Envie esta página a um amigo!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

3

Série: The A-Team


Título Original: The A-Team
Título em Portugal: Soldados da Fortuna
Ano: 1983
Nº de episódios: 97
Realizador: Stephen J. Cannell & Frank Lupo
Género: Acção, Aventura

Reparámos que estreia hoje em Portugal o filme “Soldados da Fortuna”. Contudo, não é dele que vamos falar (até porque ainda não o vimos) mas sim da série que o inspirou.

The A-Team (ou Esquadrão Classe A como lhe chamávamos) é das poucas séries que víamos quando éramos crianças (algo que por certo terá contribuído para tal é o facto da série ter sido transmitida em Portugal dobrada em português, o que permitia que mesmo muito jovens a acompanhássemos). Na altura, na década de 90, a série era um autêntico sucesso em Portugal (e também já o tinha sido um pouco por todo o mundo, já que foi produzida e exibida na década de 80) e, tal como muitas pessoas, não perdíamos um único episódio.
Agora, olhando em retrospectiva, percebemos que a série não era nada de muito fantástico e surpreendente. Basicamente, acompanhávamos quatro antigos membros das Forças Especiais do exército americano que se encontravam fugidos das autoridades pois tinham sido acusados de um crime que não cometeram. Desta forma, John Hannibal Smith (o líder e quem tinha ideias no grupo), Face (um irresistível homem sempre pronto a enganar toda a gente e a conquistar qualquer coração feminino com que se cruzasse), Murdock (o membro mais “doido” e cómico do grupo) e B.A. (o eterno gigante, que actuava baseado na sua força sempre acompanhado pelas suas dezenas de colares de ouro ao pescoço e com um terrível medo em andar de avião) viam-se, em cada episódio, envolvidos numa nova aventura da qual conseguiam sempre escapar ilesos após magicarem um qualquer plano que acabava por resultar.

Mas a verdade é que nos é impossível pensar nesta série sem sentirmos uma “pontada” de saudade ao lembrarmo-nos das divertidas horas que passámos frente à T.V. e da satisfação que sentíamos sempre que cada episódio terminava com a vitória dos nossos “heróis” e com a famosa frase de Hannibal: “Eu adoro quando o plano dá certo”.
Só esperamos, muito sinceramente, que o filme faça jus à série, embora muitas vezes isso não aconteça porque há coisas que simplesmente não podem nem deviam ser reproduzidas.


Aqui fica o genérico que por certo trará muitas recordações a quem acompanhava esta série:

segunda-feira, 26 de julho de 2010

8

Livro: As Dez Figuras Negras


Título Original: And then there were none
Autora: Agatha Christie

Mais uma vez, Agatha Christie oferece-nos um policial inigualável e, como sempre, deixa-nos sem vontade nenhuma para pousar o livro, nem que seja por um ínfimo minuto.
Este é, talvez, dos livros dela que mais filmes, séries ou outros livros suscitou...
É engraçado porque quando acabamos de ler o livro, se voltarmos ao início e lermos algumas passagens ficamos atónitos em como não ligámos a pormenores tão "óbvios"...

A história apresenta-nos dez personagens:
- O juiz Wargrave
- A jovem Vera Claythorne
- O capitão Philip Lombard
- Miss Emily Brent
- O general Macarthur
- O Dr. Armstrong
- Tony Martson
- Mr. Blore e
- Mr. and Mrs. Rogers

Estas dez personagens desconhecem-se umas às outras (exceptuando o casal Rogers) e nada têm em comum! Mas todas elas viajam juntas até à ilha do Negro, onde foram convidadas pelo misterioso U. N. Owen para irem passar uns dias na sua fantástica mansão. Um megafone estratégicamente colocado acusa cada um dos convidados de ser um "assassino" e, nessa noite, um deles morre. A pouco e pouco, as personagens começam a ser liquidadas uma a uma, ao mesmo tempo que a tensão entre os sobreviventes aumenta. Quem será o assasino? Porque é que não conseguem arranjar uma forma de sair da ilha? Será que um deles é o assassino?

Existem Dez figurinhas negras na mesa da mansão e, de cada vez que uma personagem morre, uma figura desaparece... quem será o autor de tudo isto? Conseguirá alguém sobreviver?

Um livro fantástico com um final surpreendente, sempre acompanhado da lengalenga "Ten little Indian boys went out to dine; One choked his little self and then there were Nine (...)"

