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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

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Livro: O Pintas e o osso de dinossauro



Autor: João Cunha Silva
Ilustrações: Maria João Cunha
Editora: Alfarroba
Nº de Páginas: 19
Capa Dura





Goodreads: https://www.goodreads.com/book/show/18691592-o-pintas-e-o-osso-de-dinossauro?ac=1

Qualquer uma de nós as duas continua com um espírito de criança.. tanto que sempre que posso meto-me a ler histórias e livros às minhas primas, filhas de amigos etc... Mas não tenham ilusões!! Faço-o por eles, mas faço-o por mim também! Continuo a AMAR ler histórias infantis.

João Cunha Silva é um autor que admiro bastante: em primeiro lugar, escreve muito bem; em segundo lugar, gosto do facto de ter (re)descoberto a escrita graças à sua filha Maria Inês (que completou 4 aninhos no passado dia 24 de Janeiro).

O seu primeiro livro, A Maria da Lua, já fez a delicia das crianças cá de "casa" vezes sem conta. O "Pintas e o osso de dinossauro" não lhe ficou atrás.

Gostaria de destacar a capa dura que resultou, aqui, muito bem, e as cores vivas e belas ilustrações que apresenta. Gosto muito da forma como está escrito pois permite uma integração fácil entre a criança e a pessoa que lê a história (quem ler o livro vai entender o porquê)...

E a história? Vou-vos falar um pouco nela, mas não muito... não quero estragar a surpresa ok? Neste livro encontramos o Pintas, um cão curioso que, um dia, encontra um osso gigante. Como não gostava muito de partilhar esconde-o antes de ir para a escola, mas quando sai das aulas descobre que o escondeu tão bem que já não sabe dele.

Escrito de forma divertida e didáctica, este livro ensina novo vocabulário às crianças ao mesmo tempo que lhes incute a importância da partilha e de lutar com determinação pelos seus sonhos.. Desistir não é opção! Nunca!


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

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Passatempo: 90 Passatempo do FLAMES


Começamos hoje mais um passatempo no qual sortearemos, em parceria com a Chiado Editora, um exemplar do intenso livro "Diamante Azul" de Carla Pereira:






Sinopse

"Um anel de diamante da realeza Inglesa foi roubado; uma menina chamada Amy perde o seu pai num “acidente de carro”; um polícia, William, vê o carro da sua namorada a explodir. Tudo aconteceu em três lugares diferentes e em datas diferentes, mas... estarão relacionados?!

Dez anos mais tarde, o William está a trabalhar para a Interpol quando uma nova pista sobre o anel surge e ele tem que voar de volta para casa em Ohio, Columbus. A Amy trabalha lá como jornalista e fica entusiasmada ao saber que algo de importante como um anel real roubado está supostamente na sua cidade natal. Quando o William e a Amy se conhecem, as suas personalidades chocam. Mas ela é uma peça muito importante para ele encontrar a verdade sobre o anel... sobre a morte do pai dela e sobre o assassino da namorada!"


Inscrevam-se até ao dia 7 de Fevereiro preenchendo o formulário abaixo disponibilizado. Podem fazê-lo uma vez por dia!

Muito Boa Sorte!


Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega;
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
- Caso não vos apareça a setinha para descerem (no formulário), cliquem nele e desçam usando a seta do teclado.

 passatempo terminado!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

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Evento: Grammy Awards 2014

 

Os grande amantes da música ontem tiveram um evento importante para assistir: Os Grammys!
Confira aqui quem foram os vencedores dos prémios em 2014, numa noite em que os Daft Punk arrasaram!

