

Dia 26 de Julho no Meo Out Jazz no Martim Moniz em Lisboa 
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quinta-feira, 24 de julho de 2014

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Livro: A Troca






Título Original: The Change
Ano de Edição: 1998

Género: Comédia
Nº Páginas: 208
Autor: David Lodge
Editora: Edições ASA

Já há alguns anos que vinha ouvindo falar de David Lodge e do seu peculiar sentido de humor. Por isso mesmo, mal tive a oportunidade de adquirir na Feira do Livro de Lisboa “A Troca” não pensei duas vezes e aventurei-me por uma aventura que, à partida, prometia ser hilariante.


Sinopse
“A Universidade do Estado de Euforia, nos Estados Unidos, uma selva de vidro e betão, e a Universidade de Remexe, na Grã-Bretanha, velha e de tijolo, têm um programa de intercâmbio anual dos seus docentes. Normalmente, as trocas ocorrem sem qualquer história digna de registo.
Mas quando o Professor Philip Swallow troca de lugar com o Professor Morris Zapp, os dois académicos vêem-se apanhados num verdadeiro turbilhão, a que ninguém fica imune: estudantes, colegas, mesmo as próprias mulheres, todos são trocados à medida que a tensão cresce.”


Não foram necessárias muitas páginas para eu comprovar, à custa de umas boas gargalhadas, que, de facto, David Lodge detém um humor exímio e não faz questão de o poupar na sua obra. Quando menos esperava, eis que surgia uma afirmação genuinamente hilariante e toda a história ganhava um novo fôlego. Contudo, aquilo de que mais gostei em “A Troca” não foi o sentido de humor mas sim a forma absolutamente original como o autor decidiu apresentar a história. Ao longo de 5 capítulos, David Lodge ora nos descreve a história de uma forma mais tradicional, ora aborda a trama através de um capítulo repleto de notícias de jornais ou ainda apresenta a história como se de um guião de uma produção cinematográfica se tratasse. Esta variação traz um toque completamente novo e genial ao livro mas não sem que haja um reverso da medalha: a leitura torna-se mais complexa e exige uma atenção redobrada por parte do leitor para poder acompanhar a história. Esta grande variação valeu a David Lodge algumas críticas por parte de leitores que acabaram por considerar o livro muito confuso. Quanto a mim, este tipo de variações são muito bem-vindas apesar de, por vezes, ter tido a sensação de que algumas coisas estavam a acontecer rápido demais e que alguns pormenores poderiam ter sido melhor explorados.
Para terminar, não posso, de maneira nenhuma, deixar passar em branco aquilo que realmente me deixou de boca aberta em “A Troca” que foi… o seu final! Ao longo de anos de leitura e de dezenas de obras lidas, nunca me tinha deparado com um final tão estranho, original, descabido e genial. Não contente com todas as variações que apresentou ao longo da obra, David Lodge decide terminar de uma forma absolutamente inesperada e, quer se ame ou odeie, ninguém ficará com certeza indiferente a um final como este.
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