Já leram o livro? Alguém pensa ler? Diga-nos a sua opinião!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

10

Filme: Ensaio sobre a cegueira

Título original: Blindness
Título em Portugal: Ensaio sobre a cegueira
Ano: 2008
Género: Drama, Thriller
Realizador: Fernando Meirelles

O filme Ensaio sobre a cegueira representa uma das raríssimas vezes em que seguimos o caminho “mais fácil” e vimos o filme sem ter lido o livro. Tal não foi por acaso, já que o livro é escrito pelo único Prémio Nobel da literatura português – José Saramago. Contudo, mesmo sendo um escritor reconhecido mundialmente, não conseguimos gostar do seu tipo de escrita (tendo desistido de ler os seus livros há muito tempo) e, por isso mesmo, optámos por ver o filme para ficar a conhecer esta história da qual já tínhamos ouvido falar inúmeras vezes.
Em o Ensaio sobre a Cegueira é-nos apresentado um mundo que é abalado por uma repentina e misteriosa epidemia que causa a cegueira completa a quem por ela é afectado. Assim, todos os que ficam cegos são colocados em quarentena a fim de evitar a propagação de tal epidemia. Contudo, a protagonista, mesmo não tendo sido afectada, não quer separar-se do seu marido que tal como muitas pessoas ficou cego e, assim, decide fingir que perdeu a visão e acompanha-o para o locar reservado para a quarentena. A partir daqui, acompanhamos o dia-a-dia de um conjunto de pessoas cegas e vemos de que forma constroem a sua comunidade: regras, deveres, direitos, etc.

O filme, sem ser dos nossos preferidos, acaba por ser muito interessante pois leva-nos a pensar e reflectir sobre a sociedade actual, mais precisamente, na forma como reagiríamos se fossemos realmente afectados por tal epidemia. E, de facto, ficámos com a impressão de que a ideia de civilização que todos partilhamos e de que tanto nos orgulhamos cairia por terra assim que nos encontrássemos na situação dos personagens do filme.
O único ponto negativo a apontar é o facto da protagonista fugir completamente ao tão conhecido provérbio “Em terra de cegos, quem tem olho é rei”. Não conseguimos perceber como é que alguém na posição dela, a única com visão no meio de todas as pessoas em quarentena, conseguiu assumir uma atitude tão passiva, deixando que crimes fossem cometidos por pessoas que ela conseguiria dominar com a maior das facilidades. Mas mesmo assim, este é um filme que, sem sombra de dúvidas, vale a pena ser visto.

Aqui fica o trailer:



Bons filmes!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

15

Livro: A Papisa Joana

Título: A Papisa Joana
Autora: Donna Woolfolk Cross


Este livro é aconselhado a quem adore romances históricos. É talvez por essa razão que é considerado como dos nossos livros favoritos. Infelizmente, após o sucesso de Código Da Vinci, este livro pode parecer um pouco "do género", apesar de ter sido escrito muito antes.

A história deste livro é fantástica e, só depois de o lermos, é que nos apercebemos que, afinal, se baseia numa história verídica. De facto, um dos grandes trunfos do livro, é o facto da autora ter tido uma capacidade extraordinária de combinar aspectos mais lendários com factos históricos. A personagem principal é Joana de Ingelheim que era filha de um missionário inglês e de uma mãe saxónica. Por ter nascido no ano 814 sente-se frustrada com as limitações que lhe são impostas pelo seu sexo. Mas felizmente, a cumplicidade do irmão Mateus faz-lhe entrar no mundo da leitura e, com apenas 6 anos, Joana aprende a ler e a escrever. Mas não terá sempre Mateus para a ajudar a ultrapassar as suas limitações [impostas]. Conseguirá então ela ultrapassar todas as suas dificuldades e tornar-se numa grande mulher? E se sim como? E o que acontecerá quando se apaixonar perdidamente por Geraldo? Todo o livro é uma fantástica recriação da "Idade das Trevas". A sua leitura é fácil e interessante e é, sem dúvida, um livro bastante feminista.

O livro foi transformado em filme pelo realizador alemão Volker Schlondorff em 2009 mas, sinceramente, ainda não o vimos...aqui vai o trailer do filme..confessamos que estamos curiosíssimas para o ver!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

10

Anime: Toradora


Nome: Toradora
Ano: 2008
Autor: Yuyuko Takemiya
Nº episódios: 25
Género: Romance, Drama