Disco do ano: "Random Access Memories" - Daft Punk
Single do ano: "Get Lucky" - Daft Punk, Pharrell Williams e Nile Rodgers
Canção do ano: "Royals" - Lorde
Artista revelação: Macklemore e Ryan Lewis
Produtor do ano: Pharell Williams

POP 
Performance pop solo: "Royals" - Lorde
Performance pop duo/grupo: "Get Lucky" - Daft Punk, Pharrell Williams e Nile Rodgers
Álbum de pop vocal: "Unorthodox Jukebox" - Bruno Mars
Álbum de pop instrumental: "Steppin'Out" - Herb Alpert
Álbum de pop vocal tradicional: "To Be Loved" - Michael Bublé

MÚSICA ELETRÔNICA 
Gravação de música eletrônica: "Clarity" - Zedd feat/ Foxes
Álbum de música eletrônica: "Random Access Memories" - Daft Punk

ROCK 
Performance de rock: "Radioactive" - Imagine Dragons
Canção de rock: "Cut Me Some Slack" - Dave Grohl, Paul McCartney, Krist Novoselic e Pat Smear
Álbum de rock: "Celebration Day" - Led Zeppelin
Performance de metal: "God is Dead?" - Black Sabbath
Álbum de música alternativa: "Modern Vampires of the City" - Vampire Weekend

R&B 
Performance de R&B: "Something" - Snarky Puppy with Lalah Hathaway
Performance de R&B tradicional: "Please Come Home" - Gary Clark Jr.
Canção de R&B: "Pusher Love Girl" - Justin Timberlake
Álbum de R&B: "Girl on Fire" - Alicia Keys
Álbum urbano contemporâneo: "Unapologetic" - Rihanna

RAP 
Álbum de rap: "The Heist" - Mackelmore e Ryan Lewis
Colaboração de rap: "Holy Grail" - Jay-Z feat. Justin Timberlake
Performance de rap: "Thrift Shop" - Mackelmore e Ryan Lewis feat Wanz
Canção de rap: "Thift Shop" - Mackelmore e Ryan Lewis

COUNTRY 
Performance de country solo: "Wagon Wheel" - Darius Rucker
Performance de country duo/grupo: "From This Valley" - The Civil Wars
Canção country: "Merry Go 'Round" - Kacey Musgraves
Álbum de country: "Same Trailer Different Park" - Kacey Musgraves

JAZZ 
Improvisação de jazz solo: "Orbits" - Wayne Shoter
Álbum de jazz vocal: "Liquid Spirit" - Gregory Porter
Álbum de jazz instrumental: "Money Jungle: Provocative In Blue" - Terri Lyne Carrington
Álbum conjunto de jazz: "Night in Calisia" - Randy Brecker, Włodek Pawlik Trio e Kalisz Philharmonic
Álbum de jazz latino: "Song For Maura" - Paquito D'Rivera e Trio Corrente

GOSPEL  
Performance de gospel/música cristã contemporânea: "Break Every Chain" - Tasha Cobbs
Canção gospel: "If He Did It Before...Same God" - Tye Tribbett
Canção cristã contemporânea: "Overcomer" - Mandisa
Álbum gospel: "Greater Than" - Tye Tribbett
Álbum de música cristã contemporânea: "Overcomer" - Mandisa

LATINO 
Álbum de pop latino: "Vida" - Draco Rosa
Álbum de rock, urbano ou alternativo latino: "Treinta Dias" - La Santa Cecilia
Álbum mexicano ou tejano: "A Mi Manera" - Mariachi Divas De Cindy Shea
Álbum latino tropical: "Pacific Mambo Orchestra" – Pacific Mambo Orchestra

OUTROS 
Álbum de new age: "Love's River" - Laura Sullivan
Canção americana raiz: "Love Has Come For You" - Steve Martin e Edie Brickell
Álbum de americana: "Old Yellow Moon" - Emmylou Harris e Rodney Crowell
Álbum de bluegrass: "The Streets of Baltimore" - Del McCoury Band
Álbum de blues: "Get Up!" - Ben Harper e Charlie Musselwhite
Álbum de folk: "My Favorite Picture of You" - Guy Clark
Álbum de música raiz: "Dockside Sessions" - Terrance Simien e The Zydeco Experience
Álbum de reggae: "Ziggy Marley in Concert" - Ziggy Marley
Álbum de world music: "Savor Flamenco" - Gipsy Kings; e "Live: Singing for Peace Around The World" – Ladysmith Black Mambazo
Álbum infantil: "Throw A Penny In The Wishing Well" – Jennifer Gasoi
Audiobook: "America Again: Re-becoming The Greatness We Never Weren't" – Stephen Colbert
Álbum de comédia: "Calm Down Gurri" - Kathy Griffin
Álbum de teatro musical: "Kinky Boots"
Compilação para trilha sonora: "Sound City: Real to Reel" – Dave Grohl e Various Artists
Trilha sonora: "Skyfall" - Thomas Newman
Canção original para trilha sonora: "Skyfall" - Adele
Videoclipe: "Suit e Tie" - Justin Timberlake feat. Jay-Z
Filme musical: "Live Kisses" - Paul McCartney
Gravação remix: "Summertime Sadness" - Lana Del Rey
Performance de música de câmara: "Roomful of Teeth" - Brady Wells e Roomful of Teeth

O que acham destes resultados? Pessoalmente fiquei bastante satisfeita com a vitória dos Daft Punk, especialmente no que toca a "Melhor canção" e da Gravação remix "Summertime Sadness" - Lana Del Rey, que acho que está muito bem conseguida. E vocês?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

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Passatempo: 89º Passatempo do FLAMES


Começamos hoje mais um passatempo! Em parceria com a Suma de Letras, temos para vos oferecer 3 EXEMPLARES do livro “Hotelle – Quarto 2” de Emma Mars, a continuação do sucesso “Hotelle – Quarto 1” a 3 sortudos vencedores:
https://www.facebook.com/pages/Suma-de-Letras-Portugal/447625115346375


Sinopse

"Um ano depois de Elle ter abandonado a vida de acompanhante de luxo e ter feito a sua escolha, o corpo e o coração apontam numa única e inevitável direção: Louis, o irmão do seu ex-noivo David e o único homem que conseguiu ser seu mestre, na vida e na cama. Nas hábeis mãos de Louis, Elle aprendeu a ouvir o seu próprio desejo e, acima de tudo, descobriu que não pode lutar contra a paixão que os une. Ao fim de alguns meses como amantes clandestinos no Hotel dos Encantos, Elle sente-se finalmente pronta para dar o próximo passo e pede a Louis que case com ela. Louis contesta que Elle ainda não está pronta e que a sua “formação” deverá continuar. Quando Louis começa a agir de forma estranha, Elle percebe que os demónios do passado estão de volta. Decide finalmente assumir o comando do seu próprio destino para descobrir o que esconde realmente Louis e qual é a misteriosa ligação entre Louis e o irmão David, que não desistiu da vingança contra os dois amantes. No meio de tudo isto, qual será o papel de Aurore, a mulher que se assemelha tanto a si? E conseguirá Elle levar Louis a fazer o que realmente quer?
Uma história de amor ardente e irresistível, plena de erotismo, mistério, segredos e mentiras."


Têm até ao dia 2 de Fevereiro para participar.
Preencham o formulário abaixo disponibilizado.
Podem participar UMA VEZ POR DIA...
Boa Sorte!


Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega;
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
- Caso não vos apareça a setinha para descerem (no formulário), cliquem nele e desçam usando a seta do teclado.
  

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

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Filme: Jane Eyre (2011)



Título: Jane Eyre
Ano: 2011
Realizador: Cary Joji Fukunaga
Duração: 120 minutos
Baseado no livro: Jane Eyre de Charlotte Brönte

Como já devem ter notado, adoro clássicos da BBC bem como clássicos da literatura inglesa (falo desde Jane Austen a Charles Dickens e Agatha Christie). Estas série e filmes são, a meu ver, importantes, pois com as suas adaptações dão a conhecer obras incontornáveis da literatura, e são vários os casos das pessoas que se começam a interessar por estas obras depois de contactarem com as suas adaptações (confesso que, no meu caso, isto acontece bastantes vezes).

Assim sendo, facilmente poderão intuir que fiquei muito agradada com este filme. A história é muito interessante: Jane é orfã e por algum tempo viveu numa casa de uma tia que a maltratava e a considerava uma criança "demoníaca". Mais tarde, Jane é enviada para uma casa correctora para crianças com "o diabo no corpo", e quando cresce é contratada para a mansão de Mr. Rochester, um homem cruel que não gosta de crianças. Jane torna-se, assim, na preceptora de Adéle, a filha do seu empregador, que possuí um segredo que poderá ser fatal.