Hoje fazemos referência a um dos animes que mais nos surpreendeu nos últimos tempos.
Quando ouvimos falar em Toradora não ficámos particularmente curiosas: aquilo que nos fora dado a entender, inicialmente, era que este seria mais um dos muitos animes que retratam a vida de adolescentes do liceu à medida que estes vão lidando com as transformações e peripécias típicas da sua idade. Contudo, o facto deste anime ter tido uma grande popularidade no Japão em conjunto com algumas opiniões que garantiam que no final ficaríamos surpreendidas com esta história convenceram-nos a vê-lo.
E ainda bem que o fizemos pois, na verdade, ficámos completamente rendidas a esta simples mas intensa história. Se durante os primeiros episódios a história do anime se desenrola de uma forma “ligeira”, divertida e simples (basicamente, ficamos a conhecer as aventuras e desventuras de um conjunto de amigos no final da adolescência), à medida que avançamos na trama começamos a aperceber-nos o quão envolvidas ficamos e o quão interessante o anime se torna (tudo isto porque a história começa a ganhar novos contornos...). Assim, sem darmos conta, ficámos completamente rendidas a este anime que nos fez gostar imenso dos personagens e ver os episódios finais vibrando a cada minuto que passa com os seus dramas (sem esquecer a boa banda sonora genialmente colocado nos momentos-chave da história). No final, apenas restou uma sensação de tristeza e insatisfação por não haver mais episódios...
Feitas as contas, ficámos satisfeitas por tê-lo visto e achamos que sem dúvida alguma merece ser visto (mais não seja por ser extremamente pequeno – 25 episódios de 20 min cada acabam num instante).

Aqui fica o primeiro genérico:

segunda-feira, 12 de julho de 2010

8

Filme: An Education

Título em Português: Uma outra Educação
Lançamento em Portugal: 18 Fevereiro 2010
Ano: 2009
Duração: 95 minutos
Género: Drama
Actores:
    * Carey Mulligan como Jenny Miller
    * Peter Sarsgaard como David Goldman
    * Dominic Cooper como Danny
    * Rosamund Pike como Helen
    * Emma Thompson como Miss Walters
    * Olivia Williams como Miss Stubbs
    * Alfred Molina como Jack Miller
    * Cara Seymour como Marjorie Miller
    * Sally Hawkins como Sarah Goldman
    * Matthew Beard como Graham
    * Ellie Kendrick como Tina

Este não é um filme para todos (embora devesse ser). É daqueles filmes que ou amamos ou nos faz adormecer. De facto, um dos lados negativos que  tem é o facto de ter diálogos extraordinários, mas, por vezes, monótonos e, para alguns muito pesados. No entanto é uma óptima obra cinematográfica e bem foi merecido o BAFTA recebido por Carey Mulligan. De facto, a sua interpretação é brilhante.

Ambientado no ano de 1961, esta é a história de Jenny Miller uma rapariga de 16 anos que se apaixona por um homem muito mais velho (a rondar os 30 anos). Ambos iniciam um romance quase impossível que contrasta com a sua vida monótona e entendiante que Jenny sempre teve. Os seus pais são, à partida, da velha guarda, defensores da moral e dos bons costumes. Mas será que vão permitir o romance entre a filha e David? Conseguirá Jenny manter as boas notas e conseguir ingressar na universidade dos seus sonhos (Oxford)? Ou terá ela de escolher entre uma boa educação ou a educação da vida?

Esta é uma história interessante, com uma premissa quase comum mas com um desenvolvimento invulgar.

De destacar, ainda, a representação de Dominique Cooper, Peter Sarsgaard e de Alfred Molina (o pai, uma personagem na qual muitos de nós nos revemos, apesar de não o sentirmos ou não o querermos admitir.)
O filme é baseado num livro de memórias autobiográfico do mesmo título, escrito por uma jornalista britânica: Lynn Barber.

Aqui fica o trailer, e... comentem...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

7

Entretenimento: = 3


Como grandes fãs confessas do Youtube, hoje decidimos falar de um canal nesse site que descobrimos há pouquíssimo tempo mas do qual nos tornámos fãs instantaneamente.
Foi por acaso que nos cruzámos com o canal de Ray William Johnson, mais precisamente, com o seu programa “= 3” (equals 3).
Basicamente, Ray coloca um vídeo todas as 2ªs e 5ªs feiras com uma duração de, em média, 4 minutos.
Bastou vermos um vídeo para nos rendermos por completo ao sentido de humor e originalidade deste jovem que nos apresenta diferentes vídeos verdadeiramente hilariantes e sobre os quais tece alguns (divertidos, directos e engraçadíssimos) comentários.
O que torna o canal ainda mais interessante é o facto de nós também podermos participar, quer seja enviando vídeos ou enviando a “comment question of the day”. Ou seja, no final de cada vídeo é-nos apresentada uma questão (algumas questões são verdadeiramente insólitas) e podemos responder de uma forma muito simples – deixando a nossa resposta nos comentários do vídeo no youtube. Depois, no vídeo seguinte, Ray selecciona as respostas mais engraçadas e originais e coloca-as no final dos seus vídeos.
Ray tem tido tanto sucesso que actualmente já são comercializadas t-shirts com algumas das expressões que se tornaram célebres com o seu canal tais como:

“Two Camels in a Tiny Car”
“You Ain't Got No Pancake Mix”
“Cause You're Adopted”