A adaptação está, a meu ver, fenomenal, mas a verdade é que muitos acontecimentos acontecem um pouco "a correr". Já se sabe... na maioria dos casos, vale sempre a pena ler o livro!
O clima de mistério está muito bem conseguido e anda sempre a par e passo com a beleza dos cenários e das personagens. É muito fácil uma pessoa prender-se à historia, mas não tão fácil prender-se às personagens! Como referi, o clima está excelente assim como as personagens estão muito bem escolhidas e caracterizadas. Adorei o realismo das cenas. Foi das coisas que mais me prendeu ao filme. Normalmente algumas das adaptações para cinema apresentam jardins muito vivos, cheios de flores coloridas que, por vezes, nem fazem parte daquela época/estação/zona. Ao ver este filme, senti que as coisas estavam muito bem pensadas e que os adereços, roupas e cenários tornavam, o seu conjunto, em algo de bastante real.

Por isso mesmo, aconselho-o a todas as pessoas que gostam deste género de histórias: um "romance" misterioso muito bem conseguido.

Sigam o link para irem ao youtube ver o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=e8PLpXvhtlc

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

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Evento: Encontro com Autores + 27ª entrevistas



No passado dia 18 de Janeiro tivemos o prazer de participar na celebração do 5º Aniversário do Blogue BranMorrighan. Entre alguma música, uma tertúlia e convívio, tivemos a oportunidade de conhecer novos escritores e reencontrar outros que já aqui apareceram no FLAMES.
Como seria de esperar, pusemos mãos à obra e fizemos as nossas usuais mini-entrevistas. Fiquem com as respostas destes ilustres escritores:
Afonso Cruz
Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa
O seu Filme favorito: Sétimo Selo
O seu Livro favorito: Flatland
O seu Anime favorito: Akira
O seu Manga favorito: não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Feira do Livro
A sua Série de televisão favorita: Treme


lvaro Cordeiro

Qual é a sua nacionalidade: Sou português, nascido em Lisboa.
O seu Filme favorito: Ivan, o Terrível, de Serguei Eisenstein.
O seu Livro favorito: Os Miseráveis, de Victor Hugo.
O seu Anime favorito: Não tenho.
O seu Manga favorito: Não tenho.
O seu Espetáculo de música favorito: É difícil responder, é difícil particularizar. Considero a Ópera de Pequim um espetáculo sublime e esmagador, como acho admirável qualquer concerto de Frank Sinatra ou de Gilbert Bécaud, pelo poder artístico e comunicativo que eles tinham. Mas há muitas outras coisas fantásticas.
A sua Série de televisão favorita: Não sei responder. Não vejo séries de televisão com suficiente regularidade para ter um critério de escolha.


Fernando Alagoa
Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa
O seu Filme favorito: O Nome da Rosa
O seu Livro favorito: Há Sempre um Amanhã (de Pearl S. Buck)
O seu Anime favorito: não tenho
O seu Manga favorito: não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Diversos, tal como por exemplo o Riverdance
A sua Série de televisão favorita: Endereço Desconhecido


Luís Miguel Rocha
 
Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa
O seu Filme favorito: Cinema Paraíso
O seu Livro favorito:A sombra do Vento e Memorial do Convento
O seu Anime favorito: não tenho
O seu Manga favorito: não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Feira do Livro, Encontros com escritores em bibliotecas, Festivais de Cinema
A sua Série de televisão favorita: Game of Thrones e The Following
 Luísa Fortes da Cunha
Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa

O seu Filme favorito: A Vida é Bela
O seu Livro favorito: Os Maias
O seu Anime favorito: não tenho
O seu Manga favorito: não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Feira do Livro, Encontros com Leitores, Ler Mais Ler Melhor
A sua Série de televisão favorita: Downtom Abbey

  
Nuno Nepomuceno

Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa
O seu Filme favorito: Contacto
O seu Livro favorito: Os Pilares da Terra
O seu Anime favorito: Bleach
O seu Manga favorito: não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Cirque du Soleil
A sua Série de televisão favorita: Lost


Paulo Freixinho
 

Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa

O seu Filme favorito: À Procura de Nemo.