(Para perceberem o que estas frases significam têm que ver os vídeos anteriores de Ray nos quais estas expressões aparecem num determinado contexto)

Acreditem, vale mesmo a pena fazerem uma visita a este canal e verem alguns dos vídeos que já se encontram lá (e são bastantes, pois este canal já existe há mais de dois anos). Depois é só formarem a vossa opinião. A nossa, como já demos a entender, é bastante positiva, o que parece estar de acordo com muitas pessoas em todo o mundo, já que Ray William Johnson é a 5ª pessoa com mais seguidores no Youtube.
Ah, é verdade, há um pequeno (para algumas pessoas poderá ser grande) pormenor: os vídeos estão em inglês… da nossa parte achamos que vale sempre a pena tentar (nem que não seja para treinar o vosso inglês). Se, porventura, descobrirmos algum local onde apareçam os vídeos com legendas avisar-vos-emos imediatamente.

Aqui fica o link para o canal: http://www.youtube.com/user/raywilliamjohnson?blend=1&ob=4

Fiquem com um dos seus vídeos:


Bom resto de semana!

domingo, 4 de julho de 2010

9

Livro: As Cidades Invisíveis




Livro: As cidades Invisíveis
Autor: Italo Calvino
Ano: 1972
Páginas: 178

O livro "As Cidades Invisíveis" é uma obra de um dos autores mais conceituados e clássicos da literatura: Italo Calvino. De facto, é considerado dos escritores do século XX mais importantes e esta é a sua obra mais conhecida. Mais do que uma obra parece ser uma série de pequenos contos (ou pelo menos assim poderá ser lida). Como tal, alguns destes "contos" são mais apelativos que outros e, para um leitor menos experiente neste género literário ou que se aborrece mais facilmente, pode ser-se feita quase que uma selecção dos contos mais interessantes.

Trata-se de um romance surrealista com uma narrativa lírica relativamente a cidades...55 cidades que não existem se não na cabeça do narrador: Marco Polo. Esta é a história de Marco Polo que, ao chegar ao oriente, dá conta de uma série de cidades oníricas e totalmente utópicas ao imperador Kublai Kan que se encontra melancólico por não poder ver as cidades descritas por Marco Polo, transformando esta personagem na sua janela para um mundo que, na verdade, não existe.

As 55 cidades encontram-se ainda divididas em 11 temas (que orientam a interpretação da leitura). De notar que todas as cidades possuem nomes femininos.

Não é um livro de fácil leitura tendo uma linguagem muito estilizada e uma clara falta de acção, mas qualquer pessoa terá de concordar que a escrita do autor é fantástica e evocadora de imaginação (se o leitor não possuir uma imaginação fértil, mais vale não passar da 1ª página), uma vez que é muito interessante como nos conseguimos envolver num mundo totalmente imaginário.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

7

Livro: Irresistível Tentação


Título Original: Nadia Knows Best
Título em Portugal: Irresistível Tentação
Autor: Jill Mansell
Ano de Publicação: 2009
Género: Romance
Páginas: 378

Hoje vamos falar de um livro de uma autora que nos era completamente desconhecida, Jill Mansell.
Confessamos que estávamos um pouco relutantes em ler um livro que parecia uma espécie de Sabrina ou Júlia (para quem não conhece, são colecções de dezenas de pequenos livros com romances nos quais apenas mudam os nomes dos personagens e de resto as histórias são incrivelmente semelhantes) mas numa versão maior. Mas lá nos decidimos por lê-lo e quando terminámos ficámos com pena…pena por o livro ter chegado ao fim!
De facto, fomos surpreendidas pela escrita de Jill Mansell: muito leve, simples, directa e incrivelmente DIVERTIDA. É praticamente impossível ler “Irresistível Tentação” sem ter aquele sorrisinho nos lábios provocado pelas constantes piadas genialmente colocadas ao longo de todo o livro. Mas não foi só o tipo de escrita que nos surpreendeu, já que a história também consegue ser bastante engraçada e cativante ao ponto de nos fazer querer continuar a ler para saber em que peripécias Nádia (a protagonista) e companhia se vão envolver. E, temos que confessar, um livro que faça referência, mesmo que muito subtil, aos S Club 7 (a mítica banda pop de uma série de igual nome dos anos 90 que marcou os primeiros anos da nossa adolescência) tem que ser digno da nossa admiração.
Bem, só resta mesmo dizer que ficámos curiosas por ler mais livros desta autora (o que certamente iremos fazer), para ver se conseguem fazer o que este fez – manter-nos acordadas até às 3h da manhã por não resistirmos até ao dia seguinte para saber o desfecho da história.

Boas Leituras!
Ocorreu um erro neste dispositivo

1%

1%