O seu Livro favorito: Não consigo deixar só um… destaco quatro: ‘Ensaio Sobre a Cegueira’, de José Saramago; ‘Ernestina’, de J. Rentes de Carvalho; ‘Nenhum Olhar’, de José Luís Peixoto e ‘O Pintor Debaixo do Lava-Loiças’, de Afonso Cruz.

O seu Anime favorito: Sou do tempo da Abelha Maia e da Heidi, adorávamos aquilo.

O seu Manga favorito: Não sei se estou a dizer alguma asneira mas penso que Manga é uma coisa mais moderna… mas achava piada ao Shin-chan.

O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Destaco a Feira do Livro de Lisboa. Na música destaco quatro nomes: Taxi, Sétima Legião, The Smiths e Paul Weller… vi ao vivo as duas primeiras bandas, adoraria ter visto ao vivo os dois últimos nomes (embora seja ainda possível ver Paul Weller… mas já gostei mais)… aconselho que assistam a um concerto da banda portuguesa The Soaked Lamb e, claro, que não percam o lançamento de um (planeado) disco da minha banda cujo nome ainda está no segredo dos deuses… ;-)…

A sua Série de televisão favorita: Cuidado Com a Língua! 


  Paulo M. Morais


Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa
O seu Filme favorito: Apocalipse Now
O seu Livro favorito: Sempre o próximo
O seu Anime favorito: Filmes de Hayao Miyazaki
O seu Manga favorito: não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Feiras do Livro
A sua Série de televisão favorita: Sete Palmos de Terra 


Muito obrigada a todos os autores pela sua simpatia e disponibilidade e ao blogue BranMorrighan pelo fantástico convite!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

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Livro: A Rapariga que Roubava Livros


 
 
 
Título Original: The Book Thief
Ano: 2005
Género: Drama
Autor: Markus Zusak
Editora: Editorial Presença

 

 
Por vezes surge um autor que não se preocupa com os danos que possa causar na alma dos seus leitores nem pensa nas mazelas com que estes terão que viver após lerem o seu livro. O mais recente autor malévolo com que me cruzei foi Markus Zusak, um homem jovem e desconhecido até ter publicado a sua obra-prima que provavelmente é uma das grandes responsáveis pela subida do nível médio da água no planeta, estou a falar, claro está, do livro “A Rapariga que Roubava Livros”.
  
A protagonista desta história é uma jovem rapariga alemã, Liesel Meminger, que é adotada por um casal bastante pobre, residente numa cidade inventada pelo autor chamada Molching, depois da sua mãe se ver obrigada a abdicar da sua guarda por não ter o mínimo de condições necessárias para a sustentar.
Se a vida de Liesel, agora habitante de uma das ruas mais pobres da cidade, a Rua Himmel, já não era fácil, pode-se dizer que o facto de viver numa altura em que Hitler inicia a perseguição dos judeus e a Segunda Guerra Mundial começa não veio facilitar em nada a vida da jovem Liesel. É verdade que a pobre rapariga que rouba livros não é judia, nem o são os seus pais adotivos nem tampouco o seu melhor amigo Rudy, mas quem disse que a vida dos alemães não judeus em plena Segunda Grande Guerra foi fácil?
Não foi. E quem contará detalhadamente todas as dificuldades por que Liesel passará será a própria Morte, que um dia se cruzou com a pobre rapariga, coincidentemente no dia em que esta roubou o seu primeiro livro, e nunca mais conseguiu esquecê-la.
 
 
Penso que já disse tudo o que havia a dizer sobre este livro pois quaisquer palavras que eu possa acrescentar nunca serão suficientes para transmitir a profundidade que a história de “A Rapariga que Roubava Livros” tem.
É verdade que seria interessante referir o facto de este livro apresentar uma perspetiva completamente diferente da Alemanha Nazi: ao contrário dos imensos livros que nos apresentam as lutas e dificuldades dos judeus, esta obra mostra-nos o ponto de vista dos alemães não judeus que sofreram com as consequências desta Guerra injusta, quer por não concordarem com Hitler ou simplesmente por serem vítimas dos danos colaterais de uma guerra cega.
Igualmente pertinente seria referir as várias personagens caricatas e bem desenvolvidas que povoam este livro, cada uma com uma história pessoal interessante e emocionante.
Também poderia falar da escrita original, bela, profunda e contundente de Markus Zusak, que apresenta neste livro algumas das melhores metáforas que alguma vez li e que escreveu alguns dos mais belos parágrafos que alguma vez encontrei ao longo dos meus, bastantes, anos de leitora.
Ah! E ainda seria interessante discorrer sobre a narradora desta história, a própria Morte, que foi simplesmente quem mais me surpreendeu neste livro ao revelar-se um “ser” inesperadamente empático, emotivo e sofredor que apresenta o seu ponto de vista acerca do mundo de uma forma sublime, direta e incomodativa para nós humanos que temos fechado os olhos perante as atrocidades que acontecem no nosso mundo.
Mas decidi não falar de nada disso. Para perceberem porque é que meio mundo leu, adorou este livro, se comoveu com esta história e passou os dias seguintes a pensar nela terão que ler “A Rapariga que Roubava Livros”.
Atenção: só  leiam esta obra se aceitarem passar a fazer parte da lista de vítimas do malévolo Markus Zusak! Depois não digam que não vos avisei…



Atualização: Já se encontra disponível a nova edição do livro com a imagem do filme que está a dar muito que falar.

 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

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Livro: Principessa


Autor: Peter Prange
Nº de Páginas: 526

O romance histórico é o meu favorito e fiquei logo apaixonada pela capa deste livro bem como pelo título. Nunca tinha lido nada do autor, nem nunca tinha ouvido falar nele. Comprei-o meramente pela capa, título e preço apetecível (encontrei-o numa feira do livro de verão na praia de Peniche).
Foi uma bela surpresa. Não o considero o meu livro favorito, mas gostei bastante dele. Foi uma boa companhia.
Passa-se inteiramente na Itália do séc. XVII, e conta a história interessante de dois arquitectos italianos em Roma: Bernini e Borromini. Estes dois arquitectos foram muito influenciados e inspirados por uma mulher desconhecida... a Principessa.

Apesar de não o considerar dos meus livros favoritos, as personagens estão muito reais... não temos, aqui, aquela personagem péssima o tempo todo, nem aquela sempre fabulosa. As personagens têm os seus defeitos e as suas virtudes, tal como todos nós, e este realismo associado às descrições inebriantes dos espaços arquitectónicos, criaram um pano de fundo bastante rico.

O livro está escrito como se se tratasse de um guião de um filme. Bom, na verdade, em termos formais não está assim, mas a simplicidade com que Prange descreve os locais, faz com que consigamos ver, claramente, a cena a decorrer em frente de nós. Qual não foi o meu espanto quando descobri que o autor é, na verdade, um guionista. Por isso, facilmente poderia ter sido transformado.

Misturando ficção e realidade, o autor transporta-nos então para uma história interessante e, no final, o autor conta-nos o que é que ele inventou, e o que é que aconteceu na realidade. Ficamos, sem dúvida, com uma grande vontade de visitar Roma depois de o ler.

Nota para quem vai (ou está) a ler o livro: No sub-capítulo 29 da parte IV (Na antecâmara do paraíso - 1655-1667) - Aconselhamos a, antes de ler esta parte, que se volte atrás e se leia, de novo, o prólogo.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

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Especial Aniversário: 88º Passatempo do FLAMES

O FLAMES celebra este mês 4 anos de existência!
Foram 4 anos de muitos posts neste projeto que nasceu em Janeiro de 2010 e que, graças a todos os que nos seguem, tem vindo a crescer e a desbravar novos caminhos! Muito obrigada a todos!
Para celebrar o nosso aniversário, temos para vos oferecer um exemplar do livro “Ensaio sobre o Ciúme” do inigualável Leon Tolstoi, gentilmente oferecido pela Editora Coisas de Ler, que desde o ano passado faz parte da equipa do FLAMES através de uma incrível parceria!
http://www.coisasdeler.pt/


Sinopse

"Leon Tolstoi, um dos maiores romancistas de todos os tempos, foi também autor de muitas novelas. Ensaio Sobre o Ciúme, escrito em 1891, constitui uma análise profunda sobre o ciúme, assim como uma crítica à forma como a sociedade da época educava os jovens em relação ao sexo. Leon Tolstoi é o autor dos grandes clássicos Guerra e Paz e Anna Karenina."

Têm até ao dia 31 de Janeiro para participar. Preencham o formulário abaixo disponibilizado e Boa Sorte!

 Podem participar uma vez por dia!

Parabéns ao FLAMES mas, acima de tudo, obrigada a vocês por tornarem este projeto possível ;)
Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega;
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
- Caso não vos apareça a setinha para descerem (no formulário), cliquem nele e desçam usando a seta do teclado.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

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Filme: Despedidas


 
 
 
Título Original: Departures
Ano de Estreia: 2008
Género: Drama
Realizador: Yôjirô Takita
País de Origem: Japão

 

 
A nossa admiração pelo Japão é por demais evidente, daí duas das nossas principais categorias no blogue estarem diretamente relacionadas com este país: Animes e Mangas. Por isso, quando me deparei com a oportunidade de ver um filme japonês premiado um pouco por todo o mundo (inclusive vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009, tal como mais tarde viria a descobrir) não pensei duas vezes: tinha que vê-lo!
  
O protagonista desta história é o jovem Daigo Kobayashi, um violoncelista que de um dia para o outro se vê desempregado quando a sua orquestra de Tóquio é dissolvida.
Um pouco por desespero, Daigo decide voltar para a sua terra natal, uma pequena vila chamada Sakata, juntamente com a sua esposa.
Aí, há que começar uma vida nova e o jovem desempregado não hesita em responder a um anúncio de trabalho num jornal local de uma empresa responsável por “partidas”. Sem saber muito bem do que trata o trabalho, Daigo vai a uma entrevista de emprego e é imediatamente selecionado para a vaga disponível.
Só nesse momento é que o ex-violoncelista profissional descobre que acaba de ser contratado para uma agência que prepara os corpos dos mortos para o respetivo funeral…
 
 
Este foi, sem margem para dúvidas, um dos filmes que mais me comoveu nos últimos anos. Foi uma autêntica surpresa pois não estava de todo à espera que um filme com uma sinopse deste tipo pudesse ter um impacto tão grande no seu espetador.
Por vezes, as produções japonesas são demasiado violentas, excessivamente cómicas ou muito melodramáticas. Mas “Despedidas” conseguiu equilibrar na perfeição dois elementos essenciais nesta história: o drama e a comédia.
Tal como a sinopse deixa antever, a temática do filme é bastante pesada: basicamente, acompanhamos Daigo e o seu patrão nas suas visitas a várias casas para prepararem os corpos dos falecidos. Aqui o clima dramático é evidente pois somos confrontados com o sofrimento dos familiares e amigos e com toda a cerimónia por detrás deste ritual de preparação dos corpos (cada vez mais em desuso no Japão atual) bastante complexo.
Contudo, o realizador Yôjirô Takita conseguiu também pontuar esta fantástica história com momentos engraçados, leves e bem-dispostos. Sendo que por vezes não conseguimos evitar um sorriso aqui e ali ao longo da história e esta torna-se, assim, ainda mais agradável e reconfortante.
 
No entanto, o meu maior destaque para este filme vai para a história pessoal de Daigo: o seu afastamento do seu pai quando ainda era jovem, a sua ausência nos últimos dias de vida da sua mãe e os problemas que o seu novo trabalho lhe originam no seu casamento. A resolução de todos estes conflitos interiores é feita de forma sublime e extremamente comovente ao longo de um filme que se desenrola sem pressas, dando oportunidade para que o espetador saboreie cada momento e apreenda cada uma das emoções que a história transmite.
Por fim, não podia deixar de referir a fantástica banda sonora que torna “Despedidas” num filme ainda mais comovente, marcante e inesquecível.  
 
Um filme que recomendo vivamente! Impregnado por uma cultura ancestral desconhecida da maioria de nós e com uma história que certamente perdurará na memória de todos aqueles que a virem.
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